Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Memória

Amália: dez anos de saudade

No dia em que se completam dez anos sobre o desaparecimento da maior cantora (não lírica) que Portugal viu nascer, o "Algarve Reporter" rende-lhe uma singela homenagem, deixando aqui uma bela imagem, um poema de tributo, e ainda aquela que foi o poema/música 'fetiche' do seu amor nunca consumado.


Retrato de Amália

Poema: José Carlos Ary dos Santos
Música: Frederico Valério
(Fado Malhoa e Fado Amália)

És filha de Camões,
filha de Inês assassinada
voz de portuguesa
cantando a nossa imensa pequenez
com laranjas e gomos de tristeza.

É no claro Mondego
dos teus olhos
que se debruça
o mal da nossa mágoa.

Ao Tejo dos teus gestos
que se acolhe o nosso coração
a pulsar água.

Falando desatada de saudade
choras um povo,
cantas a balada
mais bonita que soa na cidade
de Lisboa por ti apaixonada.

Curiosidade: A música de paixão de Amália

Há pouca gente que o sabe, embora esteja escrito na sua bibiografia oficial.
Aranjuez...
Esta fantástica e comovente música marca um episódio na vida de Amália: o momento da morte do único homem que a amou verdadeiramente - Ricardo Espirito Santo, e o único por quem ela não conseguiu sentir amor, mas tão só uma grande e profunda amizade.
Foi com ele que Amália conheceu, pela primeira vez, o significado de um amor que transcende o físico. E que ficou até ao fim dos seus dias.
Ouvir cantar amália "Aranjuez, Mon Amour", é estremecer de emoção!

Vêr em: http://www.youtube.com/watch?v=GlufLKsYot8&feature=player_embedded

Aranjuez mon Amour

Meu amor, fontes onde bebemos, meu Amor
Trazidas pelo vento, meu amor
Naquela noite, nós vimos voar
Muitas pétalas de rosa

Meu amor, sobre os muros ficámos, meu Amor
Ao sol, ao vento e à chuva dos anos
Que foram passando
Desde a manhã do dia vieram
E cantando, quando de repente
Eles têm desenhado nas paredes
As pontas dos seus fusis

Coisas muito estranhas, Meu amor,
Rosas, seguindo o caminho, meu amor
Nos muros os abraços, meu amor
Seus nomes foram gravados, em cada
Lindas rosas vermelhas, são Meu amor,
O que seca as fontes, meu Amor

No sol o vento da planície
E os anos que vão passando
Desde a manhã daquele dia veio
A flor no coração, pés descalços, lenta
E seus olhos brilharam com um sorriso estranho
E na parede quando a noite cai
Seria de ver as manchas de sangue
Estas são apenas rosas!
Aranjuez, mon Amour.

Opinião do Leitor

A queda da máscara

Somos todos Albufeira, será a última mentira?

Diria, sem apelo nem agravo, que a figura daquele actor se enquadra na figura da auto-suficiência do herói, da sua independência e supremacia autónoma. Todo o trabalho é sórdido se não significar independência. A mesma actividade pode ser sinal de servilidade ou de soberania. Onde e donde é que o teatro se vê melhor? Onde melhor convivem a paz e a guerra, o mal e o bem, os ditadores e os democratas, os verdadeiros e os falsos?
Neste sujeito convivem de dia e de noite, nos dias úteis, santos e feriados, uma e outra finalidade. Resta-nos a verdade mínima da ambiguidade, onde tem deixado o rasto da sua presença. A soberania com que veste a governação do seu feudo, reflecte a negociação do peso e preço da nossa harmonia. Coisa que os liberais mais prudentes defendem ser possível e desejável como pertença de cada ser. Mas o actor de que falo apropria-se das nossas soluções “menos más” que, para ele, são as “melhores possível”. Mas faz! Mesmo que a sua escolha seja só e sempre sua. Porque é bom que se identifique “muito bem” quem fez e a quem pertence, mesmo que injustamente e à custa de muita subserviência.
No aqui e agora há que fazer escolhas. Prioridades de que devemos pesar a importância relativa. Mas sempre nos damos conta de que a escolha recaiu mesmo numa prioridade?
Isto questiona a inteligência. O que a habita? Que palavras, que conflitos, que condições e circunstâncias nos permitem algum rendimento mínimo garantido?
Não! Este actor não percebe isto. Não pode haver espaço para a dúvida, enquanto vivermos sob a sua servilidade e a sua soberania. Nuns momentos servil, noutros tirano. Não há uma moral objectiva que nos ofereça critérios decisivos para a ponderação de todas as situações. Em cada circunstância há uma única vez, uma realidade única que não possui o poder de nenhuma outra.
Por isso era urgente que o actor de quem vos falo respeitasse e acolhesse a sorte de todos. Não de todos “totus”, mas de todos “omnes”. Pouco me interessa que perceba latim. A mim e a todos (omnes) os que amam a liberdade como algo que é dos outros, interessa-nos o actor de que vos falo. Porque ele é “resto”. Porque o que ele pretende ser já o demonstrou no negocio dos seus interesses. Quem ousa agarrar alguém e limita-lo nos seus passos através da tirania das suas consciências, não merece a autoridade de que se rodeia.
De paraquedistas está o mundo cheio. E só os tiranos ousam dizer “vamos correr com eles” (...) “não precisamos cá de mais ninguém”...
O actor é um “resto”. Pode ser grande e pesado, mas é o que resta das suas praticas e das palavras que as traduzem. Na queda da máscara.

A. Ramos

Algarve Film Commission

Associação regista Técnicos e Talentos da Região

A Algarve Film Commission (AFC) está a desenvolver o registo dos Talentos e Técnicos actualmente envolvidos ou que se queiram envolver na produção de Cinema e Audiovisual na Região.

Os interessados deverão responder ao inquérito acessível através do “banner” disponível no site da AFC, http://www.algarvefilm.com/ . A criação deste Registo visa “facilitar a captação de rodagens, permitindo demonstrar às produções internacionais que existem equipas e técnicos locais na Região com as competências necessárias”.
A Algarve Film Commission foi criada em 2006, com o objectivo de promover o desenvolvimento do sector do cinema, multimédia e audiovisual em geral, através da divulgação da região do Algarve como local privilegiado para a realização de produções audiovisuais nacionais e internacionais.
Nos primeiros anos de actividade, a AFC captou e acompanhou localmente cerca de 20 produções de Longas-Metragens, Publicidade, Vídeo Musical, Catálogos de Moda, com origem em mercados tão distintos como a Alemanha, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia.
A Associação conta com o patrocínio da CCDR Algarve, da Direcção Regional de Cultura, dos Municípios de Albufeira, Lagos, Portimão, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, Teatro Municipal de Faro, assim como com o apoio institucional da RTA – Região de Turismo do Algarve. A nível internacional é sócia efectiva da AFCI – Association of Film Commissions International, com sede nos EUA, e da EUFCN – European Film Commissions Network, com sede em Bruxelas.
Algarvios campeões nacional de pesca submarina

A equipa do Portisub/Picasso é campeã nacional 2009 de Pesca Submarina.

Os atletas Carlos Osório, João Calado e Jodi Lot conseguiram mais uma vez alcançar um título de relevo para o Portisub/Picasso, o título de campeões nacionais por equipas.
Na classificicação individual os atletas de Portimão ficaram também em posições de destaque: Jodi Lot - 2º lugar; Carlos Osório - 5º lugar e João Calado - 6º lugar.
As derradeiras 3ª e 4ª jornadas do campeonato nacional decorreram a 3 e 4 de Outubro, em Oeiras.De salientar que o atleta João Calado, que na 1ª e 2ª jornada do campeonato, disputadas em Sines nos dias 12 e 13 de Setembro, devido a estar constipado e com febre tinha ficado em 14º lugar e que nesta prova conseguiu recuperar da 14ª posição para a 6ª.

Golfe Internacional

Filipe Lima lidera Armada Portuguesa

Quatro profissionais e dois amadores constituem a força nacional no melhor Portugal Masters de sempre, de 15 a 18 de outubro, no Ocânico Victoria, em Vilamoura.

Filipe Lima lidera a “armada” de seis jogadores portugueses que irá tentar rivalizar com muitos dos melhores jogadores do Mundo presentes na III edição do Portugal Masters, o torneio do PGA European Tour, patrocinado pelo Turismo de Portugal, a realizar-se no Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 15 a 18 de Outubro.
O nº1 português e nº2 no Challenge Tour Ranking desta semana, após a vitória de ontem (Domingo) no Ecco Tour Championship, na Dinamarca, será acompanhado pelos profissionais Ricardo Santos, António Sobrinho e Nuno Campino, bem como pelos amadores Tiago Rodrigues e José Maria Jóia.
«Tenho a garantia de que salvei o cartão do European Tour para 2010, por isso, este ano vou ao Portugal Masters para jogar um bom jogo, sem pressões, ao contrário dos outros anos, em que ia lá à procura de um bom resultado para manter o cartão. Este ano vou a Vilamoura para estar com outros portugueses e divertir-me a jogar, com ambição», disse Filipe Lima, que nas duas edições anteriores do Portugal Masters falhou o ‘cut’ no ano passado e obteve um bom 21º lugar (-13) em 2007, depois de ter andado no ‘top-ten’ e na luta pelo título no final da terceira volta.
Ricardo Santos tentará qualificar-se para os derradeiros 36 buracos após tentativas goradas nos anos anteriores, enquanto Nuno Campino estreia-se no Portugal Masters, mas ambos já passaram o ‘cut’ várias vezes no Madeira Islands Open BPI Portugal e no Estoril Open de Portugal.
Quanto a Tiago Rodrigues e José Maria Jóia, têm a difícil tarefa de tentarem tornar-se no primeiro amador português a jogar os quatro dias na mais importante competição portuguesa de golfe, depois da Federação Portuguesa de Golfe ter apostado em João Carlota (duas vezes), Pedro Figueiredo (2007) e Manuel Violas (2008). Ao disputar-se a apenas cinco semanas do Campeonato do Mundo do Dubai, o Portugal Masters atraiu a sua melhor lista de inscritos de sempre, com destaque para o triplo campeão de torneios do ‘Grand Slam’, o irlandês Padraig Harrington.
Os bilhetes para ver Padraig Harrington, Álvaro Quirós (campeão em título), Filipe Lima e demais portugueses no Oceânico Victoria, de 15 a 18 de Outubro, com o sempre popular ‘Pro-Am’ no dia 14, estão disponíveis em http://www.europeantourtickets.com/ ou pelos telefones (+351) 289 310 338 (Portugal) e +44 (0) 800 023 2557 (Reino Unido e Irelanda). O pacote válido valido de quarta-feira, 14 de Outubro, dia do ‘Pro-Am’, até Domingo, dia 18 de Outubro, custa €45 por pessoa. Cada bilhete diário ascende apenas a €15. Grupos de mais de dez pessoas podem adquirir um bilhete de um dia pelo preço reduzido de €10. Menores de 16 anos têm entrada livre desde que acompanhados por um adulto pagante.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O acto fundador da República

5 de Outubro: Uma data histórica

Comemoram-se hoje 99 anos da proclamação da República, em resultado daquilo que os “monárquicos” apelidam do acto mais ignóbil da história portuguesa do século XX, o acto fundador da república jacobina de que hoje colhemos o “doce fruto”: o assassínio do Rei D. Carlos I e do Príncipe D. Luíz Filipe.

A monarquia portuguesa foi nesta data, vítima de um dos sentimentos mais abjectos que pode habitar a alma humana: a inveja (o gosto depravado pela igualdade como lhe chamava Tocqueville).
D. Carlos, um homem a vários títulos brilhante, e o seu tão promissor filho D. Luíz Filipe foram mortos como numa batida “às feras”, para utilizar a expressão de D. Manuel II. D. Carlos tentou salvar um modelo de Monarquia, a do liberalismo, no qual a partidocracia foi ficando progressivamente dona do país e, à semelhança do que temos actualmente, “sentando-se à mesa do orçamento” num rotativismo no qual apenas mudavam as caras dos ministros mas tudo ficava na mesma.
A vantagem para o que temos actualmente era que, pelo menos, havia um chefe de Estado isento, visto que não provinha dessa maldita partidocracia nem lhe devia quaisquer favores. A partir do momento da imposição da república passou a ser um total “fartar vilanagem”, não havendo limites à delapidação do dinheiro dos contribuintes e ficando os portugueses totalmente à mercê da classe política.
Quando pensamos na natural classe, distinção, humildade e sobretudo formação moral dos nossos Reis e pensamos na mediocridade e no patético dos nossos “reizinhos laicos”, sentados no seu “trono de pechisbeque” (expressão genial do MCB) em Belém, vemos bem o quanto passamos de cavalo para burro.
D. Carlos procurou reformar uma Monarquia que também tinha sido imposta ao país com as guerras liberais e com a qual este no fundo não se identificava, o que explica que, apesar de ultra minoritários, os republicanos tenham tomado o poder perante uma apatia geral apenas perturbada pelo exemplo do indómito Paiva Couceiro.
Hoje na III República temos uma situação muito semelhante à da I, daí o peso do Estado que temos consubstanciado na SEMPRE crescente despesa pública, mal para o qual os governos a única solução que têm é esmagar-nos com cada vez mais impostos para poderem dizer, como é o caso do actual, que essa despesa pública diminuiu, se bem que só em termos relativos. Só um regime estruturado no respeito pelo sábio princípio da subsidiaridade, em vez do regime jacobino de direcção central que temos, poderá resolver os problemas das nossas finanças públicas.
A estrutural incapacidade do actual regime de resolver este mesmo problema levará à sua inevitável queda e quanto mais tarde esta ocorrer mais desertificado estará o nosso país, económica e humanamente, e que, de momento, se encontra em total autofagia, isto é, a ser devorado pelo seu próprio Estado.
António Bastos

Dia de S. Francisco

Dia Mundial do Animal

A data de 04 de Outubro foi escolhida por coincidir com o Dia de S. Francisco de Assis, Santo patrono dos animais.

Ontem, foi o Dia Mundial do Animal, data que se celebra desde 1931, na sequência de uma convenção ecologista realizada em Florença. Inicialmente instituído como forma de chamar a atenção sobre as espécies em perigo, rapidamente passou a englobar a defesa de todas as formas de vida animal.
Resumindo, os objectivos da comemoração deste Dia Mundial prendem-se com a celebração da vida animal, em todas as suas formas; a celebração do relacionamento entre a humanidade e o reino animal; e dar a conhecer e agradecer os diversos papéis que os animais desempenham nas nossas vidas e a forma co! mo as enriquecem.
No site internacional do Dia Mundial do Animal poderá conhecer mais sobre esta iniciativa e, eventualmente, começar a pensar em formas de comemorar este dia no próximo ano.
http://www.worldanimalday.org.uk/index.asp
Pessoalmente, tenho a firme convicção que nós, enquanto espécie superior - pela nossa suposta racionalidade - mais do que direitos sobre as outras espécies, temos responsabilidades acrescidas. Responsabilidades de protecção e cuidado que nos exigem uma reflexão profunda sobre a nossa forma de relacionamento com as outras espécies animais, não só ao nível das questões teóricas sobre esta matéria, mas também ao nível do nosso quotidiano.
E se tudo o que envolve o sofrimento animal deve ser objecto de séria análise ética, o que tem a ver com esse sofrimento como forma de diversão, deve ser feito com a máxima urgência.
Independentemente do respeito por quem pense de forma diferente, sinto como obrigação de cidadania a necessidade de manifestar a minha opinião sobre esta matéria, nomeadamente no que diz respeito às touradas, aquela que envolvendo animais, tradicionalmente está mais enraizada no nosso País. Não considero nem mais nem menos reprováveis as touradas com toiros de morte. Do ponto de vista do prazer que alguém pode ter com o sofrimento de um animal, parece-me perfeitamente irrelevante.
Se a tradição justificasse tudo, não teríamos democracia, a igualdade de direitos entre homens e mulheres seria naturalmente questionada e ainda poderíamos ter cristãos a serem chacinados em circos ou arenas romanas, ou a escravatura ser aceite como natural. Se aceitamos que a caminhada da humanidade tem sido no sentido de uma evolução cada vez com maior aperfeiçoamento, não podemos aceitar a justificação da tradição.
Mas mesmo que se aceitasse, com base em argumentos de raízes culturais e de identidade comunitária, não deveriam tais situações ser limitadas aos locais onde, efectivamente, tal se verifica?
No que diz respeito ao Algarve, interrogo-me sobre a existência de tais raízes. Interrogo-me também sobre se, uma Região turística, que se pretende de excelência, é compatível com a realização de “espectáculos” de tal natureza, aliás alheios a qualquer tradição regional. Sei que estas questões não são pacíficas. Sei também que envolvem fortes interesses económicos e muitos adeptos das touradas mas, em consciência, à pergunta sobre se gostaria de ver o Algarve como Região sem touradas, só posso ter uma resposta: Sim, gostaria.

Rusga em Albufeira

GNR desenvolveu acções de fiscalização

O fim de semana foi animado por acções desenvolvidas pela GNR em todo o Algarve, com especial incidência em Albufeira.

A Guarda Nacional Republicana de Albufeira, em conjunto com militares do Destacamento de Intervenção e do Destacamento de Trânsito de Faro, desenvolveu na madrugada de sábado, uma operação de prevenção da criminalidade violenta, que conjugou acções de fiscalização a estabelecimentos com acções de fiscalização de trânsito, em vários pontos da cidade de Albufeira. Em termos rodoviários, para além dos trinta e quatro autos de contra-ordenação elaborados, foram detidos quinze condutores de diversas nacionalidades. Treze detenções estão relacionadas com condução sob influência do álcool, tendo sido detectadas taxas de álcool (TAS) no sangue entre 1,33 G/L e 2,87G/L, enquanto as outras duas foram efectuadas por condução de veículo automóvel sem habilitação legal para tal.
Nos estabelecimentos fiscalizados foi elaborado um auto de notícia por infracção à lei da segurança privada e um auto de contra-ordenação por infracção ao regulamento do horário de funcionamento, tendo sido constituídos arguidos quatro cidadãos por exercício ilegal da actividade de segurança privada.
No decorrer da acção foi também detida uma cidadã brasileira, de 26 anos de idade, por permanência ilegal em território nacional, sendo que uma outra cidadã estrangeira foi notificada para abandonar o país e outras três notificadas para comparecer no SEF afim regularizar situação.
A Guarda Nacional Republicana apreendeu ainda treze doses individuais de haxixe a um cidadão guineense, tendo sido elaborado o respectivo auto para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência. A operação, que decorreu entre as 01H00 e as 05H00, mobilizou 33 militares e desenrolou-se nos principais acessos a Albufeira.

Durante o fim-de-semana, a GNR desenvolveu em vários pontos do Algarve, diversas acções de fiscalização rodoviária que visaram fundamentalmente a fiscalização no que respeita à condução sob influência do álcool e condução sem habilitação legal.
No sábado, a GNR deteve na área de Silves três indivíduos, dois por condução sob influência do álcool, tendo sido detectadas taxas de álcool (TAS) no sangue de 1,56 G/L e 2,87G/L, e um outro, cidadão português de 45 anos, por desobediência. Também em Loulé um indivíduo, de 37 anos de idade, foi interceptado ao volante com uma taxa crime de álcool no sangue, 2,32 G/L, enquanto em Vila Real de Santo António foi detido um jovem, de 17 anos de idade, por condução de ciclomotor sem habilitação legal.
Já na madrugada de Domigo, a GNR de Portimão efectuou uma acção de fiscalização nos principais acessos à localidade de Alvor. No decurso da operação policial foram levantados diversos autos de contra-ordenação, onde se incluem infracções por falta de realização de seguro de responsabilidade civil e por excesso de álcool no sangue, tendo ainda sido detidos três condutores, todos residentes no concelho de Portimão.
Um dos indivíduos foi detido por desobediência, um outro por condução sob efeito do álcool, acusando uma TAS de 1,56 G/L e por último um por posse ilegal de arma (bastão extensível). A este último condutor, cidadão português de 28 anos de idade, e depois de ter sido passada uma busca ao interior do veículo em que se fazia transportar, foram ainda apreendidas 47 doses individuais de haxixe, 13 de cannabis e 1,68 gr. de semente de cannabis. O mesmo foi presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Albufeira, para ser sujeito a primeiro interrogatório judicial.

domingo, 4 de outubro de 2009

Crónica de Domingo

Educação e autoridade

"Um não na hora certa é necessário, e mais do que isso: é saudável e prepara bem melhor qualquer pessoa para a realidade da vida".

Os jornais andam cheios de política. De notícias a crónicas. Tudo é política neste País, enquanto Portugal continua a esbracejar para emergir de um atoleiro onde foi colocado por decadas de incom,petencia administrativa, e no qual todos nós temos a nossa quota parte de responsabilidade, pelo que não temos muita autoridade para protestar. Temos sim ainda, para mudar o estado de certas coisas.
Farto de escrever sobre temas do género, prefiro ás vezes debruçar-me sobre aquilo que entendo ser o verdadeiro calcanhar de aquiles deste País: Educação e a autoridade. Antes de uma reunião sobre Educação a que assisti recentemente para algumas centenas de professores, um jornalista perguntou-me qual era o tema que eu escolhera para questionar. Quando lhe disse Educação e Autoridade, ele sorriu, piscou o olho, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, do tipo isso aqui pode ser, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo a sua perplexidade no contexto em que vivemos. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante daquele período do "É proibido proibir", do qual resultou algumas coisas positivas e muitos outros desastres – como a actual crise de autoridade na família ou na escola. Coloco nessa ordem, pois, como clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.
Na década de 70 chegaram a Portugal algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", veio junto a uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores disseram-nos que não devíamos censurar nem limitar as nossas crianças: elas podiam ficar traumatizadas. Tudo passava a ser então permitido, achávamos graça às piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. "O meu filho tem uma personalidade forte", era a desculpa do momento. O que queriam dizer, era: "É mal-educado, refilão, e não consigo lidar com ele". Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atónitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar a indignação e até um processo por parte dos pais? Quem agora podia achar graça sou eu, mas não é caso para rir.
Gente de bom senso – educadores e psicólogos advertiram, muitos ignoraram, mas alguns dos pais que não entraram nessa onda, mantiveram famílias em que reina um convívio saudável, afectuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, má educação e angústia. Os pais, por mais modernos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança ou de um pré-adolescente são os adultos. Se eles que, se guiarem por receitas negativas de como os educar – possivelmente não educando –, a agressividade e a inquietação das crianças cresce mais e mais, na medida em que eles próprios se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar os limites, ou de traçar metas. Falta de limites, acreditem, é sentida nos jovens e funciona como desinteresse.
Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida qualquer pessoa (que nem sempre é agradável, mas dá muita dor e resultado psicológico) do que a negligência de uma educação liberal demais, que se chama de deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres dos pais atormentados ou distraídos da educação dos filhos, pobres professores desinteressados ou insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovens malcriados e mal educados, que vão demorar muito mais tempo do que o necessário para encontrar o seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e neste vasto mundo.
Não consigo achar graça a este assunto. Os meus anos de vida e vivência mostraram que a rapaziada - que faz nos dias de hoje, da escola ou nas ruas e festas uma imbecilidade que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde vale tudo. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem ombros, ou estão mais preocupados com outros assuntos, divertidos ou simpáticos, do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que pais-caracter: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar a segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.Não precisamos de muito mais do que isso para que este País venha a ter jovens adultos, modernos e produtivos, razoavelmente bem inseridos no nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo. Para que Portugal cresça com autoridade perante os outros. Mas mais do que tudo isso, que vai faltando nas famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época de crise instalada, de correrias, do barulho e confusão política, da altíssima competitividade e incertezas de mercado, da perplexidade com novos padrões - às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam -, temos muita agitação de sindicatos, de educadores, muita reivindicação social, mas precisamos acima de tudo de mais segurança no futuro com uma vida mais alegre e de menor sacrifícios.

Carlos Ferreira

sábado, 3 de outubro de 2009

Fim de Semana

O que é reciclável

Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado, e dê o seu contributo para um mundo melhor: faça a sua parte.

Nós sabemos que o mundo está cheio de boas intenções quando o assunto é "cada um fazer a sua parte" pelo planeta. Mas para que essa predisposição se transforme em acção efectiva, é necessário mais do que vontade: é preciso informação. E atitude. Um bom começo é arregaçar as mangas e começar em casa mesmo, separando o lixo orgânico do reciclável. Vejam só quantas coisas dá pra reaproveitar:
Vidro: embalagens, copos, garrafas, vidro de janela e cacos - desde que estes sejam colocados numa caixa de papelão ou embrulhado em jornal para não magoar a pessoa responsável pela colecta selectiva.
Papel: revistas, jornais, caixas de papel e papelão, envelopes, folhas de caderno, folhas de sulfite usadas, cartazes velhos e formulários de computador.
Latas: de alumínio, como as de refrigerante e cerveja; de folha de flandres, como as de óleo, leite em pó e salsichas.
Aço: armações de óculos e talheres.
Alumínio: embalagens de marmitex limpas, papel alumínio limpo (sem resíduos orgânicos), embalagens de ‘pronto a comer’.
Plástico: copos, potes, pratos e embalagens vazias (como as de shampoo e detergente), tampas plásticas, sacos (como os de arroz ou leite), embalagens PET de refrigerante, plásticos mistos (como CD e DVD), sacos plásticos e plástico filme (desde que estejam limpos).
Pilhas: podem ser deitadas no lixo comum, mas são nocivas ao meio ambiente, pois contêm pequenas quantidades de metais pesados. Ao longo de muitos anos, esses metais pesados vão acumulando-se na natureza, podendo transformar-se num grande problema ambiental. O ideal é enviá-las para reciclagem, mesmo que isso não seja obrigatório. Uma boa idéia pode ser usar pilhas recarregáveis, que duram mais e não precisam ser deitadas fora.
Lâmpadas fluorescentes: assim como no caso das pilhas, também podem ser deitadas no lixo comum. Só que contêm mercúrio na forma de vapor, um resíduo perigoso que, no momento em que a lâmpada se quebra, pode ser libertado para o ar, prejudicando o ambiente e a nossa saúde. O ideal é enviar para as reciclagem. Mas fique atento/a: só as lâmpadas fluorescentes são recicláveis. As outras devem ser mandadas para o lixo comum.

Também podem ser recicláveis:

Componentes eletrónicos: algumas partes podem ser reaproveitadas, mas os aparelhos precisam de ser encaminhados para locais específicos que façam a reciclagem. Isso porque a maioria dos componentes eletrónicos tem metais pesados em sua composição - como chumbo e mercúrio - que, quando são manuseados ou dispostos de maneira inadequada, oferecem risco à nossa saúde e ao meio ambiente.
O ideal é fazer uma pesquisa pela internet para saber que entidades podem aproveitá-los. Como alguns fabricantes estão aceitar alguns dos seus produtos de volta para encaminhá-los para a reciclagem, pode ser interessante dar uma ligação ao Serviço de Atendimento ao Consumidor para saber se (e como) isso pode ser feito.
Embalagens longa vida: podem e devem ser recicladas, mas existem empresas e entidades especializadas nesse trabalho. Uma boa idéia é consultar um site sobre o tema para saber onde encontrá-las na sua cidade.

E outros:

- Materiais feitos em PVC rígido, como canos.
- Tubos de pasta de dente e outras embalagens de produtos de higiene e beleza, de preferência vazios ou limpos.
- Canetas esferográficas sem a carga, só a capa.
- Disquetes e fitas cassetes, que têm a parte exterior feita de plástico. A fita magnética que vai dentro e não é reciclável, deve ser descartada.
- Pedaços de materiais ou produtos de pequena dimensão - como de papel ou plástico ou de metal, como pregos e grampos. Como são pequenos, devem ser juntados em potes para enviar à reciclagem. O ideal é separar por tipo de material.

Materiais que não devem ser enviados para reciclagem

Papel: guardanapos de papel e lenços de papel sujos; papel higiênico, papéis plastificados (usados em embalagens); papel de fax, celofane, fotografias e fraldas descartáveis.
Isopor: até existe tecnologia para sua reciclagem, mas em geral ele não é aproveitado. O ideal é evitar comprar produtos embalados com esse material.
Madeira: mesmo sendo um material orgânico, ela não pode ser reciclada.

E também:

- Fita crepe, etiquetas ou fitas adesivas
- Embalagens metalizadas, como as de biscoitos e salgados
- Lã ou esponja de aço
- Porcelana (como pratos, chávenas e travessas)
- Canos velhos e cabos de panela
- Espuma
- Esponja de cozinha
- Materiais de cerâmica
- Tubos de imagem de TV

É muita coisa para aprender, mas com a prática vai ficando mais fácil. Há um detalhe importante que não deve ser esquecido: lave e seque bem os materiais que estiveram em contacto com alimentos ou outros produtos orgânicos, para evitar contaminação dos demais materiais. Assim, evita-se que eles sejam descartados por não serem considerados aptos para a reciclagem.

Nova derrocada em falésia de Albufeira

Santa Eulália anda distraída

Agora, foi o acesso à praia de Santa Eulália, cuja passadeira de madeira ficou obstruída por um bloco de algumas toneladas. A sorte chamou-se “madrugada”...

Uma falésia ruiu esta madrugada em Albufeira. O acesso à praia de Santa Eulália ficou bloqueado, com um bloco de cerca de dez metros. Fonte da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve disse que «não há vítimas». O assessor da presidente da ARH do Algarve, explicou que o incidente «ocorreu durante a noite e foi identificado antes das 8:00». «Desde essa hora, os técnicos estão no local», apontou.
«A praia estava assinalada como de risco potencial e tinha a sinalética de risco de derrocada. Não tinha um risco iminente, mas tinha risco potencial», acrescentou, não avançando para já as causas para a derrocada. A zona onde ocorreu este incidente fica localizada no lado oposto (poente) da praia Maria Luísa, onde morreram cinco pessoas, este Verão. Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve diz que praia tem faixa de alto risco, mas nada fazia prever o desmoronamento. De acordo com Valentina Calixto, presidente da ARH, a situação «era conhecida» e aquela área já tinha sido vistoriada pelas autoridades após o acidente na Praia Maria Luísa, contígua à de Santa Eulália e onde morreram cinco pessoas em Agosto.

Caso mais preocupante era noutro local

«Aquele ponto não estava identificado para se fazer balizamento ou antecipação de derrocada», disse a presidente da ARH/Algarve, acrescentando que a situação «mais preocupante» era noutro ponto, nas proximidades. Esse outro ponto de risco integra a lista de 13 locais no Algarve anunciados pelo Ministério do Ambiente como áreas onde as autoridades devem proceder, fora da época balnear, à retirada antecipada de blocos.
De acordo com Valentina Calixto, a Praia de Santa Eulália apresenta um nível de risco quatro, numa escala que vai de um a 10, mas, tal como no acidente da Praia Maria Luísa, disse, a derrocada era «imprevisível». Segundo a mesma responsável, a derrocada desta sexta-feira de madrugada poderá dever-se ao «desgaste normal da arriba», já que o mar não chegava com muita frequência à zona da derrocada, situada à entrada da praia.
A 21 de Agosto morreram cinco pessoas na sequência da derrocada de parte de uma falésia na Praia Maria Luísa, também no Concelho de Albufeira. Um parecer científico da Universidade do Algarve indicava que a derrocada da Praia Maria Luísa era «imprevisível», mas que o Estado tinha «algumas responsabilidades» sobre a falta de esclarecimentos adequado à população.
O relatório elaborado pela ARH do Algarve referiu que se tratou de um acidente improvável cujas causas directas são difíceis de apurar, não tendo havido indícios que antecipassem o colapso.

17 arribas vão ser demolidas

De acordo com a inspecção extraordinária efectuada em todo o litoral nacional, as arribas com maior risco de derrocada, são as das regiões do Algarve e Tejo, sobretudo na zona Oeste, onde serão feitas até final do mês 17 derrocadas controladas.
Os dados foram revelados pelo ministro do Ambiente, Nunes Correia, onde sublinhou que não há qualquer zona concessionada em situação de risco. «Por mais intervenção que haja há sempre um risco potencial, porque um terço da costa portuguesa é arriba, mas não há nenhuma zona concessionada em situação de risco», explicou o Ministro.
«Fora das zonas balneares há áreas assinaladas como de risco e as pessoas devem ser responsáveis», acrescentou o ministro, destacando que na semana anterior ao acidente na praia Maria Luísa, ocorrido a 21 de Agosto, «a equipa que lá passou não detectou qualquer agravamento da situação de risco potencial que pudesse transformar-se em risco real, como infelizmente aconteceu».
Nunes Correia destacou ainda a «margem de imprevisibilidade na natureza» para realçar que, apesar do relatório técnico final que apontará as causas do acidente na praia Maria Luísa ainda não estar pronto, os factores que poderão ter contribuído para o acidente podem estar «o sismo ocorrido três dias antes, as marés altas e agressivas e as grandes amplitudes térmicas/dias muito quentes».
O ministro Nunes Correia sublinhou ainda que foram disponibilizadas às autarquias outras 100 placas de sinalização de risco, para substituir as que forem desaparecendo, «muitas delas por puro vandalismo». No Algarve estão também vedados 13 locais de risco em 11 praias e estão sinalizadas 67 praias com um total de 258 placas de risco.

112 Actualiza-se...

Emergências melhoram tecnologia

Comunicações via 112 no Distrito de Faro com nova central de emergência que abrange todas as comunicações via 112, efectuadas no Sul do País.

Todas as chamadas de emergência via 112, efectuadas no Distrito de Faro a partir das 00h00 do próximo dia 8 deste mês, passarão a ser recebidas na nova central 112.pt., anunciou ontem o Governador Civil de Faro na sequência da reunião ordinária de coordenação entre o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro e os Serviços Municipais de Protecção Civil (SMPC) da região.
De acordo com o Governador Civil, esta central de emergência, que abrange todas as comunicações via 112, efectuadas no Sul do País, permitirá dar uma resposta normalizada ao cidadão, segundo protocolos padronizados que permitem uma melhor aferição das entidades a envolver em cada uma das situações reportadas. Durante a reunião de ontem, o Governador enalteceu a articulação e cooperação existente entre os diversos níveis da Protecção Civil na região, referiu que o sistema está apto a servir o Distrito de Faro com total fiabilidade e estabilidade, garantido assim um aumento significativo da qualidade e tempos de resposta nos serviços prestados nesta área.
Munido do sistema 112.pt, assente na Rede Nacional de Segurança Interna do Ministério da Administração Interna e nas mais modernas tecnologias de informação e comunicação, o novo centro de comunicações permite dar o alerta em tempo real a todas as entidades com responsabilidade na área e acompanhar de forma integrada todo o desenrolar das operações. Cada entidade envolvida tem conhecimento dos meios e recursos empenhados e comunicações v itais ao desenrolar das situações, aumentado significativamente a coordenação, segurança e eficácia das operações de segurança, socorro e protecção civil.

No âmbito da migração das comunicações de emergência para o novo sistema, que fará a gestão de todos os Distritos do País e ao qual se encontram já ligados os de Beja, Portalegre e Évora, foram realizadas acções de formação envolvendo operacionais da Autoridade Nacional de Protecção Civil, GNR e PSP, que integraram exercícios práticos, inopinados e intensivos.
Durante a reunião de ontem, o Governador Civil elogiou ainda a colaboração existente entre os diversos agentes de Protecção Civil no Algarve, tendo sublinhado a permanente disponibilidade dos Presidentes das Câmaras e dos respectivos Serviços Municipais de Protecção Civil, para cooperarem e disponibilizarem meios operacionais, mesmo em ocorrências registadas fora das suas áreas de actuação. “Todos os agentes de Protecção Civil, tanto ao nível distrital como municipal, estão imbuídos do mesmo espírito de colaboração, verificando-se uma extraordinária articulação e uma forte entreajuda sempre que é necessário um esforço conjunto de meios operacionais, garantindo assim uma resposta rápida e eficaz em qualquer situação que ocorra na região”, realçou o Governador Civil.
A reunião de ontem visa promover a articulação e cooperação entre o CDOS e os SMPC do Distrito, com vista a uniformizar procedimentos, uma vez que é responsabilidade destes a prossecução das actividades de Protecção Civil ao nível municipal. Com a entrada em vigor da nova legislação para o sector, os SMPC estão a adoptar os actuais Planos Municipais de Emergência à nova geração de planos, constituindo estes, no patamar municipal e de acordo com o princípio da subsidiariedade, a base primária para a resposta operacional à ocorrência ou eminência das situações de acidente grave ou catástrofe.
Actualmente todos os municípios do Distrito de Faro estão a rever os seus Planos Municipais de Emergência de Protecção Civil, prevendo-se que, até final deste ano, sejam submetidos à aprovação da Comissão Nacional de Protecção Civil.

AHRESP exige...


“Queremos estabilidade e governabilidade”

O presidente da Associação dos Hotéis e Restaurantes de Portugal emitiu um comunicado onde exige soluções de compromisso e governabilidade.

O comunicado da AHRESP diz que “as Campanhas Eleitorais são um folclore despesista de demagogias, acusações e agressões cívicas, que todos deixamos que se mantenham, na esperança que o momento solene do voto, nos traga resultados de esperança, coragem e novos paradigmas, para enfrentarmos o futuro com vontade de criar e empreender. Infelizmente nem sempre é assim, e após a euforia caímos em nós, e perguntamos, para onde vamos?
Por vezes, pensamos que os políticos, não estão preocupados com a Sociedade Civil e os seus problemas e anseios. Mas que procuram, exclusivamente, atingir os seus projectos político-partidários, à custa de tudo, e de todos. É nestes momentos que a democracia vacila. E nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos, e do nosso país. As dúvidas, e as questões, são às centenas, com destaque para o desemprego, o endividamento, o défice, a estabilidade e a governabilidade.
Após estas grandes questões, começamos a pensar no nosso papel na sociedade, e o que podemos fazer para ajudar. Queremos, sempre, ser parte das soluções, e não dos problemas. Porque não somos derrotistas. Contudo o sistema, e a organização política, entrega-nos nas mãos de uns quantos cidadãos, que não conhecemos, e que na Assembleia da República, vão decidir por nós. Que os deuses os protejam.
Resta-nos a esperança de um rosto, que já conhecemos, e que já tem a experiência de uma legislatura de governação. Por tudo isto, conhecedores das dificuldades de governação sem maioria absoluta, desejamos que o Primeiro-Ministro de Portugal saiba dialogar, negociar, procurar consensos e encontrar as melhores soluções, para todas as nossas dúvidas e ansiedades. Obviamente que ele não é Deus, e não tem uma varinha mágica, mas agora que é o Comandante do leme, merece que todos, sem maldades e sabotagens, o ajudemos a ultrapassar a tempestade em que navegamos.

A AHRESP, e todos os seus associados, serão parte das soluções, se houver clara e inequívoca manifestação de diálogo, e concertação. Não é, ainda, uma advertência, mas é um alerta. Sabemos que o próximo elenco governativo, que ele escolher, com destaque para os Ministros das Finanças, da Economia e do Trabalho, terão missões difíceis, e complexas, pela frente. Por isso, todos saberemos dar tempo ao tempo, e ser pacientes, na medida do razoável.
As prioridades, que são o emprego, a confiança e a força do querer, têm que ser claramente diagnosticadas, e as propostas dos caminhos a percorrer, têm que ser transparentes, com prazos e objectivos rigorosos. Não temos tempo para andar às curvas, aos ziguezagues. Mesmo em linha recta já estamos nos últimos lugares. Por isso exigimos que o Presidente da República e os partidos da oposição, deixem governar, e viabilizem os caminhos de esperança. O novo governo terá o seu período experimental, não obstante estar em posição privilegiada, porque conhece todos os processos por dentro, o que lhe permitirá arrancar mais cedo, e mais rapidamente.
Na urgência das soluções, para muitos dos problemas que nos estrangulam, saberemos assumir responsabilidades, estabelecer compromissos, e definir princípios de exigência, rigor e qualidade. Os sectores do Turismo, da Hotelaria e da Restauração e Bebidas, pela sua quota-parte na criação de riqueza, e valor acrescentado, exigem estabilidade e governabilidade. A AHRESP sabe que terá trabalho redobrado na próxima legislatura, pois terá que negociar dossier, a dossier, com cada força politica. Mas com a nossa experiência, e força de vontade, tudo faremos para que Portugal siga em frente.
Agradecemos a confiança dos milhares de associados, que sabem que 80 a 90% dos projectos legislativos, e das negociações que enfrentamos com os poderes públicos nem sequer chegam à luz do dia. Apontaremos o dedo a quem não esteja empenhado, nestes objectivos nacionais. Nós estamos empenhados, e vamos lutar.”

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Presidente da República recebeu Secretário Geral do PS

Cavaco diz que «foi uma boa conversa»

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, escusou-se a revelar pormenores sobre a audiência com o secretário-geral do PS, José Sócrates, respondendo apenas que, para ele, também foi uma boa conversa.

Questionado pelos jornalistas sobre o encontro que teve ontem à tarde com José Sócrates, o chefe de Estado escusou-se a revelar pormenores sobre a audiência com Sócrates, e começou por dizer apenas que não iria «acrescentar nada». «Foi uma boa conversa para si também?», insistiu um jornalista referindo-se às declarações de José Sócrates no final da audiência. Cavaco Silva respondeu apenas: «Foi».
As declarações do Presidente da República foram proferidas durante a inauguração da exposição «1 Século - 10 Lápis - 100 Desenhos - Viarco Express», no âmbito das comemorações do quinto aniversário do Museu da Presidência da República.
O Chefe de Estado e o secretário-geral socialista estiveram ontem à tarde reunidos no Palácio de Belém durante cerca de 45 minutos. O encontro entre Cavaco Silva e José Sócrates aconteceu quatro dias depois das eleições legislativas de domingo, que o PS venceu com maioria relativa, e dois dias depois de o Presidente da República ter feito uma declaração acusando «destacadas personalidades do partido do Governo» de «manipulação» para o encostar ao PSD e «desviar as atenções».
Na sexta-feira, o Presidente da República vai receber em audiência os líderes do PSD, Manuela Ferreira Leite, do CDS-PP, Paulo Portas, do BE, Francisco Louçã, e do PCP, Jerónimo de Sousa.

«Muito cedo» para coligações ou acordos

O porta-voz do PS sublinhou, esta quinta-feira, que «nos próximos quatro anos, deverá ser seguido o programa do PS». Questionado sobre uma eventual opção do PS por coligações ou entendimentos com outros partidos, João Tiago Silveira disse ser «muito cedo» para falar sobre essas possibilidades.
«É muito cedo neste momento para falar em coligações ou de acertos com outros partidos», afirmou, no final da reunião do Secretariado Nacional do PS destinada a analisar os resultados das eleições de domingo.
«Ainda não tivemos a indigitação pelo senhor Presidente da República e, depois disso, haverá conversas entre o secretário-geral do PS e os outros partidos», acrescentou. João Tiago Silveira sustentou que «os portugueses escolheram o PS para governar e escolheram também votar nas ideias e no programa do PS».

Avanços da Ciência

A nova Radiologia de Intervenção

Cientistas descobriram novo método para uma 'cirúrgia' sem dor e uma rápida recuperação.

A Radiologia de Intervenção permite através de métodos orientados pelas técnicas da radiologia (Angiografia, Tomografia Computorizada (TAC), Ressonância Magnética, Ecografia e Radiologia convencional) realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos de uma forma minimamente invasiva. A Radiologia de Intervenção (RI) permite realizar “cirurgias” de um modo pouco invasivo, aumentando a qualidade de vida dos doentes, que acabam por beneficiar de uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, com integração mais precoce na vida activa e consequentes ganhos quer a nível individual quer a nível da sociedade.
Apesar de se tratar de um dos sectores médicos com maior expansão na Europa e nos Estados Unidos, em Portugal a Radiologia de Intervensção é uma actividade que o público em geral desconhece, embora existam vários especialistas a exercê-la no nosso país. Segundo Paulo Vilares Morgado, Coordenador da Secção de Radiologia de Intervenção da Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear (SPRMN), “os últimos avanços técnicos e científicos nesta área fazem antever uma verdadeira revolução no tratamento de algumas patologias.
Através da RI é possível proceder à utilização de endopróteses revestidas com fármacos no tratamento da doença arterial periférica, utilizar diversos vectores por via endovascular que carregam substâncias citostáticas/agentes quimioterapêuticos. Recorrendo a algumas das mais inovadoras técnicas é possível aumentar a concentração de substâncias activas dentro de células tumorais e reduzir os efeitos colaterais (exemplo, queda do cabelo, náuseas, vómitos) de uma administração sistémica (por uma veia periférica).
A RI permite ainda proceder à destruição percutânea de lesões tumorais com diversas formas de energia sob orientação de métodos de imagem e que vão da utilização da radiofrequência, aos microondas, aos ultrassons focados, à crioablação, entre outras. O tratamento percutâneo das varizes com técnicas minimamente invasivas como o laser e a radiofrequência, com resultados claramente superiores às técnicas cirúrgicas clássicas, é outro dos exemplos onde poderemos aplicar a RI.
No caso das mulheres, o tratamento percutâneo dos miomas recorrendo a uma técnica minimamente invasiva da Radiologia de Intervenção (RI), a embolização das artérias uterinas, poderá constituir uma alternativa à histerectomia (remoção do útero) para resolver o problema dos fibromiomas sintomáticos (tumores benignos muito vascularizados que nascem nas paredes do útero), permitindo a conservação do útero e nalguns casos a possibilidade de levar uma gravidez a termo. “Hoje é possível preservar o útero e manter a fertilidade.”, refere.
Sem cirurgia clássica e sem dor é possível realizar “pequenas cirurgias” através da radiologia de Intervenção. De salientar que muitas destas técnicas são efectuadas com anestesia local ou com medicamentos sedativos e analgésicos, obviando a uma anestesia geral, com vantagens óbvias para os doentes.
Em termos sócio-económicos esta é uma prática que poderá contribuir para a redução de custos relacionados com os cuidados de saúde, uma vez que os períodos de internamento são curtos, na maioria dos casos inferiores a 24 horas. Por outro lado contribui para uma melhor gestão dos Recursos Humanos e equipamentos hospitalares. Os doentes acabam por permanecer nos hospitais, apenas, o tempo estritamente necessário para a realização da intervenção cirúrgica e da observação do paciente nas primeiras horas após o procedimento.

Algarve Masters Series

Grande Final do Circuito de Golfe do Algarve

São 3 milhões de euros de "prize money" em jogo com alguns dos melhores golfistas do mundo.

A final nacional da segunda edição do circuito Algarve Masters Series em golfe vai decorrer no próximo domingo, dia 4, no percurso do Vale da Pinta, no Carvoeiro, com a participação de um total de 150 jogadores, em representação de 50 equipas de todo o País. As melhores serão convidados a jogar o «Pro-Am» do Portugal Masters.
Os finalistas foram apurados nos torneios de qualificação realizados entre Maio e Agosto, envolvendo mais de 3500 praticantes, o que faz do circuito Algarve Masters Series a maior competição amadora em Portugal, com um número recorde de participantes.
As duas equipas melhor classificadas na final recebem um convite do Turismo do Algarve para disputarem o selectivo «Pro-Am» do torneio Portugal Masters, ao lado de profissionais de golfe de primeiro plano.
Organizado pela Hole-In-One com o apoio do Turismo do Algarve, o circuito Algarve Masters Series visa promover o Portugal Masters, que vai decorrer no percurso do Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 15 a 18 de Outubro.
Três milhões de euros em prémios monetários e a presença dos melhores jogadores do circuito – entre os quais o irlandês Padraig Harrington e o espanhol Álvaro Quirós, que vem defender o título – fazem do Portugal Masters um dos torneios de maior prestígio do tour europeu.

Associação Oncológica do Algarve

"Rosa Esperança" vem ao Algarve

É um espectáculo diferente que chama a atenção para o cancro da mama.

Trata-se de uma peça teatral que leva à cena sete mulheres – "actrizes de fim de semana" – que contam uma estória ficcionada que, de tão triste virou alegre, e que tem alguma ligação com o que elas próprias viveram, na sua batalha contra o cancro da mama.
O espectáculo têm corrido o país de lés a lés, para desdramatizar uma história que pode bater à porta de qualquer mulher. Chamam-se Alda Caetano, Cacilda Germano, Carla Pedro, Cristina Vicente, Lucinda Almeida, Manuela Almeida e Manuela Matias. A peça é encenada pela Oficina de artistas “Quem Não Tem Cão”, foi escrita e encenada por Rui Germano, tendo como estilistas convidados Augustus, Cristina Lopes, Fátima Lopes, João Rolo, Luís Buchinho, Nuno Gama e Rafael Freitas.
Considerando que o mês de Outubro é dedicado em Portugal e em vários países do mundo a acções de prevenção contra o cancro da mama (Outubro Rosa), a Associação Oncológica do Algarve, com o apoio da CâmaraMunicipal de Faro, convidou o grupo “Rosa Esperança” a vir ao Algarve para, à sua maneira, chamar a atenção para uma doença que, segundo asestatísticas, mata quatro mulheres por dia no nosso país. O espectáculo decorrerá no dia 3 de Outubro, às 21.30H, no TeatroMunicipal de Faro.

Identificado gene chave na propagação do cancro da mama

Uma equipa de investigadores norte-americanos identificou um gene que desempenha um papel chave na propagação do cancro da mama e torna também os tumores mais resistentes à quimioterapia, segundo um estudo publicado esta terça-feira. O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40 por cento dos pacientes.
Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerosas a fixar-se aos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo. A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.
«Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos», afirma num comunicado Yibin Kang, professor de Biologia Molecular na Universidade de Princeton (Nova Jersey) e principal autor do estudo. «Estas são clinicamente as duas principais razões pelas quais os pacientes atingidos por cancro da mama sucumbem à doença», acrescenta o investigador, cujo trabalho vem publicado esta terça-feira na revista Cancer Cell.
«Não só foi exposto um novo gene responsável pelas metástases do cancro, como se trata também de um desses poucos genes cujo modo de acção preciso foi esclarecido», comentou Michael Reiss, director do programa de investigação sobre cancro no Cancer Institute de Nova Jersey e um dos co-autores do estudo. «Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro», considerou.
Estes investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata. O estudo foi financiado pelo Departamento da Defesa, os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana do Cancro. Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem.
Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

As guerras intestinas do PSD

Os «delfins» da política laranja

Ferreira Leite quer ficar até Maio para dar lugar a Paulo Rangel e ter tempo de afastar Pedro Passos Coelho.

Segundo o site do DN de hoje, Manuela Ferreira Leite está apostada em continuar na liderança do PSD, mesmo depois do resultado das legislativas. A líder social-democrata quer ir ao teste das autárquicas e ficar até ao fim do seu mandato. Para barrar o caminho a Passos Coelho e ter tempo para preparar avanço de Paulo Rangel
Apesar dos apelos ao cerrar de fileiras no PSD em torno das eleições autárquicas, a verdade é que as movimentações internas já começaram para uma eventual substituição da actual liderança no pós-11 de Outubro. O mais activo é Pedro Passos Coelho, que, com Miguel Relvas, andará amanhã em campanha autárquica no distrito de Tomar. E na próxima terça-feira submete-se ao teste de esmiuçar no Gato Fedorento, na SIC. E entre várias personalidades do partido, algumas não alinhadas, cresce a convicção de que, se a líder decidir sair após as autárquicas, poderá apadrinhar o seu vencedor das europeias, Paulo Rangel, para a sucessão (ver radiografia dos apoios nas distritais na pág. ao lado).
Dois outros nomes de potenciais candidatos à presidência do partido próximos da actual líder, Rui Rio e José Pedro Aguiar-Branco, parecem mais longe de se lançar numa futura corrida contra Pedro Passos Coelho. O primeiro porque já se comprometeu a cumprir o mandato na Câmara do Porto, caso seja reeleito no dia 11, e o segundo porque é visto internamente como uma das figuras que delinearam, em conjunto com Ferreira Leite, a estratégia perdedora das legislativas.
Entre os que são próximos de Passos Coelho existe a convicção de que a líder do PSD não tem margem para se manter na presidência do partido, após o sério revés eleitoral nas legislativas. E é isso certamente que o ex-candidato à liderança irá defender no Conselho Nacional já anunciado para o dia seguinte às eleições autárquicas.
Mas mesmo entre os potenciais apoiantes da recandidatura de Pedro Passos Coelho, como o anterior líder do partido Luís Filipe Menezes, existem nuances quanto à possibilidade de Manuela Ferreira Leite cumprir o seu mandato até Maio do próximo ano.
Num megajantar/comício, no Pavilhão Municipal de Gaia, que deu o pontapé de arranque à recandidatura ao quarto mandato de Menezes à autarquia, o antigo presidente laranja afirmou que Ferreira Leite "tem toda a legitimidade" para continuar a presidir ao partido. "Não é por perder eleições que se perde a representatividade", sustentou o autarca, já depois de se ter dirigido aos presentes - mais de quatro mil, de acordo com um membro da sua equipa - que ali foram dar-lhe o seu apoio e conhecer o seu programa eleitoral, Entre os quais Miguel Relvas, o braço-direito de Passos Coelho, que foi afastado das lista de deputados pela líder do PSD.
Menezes frisou haver "muitas situações por esse mundo fora em que existem condições políticas para líderes poderem fazer duas, três candidaturas" a primeiro-ministro, mas ressalvou que isso "não é, normalmente, o caso português". Uma derrota "não diminui por si só" para um líder de um partido, completou Menezes, concluindo que "há derrotas que são projecção de vitórias futuras" e excluindo-se de uma eventual corrida à liderança do PSD.
No jantar, Menezes fez ainda um rasgado elogio a Miguel Relvas, ao considerar que nunca deveria ter deixado de ser deputado e profetizou que, "dentro de quatro anos", voltará a ocupar um lugar em S. Bento
No mesmo dia, em Odivelas, no lançamento da campanha do jornalista Hernâni Carvalho, candidato social-democrata à câmara local, o também antigo líder do PSD Mendes reconheceu "a pesada derrota" do PSD nas eleições legislativas, o que, na sua opinião, deve exigir uma "reflexão séria e profunda" após as próximas eleições.
Na reunião de terça-feira da Comissão Política Nacional, Manuela Ferreira Leite não falou do seu futuro político. Mas fontes daquele órgão garantiram ao DN que terá dado a entender que cumprirá o mandato até ao fim. Se assim acontecer, terá de assumir no Parlamento, para o qual foi eleita, o seu papel de líder da oposição e defrontará o primeiro-ministro na apresentação do Orçamento do Estado para 2010. Quem estará a prazo, quer fique a líder até Maio quer saia já após as autárquicas, é o próximo líder parlamentar social-democrata, que pode ser Aguiar-Branco.

Os «tabus» de Cavaco

Presidente da República recebe hoje José Sócrates

Enquanto José Sócrates diz que "não alimenta tabus", Cavaco Silva vai reunir-se com o Primeiro Ministro, sem adiantar qual a agenda, uma vez que o Governo está em mera gestão.

Cavaco Silva recebe hoje José Sócrates, enquanto líder do Partido Socialista, às 15:15, no Palácio de Belém. O objectivo dessa reunião não foi divulgado, mas poderá ser a formalização do convite a Sócrates para formar governo.
“O Presidente da República recebe, em audiência, o Secretário-Geral do Partido Socialista, Eng. José Sócrates”: esta é a única informação que consta no site da Presidência da República.
Nesta nota, Sócrates é referido como secretário-geral do PS e não como primeiro-ministro, o que faz prever tratar-se de um encontro com vista a convidar o líder do partido mais votado nas legislativas a formar governo.
Esta audiência ocorre dois dias depois da comunicação ao país por parte de Cavaco Silva, comentando o caso das escutas.

Ontem, o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que não quer contribuir para uma polémica sobre escutas ou vigilância que "desgasta e desprestigia" as instituições, mas também advertiu que se recusa a alimentar tabus sobre essa matéria. José Sócrates falava aos jornalistas momentos antes da inauguração de um troço de auto-estrada integrado na Concessão da Grande Lisboa, que liga várias localidades dos concelhos de Sintra e de Cascais.
Numa declaração aos jornalistas sobre a comunicação ao país feita na véspera pelo Presidente da República, José Sócrates frisou não querer "de nenhuma forma contribuir para uma polémica que desgasta e desprestigia as instituições. O meu dever é concentrar-me naquilo que é importante para o país, responder aos problemas, aos desafios e assegurar uma governação que esteja à altura dos tempos em que vivemos", reagiu.
Ainda em referência à comunicação ao país de Cavaco Silva, o primeiro-ministro deixou também uma segunda advertência. "Também não alimento tabus. Tudo o que tinha para dizer sobre essa matéria e essa polémica foi dito por Pedro Silva Pereira. Foi dito em meu nome e em nome do PS. E espero que não seja preciso voltar ao assunto", avisou. José Sócrates insistiu depois não querer fazer "outros comentários que contribuam para alimentar uma polémica que desgasta as instituições da República".

Dia Internacional do Idoso

Hoje, e sempre – é preciso não esquecer

Fala-se muito em “idosos”, mas pratica-se e incentiva-se pouco a solidariedade e o voluntariado para com aqueles que nos legaram o que temos e o que somos.

Em 1990, pela resolução 45/106, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 1 de Outubro como “Dia Internacional do Idoso”. O Instituto Nacional de Estatística, associando-se à comemoração do “Dia Internacional do Idoso”, apresenta uma breve análise demográfica sobre o envelhecimento em Portugal, inserido no contexto europeu, a qual poderá ser consultada no site abaixo colocado.
Tudo o que possa contribuir para o conhecimento de uma realidade que sofreu fortes alterações na segunda metade do século XX, com o decréscimo simultâneo das taxas de mortalidade e de natalidade e com incontornáveis implicações no tecido social do nosso País e no nosso quotidiano, é da máxima importância.
Da análise, resulta uma realidade indisfarçável premente: é urgente repensar a forma como as nossas sociedades estão organizadas e em que medida, desperdiçando recursos socialmente úteis, estaremos também a contribuir para uma, cada vez maior, “taxa de infelicidade”, não só das comunidades em geral, mas também dos indivíduos em particular. Dos indivíduos, de duas formas: privando aqueles que, podendo ter um papel socialmente útil e importante, se vêem disso impossibilitados, ou não são para tal suficientemente motivados; privando todos os outros, principalmente os mais vulneráveis e necessitados, de poderem ter o apoio e a intervenção de cidadãos disponíveis para a solidariedade.
A par das políticas sociais desenvolvidas pelo Governo, para criar melhores condições para estes sectores etários nos domínios da saúde, da segurança social e da solidariedade, no sentido de desagravar as desigualdades e de criar maior justiça social e maior inclusão, torna-se necessário criar as bases reais e sólidas para Projectos de Voluntariado Sénior, dinamizando e incentivando à participação da sociedade.
Independentemente de um eventual enquadramento nacional, o real envolvimento de Autarquias, Escolas, Estabelecimentos de Saúde, IPSSs, entre outros, para uma maior participação dos nossos cidadãos com mais idade em áreas como apoio a crianças, jovens, doentes e, porque não, outros idosos mais vulneráveis, física ou socialmente, será sempre fundamental.
Numa altura em que o conceito de “Quarta Idade” começa a ser uma realidade incontornável, é premente que se estruturem formas de participação cívica de todos aqueles que, tendo terminado o seu ciclo de actividade laboral, estão ainda capazes, e muitas vezes ansiosos, para continuar socialmente activos. Seria bom que, lançado o desafio, nos pudéssemos tornar nesta área, como já somos noutras, uma Região pioneira, na prática e não só na intenção.

Para mais, consultar: http://www.solidariedade.pt/admin/artigos/uploads/d050928.pdf

Encontros de Farmacêuticos

Candidato a Bastonário faz campanha

Hoje, o candidato Carlos Maurício Barbosa reúne com farmacêuticos no Algarve.

A Lista B, liderada por Carlos Maurício Barbosa, candidato a bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), encontra-se com os farmacêuticos da zona Sul do país, dia 1 de Outubro, às 21 horas, no Hotel Vila Galé Cerro Alagoa, em Albufeira.
Para a segunda sessão dos Encontros com os Farmacêuticos, ciclo de reuniões em que a candidatura vai percorrer todo o país, são convidados todos os profissionais, em particular os das regiões do Alentejo e Algarve.
Na reunião, a Lista B, liderada por Carlos Maurício Barbosa, vai apresentar as linhas de acção para o próximo triénio na Ordem dos Farmacêuticos. Os presentes vão poder dar o seu contributo para a discussão do futuro da instituição, um debate que é decisivo para pôr fim ao período de instabilidade interna vivido na Ordem.
A participação no encontro é reservada a farmacêuticos. No entanto, o candidato a bastonário, Carlos Maurício Barbosa, estará disponível para contactos com a Comunicação Social, antes do início da reunião.

Casos de Polícia

Ciminalidade está bem activa

Lagos, Portimão, Albufeira e Loulé, GNR faz operações stop, apreende armas e droga, e detemindivíduos em flagrante delito.

A Guarda Nacional Republicana de Portimão, em conjunto com militares do Destacamento de Intervenção, deu cumprimento na manhã de ontem, 30 de Setembro, a um mandado de busca domiciliária numa moradia situada na Senhora do Verde – concelho de Portimão, residência de um cidadão português, de 45 anos de idade, suspeito da prática de inúmeros furtos a residências da região.
O indivíduo, referenciado também pela prática de um crime de roubo perpetrado contra um idoso de 75 anos de idade, a quem na altura foram subtraídos cerca de 700 euros, foi surpreendido com a acção policial, não tendo manifestado qualquer comportamento agressivo.
No decorrer da busca foi apreendido diverso material proveniente da actividade ilícita levada a cabo pelo suspeito, nomeadamente 3 roçadores, diverso material agrícola, duas espingardas de pressão, cerca de 50 cartuchos de 12 mm e uma caçadeira tipo shotgun.
No quintal da referida residência foi ainda detectada uma plantação de cannabis, com 32 pés de planta do referido estupefaciente. Na residência foi também encontrada uma balança de precisão e cannabis suficiente para 40 doses individuais, embalada e pronta para comercializar, o que indicia que o individuo se dedicava simultaneamente ao tráfico de estupefacientes.
O detido será presente hoje ao Tribunal de Família e Menores e de Comarca de Portimão, para aplicação das respectivas medidas de coacção.
A Guarda Nacional Republicana de Albufeira desenvolveu também na manhã de ontem, uma operação de fiscalização de trânsito, com incidência nos principais eixos rodoviários de acesso à cidade de Albufeira. A referida operação, que decorreu entre as 09H00 e as 13H00, levou à fiscalização de 70 condutores, salientando-se a elaboração de 64 autos de contra-ordenação.
Também dois irmãos, de 26 e 28 anos de idade, foram detidos em flagrante delito durante a madrugada do dia de ontem, pela GNR de Albufeira, pelo crime de furto qualificado.
Os indivíduos, residentes na zona de Algoz, foram surpreendidos no interior de uma residência em Vale Verde - Guia, quando furtavam o interior da mesma.

A pronta e eficaz intervenção dos militares da GNR, alertados pela denúncia de um vizinho, permitiu capturar os indivíduos dentro da moradia, na qual haviam entrado pelo telhado.
Apesar de ainda terem tentado a fuga, os dois cidadãos portugueses foram detidos no local, tendo sido recuperado diverso material que já se encontrava nas imediações da residência. Após serem presentes ao Tribunal Judicial de Albufeira, saíram em liberdade e o processo passou a inquérito.
Ainda durante o dia de ontem, a GNR deteve no Algarve três indivíduos. Em Loulé, militares do Destacamento de Trânsito de Faro interceptaram um cidadão português, de 29 anos de idade, a conduzir com uma taxa de álcool no sangue (TAS) de 2,16 g/l, enquanto em S. B. Alportel, a GNR local deteve um cidadão ucraniano, de 44 anos de idade, acusando uma TAS de 1,93 g/l.
A GNR de Armação de Pêra deteve também naquela localidade um cidadão brasileiro, de 20 anos de idade, por condução de veículo automóvel sem habilitação legal para tal. Os detidos foram presentes a Tribunal, para aplicação das respectivas medidas de coacção.
Ainda em Loulé, a Guarda Nacional Republicana deteve dois cidadãos, de 20 e 22 anos de idade, pelo crime de furto interior de estabelecimento. Os indivíduos, um de nacionalidade ucraniana e um outro moldavo, foram retidos ao início da noite pelos seguranças de um espaço comercial daquela cidade, momentos após furtarem diverso material informático. Para efectuar o furto, os detidos utilizavam um saco forrado e protegido por prata e fita isoladora, de forma a contornar a acção dos alarmes do estabelecimento.
Os jovens estavam já referenciados pelo mesmo tipo de actuação, sendo presentes durante o dia de ontem ao Tribunal Judicial de Loulé, onde saíram em liberdade mediante prestação de Termo de Identidade e Residência.
Em Lagos, um cidadão britânico, de 18 anos de idade, foi detido durante a tarde de ontem, pelo efectivo da GNR daquela cidade, indiciado pelo crime de tráfico de estupefacientes. O detido, residente em Lagos, foi abordado quando circulava a pé na zona da Praia da Luz, aparentando grande nervosismo, situação que levou a patrulha da GNR a proceder à sua identificação e revista pessoal.
Após efectuada a respectiva revista, foi-lhe apreendido produto estupefaciente suficiente para 315 doses individuais de haxixe e ainda 4 gramas de liamba. Ao indivíduo foi ainda apreendido um telemóvel, uma balança de precisão e um x-acto, utilizado para cortar as doses na venda aos potenciais clientes. O detido, ao qual não são conhecidos antecedentes criminais, será presente durante o dia de hoje ao Tribunal Judicial da Comarca de Lagos, para aplicação das respectivas medidas de coacção.

Algarvios na 1ª. Liga

Olhanense tem novo patrocinador

A Cerveja Sagres patrocina o Sporting Clube Olhanense Acordo é válido para duas épocas.

A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas e o Sporting Clube Olhanense anunciaram um acordo de patrocínio válido por duas épocas, passando a marca de cerveja Sagres a estar associada ao clube algarvio com início nesta época desportiva.
O acordo foi formalizado pelo presidente da Comissão Executiva da SCC, Alberto da Ponte, e o presidente do Sporting Clube Olhanense, Isidoro Sousa, à margem da reunião da Comissão Executiva da SCC que se realizou em Estói. Um "golo" marcado na gestão do clube.