Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Várias

CGTP deverá avançar com nova vaga de protestos
                                                                                                                                          
É a resposta da central sindical liderada por Carvalho da Silva às medidas restritivas impostas pelo Governo. Gasolina supera barreira dos 1,5 euros. Transportadoras consideram incomportáveis os aumentos.
                                                         
A CGTP deverá avançar com formas de luta sectoriais no fim do mês e organizar uma ou duas acções de âmbito nacional em Março. Esta é a resposta da central sindical às medidas restritivas impostas pelo Governo, que incluem cortes salariais na Administração Pública, aumento de bens e produtos essenciais, além da redução nos apoios sociais. Para a InterSindical, também é fundamental que o Salário Mínimo cresça o mais rapidamente para os 500 euros estabelecidos pelo Acordo Social para 2011. A proposta vai ser discutida no Conselho Nacional desta terça-feira e deverá ser confirmada no Plenário de Sindicatos de sexta-feira. A CGTP vai também aprovar um documento sobre as Presidenciais, apelando à participação de todos os portugueses no acto eleitoral de dia 23 deste mês e não se resignando à ideia de que Cavaco Silva já está eleito. A CGTP já está entretanto a preparar o próximo Congresso, marcado para o final de Janeiro de 2012.
                                                                            
Preço dos combustíveis no valor mais elevado dos últimos meses
                                                                                  
Gasolina supera barreira dos 1,5 euros. Transportadoras consideram incomportáveis os aumentos e vão reunir-se com o Governo na próxima quinta-feira. A entrada no novo ano trouxe novo aumento do preço dos combustíveis, que estão já nos valores mais elevados dos últimos meses. Por exemplo, nos postos da Galp, segundo o "Diário Económico", um litro de gasolina custa agora 1,513 euros, enquanto o gasóleo vale 1,318 euros o litro. É uma subida justificada, por um lado, pelo aumento do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) de 21 para 23% e, por outro, pelo fim da isenção fiscal ao biodiesel. Devido ao aumento do preço dos combustíveis, as transportadoras e Governo vão reunir-se na quinta-feira. Em declarações ao "Diário Económico", a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTROP) diz que é uma situação que exige “medidas extraordinárias” e teme, por isso, o “encerramento inevitável” de algumas empresas, elevando ainda mais o número de desempregados. Ainda assim, a ANTP, admite que não está a pôr a hipótese de uma greve como a do Verão de 2009, quando um litro de gasóleo chegou a custar 1,428 euros.
                                                                                                         
Quatro feridos em explosão de caldeira
                                                                                                                        
Dois dos feridos estão em estado grave no Hospital de Chaves. Em menos de um mês é o segundo rebentamento de uma caldeira a lenha a fazer vítimas. O acidente de hoje deu-se em Vilarandelo, no concelho de Valpaços e fez quatro feridos. A explosão atingiu quatro pessoas da mesma família, entre elas uma criança de três anos, que estavam à lareira. Dois dos adultos sofreram ferimentos graves, como adianta à Renascença o tenente-coronel Ventura do comando da GNR de Vila Real. “O acidente ocorreu devido ao rebentamento de uma caldeira a lenha. Na moradia onde a caldeira rebentou encontravam-se quatro pessoas: uma senhora e dois homens adultos e uma criança. Os dois homens terão tido ferimentos graves”, disse. Os feridos estão no Hospital de Chaves. A 19 de Dezembro a explosão de outra caldeira no concelho de Oliveira de Azeméis causou duas mortes.
                                                                                    
Clínicas de hemodiálise exigem receber pela tabela antiga
                                                                                                                
Aceitam novos doentes, mas não os cortes decretados pelo Ministério da Saúde. As clínicas privadas de hemodiálise mantêm o braço de ferro com o Ministério da Saúde. Primeiro, as clínicas ameaçaram não receber novos doentes a partir de 1 de Janeiro. Já hoje, Ricardo Carballo, presidente da associação do sector, disse que, por uma questão de responsabilidade, até podem receber novos doentes. A condição é que os hospitais que os enviam terão de pagar pela tabela anterior aos cortes decretados pelo Ministério. Na semana passada, um despacho do secretário de Estado da Saúde reduziu em 2% - cerca de 10 euros - o pagamento semanal por cada doente do Serviço Nacional de Saúde que faz hemodiálise em clínicas privadas.
                                                                                               
Portugal chefia comissão da ONU sobre Coreia do Norte
                                                                                                         
O Conselho de Segurança reúne-se na terça-feira pela primeira vez com os novos membros, entre os quais está Portugal. Portugal vai liderar a comissão do Conselho de Segurança sobre a Coreia do Norte e o grupo de trabalho sobre tribunais internacionais, dois dossiers quentes das Nações Unidas, disse à agência Lusa fonte diplomática. De acordo com a mesma fonte da missão portuguesa, das consultas entre os membros do Conselho saiu também um acordo informal para que Portugal assuma em 2012, no seu segundo ano como membro não permanente, a presidência do grupo sobre os métodos de trabalho do organismo, que era o principal objectivo da diplomacia portuguesa.
O Conselho de Segurança reúne-se na terça-feira pela primeira vez com os novos membros, uma vez que o primeiro dia de trabalho do ano, hoje, é feriado oficial da ONU. A fonte ouvida pela Lusa assume que as duas áreas a que Portugal irá presidir serão "especialmente difíceis", mas garante que existem "competências e conhecimento" na missão e na diplomacia portuguesa para assumir "calmamente" as pastas. Anteriormente presidido pela Turquia, o comité sobre a Coreia do Norte é responsável pela aplicação de sanções, implementação das decisões e avaliação de resultados das mesmas. A atribuição de pastas no Conselho de Segurança foi negociada durante mais de um mês e concluída no final de Dezembro.
                                                                                                     
Amado quer consenso partidário na reforma da rede diplomática
                                                                                                            
“Não vale a pena estar a fechar embaixadas se depois um governo futuro pretende reabri-las”, diz o ministro.O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, não desistiu de encerrar alguns postos diplomáticos europeus, mas quer primeiro falar com as outras forças políticas para chegar a um consenso “o mais alargado possível”. “Não faremos uma reforma da rede diplomática que não tenha uma base de consensualização com outras forças políticas. Não vale a pena estar a fechar embaixadas se depois um governo futuro pretende reabri-las. Isso é gastar dinheiro por gastar”, sustenta Luís Amado.
“Faremos um esforço no sentido de propor aos nossos parceiros na Assembleia da República um conjunto de opções que visa responder à necessidade de adaptar os recursos limitados que temos às necessidades da política externa, em função dos interesses que procuramos defender”, acrescenta. A frente europeia é a grande prioridade da política externa portuguesa para 2011. A análise de tudo o que se passe nesta frente, sobretudo no domínio do euro, exige, de acordo com o ministro, um acompanhamento de grande rigor por parta da diplomacia portuguesa. Luís Amado falou hoje aos jornalistas à margem do encontro que tem todos os anos com o corpo diplomático português. Na reunião, disse aos embaixadores portugueses espalhados pelo mundo que a actual crise exige mais da diplomacia portuguesa do que nunca.
                                                                                                
Luís Amado relembra política de “contenção”
                                                                                                                  
O ministro dos Negócios Estrangeiros admite que é preciso reforçar os meios da rede diplomática e consular, mas tendo em conta o orçamento do próximo ano. “Contenção” e “disciplina” são palavras de ordem repetidas por Luís Amado. De recordar que há algumas semanas, na sua visita à Polónia, o Presidente da República sublinhou que a diplomacia portuguesa deve ser dotada dos meios necessários para apoiar a internacionalização das empresas portuguesas. Luís Amado admite poder vir a ajustar algumas dotações às embaixadas e consulado, mas sempre no âmbito de uma política de prudência.
                                                                                                                       
Sócrates e Louçã em campanha mas não lado a lado
                                                                                                          
Campanha presidencial de Manuel Alegre ainda não tem os pormenores fechados, mas não vai haver encontro de líderes. José Sócrates e Francisco Louçã vão participar na campanha presidencial de Manuel Alegre mas nunca lado a lado. Os detalhes ainda não estão fechados, mas já se sabe que os líderes de PS e Bloco de Esquerda não vão encontrar-se. Esta terça-feira, o candidato apoiado por socialistas e bloquistas coincide na Madeira com Cavaco Silva, mas isso é coincidência, garante o director da campanha de Alegre.
O arranque do período oficial faz-se a Sul, com um almoço com sindicalistas em Palmela, os Açores, uma breve passagem pelo Algarve e Alentejo e, depois, rumo a Norte para um total de cinco mil quilómetros de périplo, sem contar com as deslocações à Madeira e Açores. A rotina diária inclui sempre um almoço, visitas a empresas e instituições, mas também acções de rua. À noite, comício com a participação de dirigentes nacionais, quer do Bloco, quer do PS. A ordem das intervenções ainda não está definida, mas não tira o sono ao director de campanha. No limite, será por moeda ao ar, diz Duarte Cordeiro. Qualquer manifestação de apoio por parte de Mário Soares a Manuel Alegre também não é tema da candidatura, garante.
                                                                                          
Há muito para esclarecer no caso BPN
                                                                                                                           
Defensor Moura, o candidato socialista-independente (...) insiste, em entrevista à RTP, que Cavaco Silva tem que dar esclarecimentos sobre o banco. O candidato presidencial Defensor Moura voltou esta noite a insistir na necessidade de Cavaco Silva dar esclarecimentos sobre o “caso BPN”. O ex-autarca de Viana do Castelo lembra que o actual Presidente da República pôs em causa a actual administração do BPN e por isso terá que se explicar; tolerou durante vários meses um conselheiro de Estado ligado à anterior administração do banco Dias Loureiro e teve grandes lucros em negócios relacionados com a holding SLN (sociedade lusa de negócios). Acrescenta Defensor Moura que Cavaco Silva tem que dar esclarecimentos porque o candidato “é mais do que um site na Presidência da República”.
Nesta entrevista à RTP, o candidato Defensor Moura aproveita para lembrar as suas bandeiras de campanha: a regionalização, mas também a luta contra a corrupção e o clientelismo. “Sou contra todos os portugueses que toleram a cunha e o favorecimento. O Presidente da República deve dar o exemplo”. “Isenção, lealdade, não favorecimento” são outras das palavras de ordem da sua campanha presidencial. Sobre a sua candidatura a Belém, o antigo presidente de Câmara garante que a família o apoia – apesar de uma resistência inicial – mas garante que não está na corrida para encontrar “momentos de fama”. Enquanto ex-autarca (16 anos em Viana do Castelo), Defensor Moura lembra que “os autarcas são a classe política mais fiscalizada”, mas, mesmo assim, admite que “também há autarcas corruptos".
                                                                                                                                  
Bloco de Esquerda leva caso BPN ao Parlamento esta semana
                                                                                                                                   
Os bloquistas querem também saber quanto dinheiro já injectou o Estado no Banco Português de Negócios. O tema BPN vai voltar ao Parlamento esta semana porque o Bloco de Esquerda leva a debate, na quinta-feira, uma alteração ao regime jurídico das nacionalizações. Os bloquistas querem que, caso o património líquido efectivamente apurado seja negativo, os accionistas da entidade nacionalizada tenham o dever de indemnizar o Estado no mesmo montante. Os deputados do Bloco de Esquerda levam também ao hemiciclo um projecto de resolução, onde voltam a pedir ao Governo que forneça à Assembleia da República as avaliações e estudos do valor do BPN, bem como os montantes das injecções de capital que o Estado já fez desde a nacionalização do banco.
                                                                                                            
Presidente do BPN explica-se no Parlamento dia 7
                                                                                                                                
RR/Pedro CaeiroFrancisco Bandeira vai responder à comissão de Orçamento e Finanças numa altura em que o caso BPN domina a campanha das presidenciais. O presidente do conselho de administração do Banco Português de Negócios (BPN), Francisco Bandeira, será ouvido sexta-feira pelos deputados no âmbito da Comissão de Orçamento e Finanças. Francisco Bandeira será ouvido numa altura em que o caso BPN tem estado em destaque no debate entre os candidatos às eleições presidenciais, um tema que se reavivou depois de ter sido noticiado no final de Dezembro que a administração do banco pediu ao Ministério das Finanças para fazer um aumento de capital no montante máximo de 500 milhões de euros, sobre o qual ainda não há qualquer decisão. Desde então, os partidos da oposição têm pedido esclarecimentos sobre a actual situação do banco, tendo solicitado as audiências a Francisco Bandeira, Faria de Oliveira - presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que gere o BPN desde a sua nacionalização -, Carlos Costa (governador do Banco de Portugal) e Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. Teixeira dos Santos já fez saber que está disponível para ir ao Parlamento no próximo dia 11. Contudo, a audição do ministro ainda não está marcada oficialmente, conforme apurou a Lusa.
                                                                                   
Cavaco Silva critica gestão em “part-time” do BPN
                                                                                                                                   
Presidente da República garante, no entanto, que não há “nada de pessoal” nas declarações que fez sobre a gestão do BPN, durante o debate televisivo com Manuel Alegre. Cavaco Silva volta a questionar a forma como foi decidida a gestão pública do Banco Português de Negócios (BPN). O candidato presidencial lembrou hoje, na Madeira, que a opção do Governo foi mandatar administradores da Caixa Geral de Depósitos a tempo parcial. O actual Presidente da República sublinhou, em declarações à RTP, que “o modelo [para salvar o BPN] em Portugal foi diferente [do Reino Unido], porque são administradores em part-time”. Cavaco Silva garante, no entanto, que não há “nada de pessoal” nas declarações que fez, durante o debate televisivo com Manuel Alegre, sobre a gestão do BPN. “Eu fiz uma comparação entre o que aconteceu entre bancos ingleses, e até podia ter mencionado irlandeses, onde ocorrerem prejuízos gigantescos e que depois foram nomeadas administrações altamente profissionais, independentes e com um modelo de autonomia em relação a todas as outras instituições financeiras”, esclarece Cavaco Silva.
Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, e Norberto Rosa, vice-presidente do BPN, fazem parte da comissão de honra da candidatura de Cavaco Silva. Na passada quinta-feira, a Caixa considerou injustas as críticas do candidato presidencial, que hoje volta a colocar a questão. “O que temos que nos interrogar é por que motivo é que em Inglaterra ocorreram recuperações rápidas de grandes prejuízos gigantescos” e por que motivo “não ocorreram em Portugal”, questionou Cavaco Silva. Sem querer responder à questão que lançou, o recandidato à Presidência da República explica que “gostaria que o BPN se recuperasse rapidamente". "É aquilo que qualquer português desejaria e eu também desejo." Cavaco Silva iniciou dois dias de visita à Madeira na condição de candidato, mas foi recebido no aeroporto pelas principais autoridades regionais, incluindo o representante da República, Monteiro Diniz.
                                                                                             
                                                                        

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nem todos os pedidos de casamento correm bem...

Famílias em crise total

Mais de 3.600 famílias pediram ajuda ao Estado para pagar casa
                                                                                                                                          
Entre Julho de 2009 e Novembro de 2010, o Estado pagou até metade da prestação da casa a mais de duas mil famílias. O dinheiro pertence a uma linha de crédito no valor de 150 milhões de euros. O acesso a esta linha de crédito terminou em 2010.
                                         
Os pedidos de ajuda ao Estado para pagar o empréstimo da casa ao banco atingiram, em Novembro, um total de 3.644 desde Julho de 2009, mês em que os pedidos se ficaram pelos 714. Em termos acumulados, do total dos pedidos efectuados até Novembro, 2.363 famílias viram o seu pedido aceite, 233 pedidos foram recusados e 948 estão ainda em apreciação. Ou seja, no total, desde Julho de 2009 até Novembro de 2010, o Estado português pagou até metade da prestação a mais de duas mil famílias, até ao máximo de 500 euros e durante um prazo máximo de dois anos. O dinheiro pertence a uma linha de crédito no valor de 150 milhões de euros. A 12 de Maio de 2009, o Governo adoptou uma medida extraordinária destinada a financiar 50% da prestação mensal do crédito à habitação aos portugueses que se encontrassem desempregados e inscritos nos centros de emprego há pelo menos três meses, até ao máximo de 500 euros e durante um prazo de 24 meses. Findo este período de utilização, cada mutuário tem que reembolsar ao Estado o montante concedido, à taxa Euribor a 6 meses deduzida a 0,50%.
Ao abrigo do decreto-lei nº103/2009, "os portugueses que se encontrassem na situação de desemprego há, pelo menos, três meses, e que tivessem estabelecido um contrato de crédito à habitação destinado à aquisição, construção ou realização de obras de conservação e de beneficiação de habitação própria permanente, poderia solicitar apoio". O acesso a esta linha de crédito foi alargado até 31 de Dezembro de 2010. A medida faz parte das 17 da Iniciativa Emprego 2010, aprovada pela resolução do Conselho de Ministros n.º 5/2010, de 20 de Janeiro, "que se destina a assegurar a manutenção do emprego, a incentivar a inserção de jovens no mercado de trabalho e a promover a criação de emprego e o combate ao desemprego" e conta com o apoio de 17 instituições de crédito. Só em Janeiro serão conhecidos os dados referentes ao mês de Dezembro, bem como o total acumulado de pedidos efectuados em 2010.
                                                                                                           
Frente Comum recorre ao tribunal para travar cortes salariais
                                                                                                      
Até quarta-feira serão entregues providências cautelares referentes às várias profissões da Administração Pública, garante Paulo Taborda. A Frente Comum cumpre o prometido e avança para tribunal para travar os cortes nos salários anunciados pelo Governo. “A Frente Comum decidiu, já há algum tempo, que, caso a redução salarial se concretizasse, como se vai concretizar agora, com a publicação do Orçamento do Estado, tudo iríamos fazer, tanto do ponto de vista da luta sindical como do ponto de vista jurídico, no sentido de impedir essas reduções salariais. Não iremos desistir dessa luta”, garante o sindicalista Paulo Taborda.
Até quarta-feira serão entregues todas as providências cautelares referentes às várias profissões da Administração Pública. “Vamos primeiro meter as providências cautelares no sentido de os tribunais virem a decretar a suspensão da aplicação da medida de redução salarial. Se os tribunais decretarem essa suspensão muito bem, haverá depois uma acção judicial normal que será decidida a seu tempo. Se os tribunais não fizerem essa suspensão, haverá as acções na mesma e teremos de esperar que as acções judiciais decorram o seu tempo. O que nunca desistiremos também é da luta sindical”, afirma. Os cortes previstos abrangem os vencimentos acima dos 1500 euros e vão desde 3,5% aos 10%.
                                                                         
                                              

Salários na berlinda

Partidos querem explicações sobre promoções na Segurança Social
                                                                                                                                
Na Assembleia da República, Duarte Pacheco (PSD), Pedro Mota Soares (CDS), e Mariana Aiveca (Bloco de Esquerda) querem que Teixeira dos Santos garanta que não há execpções nos cortes salariais.
                                              
O PSD reclama explicações adicionais do ministro das Finanças sobre a aparente promoção de dirigentes nos quatro institutos públicos ligados à Segurança Social. O deputado social-democrata Duarte Pacheco diz que Teixeira dos Santos tem de garantir que não há excepções e que o Orçamento do Estado é para cumprir. “Os esclarecimentos adicionais são úteis, necessários, para comprovar ou não aquilo que foi afirmado pelo secretário de Estado [Pedro Marques]. A mulher de César não basta ser séria, tem que parecer”, diz Duarte Pacheco. O coordenador do PSD na comissão de Orçamento e Finanças acrescenta que, “desde a apresentação do Orçamento do Estado, têm surgido excepções ou pelo menos notícias que podem sugerir essas excepções. E o ministro das Finanças tem que garantir, de uma forma muito clara, que não há excepção e que o Orçamento é para cumprir”. Também o CDS pede explicações. Pedro Mota Soares, líder da bancada parlamentar centrista, admite que o Governo poderá ter pago verbas, ao longo de 2010, que não tinham cabimento legal e nesse sentido está a cobrir uma ilegalidade. “O CDS vai exigir ao Governo que nos diga todas as situações que aconteceram, quanto é que as pessoas receberam a mais e quantas promoções é que estão a acontecer. Das duas, uma: ou o Governo está a cobrir uma ilegalidade, porque terá pago, ao longo de 2010, um conjunto de verbas que não tinham cabimento legal, ou o Governo está a aumentar funcionários da Segurança Social antes de cortar a todos os funcionários”, diz Mota Soares.
O Bloco de Esquerda, pela voz da deputada Mariana Aiveca, que "ver clarificado se, efectivamente, destas portarias resultam aumentos salariais ou promoções para estes trabalhadores, numa altura em tanto se invoca a contenção”. Ontem, em entrevista à SIC, Pedro Marques, secretário de Estado da Segurança Social, diz que a alteração das categorias e remunerações dos cargos dirigentes de quatro institutos da Segurança Social terá efeitos apenas no futuro. “Não aumentámos ninguém, não abrimos nenhum concurso, não promovemos ninguém, não aplicámos aumentos retroactivos a ninguém para compensar os cortes salariais de Janeiro”, afirmou. Em causa estão as portarias - assinadas pelo ministro as Finanças e pelo Secretário de Estado da Segurança Social – onde se pode ler que os "directores da Segurança Social são qualificados, para efeitos remuneratórios, como cargos de direcção superior de 1º grau". O diploma ontem publicado em Diário da República refere ainda que a decisão "produz efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2010".
                                                            
Governo desmente promoções na Segurança Social
                                                                                        
“Não aumentámos ninguém, não promovemos ninguém”, garante secretário de Estado Pedro Marques. O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, diz que a alteração das categorias e remunerações dos cargos dirigentes de quatro institutos da Segurança Social terá efeitos apenas no futuro. “Não aumentámos ninguém, não abrimos nenhum concurso, não promovemos ninguém, não aplicámos aumentos retroactivos a ninguém para compensar os cortes salariais de Janeiro”, afirmou Pedro Marques à SIC, na quinta-feira à noite. “O que lhe estou a dizer é que nós não tínhamos e passamos a ter um quadro legal estabilizado, para poder fazer os concursos públicos, quando eventualmente alguém se aposentar e decidirmos ter um novo dirigente. Não se aplica aos dirigentes actuais, não lhes aumenta nem lhes diminui a remuneração. Diminuirá sim, a todos, quando algum dia decidirmos substituir algum dirigente aposentado. Ou seja, alguém que venha a ser dirigente ganhará menos do que os dirigentes actuais, é isso que a portaria faz”, esclarece ainda. Dois dias antes do Natal, o ministro das Finanças e o secretário de Estado da Segurança Social assinaram quatro portarias, onde são alteradas as categorias e remunerações das chefias nos quatro institutos da Segurança Social. Os diplomas têm efeito retroactivo a 1 de Janeiro de 2010.
                                                                                
                                                                

Sócrates no Brasil

José Sócrates e Dilma Rousseff discutem economia e relações bilaterais
                                                                                                                  
Galp e Portugal Telecom deverão ser dois dos vários temas de cariz económico a serem debatidos pelos dois governantes. A privatização da TAP também está no horizonte...
                                                     
O primeiro-ministro português reúniu-se este domingo com a Presidente do Brasil para conversar sobre as relações bilaterais e questões económicas que envolvam os dois países. A reunião terá lugar no Palácio do Planalto. Em cima da mesa, e no que toca aos temas económicos, estarão a energia, a aeronáutica e as telecomunicações. Os dossiers da Galp e da PT, empresas portuguesas com fortes ligações ao Brasil, também deverão marcar a conversa entre os dois governantes. No que toca à petrolífera portuguesa, terminou o acordo parassocial que limitava as trocas de acções entre os accionistas da Galp e a brasileira Petrobras e a angolana Sonangol têm sido dadas como as duas interessadas em entrar no capital da empresa portuguesa que passaria, provavelmente, pela saída da italiana ENI. Já quanto à Portugal Telecom, José Sócrates e Dilma Rousseff deverão falar sobre a presença e acções futuras da PT no Brasil, após a venda da Vivo e entrada na OI. Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita Presidente do Brasil, tomou posse no sábado, numa cerimónia com presença de quase 50 líderes estrangeiros, incluindo o primeiro-ministro português.
                                                                            
Portugal na mira de grandes empresas brasileiras
                                                                                                                 
Camargo Correa, Petrobras e TAM são algumas das empresas que estão atentas às oportunidades de negócios em Portugal. Durante muitos anos foram as empresas portuguesas que foram às compras ao Brasil. Agora a tendência mudou e as grandes empresas brasileiras estão a olhar para Portugal como a maneira mais fácil de entrarem na Europa mas também em África. Na verdade as oportunidades são muitas. O Governo português já anunciou a sua intenção em privatizar, por exemplo, a TAP. Por essa razão a TAM – que é uma grande companhia aérea brasileira que se associou à Lan Chile, transformando essa aliança na maior companhia aérea da América do Sul – está atenta à privatização da TAP. Seria a forma mais rápida de entrar na Europa e em África fazendo um “megahub”, uma base de operações, em Lisboa. Outras empresas estão atentas às oportunidades de negócios em Portugal. É o caso da Camargo Correa, que já é o maior accionista da CIMPOR; a Eike Batista, que quer investir na área da mineração e é propriedade do brasileiro que é o oitavo mais rico do mundo; a Petrobras, na área da energia, e a Andrade Gutierrez na área da construção e energia. Segundo fonte da Renascença, estas grande empresas brasileiras querem crescer não só no Brasil, mas também na Europa e em especial em África. O triângulo seria fechado passando por Portugal.
                                                                                                           
Sócrates vê com bons olhos participação da Petrobras na GALP
                                                                                                                        
Primeiro-ministro português está no Brasil onde assistiu à tomada de posse de Dilma Rousseff como a primeira mulher Presidente do país. O Governo português vai fazer com que o poder que o Estado tem na Galp se mantenha, após o fim da cláusula do acordo parassocial, garantiu hoje o primeiro-ministro José Sócrates. "É assim que orientaremos a nossa acção", acrescentou Sócrates, pouco antes da cerimónia de posse da nova Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em Brasília. O primeiro-ministro admitiu, entretanto, que vê "com bons olhos e com muito interesse" a parceria entre a Galp e a Petrobras que está em desenvolvimento. "É uma grande oportunidade para a Galp, é uma grande oportunidade para a Petrobras e é assim que se constrói um futuro comum", completou em declarações à Lusa. José Sócrates nomeou como prioridades estreitar as relações políticas e económicas entre os dois países e afirmar o português no mundo.
Sócrates lembrou que a economia do Brasil está num processo de internacionalização e espera que as empresas brasileiras, a exemplo da Embraer, Votorantim e Camargo Correa, vejam Portugal como uma oportunidade para este fenómeno. "As principais empresas brasileiras estão a querer afirmar-se na economia global e nós gostaríamos que elas aproveitassem o facto de Portugal ser um país moderno e europeu para fazerem dali a sua base para a expansão global", afirmou o primeiro-ministro à agência Lusa pouco antes da cerimónia da posse presidencial. O primeiro-ministro tem amanhã uma reunião com Dilma Russef, mas a possibilidade de o Brasil vir a comprar títulos da dívida pública portuguesa não está na agenda do encontro. "Não vou falar com Dilma Rousseff a propósito disso. O Brasil sabe muito bem o que fazer e não precisa de conselhos sobre como investir as suas reservas. Mas é verdade que o Banco do Brasil, no quadro das suas actividades, compra dívidas de Estados soberanos, e a prioridade que atribuirá à divida euro é matéria do Brasil", afirmou Sócrates.
                                                                             
                                                                                              

domingo, 2 de janeiro de 2011

Crónica do 1º Domingo no Ano

A mensagem, a verdade e as perguntas que deixo
                                                                                                                                   
Mais significativa pode considerar-se a opinião do PS, que elogia mensagem de Ano Novo de Cavaco. Para os socialistas, tratou-se de uma tradicional mensagem do Presidente da República, que nada teve a ver com propósitos eleitorais.
                                                        
O que mais pode interessar a um Presidente de uma República (que seja sério) onde reina a miséria no seu País? Só por má fé – aquilo que afinal sempre tem imperado na vida político-partidária portuguesa – se pode considerar que a mensagem de Ano Novo de Cavaco Silva não tenha sido a mais adequada ao momento. O que gostaria a extrema-esquerda que o presidente falasse? Que enterrasse ainda mais o País com acusações, falta de união ou a trauliteirada do costume, permanentemente usada por certos políticos? Seria isso com certeza, pois é apanágio de um “certo tipo” de esquerda.
Cavaco Silva, quis manter a tradição do discurso de Ano Novo e deu-nos um Presidente da República em versão português-suave. Que mal tem isso? As anteriores mensagens de Ano Novo de Cavaco Silva foram muito assertivas, com exigências e avisos ao Governo. Na última, chegou mesmo a dizer que o país estava à beira de uma situação explosiva. O que afinal se confirmou? Passado um ano, muitos sectores da sociedade dizem que a situação é - de facto, explosiva. Por isso, o Presidente limitou-se (com a seriedade que lhe é reconhecida) a repetir os seus apelos à união de esforços e à coesão social. Isto, sem deixar de enviar mais uma mensagem sobre os protagonismos no combate à pobreza – uma questão que já motivou trocas de recados entre Belém e São Bento. Tem ainda um toque positivo na mensagem. Um toque de esperança, lembrando que, apesar das dificuldades, Portugal é hoje um país melhor do que já foi ao longo da sua História.
Para o PCP e BE a mensagem de Cavaco Silva não passou de retórica. Ainda bem, talvez por tudo isso, seja uma mensagem que tanto podia ser do Cavaco Silva Presidente como do Cavaco candidato. Uma mensagem de verdade. O que nos dá maior confiança não sentir as oscilações demagógicas que tantos gostam de fazer para se sentirem polemizados e “darem nas vistas” com um punhado de areia. Claro que não é de admirar que o PSD e o CDS tenham aplaudido a mensagem de Ano Novo de Cavaco. Os dois partidos chegam mesmo a comparar o discurso do Presidente com o do primeiro-ministro, no Natal. Foi de elogios a reacção do PSD e do CDS (ambos apoiantes da recandidatura de Cavaco Silva a Belém) à mensagem de Ano Novo do Presidente da República. O Presidente falou verdade aos portugueses, e foi quanto bastasse. O Presidente da República falou verdade aos portugueses, não iludiu os problemas nem as dificuldades com que vamos estar confrontados, porque infelizmente para todos nós, esta não é uma crise que se esgote no ano de 2011. E neste particular, o Presidente da República fez um discurso bem diferente do tom do discurso do primeiro-ministro por alturas do Natal. Numa segunda parte, a mensagem do Presidente da República não deixou de sublinhar a sua determinação, a sua confiança e a sua esperança, fazendo até apelo à história do país.
No mesmo sentido foi a leitura do CDS-PP, que também não deixou de fazer a comparação com as palavras de José Sócrates. Os centristas entenderam que o Presidente da República optou por dirigir-se em primeiro lugar àqueles que sentem as dificuldades, desempregados a começar, coisa que o primeiro-ministro não foi capaz de fazer. Por outro lado, acaba por rejeitar que quem governa excepcione, de um esforço que deve ser colectivo, alguns que curiosamente até serão dos que até seriam os que menos precisariam. O que se pode considerar ainda que as palavras do chefe de Estado sendo de esperança, também não são de forma a esconder uma realidade que Portugal inteiro percebe. Pelo que se depreende que a mensagem de Cavaco Silva foi de Presidente e não recandidato ao cargo, opinião contrária à já expressa pelo Bloco de Esquerda, que disse ser a mensagem do Presidente não ter passado de “tempo de antena” de um candidato. Cavaco Silva disse, aquilo que alguns ainda não quiseram assumir (nem dizer) pela sua contribuição para esta situação caótica e miserável: que a pobreza no país está a atingir níveis inaceitáveis e condenou todos os que querem regalias à margem dos sacrifícios que são pedidos aos portugueses.
Mais significativa pode considerar-se a opinião do PS, que elogia mensagem de Ano Novo de Cavaco. Para os socialistas, tratou-se de uma tradicional mensagem do Presidente da República, que nada teve a ver com propósitos eleitorais. O PS elogiou a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, da qual destaca os apelos à união dos portugueses, e a importância da unidade e do trabalho em conjunto para enfrentar as dificuldades. Unidade e concertação por parte dos agentes políticos, económicos e sociais, num elemento essencial para Portugal ultrapassar o momento que está a viver. O segundo aspecto que o Partido Socialista destaca, é a confiança na capacidade de Portugal para ultrapassar as dificuldades. Uma confiança fundada nos inegáveis progressos que o país já realizou ao longo dos últimos anos, um país hoje que se encontra melhor preparado, nos vários domínios, para enfrentar essas dificuldades. Um terceiro aspecto, que é de reconhecimento que o Presidente da República faz e ao qual o Partido Socialista se associa vivamente, de importância e de apoio às opções fundamentais que o país tomou ao longo das últimas décadas. O PS considera ainda que a mensagem de Cavaco Silva foi institucional e que não se pode confundir os planos do Presidente da República em funções com o candidato presidencial, que terá o seu espaço. No seu discurso de Ano Novo, Cavaco Silva pediu firmeza no combate ao desemprego e à pobreza em 2011, ano em que, avisou, as dificuldades não irão desaparecer, e apelou também à união, porque os sacrifícios têm de ser repartidos sem excepções ou privilégios.
Afinal a tónica dominante da realidade em que vive este País. E nestas condições, nem se compreendo porque o PS foi a reboque do BE apoiando outro candidato que, em última análise, só servirá para empobrecer ainda mais o País com uma campanha de cariz ambicioso e personalista, ou a uma segunda volta... se não fosse o caso de os portugueses estarem já hoje bem avisados do que vale a verdade comparada com uma “certa classe polírtica” caprichada nos vícios herdados do tempo da outra senhora...
Carlos Ferreira  


Sydney, a primeira cidade do Mundo a comemorar o Reveillon 2010/11

Mensagem de Ano Novo

Cavaco apela a combate ao desemprego e à pobreza
                                                                                                                        
Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República disse que as dificuldades que o país atravessa não "irão desaparecer no ano que agora começa”. Cavaco acrescenta que "o recrudescimento da pobreza chegou a níveis que são intoleráveis".
                            
O Presidente da República pediu ontem firmeza no combate ao desemprego e à pobreza em 2011, ano em que "as dificuldades não irão desaparecer", e apelou à união, porque os sacrifícios têm de ser repartidos "sem excepções ou privilégios". "Considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo, transmitida esta noite. Sublinhando que seria "faltar à verdade" afirmar que as dificuldades que o país atravessa "irão desaparecer no ano que agora começa", Cavaco Silva voltou a repetir o apelo à união dos portugueses. "A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011", declarou, considerando que "é sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos sem excepções ou privilégios". 
  Pois, acrescentou, com mais de 600 mil desempregados, o "recrudescimento da pobreza a níveis que são intoleráveis" e a exclusão com que somos confrontados, "pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana, nem com o valor fundamental da coesão social". Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República fez ainda um breve balanço de 2010, ano em que Portugal "foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte", sublinhando que a partir do segundo semestre do ano já ninguém pôde negar a situação de grave crise económica e financeira. "Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os portugueses, foi finalmente reconhecida por todos, a começar pelos decisores políticos", disse, considerando que "não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória". O chefe de Estado recordou ainda que 2010 foi o ano em que se comemorou o centenário da República, frisando que "é em democracia que todos aspiramos viver e que ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura". Além disso, continuou, 2010 foi também o ano em que se comemoraram os 25 anos de adesão às Comunidades Europeias, sustentando que "nenhuma pessoa de bom senso pode questionar" o acerto da opção que foi tomada ao participar no projecto europeu e na moeda única. 
Deixando uma nota de optimismo ao frisar estar certo que Portugal poderá "vencer", Cavaco Silva não deixou de lembrar ainda a forma como os portugueses mostraram em 2010 que reconhecem o valor da coesão e da solidariedade, nomeadamente pela forma como apoiaram quem foi afectado os intempéries ou o "exemplar modo" como participaram nas campanhas de recolha de alimentos. "Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança", referiu, insistindo que os que mais precisam não podem ser deixados para trás. "A luta para que estes portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos", disse, reiterando que caminho do futuro tem de assentar "muito claramente" no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade e na redução do endividamento do país. A terminar a sua mensagem, Cavaco Silva fez votos de um ano de 2011 "feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança". 
                                                           
                                                     

Custo de vida sobe

Ano novo, aumentos vários
                                                                                                                           
2011 começa e há muitos sectores que sobem os seus preços. Circular nas auto-estradas, incluindo as antigas SCUT, passou a ser mais caro, com a entrada do novo ano.
                                                  
Na contagem decrescente para a mudança do ano, corre-se também para um vasto conjunto de novas leis, regras e decisões, que vão ter influência na vida dos portugueses.
Aos tradicionais desejos da meia-noite, de Bom Ano, muita saúde, amor, dinheiro para gastar, realização profissional e pessoal, podemos este ano pensar também em como a austeridade irá influenciar cada um deles. Os votos manifestam-se, mas a realidade é bem diferente, a começar pelo dinheiro: alguns, como os funcionários públicos com vencimentos superiores a 1500 euros, vão ter cortes que variam entre os 3,5 e os 10%. Há empresas privadas que seguem a Administração Pública mas mesmo sem o fazerem, a generalidade dos trabalhadores vai receber menos por força do aumento das contribuições para a Segurança Social. Todas as prestações regulares passam a ser tributadas, ao abrigo do Novo Código Contributivo. Além disso, o IVA sobe de 21 para 23% e por arrastamento, uma série de produtos aumentam de preço. Ainda é preciso contar com o aumento dos combustíveis e de outros produtos essenciais.
No grande cabaz cabem os alimentos em que o acréscimo de 12% no preço do pão sobressai, mas também os 3,8% na electricidade, os 3,2% no gás, 2,2% nas telecomunicações ou os 3,5 a 4,5% nos transportes públicos. Os passes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto aumentam 3,5%, as tarifas individuais, em média 4,5%. Mas, se quiser apanhar um eléctrico na capital, pense bem antes de entrar: a partir de amanhã o bilhete simples custa 2 euros e meio, mais um 1 euro e 5 cêntimos do que hoje. O autocarro fica-lhe por 1 euro e meio e o Metro por 90 cêntimos.
Se a urgência apertar e tiver que apanhar um táxi não se entusiasme com o facto da bandeirada continuar ao mesmo preço: na realidade o taxímetro vai saltar de 37 em 37 segundos em vez dos habituais 41 segundos. E no fim vai pagar mais 5%. É natural que todos estes aumentos muito superiores à inflação de 2,2% lhe dêem muitas dores de cabeça. Mas os nossos votos para que tenha boa saúde em 2011 são redobrados: pelos votos em si e porque os medicamentos e taxas moderadoras vão aumentar. Além de que o número de portugueses isentos vai baixar consideravelmente: basta pensar nas novas restrições para os milhares de desempregados com rendimentos superiores ao novo salário mínimo que, a partir do dia 1, se fixa em 485 euros. Este é um valor que fica abaixo dos 500 euros que estavam acordados com os parceiros sociais. O que quer dizer que para muitos milhares de trabalhadores a perda de poder de compra ainda é maior.
                                                                                                             
Portagens mais caras a partir de ontem
                                                                                                   
Nas auto-estradas da Costa de Prata, Norte Litoral e Grande Porto não haverá actualização tarifária em 2011. As restantes, além do aumento do IVA, sofrem uma actualização prevista de 0,6%. Circular nas auto-estradas, incluindo as antigas SCUT, passou a ser mais caro, com a entrada do novo ano. Em comunicado, o Ministério dos Transportes indica que nas auto-estradas da Costa de Prata, Norte Litoral e Grande Porto não haverá actualização tarifária em 2011, mas os condutores irão sentir, na prática, o agravamento da taxa do IVA de 21 para 23%.
Quanto às restantes auto-estradas, além do aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado, sofrem uma actualização prevista de 0,6%. Por exemplo, a ligação entre Lisboa e Porto, pela A1, passa a custar 19,95 euros e entre Lisboa e o Algarve o preço agrava-se 30 cêntimos, para os 18,95 euros. Uma viagem entre Loures e Leiria-Sul, na auto-estrada 8, vai passar a custar mais 20 cêntimos, totalizando 9,20 euros. Ainda na A8, uma viagem entre Loures e Malveira, em viatura da classe 1, vai ter o mesmo custo em 2011 (75 cêntimos), mas se a opção do condutor for a saída na portagem de Torres Vedras Sul o valor aumenta cinco cêntimos, para 2,30 euros. Na A15, que liga Arnoia a Malaqueijo e ao nó da A1, um veículo de classe 1 passa a pagar, por todo o trajecto, mais cinco cêntimos em 2011, perfazendo 3,5 euros.
                                                                 
                                    

Polémica

Ensitel retira acção judicial contra blogger
                                                                                                                                
Empresa garante que só quis defender o seu bom nome, mas admite que o caso tomou proporções desproporcionadas. O caso remonta a Fevereiro de 2009, quando uma cliente começou a partilhar no seu blogue a história de um telefone alegadamente defeituoso que a empresa se recusou a trocar.
                                         
A Ensitel retirou a acção judicial que tinha contra uma cibernauta que se queixou da empresa no seu blogue, gerando posteriormente acesas discussões em redes sociais como o Twitter ou o Facebook. "Nos últimos dias temos ouvido as vossas opiniões. Nunca foi nossa intenção limitar a liberdade de expressão da Maria João Nogueira, mas apenas assegurar a defesa da nossa marca. Mas vemos agora que a nossa atitude não foi a mais adequada e por isso vamos retirar de imediato a acção judicial", refere comunicado divulgado na página Facebook da empresa. No texto, assinado pelo responsável de vendas e serviço a clientes, Pedro Machado, a empresa assume responsabilidades pelas proporções tomadas pelo caso e garante que melhorará as formas de comunicação com os clientes.
"Pretendemos (...) estar mais atentos ao que os nossos clientes dizem online, de modo a podermos assegurar que a vossa experiência com a Ensitel é o mais positiva possível. Nesse sentido estamos a preparar novas maneiras de poderem comunicar connosco, sempre que tenham um problema numa das nossas lojas ou com um dos nossos produtos".O caso remonta a Fevereiro de 2009, quando Maria João Nogueira, cliente da Ensitel, começou a partilhar no seu blogue a história de um telefone alegadamente defeituoso que a empresa se recusou a trocar. A cliente ficou a saber a 22 de Dezembro que a Ensitel colocou um processo exigindo que apagasse os textos que escreveu na Internet sobre o assunto.
                                                                 
                                                 

Acidentes

GNR contabiliza quatro mortos na Operação Ano Novo
                                                                                               
Subiu, esta tarde, para quatro o número de mortos registados nas estradas pela GNR, três dos quais na estrada na passagem de ano, com 331 acidentes ocorridos no último dia do ano.
                                                                                   
Dois despistes e um atropelamento com final trágico marcaram início de 2011. 331 acidentes no primeiro dia de operação Fim do Ano. Comparando com igual período do ano passado, houve mais acidentes, mas menos vítimas mortais. Ontem, na A1, perto de Via Franca de Xira, o despiste de um ligeiro provocou a morte ao seu condutor, fazendo a quarta vítima mortal contabilizada na Operação Ano Novo da GNR. Subiu para quatro o número de vítimas mortais nas estradas portuguesas desde o início da “Operação Ano Novo” da GNR, com um acidente nas primeiras horas de 2011 na estrada nacional 360 a fazer a terceira vítima. O ano de 2010 terminou com dois mortos e um ferido grave nas estradas, segundo o balanço provisório do segundo dia da operação Ano Novo da GNR. As vítimas mortais resultaram de dois acidentes ocorridos ao final da tarde de ontem - um despiste na EN 109, à saída da Guia, em direcção à Figueira da Foz, e um atropelamento em Porto de Mós, distrito de Leiria. Recorde-se que ontem registou-se outro morto num acidente perto de Pombal.
                                                                                                  
331 acidentes no primeiro dia de operação Ano Novo
                                                                                              
Comparando com igual período do ano passado, houve mais acidentes, mas menos vítimas mortais. No primeiro dia da operação Ano Novo da GNR foram registados 331 acidentes, dos quais resultaram cinco feridos graves e 80 feridos leves. Não há registo de vítimas mortais. De acordo com os dados que constam do site da Guarda Nacional Republicana, e em comparação com o mesmo período do ano passado, há a registar mais 28 acidentes, mas uma diminuição das mortes nas estradas e menos três feridos graves. No primeiro dia de operação em 2009 morreram duas pessoas. A operação começou na quinta-feira e vai decorrer até às 24 horas de domingo, dia 2 de Janeiro.
                                                                    
                                                 

Reveillon agitado

Número anormal de comas alcoólicos na noite de Fim do Ano
                                                                                                                  
Condutores em contra-mão e esfaqueamentos estiveram entre os outros registos da noite de Reveillon. Segundo fonte da PSP, os pedidos foram tantos que, a dada altura, não havia ambulâncias suficientes para o transporte das pessoas para os hospitais.
                                                                                                
Os comas alcoólicos foram o maior problema nesta noite de passagem de ano em Lisboa. As zonas do Cais do Sodré, Terreiro do Paço, 24 de Julho e Bairro Alto foram os que registaram uma maior concentração de casos. Segundo fonte da PSP, os pedidos foram tantos que, a dada altura, não havia ambulâncias suficientes para o transporte das pessoas para os hospitais. A PSP registou mais duas situações: um homem que entrou em contra-mão na Avenida Infante Santo, pouco passava das três da manhã, abalroando quatro viaturas. O indivíduo pôs-se em fuga, mas foi detido pela PSP momentos depois e levado para o hospital São Francisco Xavier por ter alguns ferimentos em resultado do acidente. Por volta das cinco da madrugada, dois indivíduos apareceram esfaqueados no parque da Gare do Oriente, na Zona da Expo e foram encaminhados para o hospital São José.
                                                                 
                                             

sábado, 1 de janeiro de 2011

Astrologia

2011, ano de cultivar a prudência
                                                       


Conjunção Júpiter-Urano traz energia, mas vale conter impulsividade
                                                                                                                         
O ano de 2011 é marcado pela entrada do planeta Urano no signo de Carneiro a partir do mês de março, e onde ficará por mais de sete anos. Como Júpiter também transitará pelo mesmo signo, teremos uma conjunção entre os dois planetas logo no primeiro semestre. Vale a pena lembrar que, astrologicamente falando, o ano só começa quando o Sol entra em Áries, e em 2011 isso ocorrerá na noite do dia 20 de março (só para quem vive no continente americano).
Com estas marcas planetárias, mais do que nunca o espírito da aventura e das descobertas estará estimulado. O lado benéfico desta configuração incentiva invenções e o progresso da ciência, que virá na forma de novas percepções, inusitadas, permitindo criativas abordagens para antigos problemas. A sociedade como um todo beneficiará com isso, e ficamos gratos aos espíritos pioneiros que ousam e investem em direções que exigem criatividade e, assim, possibilitam melhorias significativas para as nossas vidas.
                                         
Esforço pela paz
                                                                            
Por outro lado, há o fato de que Carneiro é um signo agressivo, e a quadratura entre Plutão e Urano neste signo sinaliza o perigo de guerras e conflitos de diversas ordens, com sérias dificuldades para alcançar soluções de ordem diplomática. Saturno está forte e exaltado transitando por Balança, mas nem sempre vence o mais razoável, e sim quem grita mais alto! Vai ser preciso um maior esforço durante o ano de 2011, com o fito de manter a paz e a prosperidade. E isso começa com os nossos pequenos actos no contexto doméstico - familiar e profissional - e do nosso trabalho, mas também envolve atos maiores, como pressionar o bastante os governantes para que estes priorizem as soluções de se impõem a nível interno, e diplomáticas dos conflitos externos. Tais conflitos e estímulos agressivos estarão mais fortes durante os meses de abril e maio, quando Marte transitará por Carneiro, intensificando a conjunção Júpiter-Urano.
Para Portugal, a conjunção Júpiter-Urano é especialmente favorável no que diz respeito à economia tendo por base a interpretação e o cumprimento correcto das leis, ao desenvolvimento dos recursos próprios e descobertas especialmente lucrativas. O povo em geral, contudo, será aconselhado a conter os impulsos de consumismo, que realmente estarão com a corda toda por conta de Júpiter passando pela Casa 2. Conflitos de pequena monta com nações aliadas poderão ocorrer entre abril e julho, mas nada que não possa ser resolvido com algum esforço diplomático, que será mais difícil para outros países, mas não tanto para a nossa nação.
Os signos mais activados por ciclos planetários este ano serão Carneiro e Balança, em primeiro lugar, e Caranguejo e Capricórnio em segundo lugar. Processos de reviravolta e dinamização da vida social ocorrerão com maior intensidade na vida das pessoas que tiverem principalmente o Ascendente ou o Sol nestes signos.
Cultivar a arte da prudência vai ser fundamental ao longo de todo ano de 2011, por conta da superactivação do signo de Carneiro, conhecido como sendo o mais impulsivo de todos os signos do Zodíaco. Vale a pena aproveitar essa energia extra para dar um novo impulso aos empreendimentos, mas é preciso evitar pressas e falta de atenção. Ferir os outros sem querer é um perigo constante em 2011, e isso pode ser evitado com apenas um pouquinho de cuidado nas nossas relações.
                                                                     
Previsões de Mário Hungaro (Astrólogo)