Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Alentejo, Centro e Norte já aderiram

Denuncie 'online' os problemas da sua rua

Do Algarve nem se ouve falar, na plataforma que junta as reclamações dos cidadãos, de norte a sul do País. Muitas autarquias já aderiram ao desafio, e dão resposta às questões. O www.autarquias.org nasceu em Agosto pela mão de uma associação que quer fomentar a cidadania.

Junto ao supermercado Feira Nova de Chelas, em Lisboa, o problema é o estacionamento. Ou a falta dele. Na zona existem 12 edifícios de habitação e mais dois destinados a escritórios. Mas os lugares para deixar o carro são praticamente inexistentes. O alerta é dado por António Nascimento, segundo o qual é "premente proceder à construção de espaços para automóveis" pois as pessoas vêem-se forçadas a esta- cionar em cima dos passeios, sujeitando-se a multas da PSP.
Fernando Rocha, da Maia, Porto, está preocupado com o desnível de duas tampas de esgotos em plena Rua Padre Castro, com consequências "evidentes" para a segurança rodoviária. "Neste tempo de chuvas é ainda mais crítico. Urge resolução".
Em Peniche, Diogo alerta para um problema de poluição no Rio São Domingos. "Concretamente na foz, junto molhe Leste é constante o mau cheiro, águas estagnadas, espumas, cadáveres de aves, etc.", denuncia.
Estes são alguns dos muitos problemas colocados pelos cidadãos na plataforma da Internet www.autarquias.org. criada em Agosto deste ano pela Associação Partilhopinião, vocacionada para promover a "cidadania activa".
Através do site, as autarquias são alertadas para os mais variados tipos de problemas, desde a existência de lixos ou de buracos na via pública a postes de iluminação que não funcionam, equipamentos danificados ou problemas de abastecimento público de água.
"Peço à autarquia de Évora a colocação de um ecoponto na Estrada das Pimentas pois neste momento todos os ali moradores não podem reciclar o lixo", sugere Maria João Garcia.
Os munícipes podem ainda acompanhar as respostas das autarquias aos alertas apresentados por outros cidadãos, adicionando-lhes comentários. Ou participar em debates, como os relativos aos actos de vandalismo no Largo da Graça (Lisboa), às taxas de resíduos sólidos e efluentes domésticos em Penamacor ou aos problemas na ligação entre Alpedrinha e o Fundão através do nó de Castelo Novo.
"Trata-se de uma plataforma destinada a dar mais poder aos cidadãos, para que possam partilhar informação entre si e com os autarcas", diz Pedro Caldeira, um dos responsáveis pelo projecto, acrescentando que a ideia foi "construir uma rede social de entreajuda pelo país fora" - uma espécie de democracia participativa online, adaptada aos processos de decisão política.
A aposta do site passa por "promover a inserção" dos munícipes nos assuntos que lhes dizem respeito, "face a um sistema político desenquadrado do cidadão comum, fechado ao acesso participativo e de aparente rigidez ou opacidade institucional".
Segundo Pedro Caldeira, o facto de a página autarquias.org ter sido lançada em Agosto, a poucos meses da realização de eleições legislativas e autárquicas, "condicionou" a adesão das câmaras municipais e suscitou algumas "reticências" por parte dos autarcas. Ainda assim, muitos municípios acompanham de perto as queixas dos cidadãos.
"Os autarcas entram na página como utilizadores normais, para consultarem os alertas e os debates sobre os temas que mais directamente lhe dizem respeito e acabam por responder, adicionando comentários ou, simplesmente, resolvendo os problemas referidos".
Para os promotores, outra das potencialidades da plataforma é a discussão sobre projectos de interesse local que podem ser submetidos a "debate público" e por onde, diariamente, passam entre quatro a cinco mil pessoas. Curiosamente, pelas autarquias do Algarve, nem se ouviu falar...

Crime em Messines

Mulher suspeita de matar ex-marido em liberdade

Familiares e vizinhos da vítima apesar de se mostrarem revoltados com o crime, nem tiveram tempo para qualquer reacção e só mais tarde tomaram conhecimento da medida de coacção.

O Tribunal de Silves decidiu, ontem, mandar em liberdade com termo de identidade e residência por não existir perigo de fuga a mulher que, na terça-feira, matou com três tiros de uma pistola o ex-marido na casa onde viviam, apesar de estarem divorciados há três meses após mais de trinta anos de casamento, no sítio da Barrada da Amorosa, próximo de São Bartolo- meu de Messines, naquele concelho.
Eulália Sousa, de 50 anos, natural de Alferce (Monchique) e auxiliar num lar de idosos, que se queixava de violência doméstica, embora o problema da repartição de bens patrimoniais pudesse estar na origem dos conflitos mais recentes, abandonou discretamente o tribunal no carro do seu advogado, pouco antes das 13.00. Junto ao edifício, estavam duas vizinhas, um cunhado da vítima e um outro popular, que apesar de se mostrarem revoltados com o crime, nem tiveram tempo para qualquer reacção e só mais tarde tomaram conhecimento da medida de coacção.
José Joaquim Sousa, de 56 anos, construtor civil e natural de Vale Fuzeiros (Silves), terá sido abatido pelas costas à queima-roupa pouco depois de entrar em casa. "Dizia que ele não valia nada e queixava-se de agressões. Ele, que era calmo e trabalhador, tinha medo dela e até se fechava no quarto, após ter sido perseguido pela mulher com uma faca. Um dia disse-me que ela lhe lançava provocações. Os filhos acabaram por apoiar a mãe. No domingo, ele e ela estiveram em minha casa e nunca pensei que pudesse ocorrer o crime", contou Abel Correia, cunhado do falecido.
Este familiar nem sabe como a mulher adquiriu a pistola, de calibre 6.35 milímetros. "Ele tinha duas caçadeiras fora do alcance dela, mas de pistola nunca ouvi falar", acrescentou o cunhado.

Gatunagem aproveita-se das festas de Natal

Assaltos aumentaram no Natal de 2008

Autoridades deixam alerta e ensinam como deve proteger a sua casa.

Em 2008 o número de assaltos a residências aumentou cerca de 83 por cento. Os números são da própria PSP e significam que, pelo menos, 1600 casas foram alvo dos amigos do alheio durante as festas de Natal. Agora que a época natalícia se aproxima de novo as autoridades deixam o alerta e explicam como os cidadãos podem proteger as suas casas.
O porta-voz da PSP, Paulo Flor considera que «prevenir nunca é demais» e deixa pequenos truques: trancar sempre as portas, portões e janelas; evitar a entrada de estranhos e não guardar coisas de muito valor em casa. Para quem vai para longe da sua casa, a PSP deixa outro conselho: avisar as autoridades para que a habitação possa ser «vigiada».
A PSP recorda ainda que a maioria dos assaltos a residências são preparados com vários dias de antecedência, onde os criminosos vigiam as rotinas dos moradores e procuram formas de entrar nas residências.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bilhete Postal

O Desenhador: Brindes e Alienação

O desenhador de Albufeira, que já deixou a marca dos seus rabiscos pelas milhentas placas de inaugurações(zinhas) semeadas pelo concelho, arrisca-se a entrar no 'Guinness' pelo maior alienado que o Algarve jamais produziu.

O actual detentor do cargo de presidente da Câmara Municipal de Albufeira, sempre foi um homem de sensibilidade artística atenta às festas, mas parco na acutilância do mundo que vive em seu redor. Por isso, lá de Boliqueime foi para desenhador e não para engenheiro. Rabisca mas não projecta. O desenhador de Albufeira gosta de festas, e nada há que lhe levar a mal. Foi habituado a isso no tempo salazarista. Por isso se rodeia de uma turba de incompetentes que só têm capacidade para apanhar os foguetes que deita. Desde o afável locutor da Rádio à filha bem sucedida do homem do supermercado. Tudo boa gente, mas uns inúteis para a comunidade.
O desenhador de Albufeira chegou aonde está por mera distração daqueles que sabiam um pouco mais do que ele. Não por mérito pessoal, mas por pura divagação dos outros. Hoje, o desenhador de Albufeira, continua a rabiscar no cadeirão da sala redonda, mas as festas estão sempre em primeiro lugar. É facil, é barato (para o seu bolso), e dá milhões (de votos).
Agora o desenhador de Albufeira quer também entrar para o 'Guinness'. Não a desenhar, nem a projectar, mas a beber.
Beber, pois claro, que é aquilo que mais acontece no concelho do desenhador de Albufeira. Porque não é fácil para o desenhador de Albufeira entrar no 'Guinness' a projectar uma zona verde - uma só que seja, para Albufeira. Nem que seja só, a maior do Algarve. Não é fácil. Ele não sabe como se faz, nem dá votos.
Não é facil para o desenhador de Albufeira dotar o concelho com o melhor Lar de Apoio a Idosos e acamados do Algarve, porque ele não tem ainda idosos por perto. Ele não sabe fazer isso, nem nunca viu acamados. Sabe sim, oferecer relógios chineses com o dinheiro público áqueles que ainda podem andar e votar nele.
Não é facil para o desenhador de Albufeira dotar o concelho de creches, de escolas profissionais, nem de melhor apoio à saúde, ou revitalizar o comércio tradicional. Ele não sabe como isso se faz, nem outras coisas mais. Ele só sabe, só quer e só gosta, de festas e foguetes. Também de missas. E mesmo nessas, diz que a religião fica dentro do templo, e cá por fora pode-se pecar à vontade, bebendo, cantando e rindo. Um desenhador para consumo próprio e um alienado.
Assim, o desenhador de Albufeira rabisca agora a ideia incomensuravelmente original e prestigiosa de entrar para o 'Guinness' a beber. Ele quer colocar os seus figurantes a fazer o maior brinde do Mundo, talvez para comemorar a alienação dos seus seguidores sobre os seus opositores. E não é que tem razão para isso? Com a oposição que teve, até o burro da tia Olinda da Patã, tinha ganho mais votos se falasse.
Infelizmente, nem todos estarão presentes, porque alguns de tanto o enfrentarem, cansaram-se da alienação reinante e já foram brindar para outras paragens.
Mas o desenhador de Albufeira não desiste, e faz bem: 'alienar até morrer' devia ter sido a palavra d'órdem da sua derradeira (felizmente) campanha. Assim, vai mandar distribuir milhares de copos de plástico (como ele) pela praia fora para embebedar de euforia os pobres coitados que não tiverem melhores sítios, nos bares e discotecas, para viverem o Reveillon. A crise é dura, o vinho espumoso apodrece nas caves da Bairrada, e o que faz falta, é alienar a malta.
O desenhador de Albufeira, que já deixou a marca dos seus rabiscos pelas milhentas placas de inaugurações(zinhas) aqui e ali, semeadas pelo concelho, arrisca-se a entrar no 'Guinness', sim, e por isso. Pelo maior alienado que o Algarve jamais produziu, mas nunca por desenhador de mérito nem por homem solidário, íntegro e inteligente.

Moura & Castro

Crime em Silves

Mulher mata marido a tiro em S.B.Messines

Suspeita de 50 anos, abateu o cônjuge de 56 no interior da residência. O casal vivia historial de violência, diz GNR.

Uma mulher de 50 anos matou ontem, terça-feira, o marido de 56, com dois tiros no peito, no lugar de Barrada da Amorosa, São Bartolomeu de Messines, Silves, referiu fonte do comando nacional da GNR.
O crime ocorreu pelas 15 horas no interior da residência, tendo a mulher disparado dois tiros com uma arma de calibre 6.35 contra o peito do marido. «Este ainda recebeu assistência do INEM mas acabou por falecer antes mesmo de chegar ao hospital», adiantou o major Santos Faria, oficial dia no comando nacional da GNR.
O casal tem um filho com cerca de 30 anos, que na altura do crime se encontrava no interior da residência. De acordo com a mesma fonte, marido e mulher tinham já um historial de violência doméstica, com participações mútuas às autoridades policiais.
O caso foi entregue à Polícia Judiciária que se encontra no local do crime a recolher informação. A mulher foi detida e será presente ao juiz de instrução criminal, esta quarta-feira, a fim de conhecer as medidas de coacção.

Economia: Euro em queda

Dólar continua a ganhar terreno face ao euro

Analistas acreditam que bancos centrais estão certos quando dizem que recuperação económica continua muito fraca. Euro desce pela 3ª sessão consecutiva.

O dólar continua a ganhar terreno face ao euro. A moeda única desce, neste momento, 0,59%, com cada unidade a valer 1,4733 dólares. Também esta terça-feira as bolsas mundiais estão em queda, com os investidores receosos quanto à evolução da economia mundial.
Na passada tarde, o Banco Central Europeu (BCE) disse que não há qualquer razão para a autoridade subir os juros neste momento. Segundo disse um especialista à Bloomberg, «os bancos centrais e os governos de todo o mundo estão totalmente correctos quando afirmam que a recuperação económica continua muito fraca».
Do outro lado do Atlântico, o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, disse ontem que a economia do país deve expandir-se a um ritmo «moderado» no próximo ano.
O euro segue em queda face ao dólar, pela terceira sessão consecutiva depois de ontem o Banco Central Europeu (BCE) ter assinalado que não deverá subir os juros tão cedo.
Não há, «absolutamente», qualquer razão para se subirem os juros neste momento, disse o membro do conselho de governadores do BCE, Guy Quaden.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Corrupção: Parece-lhe normal?

«Um pequeno favor e pode acabar num crime»

Presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção diz que «tem que acabar» a ideia de que os «favores» para obter benefícios são «uma coisa normal».

O combate à corrupção começa no «cidadão comum», defende o presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), que sustenta que «tem que acabar» a ideia de que os «favores» para obter benefícios são «uma coisa normal».
Em entrevista à Agência Lusa, Guilherme d Oliveira Martins, que é também presidente do Tribunal de Contas, junto do qual funciona o CPC, frisou que a corrupção «é um fenómeno nosso, não dos outros, e bate à porta de qualquer cidadão».
«A corrupção começa num pequeno favor e pode acabar num crime. O combate à corrupção começa no cidadão comum», realça. «Em departamentos públicos, ainda vemos os cidadãos duvidarem sobre se serão atendidos mais rapidamente se derem alguma coisa ou acenarem com qualquer coisa aos agentes do Estado. Essa dúvida tem que acabar de uma vez por todas», declarou.
Corrupção é muitas vezes encarada como «normal». «As pessoas podem pensar que são atendidas mais depressa se corromperem. Isso pode ser mesmo entendido como uma coisa normal, mas tem que deixar de o ser», reforçou.
Para Oliveira Martins, «a responsabilidade social começa no pequeno facto, no pequeno facto que muitas vezes se dá no sentido de pactuar com um favor e isso não pode ser».
«Se atingirmos, como queremos, objectivos positivos no combate à corrupção, conseguiremos melhores resultados na administração pública, e, sobretudo, a afirmação do Estado como uma pessoa de bem», defendeu.
Ou seja, quanto melhor a corrupção for combatida, mais eficaz será a máquina da administração pública e menos justificação haverá para a corromper.
Com cerca de um ano de actividade no Conselho de Prevenção da Corrupção,
e em vésperas do Dia Internacional de Combate à Corrupção, que se assinala quarta-feira, Oliveira Martins garante ter tido «muito boa receptividade» dos cidadãos àquele organismo, «apesar de as pessoas serem normalmente cépticas em relação a novas instituições».
Guilherme d Oliveira Martins, reconhece que o trabalho deste organismo podia andar «mais depressa», mas realça que a «exigência» da função faz com que o ritmo não possa ser outro. «Todos gostaríamos de andar mais depressa e o conselho também gostaria, mas há uma preocupação de eficácia e uma mudança de mentalidades que exigem um trabalho em profundidade, contínuo e relativamente ao qual temos que ser cada vez mais exigentes».

FIFA elege o melhor do mundo

Cristiano Ronaldo entre os nomeados

Messi, Xavi, Iniesta e Kaká são os restantes candidatos.

Cristiano Ronaldo está entre os cinco jogadores nomeados pela FIFA para o troféu de melhor jogador do mundo, um prémio que o português venceu no passado.
A luta pela distinção restringe-se a dois clubes, como se de um clássico espanhol se tratasse. Para além de Ronaldo, o Real Madrid conta com Kaká entre os cinco eleitos. Os restantes são todos do Barcelona: Messi, Xavi e Iniesta. Em relação ao ano passado a única alteração prende-se com a entrada de Iniesta para o lugar do, também espanhol, Fernando Torres.
As nomeações para este troféu são efectuadas pelos treinadores e capitães de todas as selecções inscritas na FIFA, que escolhem a partir de uma lista determinada por especialistas do órgão que tutela o futebol mundial. O galardão será entregue no dia 21 de Dezembro, em Zurique.
Ronaldo e Kaká candidatam-se a vencer o prémio pela segunda vez. Se qualquer um dos jogadores do Barcelona ganhar, será uma estreia. O francês Zidane e o brasileiro Ronaldo são os jogadores que mais vezes venceram este prémio, sendo distinguidos em três ocasiões. Ronaldo venceu por três clubes diferentes (Barcelona, Inter de Milão e Real Madrid).
Recorde-se que, recentemente, Messi venceu a «Bola de Ouro» da France Football, outro prestigiante troféu anual que distingue o melhor jogador do mundo.

Recorde todos os vencedores do Prémio da FIFA:
2008: Cristiano Ronaldo (POR/Manchester United)
2007: Kaká (BRA/AC Milan)
2006: Fabio Cannavaro (ITA/Real Madrid)
2005: Ronaldinho (BRA/FC Barcelona)
2004: Ronaldinho (BRA/FC Barcelona)
2003: Zinedine Zidane (FRA/Real Madrid)
2002: Ronaldo (BRA/Real Madrid)
2001: Luis Figo (POR/Real Madrid)
2000: Zinedine Zidane (FRA/Juventus)
1999: Rivaldo (BRA/FC Barcelona)
1998: Zinedine Zidane (FRA/Juventus)
1997: Ronaldo (BRA/Inter Milão)
1996: Ronaldo (BRA/FC Barcelona)
1995: George Weah (LBR/AC Milan)
1994: Romário (BRA/FC Barcelona)
1993: Roberto Baggio (ITA/Juventus)
1992: Marco van Basten (HOL/AC Milan)
1991: Lothar Matthäus (ALE/Bayern Munique)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A cimeira que quer salvar o mundo

Copenhaga discute o (in)evitável aquecimento global

Mundo tem os olhos postos na Dinamarca. Discutir or not discutir? Eis a questão.
Descubra aqui as razões.

Um mundo afundado ou um planeta sem água. Os efeitos do aquecimento global estão ainda longe do controlo do Homem, mas as previsões do futuro da humanidade estão em cima da mesa e encontram diferentes ecos na voz de cientistas. Na linha da frente vão os salvadores do planeta que se reúnem a partir desta segunda-feira em Copenhaga para impedir que o clima nos leve a melhor e conseguir um acordo com força de lei.
A cimeira das cimeiras está em pleno arranque e o encontro de 190 países em Copenhaga domina a agenda mediática global. Uma espécie de Mundial do Ambiente que faz avultar o número de iniciativas para que um tal de acordo seja atingido e o mundo fique finalmente seguro. Este fim-de-semana foram muitos os europeus que saíram à rua em luta e até as prostitutas tiveram uma palavra a dizer.

Mas afinal, tanto barulho porquê?

A resposta é simples: por dois graus. A temperatura do planeta é afinal o que nos leva a Copenhaga. Contrariar a previsão do aumento da temperatura global em dois graus é um dos objectivos da Cimeira. Actualmente a terra está nos 14,3 graus, mais 0,8 graus do que no período anterior à revolução industrial.
O aumento da temperatura pode levar a efeitos catastróficos nomeadamente com a subida das águas, que com mais dois graus de calor pode levar a um aumento de quatro a seis metros no nível da água do mar.
Mas Copenhaga é mais do que temperatura. A cimeira que tem em vista juntar mais de chefes de Estado, pelo menos 105 já confirmaram a presença, quer alcançar um acordo histórico que permita reduzir as emissões poluentes entre 25% e 40% e ainda diminuir a desflorestação e degradação das florestas do planeta.

Acordo vinculativo ou palavra de político?

No entanto, e apesar de se terem alcançado avanços significativos nas negociações são poucos os que esperam que de Copenhaga saia um texto ambicioso e vinculativo, mas apenas um acordo político minimalista.
Em Portugal, a exigência de um acordo é feita pela Quercus que está representada na cimeira, mas é abrangente a vários líderes políticos, nomeadamente, o Brasil e os EUA que já se comprometeram a lutar pelo acordo significativo na redução de gases poluentes. Opinião contrária tem o pai do aquecimento global que nas vésperas da cimeira defendeu a não existência de um acordo, uma vez que os pressupostos da cimeira estão já desactualizados. Ou seja, o mundo parte para uma nova construção ambiental com alicerces inquinados.

E afinal, estamos preocupados?

Com o frenesim mediático em torno da cimeira que corre contra o tempo na «obrigação» de construir soluções para a salvação do planeta, está a opinião pública preocupada? Como em tudo o que rodeia Copenhaga, as opiniões dividem-se. Inquéritos divulgados na véspera mostram que se por um lado a preocupação pelo clima esmoreceu, por outro, muitos consideram este um tema «muito importante».
A reacção da população à ameaça global tem como não poderia ser várias vertentes. Se por um lado temos os «salvadores do planeta», do outro temos os que acreditam no «climagate»: a teoria que defende que afinal o mundo não está assim a aquecer tanto e que não há emergência.

O Partido que faltava

Partido pelos Animais quer eleger «entre um a três deputados»

Grupo de cidadãos entregou no Tribunal Constitucional 9500 assinaturas para a criação de uma nova força partidária.

Um grupo de cidadãos entregou esta sexta-feira no Tribunal Constitucional mais de 9 500 assinaturas para a criação do Partido pelos Animais, que pretende ser a primeira organização partidária «por uma causa» e eleger deputados nas próximas eleições legislativas, refere a Lusa.
Segundo Paulo Borges, da Comissão Coordenadora do Partido Pelos Animais (PPA), o objectivo é «instalar na política portuguesa um partido por uma causa» ¿ a defesa da Natureza, do meio ambiente e dos animais -, que dizem ser «um marco histórico».
O partido pretende consagrar na Constituição o «direito dos animais à vida e ao bem-estar, baseado no reconhecimento da sua capacidade de sentirem dor, prazer, stress, angústia, tal como os seres humanos», explicou o representante do grupo de cidadãos, que considera que «a luta contra o especismo é um desenvolvimento da luta contra o racismo e o sexismo».
Os elementos do futuro partido reuniram-se para «dar alguma voz única às associações ambientalistas e animalistas que existem há muito tempo, mas têm actividades muito dispersas», e assumem o objectivo de chegar à Assembleia da República já na próxima legislatura, acreditando ser possível elegerem «entre um a três deputados, no início».
Paulo Borges recusou a possibilidade de o PPA se aliar a um partido com representação parlamentar, porque isso vincularia a nova organização «a um eleitorado de um certo tipo», considerou o responsável, que referiu que o partido reúne apoiantes «de todas as orientações ideológicas».
O membro da Comissão Coordenadora acredita existir espaço na vida política portuguesa para esta organização. As mais de 9 500 assinaturas recolhidas (para a criação de um partido são necessárias 7 500) foram hoje entregues dentro de duas caixas de cartão estampadas com imagens de cães e gatos.
O PPA defende, entre outras medidas, a redução da agro-pecuária intensiva, uma melhor aplicação das leis que punem o abandono e maus-tratos dos animais, a comparticipação do Estado nos tratamentos veterinários e nas medicinas alternativas para as pessoas, a diminuição das taxas sobre produtos de origem natural e a esterilização dos animais que estão na rua.

Caso Maddie

Os McCann no julgamento sobre livro polémico


Pais de da criança vão estar em Lisboa para o início do julgamento sobre a proibição de venda do livro de Gonçalo Amaral.

Os pais de Madeleine McCann, a criança que desapareceu da Praia da Luz, vão estar presentes, esta sexta-feira, em Lisboa, no início do julgamento da providência cautelar de proibição de venda do livro «Maddie ¿ A Verdade da Mentira», de Gonçalo Amaral. A notícia é avançada pela agência «Lusa», que cita fonte ligada à família inglesa.
Nas sessões de 11, 14 e 16 de Dezembro, na 7ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa, no Palácio da Justiça, a defesa de Gonçalo Amaral vai apresentar oposição à argumentação da família McCann.
Kate e Gerry McCann, representados pela advogada Isabel Duarte, alegam que o livro e o vídeo baseado na obra divulgam a tese de Gonçalo Amaral, considerada por eles insustentável, de envolvimento dos pais de Maddie no desaparecimento.
Por isso, pediram ao tribunal a retirada do mercado, embora com carácter provisório, do livro e do vídeo produzido após documentário exibido na TVI.
A este processo, em que além do ex-agente da PJ são visadas a editora «Guerra & Paz», a produtora Valentim de Carvalho e a TVI, por divulgação da tese de Gonçalo Amaral, está anexa a acção principal, em que a família McCann reclama protecção de direitos, liberdades e garantias.

Via do Infante

Acidente faz 3 feridos por rebentamento de pneu


Despiste seguido de colisão envolveu dois veículos ligeiros e uma auto-caravana, cujo condutor está internado em estado grave.

Um acidente, que envolveu dois veículos ligeiros e uma auto-caravana, provocou um ferido grave e dois ligeiros, esta segunda-feira, no acesso à Via do Infante em Olhão.
Ainda não eram 09:00 quando ocorreu o acidente. O condutor de uma carrinha seguia na Via do Infante, na direcção de Olhão, quando o rebentamento de um dos pneus da frente provocou o despiste do veículo. Na via seguiam ainda uma auto-caravana, que vinha da Fuzeta, e um ligeiro, que acabaram também por colidir.
Na auto-caravana seguia um casal de turistas franceses, que regressavam esta segunda-feira a casa. O condutor da auto-caravana ficou gravemente ferido, teve de ser desencarcerado, foi assistido pelo INEM e transportado ao hospital. Do acidente resultaram ainda dois feridos ligeiros. O acesso à Via do Infante em Olhão esteve cortado durante duas horas.
Níveis de corrupção são "escandalosos"

Sempre existiu, mas hoje está mais em evidência que nunca.

O presidente da Cáritas Portuguesa disse ontem que os níveis de corrupção e as disparidades salariais no País são escandalosos, defendendo o regresso da ética à política e à economia.
"São escandalosos os níveis de corrupção que este país está a registar. É escandalosa a disparidade que existe de compensações que determinados cidadãos têm pelos cargos que desempenham relativamente ao geral dos rendimentos que são auferidos pela população portuguesa", declarou Eugénio da Fonseca.
No final do conselho geral da Cáritas Portuguesa, que terminou em Fátima, Eugénio da Fonseca acrescentou que "há, muitas vezes, até prémios que se concedem por maus serviços prestados".

Cimeira Mundial Sobre o Ambiente

Europa mobilizada para Copenhaga

Políticos tentam reduzir efeitos do escândalo dos 'emails' pirateados e que, segundo os cépticos, poêm em causa a tese do aquecimento global. ONU mantém as conclusões e britânicos publicam séries de temperatura com 150 anos.


A um dia do início da Cimeira de Copenhaga sobre o clima, a opinião pública europeia mobilizou- -se a favor de um acordo que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, enquanto os dirigentes políticos criticavam as pressões vindas dos cépticos ambientais.
Pequenas manifestações ecologistas foram ontem organizadas em várias capitais europeias, nomeadamente em Londres e Paris. Em Bruxelas, um comboio baptizado "Expresso do Clima" saiu rumo a Copenhaga, transportando militantes. No plano político decorrem ainda negociações de última hora, mas os esforços dos dirigentes centram-se agora na tentativa de reduzir os efeitos negativos do chamado "Climategate", um caso em torno da divulgação de e-mails pirateados a um centro de investigação de clima e que, segundo os críticos do aquecimento global, provam a má-fé dos cientistas.
O organismo da ONU Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa) divulgou ontem um comunicado em que reafirma a qualidade dos dados que apontam para alterações provocadas por gases com efeito de estufa. "O aquecimento do sistema climático é inequívoco. Baseia-se em medições feitas por instituições independentes de todo o mundo, que mostram mudanças significativas em terra, na atmosfera, nos oceanos e nas áreas do planeta cobertas por gelo."
Numa tentativa de apaziguar as críticas que surgiram após a divulgação dos mails, o serviço meteorológico britânico anunciou ontem que vai publicar os dados sobre temperaturas recolhidos nos últimos 150 anos por estações meteorológicas de todo o mundo (cerca de mil estações). A informação será divulgada na próxima semana no site da Internet do Met Office.
As autoridades científicas estão convencidas da fiabilidade destas séries longas e explicam que os valores mostram claramente um efeito de aumento de temperaturas globais durante o período, que é também caracterizado pelo aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico.
Numa entrevista ao The Guardian, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, criticou em termos duros os que acreditam no Climategate. Na sua opinião, são flat- -earthers, ou seja, pessoas que acreditam que a Terra é plana. "A poucos dias de Copenhaga, não nos podemos deixar distrair por cépticos de outros tempos, anticiência", disse Brown. A divulgação dos mails (que os cientistas dizem estar descontextualizados) causou furor nos meios conservadores dos EUA e levou países como a Arábia Saudita a contestar as conclusões do IPCC.


Ler mais em: http://dn.sapo.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1440171&especial=Cimeira de Copenhaga&seccao=MUNDO

domingo, 6 de dezembro de 2009

Crónica de Domingo

As vocações da política

"O Portugal oficial de hoje faz um esforço concentrado para mentir. 'Falar com alguma sinceridade é perigoso', já dizia Oscar Wilde. 'Falar com muita sinceridade é fatal'".

Pelas notícias que me chegam, e aquelas que leio nos jornais portugueses, tenho de concordar que Portugal passa uma vez mais, na sua história, por um terrível período de (in)governabilidade. Desde os Partidos à Assembleia da República - merecendo uma análise muito crítica o comportamento partidário, desde o partido do Governo às oposições, enquanto não se inicia na vida política portuguesa uma via de responsabilidade e seriedade, procurando consensos e parceiros para se produzir um normal funcionamento parlamentar com a aprovação de legislação necessária para se sair do atoleiro em que o País se encontra com uma interminável crise social, económica e de justiça. Inevitavelmente, há já quem pense por aí em tempos da "ditadura".
As ditaduras, pelo mundo fora e em qualquer época, têm os seus próprios usos, costumes e manias. Há ditaduras, por exemplo, como a de Salazar, que não gostam de portos de mar, principalmente se forem grandes. Cidades com quilómetros de cais de frente para o mar, navios de outros países com muitas entradas e saídas tendem a ser mais abertas, com uma circulação maior de gente, de ideias e de novidades; é mais difícil mantê-las isoladas do resto do mundo, e as ditaduras ficam inquietas com isso. Outras gostam de avenidas bem largas, onde possam fazer desfiles e levar a passear os seus tanques de guerra - além de tornarem bem mais fácil a movimentação das tropas de choque da polícia, em caso de protesto político público. Há ditaduras que proíbem de rezar do terço, reuniões em igrejas (lembro-me da do Rato, em Lisboa), outras que determinam que roupas ou cortes de cabelo os cidadãos podem usar e as que só permitem o acesso da população a livros, filmes, músicas ou espetáculos oficialmente aprovados pelo governo. Já houve ditaduras que não deixavam as pessoas ter listas telefónicas, no tempo em que elas existiam; eram consideradas segredo de estado. Os estilos podem variar, mas todos os regimes totalitários, naturalmente, têm coisas essenciais em comum, e essas não mudam nunca. Uma das que mais prezam é o culto sistemático da mentira.
O Portugal oficial de hoje, cada vez mais, está a fazer um esforço concentrado para mentir. Um governo não se transforma em ditadura só porque mente; é preciso fazer bastante mais, e bem pior do que isso, para lá chegar. Mas quando copia com tanto empenho e esmero um dos métodos de acção mais utilizados pelos regimes de força acaba por ficar, sem dúvida, mais parecido com eles. Nessa salada-russa entra de tudo. Há a mentira pura e simples, em que se negam factos que comprovadamente aconteceram - ou se garante a existência de factos jamais acontecidos. Há a ocultação da verdade. Há a propagação de realizações inexistentes. Há as explicações, justificativas e desculpas falsas para erros que não foi possível esconder. Há mentiras bem contadas e mentiras mal contadas, as que vêm disfarçadas como equívocos e as que são ditas com as piores intenções - no fundo, apenas e só mentiras, todas elas, como a população portuguesa teve mais uma oportunidade de constactar no recente episódio da venda de acções da TVI, que deixou os portugueses atónitos pelo descaramento com que alguns episódios da vida pública portuguesa estão a tomar.
Diversas modalidades de mentira que fazem parte do repertório habitual dos governos foram utilizadas na ocasião, mas ninguém ofereceu um resumo melhor dessa maneira de governar do que o Presidente da República com o caso das "escutas" a Belém. Quando o problema surgiu, ele desapareceu de cena. "Não me vou pronunciar sobre isso", foi tudo o que disse aos jornalistas até reaparecer, alguns dias depois, sustentando que não tinha acontecido "nada". Em seguida, e sempre no procedimento-padrão do governo, deu o caso "por encerrado" e promoveu o "staff" presidencial. E a realidade dos factos? Foi apagada da memória oficial.
Consta que o presidente Cavaco Silva ficou muito agitado, no momento em que lhe deram conhecimento dos factos, com assessores que lhe davam informações contraditórias, deitando a culpa uns sobre os outros, e falavam de coisas que não sabiam. Não se sabe se ficou mesmo, mas se ficou ele terá sentido o gosto do seu próprio remédio. Como exigir, perante o exemplo que Portugal vive dando, que os subordinados lhe digam a verdade? Dias antes de serem noticiadas as supostas "escutas", alguém afirmava que o caso, um dos episódios materialmente menos comprovados da história política portuguesa, nunca existira; foi tudo uma tentativa de "golpe" contra o Governo. Na mesma linha, se tem dito que as críticas ao Primeiro Ministro e ao seu governo são "orquestradas para operar um assassínio de carácter" - aproveitando para dizer que a campanha difamatória tem sido bem pior do que a levada a efeito aquando do Governo de Santana Lopes. Aí já se pode dizer que se trata de uma ideia fixa.
No caso do Presidente da República, além disso, teve mais um belo exemplo do que costuma acontecer quando se vive cercado de bajuladores a tempo inteiro. As suas prioridades não é dizerem a verdade aos chefes; é dizer o que acham que eles querem ouvir. Compreende-se - ninguém faz carreira, nesse ramo de actividade, dizendo as coisas como elas são. "Falar com alguma sinceridade é perigoso", já dizia Oscar Wilde. "Falar com muita sinceridade é fatal."
Quer o Presidente, quer o Primeiro Ministro vão continuar a ouvir mais do mesmo. Não há vocações para o suicídio nos Palácios em Portugal. Os portugueses sim, podem morrer de vergonha, porque ainda lembram as vergonhosas mentiras da ditadura salazarista.
Carlos Ferreira

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fim de Semana

Dubai: O sonho dos Castelos n' Areia

Depois de anos a alimentar projectos imobiliários faraónicos, o Dubai sentiu na pele o estouro da bolha imobiliária. Os activos imobiliários desvalorizaram 50% e o emirado está incapaz de pagar as suas dívidas, pedindo moratória de seis meses. A esperança para não cair na falência vem de Abu Dhabi. Mas há um preço a pagar.

A inesperada crise financeira no Dubai faz juz ao adágio popular "quanto maior é a subida, maior a queda" . O principal grupo empresarial público, o Dubai World - envolvido em projectos imobiliários faraónicos -, admitu sérios problemas de liquidez, depois de anos a limentar uma bolha de projectos megalómanos - de que são exemplo as três ilhas artificias em forma de palmeira -, que acabou por explodir, com a desvalorização de 50% dos seus activos imobiliários e um endividamento brutal.
A esperança para salvar o emirado da falência vem agora de Abu Dhabi, o vizinho rico. Este emirado petrolífero, capital da federação dos Emirados Árabes Unidos, deverá ajudar o Dubai a pagar uma dívida de 80 mil milhões de dólares (59 dos quais do Dubai World), para a qual o país, conhecido pelos seus faustosos arranha--céus, pediu uma moratória de seis meses. É também emAbu Dhabi que o Ocidente confia para acalmar os mercados, ainda mal refeitos da maior crise financeira das últimas décadas.
Depois de na quinta e na sexta-feira as bolsas internacionais, em especial em Wall Street, terem caído abruptamente perante o susto de uma nova crise financeira a fazer lembrar o pesadelo do sub-prime, ontem ao fim do dia, as praças europeias davam sinais de recuperação. Todavia, os danos faziam-se ainda sentir em Wall Street e o receio mantém-se no Reino Unido, onde o mercado financeiro tem forte exposição aos investidores do Dubai, ao contrário de Portugal, segundo os banqueiros nacionais.
"Abu Dhabi nunca deixará cair o seu filho pródigo, mesmo se a capital da federação não deixar de criticar os excessos e a exuberância do Dubai", disse um especialista em mercados islâmicos, citado pela AFP. Entre os exemplos de exuberância no país que se tornou o paraíso dos construtores e que muda de imagem a cada dia está o projecto das três ilhas artificiais em forma de palmeira. Até agora só uma foi construída, a Palm Jumeirah, que alberga milhares de apartamentos e hotéis de luxo. Uma verdadeira atracção turística, onde pontifica o Burj-Al-Arab, o único hotel de sete estrelas.
Mas as excentricidades do emirado que atrai um número cada vez maior de portugueses não fica por aqui. O último projecto da Dubai World é a torre mais alta do mundo, com mais de 800 metros de altura, com inauguração agendada para Janeiro. A torre situa-se num novo bairro com um custo estimado em mais de 13 mil milhões de euros, onde fica também o maior centro comercial do mundo. Projectos não faltam, desde um conjunto de 300 ilhas artificiais em forma de planisfério até à Dubailândia, uma Disneylândia em grande escala, estimado em mais de 40 mil milhões de euros.Estes dois foram, entretanto, adiados.
Mas mantêm-se outros, como o segundo aeroporto da cidade, a abrir em 2010, com capacidade para 120 milhões de passageiros/ano, ou a abertura, em 2016, do maior centro comercial do mundo. Em troca do apoio de Abu Dhabi para recuperar a sua solvabilidade, o emiradodeverá ceder parte dos seus activos. Porque neste mundo não há almoços grátis.

Dubai World já começou a renegociar dívida com a banca

O primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos tentou ontem acalmar as preocupações dos mercados internacionais com as dificuldades do Dubai em pagar as suas dúvidas, afirmando que o mundo "interpretou mal" o pedido de renegociação da dívida daquele emirado.
O Sheik Mohammed Bi Rashid Al Maktoum afirmou, em entrevista à televisão Al Arabiya, ter existido uma má interpretação. Ontem, a Dubai World, holding de investimentos do emirado, anunciou o início das negociações com a banca para reescalonar 17,2 mil milhões de euros, parte da dívida, que ascende a 59 mil milhões de dólares.
Foi na quarta-feira passada que o Dubai anunciou um pedido de moratória de seis meses, que poderia mesmo levar o emirado a entrar em incumprimento. O nível de risco do emirado disparou, afastando os investidores das acções e provocando perdas acentuadas nas principais bolsas mundiais.
Mas enquanto Wall Street e outras praças europeias já recuperaram, as acções da Bolsa do Dubai continuam em forte queda, com o principal índice a cair 6% na terça-feira. Mesmo que as preocupações com o pagamento da dívida já tenham diminuído depois de Abu Dhabi, a capital da Federação dos Emirados Árabes Unidos, ter decidido apoiar financeiramente o seu vizinho Dubai.

Escândalo sobre escândalo...

Universidade Independente: «Desvio de dinheiro para financiar campanha do PSD»

Amadeu Lima de Carvalho revela ainda uso de verbas para pagar viagens a deputados e financiar a eleição de Rogério Alves como bastonário da Ordem dos Advogados.

Amadeu Lima de Carvalho, arguido no caso da Universidade Independente (UNI), revelou esta sexta-feira em tribunal que o dinheiro da UNI serviu para financiar uma campanha política do PSD, a eleição de um bastonário dos advogados e pagar viagens de deputados, refere a Lusa.
O accionista maioritário da SIDES (empresa detentora da extinta UNI), falava no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), na instrução do caso UNI, em que é acusado de 46 crimes, incluindo branqueamento de capitais, burla qualificada, corrupção e fraude fiscal.
Questionado sobre o alegado desvio de dinheiro da SIDES, Lima de Carvalho denunciou que 90 mil euros serviram para financiar a campanha do ex-bastonário da Ordem dos Advogados Rogério Alves, uma campanha da Associação Sindical dos Juízes através da então mulher do também arguido Rui Verde e para pagar viagens a deputados da Assembleia da República a Inglaterra para aprenderem inglês.
Das verbas supostamente desviadas da UNI, o arguido revelou também que 150 mil euros serviram para financiar uma campanha eleitoral do PSD em Santarém, por intermédio do então vice-reitor Rui Verde, sem adiantar mais pormenores. Lima de Carvalho acusou ainda vários funcionários do BCP de terem falsificado uma garantia bancária de um milhão de euros para beneficiar Rui Verde, de forma a que este lhe pagasse dívidas pessoais e da então mulher (a juíza Isabel Magalhães).
Este assunto, garantiu, está a ser objecto de uma acção executiva (cobrança de dívidas).
O arguido afirmou ainda que os empréstimos feitos em nome da SIDES no BES e na Caixa de Crédito Agrícola de Sintra, no valor de vários milhões de euros, «não foram para benefício daquela sociedade», detentora da UNI.
Garantindo não ter dívidas à banca enquanto accionista da SIDES, Amadeu Lima de Carvalho revelou que, a título pessoal e já após a sua detenção em Março de 2007, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) lhe emprestou um milhão de euros, mediante hipoteca da sua casa, tendo admitido em tribunal que há cinco anos que não declara rendimentos, nem paga IRS.
Quanto ao encerramento compulsivo da UNI, Lima de Carvalho garantiu que a instituição foi encerrada por ordem do primeiro-ministro, José Sócrates, entendendo que este antigo aluno da UNI «foi enganado».
Quanto à polémica sobre a credibilidade das licenciaturas na extinta UNI, o arguido chamou «ingrato» a Armando Vara, alegadamente por este ter dito publicamente que estava arrependido de se ter licenciado na UNI, e lembrou que o ex-ministro socialista «dois dias depois de ter terminado a licenciatura era administrador da CGD». A audição de Lima de Carvalho prossegue no dia 15, sendo sua intenção pedir a nulidade do processo, alegando que «corrupção, branqueamento e fraude fiscal não são crimes da competência do Tribunal de Instrução Criminal, que ordenou a sua prisão preventiva durante noves meses, mas sim do TCIC».

Alerta amarelo até segunda-feira

Mau tempo durante fim de semana

Há previsões de chuva, vento forte e agitação marítima para os próximos dias.

As previsões de chuva, vento forte e agitação marítima para os próximos dias levaram a Autoridade Nacional de Protecção Civil a determinar alerta amarelo em todos os distritos do Continente entre sábado e segunda-feira.
As regiões mais afectadas serão o Minho e Douro Litoral ao final do dia de sábado, estendendo-se gradualmente a instabilidade a todas as regiões do país durante domingo. Assim, todos os distritos de Portugal continental ficam em alerta amarelo (o segundo nível menos grave numa escala de quatro) a partir das 15:00 de sábado e até às 12:00 de segunda-feira.
Neste nível de alerta, os fenómenos previstos, «não sendo invulgares, podem representar danos potenciais para pessoas e bens», alerta a Protecção Civil em comunicado. No mesmo documento, apela aos cidadãos para adoptarem medidas de prevenção e auto-protecção, adequando os comportamentos à situação.
Os efeitos mais prováveis são inundações por transbordo dos rios, «com especial atenção para as bacias dos rios Cavado, Lima e Ave», cheias rápidas em meio urbano, «nomeadamente em zonas historicamente mais vulneráveis», danos em estruturas montadas ou suspensas, deslizamento de terras, eventuais dificuldades com embarcações e possibilidade de acidentes junto à costa, devido à agitação marítima, e aumento do número de acidentes de viação, em consequência do piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou arrastamento de materiais para a via.

Mundial de Futebol

Mundial 2010: tudo sobre o dia zero

Sorteio ofereceu as primeiras emoções à África do Sul.

Este foi o dia zero do Mundial 2010. A bola ainda não rolou (a não ser as do sorteio), mas as primeiras emoções surgiram à medida que era conhecida a composição dos grupos. Portugal não terá vida fácil, uma vez que defronta o Brasil, a Costa do Marfim e a Costa do Marfim.
Definido o calendário, ficamos a saber que Portugal evita jogos em altitude, nesta primeira fase. Port Elizabeth recebe o primeiro jogo da equipa das quinas, frente à Costa do Marfim, a 15 de Junho. O reencontro com a Coreia do Norte será na Cidade do Cabo, no dia 21. O jogo com o Brasil está marcado para Durban, a 25 de Junho.
Se conseguir o apuramento para os oitavos-de-final, Portugal defronta uma equipa do Grupo H, do qual fazem parte a Espanha, Suíça, Honduras e Chile.
As reacções ao sorteio não tardaram. Carlos Queiroz diz que o primeiro jogo, frente à Costa do Marfim, será decisivo. Dunga, o seleccionador brasileiro, não quer deslumbramento por causa da goleada a Portugal em 2008. O seleccionador da Costa do Marfim atribui o favoritimo a Brasil e Portugal.
Para Liedson o sorteio foi especial, dado que vai defrontar o seu país natal. Moutinho, Rui Patrício e Hugo Almeida também analisaram as hipóteses lusas.

Dunga irónico:
«Portugal? Vai ser Brasil A contra Brasil B»

Carlos Dunga reagiu com ironia ao sorteio para o Mundial 2010. O seleccionador brasileiro considera que o confronto com Portugal na primeira fase será «um Brasil A contra Brasil B», numa clara referência aos três luso-brasileiros da Selecção Nacional, pe, Deco e Liedson que foram lembrados pelo seleccionador brasileiro.
«É Brasil contra Brasil. Brasil A contra Brasil B. Há muitos brasileiros na selecção de Portugal. Sem dúvida que será um jogo emocionante. Temos de estar preparados. O Brasil respeita Portugal. Respeitamos e somos respeitados», disse o campeão do mundo de 1994.
Sobre os restantes oponentes, Dunga também falou. «Conhecemos pouco a Coreia. Mas uma selecção que volta a disputar um Mundial, depois de tantos anos fora, mostra que houve uma evolução no seu futebol. Eles são velozes. Na Costa do Marfim há o Drogba, que é um dos melhores jogadores do mundo. Um dos três, quatro melhores da Europa.»

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Portugal continua a gastar mais do que produz

Dívida Pública aumenta 28 mil mihões e chega a 113%

Pela primeira vez, este ano a dívida do Estado e das empresas públicas à banca e em títulos ultrapassa a riqueza produzida no País. Factura com juros vai subir nos próximos meses.

A dívida do Estado, incluindo as empresas públicas, deverá este ano atingir 113,3% do produto interno bruto (PIB), contra 93% do PIB em 2008. Os empréstimos públicos contraídos à economia - no montante de 182,6 mil milhões de euros - através de créditos bancários e em títulos como as obrigações do Tesouro, aumentaram 28 mil milhões de euros, em relação a 2008, uma verba que daria para construir cinco aeroportos como o de Alcochete.
A dívida directa do Estado - contraída junto de investidores portugueses e estrangeiros, para financiar sucessivos défices orçamentais que serviram para pagar despesas com a Saúde, Educação, Defesa, investimentos e salários públicos, pensões - deverá orçar em 132,5 mil milhões de euros, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério das Finanças.
Só a dívida do Estado, sem contabilizar as empresas públicas, no final deste ano deverá representar 81,2% do PIB e, em 2010, deverá alcançar os 90% da produção, atingindo os 100% em 2013, tal como sublinhou o Fundo Monetário Internacional esta semana. Mas, para este ano, isto significa mais despesa para além do estimado em Setembro passado, pelo Instituto Nacional de Estatística, quando se calculava um endividamento de 74,5% do produto. Contas feitas, após sucessivas alterações orçamentais, o Estado endivida-se este ano em 15 mil milhões de euros.
A somar à dívida do Estado, estão os passivos das empresas públicas, a maioria titulados em empréstimos bancários e em emissões de títulos, como as obri- gações. Para não aumentar o défice orçamental, a maioria destas EP são "empurradas" a endividarem-se, assumindo custos financeiros crescentes. No final de Setembro, a dívida conjunta das cerca de 80 empresas publicas atingia os 50 mil milhões de euros, 31% do PIB, de acordo com dados ontem divulgados.
Metade desta dívida está concentrada nas Estradas de Portugal, Refer e CP. Em apenas um ano, estas empresas aumentaram o passivo em 1,8 mil milhões de euros, 1,1% da riqueza do país. O Metro de Lisboa e o Metro do Porto, no conjunto, contraíram dívidas de 6,4 mil milhões de euros e, em apenas um ano pediram à banca mais 700 milhões de euros. Tal como a Refer e a CP, estas empresas estão tecnicamente falidas, com os passivos a superarem já os activos.
E as responsabilidades futuras do Estado não param por aqui. Nas parcerias público-privadas (PPP), os compromissos assumidos para os próximos três anos (até 2012) implicam já uma despesa de quatro mil milhões de euros.

Hoje: Dia Internacional do Voluntariado

Voluntariado, precisa-se

Há falta de sensibilidade e poucas acções e sensibilização para o Serviço de Voluntariado no Algarve.

O Serviço Social do Hospital de Faro promove, hoje, sexta feira, um conjunto de actividades que têm como objectivo homenagear o trabalho desenvolvido pelos voluntários em prol dos utentes daquela instituição de saúde.
A iniciativa decorre no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Voluntariado, que se assinala a 5 de Dezembro.
As actividades têm início a partir das 12 horas, com um almoço de confraternização entre os profissionais do Serviço Social e os 67 voluntários.
A partir das 14h30 tem lugar, no auditório do hospital, uma sessão pública de entrega de diplomas aos voluntários com mais anos de actividade, a apresentação do novo logótipo do voluntariado do Hospital de Faro, bem como a entrega de novos crachás identificativos.

Região com mau apoio à 3ª. Idade

Idosos portugueses «são pouco saudáveis»

Somos o sexto país da UE onde as pessoas com 65 anos têm menos «qualidade de vida» pela frente. Idosos reclamam poucos apoios, e secretário de Estado e Adjunto da Saúde diz que se deve «chamar a atenção destas pessoas para o facto de existirem ajudas que podem ser úteis».

Estatísticas divulgadas pela União Europeia, esta quinta-feira, revelam que os idosos portugueses ocupam o sexto lugar, a nível europeu, onde as pessoas com mais de 65 anos «são menos saudáveis» e têm menos «qualidade de vida» pela frente.
No entanto, os homens apresentam níveis de bem-estar mais elevados do que as mulheres.
O anuário de 2009 do Eurostat, mostra que os homens portugueses com 65 anos podiam contar, em média, com mais seis anos de vida saudável em 2005, contando as portuguesas com cerca de cinco, escreve a Lusa, que cita o relatório. Apenas a Letónia, Eslováquia, Hungria, Lituânia e Estónia estão atrás de Portugal, quando se olha para a Europa a 27.
O Algarve surge como a Região do país mais carenciada de meios no apoio aos idosos, com os concelhos de maior densidade populacional como Albufeira, Portimão e Faro a registarem a pior capacidade de assistência à 3ª. Idade, no campo da Saúde, apoio domiciliário e lares ou estabelecimentos de apoio a idosos.
Já no topo da tabela, encontramos a Dinamarca. Depois dos 65, os dinamarqueses contam com mais 13 anos «saudáveis» para os homens e 14 para as mulheres. Logo depois aparece Malta, com dez e onze anos, respectivamente.

Poucos idosos reclamam apoios


Do total dos idosos carenciados com direito a ajudas na compra de medicamentos, óculos, lentes e próteses dentárias, apenas dez por cento reclama estes apoios, o que é «insuficiente», defende o secretário de Estado e Adjunto da Saúde.
Nos primeiros seis meses do ano, o Estado reembolsou 66 mil pedidos, num total de 1,4 milhões de euros, disse Francisco Ramos, citado pela Agência Lusa, reconhecendo que é um número que fica aquém do número de idosos que precisam de ajuda para as despesas de saúde. Todavia, verificou-se um aumento em relação a 2008, tendo sido pagos 41 200 reembolsos, num montante de 1,02 milhões de euros.
O secretário de Estado e Adjunto da Saúde anunciou que são menos de dez por cento os idosos que recorrem ao apoio, criado há cerca de dois anos e que atribui apoios financeiros estatais aos idosos mais carenciados. Publicada em Diário da República a 5 de Julho de 2007, a lei faculta ajudas aos beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI), sendo em Junho de 2007 cerca de 200 mil pessoas nesta situação.
As ajudas incidem em 50 por cento sobre o preço do medicamento não comparticipado pelo Estado, e em 75 por cento nas despesas em óculos ou lentes, até ao valor máximo de 100 euros, por cada dois anos.
Francisco Ramos disse que não estão em causa dificuldades burocráticas, uma vez que os que podem receber esta ajuda já estão inscritos na segurança social ou usufruem do CSI, «as pessoas entregam as facturas das despesas e o reembolso é processado pela Segurança Social quando envia a pensão ou o CSI», explicou.
«É preciso ser pró-activo, seja através do voluntariado, seja mediante os profissionais de saúde que devem chamar a atenção destas pessoas para o facto de existirem ajudas que podem ser úteis», disse Francisco Ramos, lembrando que o apoio se dirige a pessoas «idosas, pobres, com dificuldades em reconhecer os seus direitos».

Acidente em Faro

Despiste fere duas pessoas

Sinistro entre camião e ligeiro, em frente ao Mercado Abastecedor da Região de Faro, corta estrada por mais de três horas.

Dois feridos ligeiros e um corte de estrada por mais de três horas foi o resultado de um acidente entre um camião e um automóvel ligeiro, ocorrido ontem, quinta-feira de manhã, em frente ao Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF), refere fonte da GNR citada pela Lusa.
De acordo com a mesma fonte, a colisão, que ocorreu na Estrada Municipal 520, entre Estói e Santa Bárbara de Nexe, nos arredores de Faro, provocou o capotamento do camião, que ocupou totalmente a faixa de rodagem.
Para prevenir outros acidentes na sequência do derramamento de combustível, a GNR optou por condicionar o trânsito naquela estrada entre as 9:45 e as 13:25, tendo sido necessária uma máquina para remover o camião.
No local estiveram sete elementos dos bombeiros apoiados por duas viaturas, militares do destacamento de trânsito da GNR de Faro e o INEM.

Algarvio em destaque

João Goulão eleito presidente do Observatório Europeu da Droga

Presidente do IDT fala em «reconhecimento internacional do sucesso das políticas portuguesas»

O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) foi esta quinta-feira eleito presidente do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, o que para João Goulão é o «reconhecimento internacional do sucesso das políticas portuguesas» nesta área, noticia a Lusa.
João Goulão - que é natural do Algarve, e que já fazia parte do conselho de administração do Observatório desde 2005, foi eleito hoje para presidir à agência europeia que funciona em Lisboa.
«Sinto um enorme orgulho nesta eleição, mas penso que, em primeiro lugar, representa o reconhecimento internacional do sucesso das políticas portuguesas na área da droga», disse João Goulão.
«O facto de termos um presidente português a trabalhar e a viver na mesma cidade em que está instalada esta agência europeia permitir-nos-à ter uma relação muito mais próxima, de consolidação do trabalho da agência e incidindo na área da redução da oferta, na actividade das forças policiais e aduaneiras, que tem sido deixada um bocado em segundo plano na actuação do Observatório», afirmou.
João Goulão destacou também que, ao longo dos anos em que tem feito parte do Observatório, conseguiu «grangear um certo prestígio» por ter vindo «do terreno», das equipas que estão na rua. «É um cargo não remunerado e sobretudo simbólico, perfeitamente compatível com a continuação no IDT», acrescentou.
João Goulão, eleito para um mandato de três anos, substitui o luxemburguês Marcel Reimen. O conselho de administração do Observatório, que está reunido até sexta-feira em Lisboa, elegeu ainda o belga Claude Gillard como vice-presidente.
No cargo de director do Observatório continua o alemão Wolfgang Götz.
O conselho de administração votou ainda o orçamento para 2010, programa de trabalho e um memorando de entendimento que antecipa a cooperação entre o Observatório e a Ucrânia.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crónicas Sem Tempo

Caciques, Jagunços e Pistoleiros

Confundir democracia com processos fraudulentos é coisa que não cabe na cabeça de ninguém, porque o caciquismo está implantado de norte a sul de Portugal, mas é nas eleições Autárquicas que melhor se nota.

Terminou um ciclo eleitoral nacional que começou com as eleições para o Parlamento Europeu no mês de Junho, seguindo-se as eleições Legislativas a 27 de Setembro e finalmente as eleições Autárquicas de 11 de Outubro de 2009, e todas elas tiveram os resultados que se conhecem e que em nada abonam quer os políticos, quer os eleitores que revelam uma confrangedora menoridade, tal é a contradição dos resultados que se anulam, lançando o País numa tremenda confusão, cujos efeitos negativos não tardarão a aparecer. Como é que se compreende que o Partido Socialista, tenha tido o score para o Parlamento Europeu de 26%, para as Legislativas 36% e nas Autárquicas aumente o seu pecúlio para 132 Câmaras Municipais, tendo mais votos e mais mandatos, ficando somente com menos 7 Câmaras que o PPD/PSD-CDS mais pequenos partidos, coligação super perdedora deste ciclo infernal, ficando o PSD completamente humilhado, quando teve um começo auspicioso nas eleições para o Parlamento Europeu, deitando tudo a perder nos 3 meses subsequentes por erros próprios, não se podendo queixar da superioridade dos adversários.

Os analistas já se encarregaram de explicar de mil maneiras estes fenómenos, mas é difícil aceitar toda uma negociata de acordos secretos, por debaixo da mesa que originam as transferências de milhares de votos do PSD para o PS e da CDU para o PS, em autenticas chapeladas como se diz que aconteceu em Lisboa para o António Costa ganhar e em Beja para o PS sair vencedor. Talvez em Lisboa, ainda se podia entender atendendo ao candidato Santana Lopes que desgovernou Lisboa e é um dos principais coveiros do PSD, desde que assumiu o cargo, à força, de Primeiro Ministro, abrindo caminho à maioria absoluta de Sócrates que permanecerá no cargo 8 anos se não fizer muitas ondas. Mas em Beja, onde a CDU tem um trabalho de 35 anos de grande envergadura e o Dr. Francisco Santos tem um currículo emaculado, como Médico, destinto Operador e Director de Serviços durante muitos anos no Hospital de Santa Maria em Lisboa, com 4 anos de Presidente da Câmara Municipal de Beja e uma obra exemplar, ao contrário do seu adversário vencedor, que mal sabe ler, escrever e contar, fazendo carreira politica através da CDU que depois abandona e segue o caminho que os “Vitais Moreiras” seguem, não se lhes negando esse direito apesar de criticável.

Ao trazer à coação o caso de Beja, pela importância politica que tem e lhe deram, é porque dali sou natural, ali votei, ali mantenho residência, ali conheço a realidade e sei como ali se pratica a politica desde os tempos da ditadura salazarista, que deixou marcas profundas ideológicas nos terra tenente-agrários latifundiários alentejanos que nunca perdoaram ao PCP e seus aliados o processo da “Reforma Agrária” e uma vez refeitos e completamente ressarcidos com a providencial ajuda do Partido Socialista têm comprado as consciências dos netos e bisnetos dos “Levantado do Chão”, magistralmente descritos na obra do nobel José Saramago que demonstra a realidade actual dos tempos difíceis. Como é possível o PSD que há vários mandatos tinha um Vereador na Câmara M. de Beja, o tivesse perdido à conta de 2000 votos, “transferidos ?” para o candidato do PS, quando a CDU aumentou a votação, que foi superior a 45% dos votos expressos. A isto se chama democracia.

Confundir democracia com processos fraudulentos é coisa que não cabe na cabeça de ninguém, porque o caciquismo está implantado de norte a sul de Portugal, mas é nas eleições Autárquicas que melhor se nota, onde os factos são mais salientes, onde os processos são mais visíveis, não sendo possível esconder um jantar para 700 velhinhos, a quem se dão 700 relógios, reunir Associações em numero superior a 100 e ameaçá-las se não votarem desta maneira, perdem os apoios, os subsídios, ameaçar as famílias que se o seu voto não for desta forma, os filhos não terão mais Creche, jardins de infância, lar da 3ª idade, cuidados continuados de saúde, almoçaradas e jantaradas pantagrueis, espectáculos de musica pimba pró pagode e cabazadas de natal às toneladas e o mais que todos sabem mas calam e votam ordeiramente porque a crise tudo desculpa. Foi contra tudo isto que apareceram no País outras candidaturas independentes, com ou sem sigla partidária, mas a desproporção de meios e a desigualdade de armas é abissal, podendo-se comparar o peso de um elevante com o da microscopia formiga que labutando realiza, mas não incomoda.

Nesta primeira abordagem muito superficial das 3 eleições, não tivemos só coisas negativas, há igualmente aspectos muito positivos como a perda da maioria absoluta do Partido Socialista, as derrotas da Fátima Felgueiras, Narciso Miranda e Avelino Ferreira Torres, o Isaltino Morais é ainda doutro campeonato, tendo o Major Valentim Loureiro vencido à justa com perda de votos e da maioria absoluta. Mas, lamentavelmente, o pior de todas as coisas foi o assassinato em Ermelo, Mondim de Basto dum simples cidadão a que um candidato do Partido Socialista tirou a vida. Paz à sua alma, apresentando à família as sinceras condolências e total solidariedade para com a freguesia enlutada por um acto tresloucado que só autênticos caciques, jagunços e pistoleiros podem cometer.
Manuel Aires*


*Ex-candidato Independente, pelo BE, à presidência da Câmara Municipal de Albufeira, nas Eleições Autárquicas de Outubro de 2009.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desemprego continua a agravar-se

Ministro garante que subsídios portugueses são dos «mais generosos» da OCDE

O ministro das Finanças disse esta quarta-feira que o «desemprego vai continar a agravar-se», fruto da crise económica. Já Sócrates considera que as medidas de combate ao desemprego resultaram...

Ao ser ouvido na Comissão de Finanças, Teixeira dos Santos garantiu que o Estado «vai centrar a sua atenção no combate ao desemprego e no apoio aos desempregados», mas sublinhou: «Portugal tem um dos subsídios de desemprego mais generosos no contexto da OCDE».
Por isso, o governante deixou explícito, perante duas colunas de deputados dos vários partidos com assento parlamentar, que a grande aposta do Executivo «é salvaguardar os postos de trabalho». Quanto ao programa de incentivo ao emprego, que gerou polémica entre o ministro e o deputado comunista Honório Novo, Teixeira dos Santos reiterou que «a despesa autorizada até ao momento foi de 60% do estabelecido» e que os «projectos estão em curso». De acordo com o ministro, estes tendem «a ganhar velocidade» nos próximos meses, adiantando que as grandes beneficiadas com este programa foram as pequenas e médias empresas na área da energia.
Já sobre o sector financeiro, o responsável pela pasta das Finanças disse que «o sector tem-se revelado relativamente resiliente», o que vai permitir ao Estado redireccionar os 20 mil milhões de euros que tinha reservado para empréstimos aos bancos nacionais. Teixeira dos Santos disse que o apoio público à economia «é temporário», garantindo que o governo só está à espera que a situação se torne «sustentável».
Sobre a quebra da receita fiscal de 13,2% em 2009, face ao ano passado, o ministro das Finanças negou os ataques de Honório Novo, que afirmou que este tombo estava relacionado com o aumento da economia paralela e da evasão fiscal. «A quebra da receita não se pode considerar que resulte de um acréscimo significativo do fenómeno de fraude e evasão fiscal, que é um fenómeno permanente e não temos indicadores que revelem que tenham aumentado», disse Teixeira dos Santos. O governante reiterou que será preciso um financiamento adicional para pagar as despesas, depois da receita fiscal ter registado uma quebra de 4,5 mil milhões de euros, justificadas em «70% pela evolução dos impostos indirectos», «outra parte pela diminuição do IVA», onde contribuiu o aumento do preço dos combustíveis.

Primeiro-ministro acredita que desemprego baixará em 2010

O primeiro-ministro considera que as medidas tomadas pelo Governo para estimular o emprego estão a resultar, apesar de a taxa de desemprego nacional ter atingido em Outubro o valor mais alto desde que há registo, nos 10,2%.
Na noite de terça-feira, o primeiro-ministro, que atendia à cerimónia de entrada em vigor do Tratado de Lisboa, foi confrontado com os números do Eurostat e mostrou-se optimista: «Eu espero que a continuação destas políticas possa, finalmente, abrandar o ritmo de desemprego».
«Eu acho que as políticas resultaram. Só quem não quer olhar e ver. Repare: nós começámos o ano com uma previsão de crescimento económico de -3,7%. Vamos chegar ao fim do ano com um resultado melhor: a nossa aposta é continuar a dar estímulos à nossa economia», afirmou aos jornalistas.
Sócrates contraria assim as previsões dos economistas e entidades internacionais, que apontam para uma subida do desemprego durante grande parte de 2010 (pelo menos até ao Verão). Alguns economistas acreditam mesmo que a taxa de desemprego europeia vai atingir um pico nos 11% durante o ano que vem.

Opinião do Leitor

Tudo o que vêm à boca terá de saír?

A palavra deve ser, pelo menos quando é escrita, reconhecida como o pão de cada dia para cada boca. Por isso tem de ser cuidada, trabalhada, respeitada, significativamente criadora como se fosse o princípio de alguma coisa.

A propósito da "Nota aos Leitores".
Não preciso dizer o quanto se agradece para manter e fazer deste sítio um espaço para os outros. Se isto para mim é uma evidência não me parece, contudo, que o seja para todos. Para mim, é bem claro que algumas pessoas não sabem viver com as palavras que pensam dominar, nem conviver com as ideias dos outros. O que mais me entristece é partilhar um espaço que não é só meu e ver que outros se aproveitam dele com “unhas e dentes”, como se tivessem agora chegado ao mundo. E comem, e comem, e comem... sem se aperceber da badalhoquice com que presenteiam os que os rodeiam.

Verdadeiramente, é lastimável a falta de senso de alguns grunhidos e “bocas”, nada adequados à partilha de ideias, debate ou questionação das ideias dos outros. Lamento mesmo muito e estou farto desta sociedade albufeirense. Não há um único sítio onde se possa debater em liberdade, mas com rigor inetelectual e científico o quer que seja. Nas paróquias, os cristãos católicos são incapazes de se interrogar sobre o sentido da sua fé para com a vida concreta e real de cada homem e de cada mulher. Têm, por vezes, espaços óptimos que podiam ser aproveitados para uma reflexão cristã e humana como a que se fazia no “Rato” e se faz ainda na Rua Castilho, em Lisboa. Eu próprio já propus fazer uma experiência em Albufeira. Mas acho que há quem tenha medo da sublevação do status quo da paroquialite... Falo, por vezes, em assuntos destes porque me envolvi sempre na procura de mais razões e sentido para a fé dos homens. Os deuses não têm nem precisam de fé. E, como dizia o meu amigo frei Bento, Deus não gasta religião, somos nós... Oxalá não comunguemos a nossa condenação, quando vamos ainda a um baptizadozito ou um belo casamento, ou, por ironia do destino, ao enterro de algum amigo ou familiar (mas de preferência com missa, como requer qualquer ignorante que só pensa em ter direitos!).

Este desabafo “místico” é possível. Só os homens de coragem sabem e não se atemorizam quando falam de qualquer tema. Mas, voltando, aos espirros que alguns atiram para os blogues, é cada vez mais claro que há muita gente que não sabe escrever. Nem português, nem sobre alguma coisa que possa interessar aos outros. Os blogues têm sido uma oportunidade para gente muito mal formada e educada. Alguns conceitos são atropelados, como se, “falar como só assim sei falar” tenha que ser digno de aceitação por parte dos outros. Não se trata de censura nem partidarite ou intelectualidade o que eu penso. Muito simples: a mim ensinaram-me a ser educado e a falar quando interpelado e solicitado.

No que toca à escrita, esta comunicação é visível (isto é, é aceite pelos outros) quando nos tornamos significantes. Quando somos dignos de sentido e de interesse para os outros, sobretudo em espaço público e aberto. Ora há gente que não pensa nem percebe nada disto. Apanharam-se senhores de alguma “esperteza” utilitarista, quotidiana e imediata, e partem para aquilo que, nem por sonhos(= por prazer) nem por boa escrita, alguma vez atingirão! O benefício de serem bem correspondidos quando falam ou escrevem. É como fazem. Incapazes de situar um problema ou uma discordância ou até corresponder com algum elogio. No anonimato tudo se diz, mas aqui todos nos perdemos. É por isso que eu, e quem sou eu para vir aqui dizer isto!? – por vezes, penso muito na chatice que estes espaços se vêm tornando. E acho, com sinceridade, que não vale a pena aceitar tudo. Tal como não podemos ter tudo e ser tudo o que os outros são. A democracia, a liberdade de opinião, a não discriminação... nada disto é moral e eticamente devido e obrigatório para quem não sabe o que é o respeito pelos outros. Vejam bem! Até se podem “engrandecer” publicamente, mas só num blogue!!!

Mas não. Há muita ignorância nos textozitos que alguns nos dão para “corrigir”. E, de facto, eu estou farto, porque estes espaços e sítios deviam ser para quem se “enxergasse” e soubesse ver ao espelho. Tudo o que vem à boca terá de sair?
Por mim, apoio e apoairei ainda com mais profunda reflexão da minha parte estes sítios, se eles forem responsabilizantes. Como? Não deixando que os tolos estraguem a comida que é um bem de todos. A palavra deve ser, pelo menos quando é escrita, reconhecida como o pão de cada dia para cada boca. Por isso tem de ser cuidada, trabalhada, respeitada, significativamente criadora como se fosse o princípio de alguma coisa. E que coisa queremos nós? Será o fim de alguma coisa? Ainda creio no nosso bom senso. Aliás, é só mesmo o que falta, por vezes.
Portanto, por mim, acho muito bem que se exiba apenas aquilo que seja motivo de interesse para todos e não só para o “próprio” que escreva. Há-de haver espaço para se aprender c’a diabo! Não sou adepto dos que escrevem com pedras na mão, sem introduzirem uma nesgazinha que seja para algum ricochete necessário. Mas tanta baboseira já cansa.
Força. Este espaço é meritório e tem os seus leitores atentos à crítica. É coisa que não vemos em tudo (tudo mesmo!) o que se publica no Algarve, mais concretamente em Albufeira. Não tenho medo de vos dizer que a Avezinha é um jornal “vendido” aos interesses do PSD de Albufeira e o Notícias de Albufeira é dependente do Presidente da Câmara. O Boletim Camarário é um álbum de fotografias para os filhos e netos do Presidente da Câmara. Não tenho nem poderei ter medo enquanto houver aberrações que não dignificam os homens e mulheres de Albufeira, e onde aí, comprovadamente pela história dos nossos dias se sabe que temos tido um autarca que corrompe as relações mais dignas de gente humilde com dinheiro, luzinhas e prendinhas.

A.Ramos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial da SIDA

Porque a SIDA existe

Em 2007, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram infectadas, elevando para 33,2 milhões as pessoas que vivem com o HIV. No mesmo ano, 2,1 milhões de pessoas morreram por causa da doença. Oito países da África Subsaariana representam quase um terço de todas as novas infecções e mortes por sida do mundo.
O Dia Mundial da Luta Contra a Sida é comemorado no dia 1 de Dezembro, reunindo pessoas de todo o mundo, com o objectivo de informar e demonstrar solidariedade internacional face à pandemia.
Em Portugal, o VIH no local de trabalho é o tema em discussão nas actividades que assinalam este ano o Dia Mundial da Sida, indo assim ao encontro do tema mundial "Acesso Universal e Direitos Humanos".
A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida vai assinalar a data com a III reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida, na sala do Tratado de Lisboa, no Pavilhão Atlântico. O Conselho Nacional é o instrumento de coordenação e acompanhamento das políticas públicas de prevenção e controlo da infecção VIH desenvolvidas sectorialmente.

Nota aos Leitores


Meus Amigos:

Só mesmo por má fé ou mera ignorância - aproveitando-se do meu inabalável sentido democrático, é que alguém poderá escrever nos comentários, que só "olho para o meu umbigo" no que escrevo, ou escrevo "coisas que não domino".

Pobres coitados pela pura cretinice que exibem!

Devo esclarecer que antes de saír do Algarve, abri este blog a todos os colaboradores com direitos de administração directa. Ou seja, podem colocar os seus artigos, notícias ou palpites directamente sem passarem por mim. Contudo, alguns leitores ainda continuam a enviar-me emails...

Não tenho culpa alguma, que com a minha ausência, esses colaboradores se sintam desmotivados, mas lamento muito

Por isso, criei para mim um novo acesso a este site - Terra Sulina - em homenagem a essa terra que tanto amo, deixando o acesso directo do Algarve Reporter a alguém que não tem a mesma disponibilidade que eu tinha para administrar este sítio, que realmente me honrou muito pela referência que foi durante muito tempo na blogosfera.

Um trabalho de pura carolice, para informação dos tais sabichões...
Por isso, lamento muito o que está acontecer.

Como devem compreender, por falta de conhecimento 'in loco" não me é permitido escrever sobre o que se passa na actualidade, no Algarve. Precisaria de aí estar para o fazer, e não gosto de opinar pelas notícias que me chegam por amigos - por mais crédito que tenham.

Assim, fico-me pelas minhas Crónicas de Domingo, que com algum esforço as tenho mantido a partir de longe, ou outras informações breves, já que a minha vida actual e compromissos, nada tem a ver com a que vivi no Algarve durante os últimos 30 anos.
De resto, o pouco que escrevo, e por muito que doa e custe a algumas alminhas que vivem nos escombros da obscuridade, é tudo com conhecimento rigoroso da verdade.
Por isso, deixo aqui uma vez mais o Convite a quem quizer escrever (com rigor e sem trauliteirismos) no Algarve Reporter, que me envie o seu email, que lhe darei acesso directo a colocar os seus posts.

Já agora, sabem que estive em Havana - Cuba, durante uma semana, hospedado no Hotel Habana Libre, que foi o "quartel general da revolução de Fidel", e que à saída do hotel fui inúmeras vezes abordado por pessoas de remediável aspecto a pedirem-me que lhes desse sabonetes, shampôs e pasta de dentes que eu pudesse trazer do fornecimento diário ao meu quarto de hotel?

É assim a vida em Havana, com gente pobre mas magnífica, a viver cheia de carências numa ilha-prisão rodeada de mar por todos os lados, onde a oligarquia política vive muito bem e o povo quase miseravelmente. O que mereceria uma boa crónica que só não escrevo por falta de tempo.
Passem bem, e bom feriado.

Carlos Ferreira