É o primeiro espaço conhecido no género no Algarve, e abriu no Verão passado. Ali, mulher não entra . . . por enquanto.O aviso de «Dark Night» à porta prenuncia uma noite diferente. O «jacuzzi», os recantos escuros e uma área ‘sadô’ são atractivos num espaço «gay» que se afirma como único no país com hotel e SPA e onde mulheres não entram. Desde o Verão passado que o espaço funciona numa vivenda situada numa zona conhecida de Albufeira, que passa despercebida à maioria e onde, só depois de um olhar mais atento, se vê um letreiro com a inscrição «Thermas Pride - Guest House & Spa for Men». Os quartos destinam-se a qualquer casal, mulheres incluídas, mas a utilização do Spa é exclusiva para homens, explica o gerente, que sublinha que este é o único espaço «gay» neste género do país, que alia o conceito de hotel e Spa.
Com uma média diária de 15 clientes, os «serviços» na zona da sauna são requisitados sobretudo por portugueses, na sua maioria naturais do Algarve, e só no Verão se regista maior afluência de estrangeiros. À entrada - e a troco de oito euros, valor da entrada no SPA - é logo distribuído um kit de higiene composto por toalha, chinelos, chave para cacifo e preservativo, «acessório» que ali não falta, frisa a gerência, homem de 40 anos, que gere o espaço desde Janeiro.
Apesar de a entrada ser vedada a mulheres, o gerente diz estar disposto a abrir o SPA a grupos femininos, desde que sob reserva. Se a moda pega, qualquer dia são as mulheres a reivindicar a abertura de um espaço "só para elas". Porque clientela feminina não falta nos bares gay.
Filmes de temática gay
Umas escadas estreitas conduzem à zona designada como «sauna», aberta a partir do meio tarde até de madrugada e onde os clientes podem desfrutar de um «jacuzzi» com ecrã de televisão, banho turco e sauna. Mas, apesar das altas temperaturas, as zonas mais «quentes» são mesmo a sala de vídeo, onde pode assistir-se a filmes pornográficos «gay», o recanto sadomasoquista e o quarto escuro, o mais frequentado, segundo a gerência.
Apesar de a entrada ser vedada a mulheres, o gerente diz estar disposto a abrir o SPA a grupos femininos, desde que sob reserva. Se a moda pega, qualquer dia são as mulheres a reivindicar a abertura de um espaço "só para elas". Porque clientela feminina não falta nos bares gay.
Filmes de temática gayUmas escadas estreitas conduzem à zona designada como «sauna», aberta a partir do meio tarde até de madrugada e onde os clientes podem desfrutar de um «jacuzzi» com ecrã de televisão, banho turco e sauna. Mas, apesar das altas temperaturas, as zonas mais «quentes» são mesmo a sala de vídeo, onde pode assistir-se a filmes pornográficos «gay», o recanto sadomasoquista e o quarto escuro, o mais frequentado, segundo a gerência.
Na sala sadomasoquista, uma espécie de baloiço desafia a brincadeiras mais ousadas e o quarto escuro, em forma de labirinto, convida a jogos de «toca e foge» apimentados pela ausência total de luz. Com uma actividade profissional paralela que consegue fazer coexistir no mesmo espaço, mas que prefere não revelar, o gerente garante que a relação com a vizinhança é tranquila, muito graças à discrição dos clientes.
«Deve haver pessoas que nem sabem que estamos aqui», observa, acrescentando que para os clientes que queiram evitar ser expostos há uma entrada mais discreta, pelas traseiras, porque «ainda existe no Algarve muita discriminação».
«Deve haver pessoas que nem sabem que estamos aqui», observa, acrescentando que para os clientes que queiram evitar ser expostos há uma entrada mais discreta, pelas traseiras, porque «ainda existe no Algarve muita discriminação».


























