Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Feira da Serra

O Algarve profundo num só pavilhão

6500 pessoas reviveram tradições algarvias em mais uma edição da Feira da Serra de Loulé

Decorreu mais uma edição da Feira da Serra de Loulé, apresentada no Pavilhão do NERA-ExpoAlgarve, na Zona Industrial de Loulé. Durante um fim-de-semana prolongado foram cerca de 6500 as pessoas que ali foram para reviver algumas das mais genuínas tradições algarvias, encontrar produtos únicos as pessoasar para fazer algumas compras de Natal.
6500 que aqui vieram para reviver algumas, encontrar produtos e também aproveitar para fazer algumas compras de Natal.
Cerca de uma centena de expositores com diverso artesanato e produtos alimentares, várias tasquinhas com pratos típicos da região, a actuação de grupos de música popular portuguesa e a animação infantil foram os principais motivos de interesse do público. Mas este ano, a organização do evento promoveu também uma Exposição dedicada aos “Ofícios e Tradições”, com uma mostra sobre as mais antigas profissões do Algarve, algumas dos quais já caíram em desuso, através de imagens, objectos, demonstrações ao vivo e um pouco da história destas profissões que ao longo de décadas contribuíram para o desenvolvimento sócio-económico da região. Os visitantes puderam também participar em workshops sobre estes ofícios que em tempos foram o sustento do Algarve, numa altura em que o “boom” turístico do litoral estava ainda longe de acontecer.
Em forma de balanço sobre este certame, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, entidade promotora do evento, referiu-se não só à adesão que tem havido por parte do público em geral mas também dos artesãos que aqui vêm partilhar toda a filosofia subjacente à feira e que passa sobretudo pela identidade local. Como tal, o edil salientou mais uma vez a importância da preservação das raízes culturais para afirmação do Concelho. “São iniciativas como esta que nos vão permitir afirmarmo-nos cada vez mais no contexto global, aumentar a nossa auto-estima, ter uma relação interpessoal na comunidade cada vez de maior respeito e consideração uns com os outros porque há laços fortes com o passado e com as raízes”, frisou.

Faro Fashion Natal

Baixa da Capital algarvia super animada

A Baixa de Faro esteve completamente congestionada de pessoas que se deslocaram até à Rua de Santo Antóniopara assistir à primeira edição do Faro Fashion - Natal/08

O evento, organizado pela ACRAL, Câmara Municipal de Faro Ambifaro consistiu num um Desfile único e vanguardista, que primou pela originalidade no mundo da moda nacional, uma vez que, a passerelle utilizada pelos modelos, foi a própria passadeira vermelha, da Baixa de Faro.
Com o objectivo de promover o comércio local, este evento contou com a apresentação de Francisco Mendes. No primeiro Faro Fashion - Natal/08, foram apresentas inúmeras propostas para oferecer neste Natal, àqueles de quem mais gosta, porque o comércio local é, sem dúvida, a sua melhor opção.
Segundo, o Presidente da ACRAL, Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, Gilberto de Sousa “fica aqui provado que no comércio local encontra as melhores propostas para este Natal. O brilho e o esplendor desta grande festa deixaram claro que o comércio local aposta na qualidade, inovação e imaginação para promover os seus produtos”.
Esta foi uma forma de contrariar os tempos difíceis e de cativar as pessoas a escolherem o comércio local, refere ainda o dirigente da ACRAL.

Os Bombeiros e a tradição

1500 Figuras no Presépio de Tavira

À semelhança dos anos anteriores, os Bombeiros Municipais de Tavira (BMT) criaram mais um mais um presépio de Natal, o qual pode ser visitado pelo público em geral

Com 1500 peças e cerca de 80m2, o presépio contempla figuras em movimento e cursos de água, é considerado o maior do concelho tavirense e visa representar o nascimento do Menino Jesus.
Segundo conta a história os primeiros presépios surgiram, no século XVI, em Itália. Data de 1567 o primeiro presépio feito numa casa particular, a da Duquesa de Amalfi, que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e muitas outras cenas. Até ao século XVIII eram, sobretudo, as cortes que tinham presépios, feitos por artistas famosos.
Todavia, a celebração do nascimento de Cristo remonta ao século III, quando os peregrinos visitaram a gruta em que nasceu (Belém). Pinturas, relevos e frescos ilustram, desde o século XIV, o nascimento do Senhor.
Em 1223, São Francisco de Assis em vez de festejar a véspera de Natal na Igreja, como era hábito, fê-lo na floresta de Greccio. Assim, mandou transportar para o local uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar a cerimónia às pessoas. É por esse motivo, muitas vezes, apelidado o autor do presépio.

Concertos de Natal em Portimão

Música para todos os gostos

Portimão vive a quadra natalícia com os tradicionais Concertos de Natal, que este ano trazem Luís Represas “ao vivo”, dia 13 no Auditório Municipal

Os ingressos para o concerto, apoiado pela Câmara Municipal de Portimão, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Auditório, nos dias úteis e no dia do espectáculo, a partir das 10h00. No dia 14, às 17h00, a Banda Filarmónica Portimonense, sob a direcção do maestro Rogério Marques, apresenta um concerto de Natal no Auditório Municipal, com entrada livre, onde serão interpretados temas alusivos à época festiva. Apoiam a Câmara e a Freguesia de Portimão. À noite, a partir das 21h30, a Igreja do Colégio recebe o I Concerto de Advento, pelo Coral Adágio, numa organização do Grupo Coral de Portimão, com o apoio da Câmara e cuja entrada é livre.
A Igreja Matriz de Portimão será palco do Concerto de Natal, no dia 20 de Dezembro, pelas 21h30, sob a direcção musical do maestro José Manuel Pinheiro, que dirigirá a Orquestra do Norte e o Ensemble Vocal Pró-Musica. Serão interpretados os Magnificat, de Pergolesi e de Bach. No dia 21 de Dezembro, a Igreja Matriz de Alvor acoilhe às 15h30 intérpretes do Grupo de Sopros da Orquestra do Norte, cujo repertório inclui música para o Natal de Mendelssohn, Mozart, Bach e C. Frank. A partir das 21h30, a Igreja Matriz da Mexilhoeira Grande vai receber o Grupo de Cordas da Orquestra do Norte e o Quarteto Vocal, que interpretarão extractos do Messias, de Haendel.
A entrada é livre para estes três últimos espectáculos, organizados pela Câmara de Portimão.

Solidariedade de Natal

Cabazes de Natal distribuidos em Loulé

Operadores do Mercado Municipal oferecem produtos para Instituições do Concelho

O Conselho de Administração e os operadores do Mercado Municipal de Loulé, com o apoio da Autarquia local, uniram esforços em torno da solidariedade e tomaram a iniciativa de atribuir cabazes de Natal a três instituições de solidariedade social do Concelho de Loulé, numa cerimónia que decorreu esta manhã.
A UNIR - Associação dos Doentes Mentais, Famílias e Amigos do Algarve, a EXISTIR - Associação para a Intervenção e Reabilitação de Populações Deficientes e Desfavorecidas e o Centro de Acolhimentos “Os Miúdos” da Casa da Primeira Infância foram as IPSSs que beneficiaram desta acção, após um inquérito aos vendedores do Mercado sobre as instituições da cidade e em que estes foram unânimes em considerar o papel importante levado a cabo por estas três entidades junto da comunidade.
Assim, os cabazes são compostos por produtos alimentares variados à venda no Mercado e que agora vão tornar mais digna a mesa de consoada dos utentes e famílias destas instituições. Paralelamente à atribuição destes cabazes às três instituições, a Autarquia começou também a fazer a distribuição dos cabazes de Natal às famílias carenciadas das onze freguesias do Concelho de Loulé.

Jovens sem actividades em VRSA

Inexistente um Conselho Municipal da Juventude

A estrutura local dos jovens socialistas denuncia a falta de um Conselho Municipal da Juventude que possa lançar iniciativas e prestar apoio às entidades que desenvolvem actividades em prol dos jovens residentes no concelho

O secretário-geral da JS, Duarte Cordeiro reuniu-se com jovens de VRSA para abordar precisamente a temática dos conselhos municipais da juventude e a sua utilidade numa sociedade em que os jovens se sentem particularmente desapoiados pelos seus representantes políticos, tendo aproveitado a ocasião para visitar o Núcleo Juvenil «Tiro com Arco & Boxe», um exemplo de colectividade com vasta actividade e participação juvenil, mas com uma enorme falta de apoio por parte das entidades municipais.
Na visita, o líder da JS, acompanhado da coordenadora local dos jovens socialistas, Susana Castro, dos vereadores do PS, Álvaro Araújo, Luísa Currito e Ricardo Cipriano, assim como da directora do Instituto Português da Juventude, Sara Brito, puderam observar o intenso historial do «Tiro com Arco & Boxe» e falar com o seu presidente, Hugo Silva que lhes falou das dificuldades que sente em gerir uma instituição com tão poucos apoios institucionais, apesar de manter mais de 50 jovens atletas em actividade. Hugo Silva, à frente deste núcleo vila-realense há cinco anos, lembrou que o local que estavam a visitar era já a quarta sede em que estavam instalados provisoriamente, sem espaço suficiente para guardarem o seu próprio material desportivo.
O dirigente desportivo queixou-se ainda da falta de um espaço apropriado para os atletas treinarem, lembrando que estão a pagar o espaço onde treinam, bem como da falta de recursos financeiros para levar os seus atletas aos campeonatos nacionais e mundiais, de onde já trouxeram vários títulos importantes para o concelho. Nesta visita os jovens socialistas e as autoridades que os acompanharam aperceberam-se de que VRSA tem falta de um órgão que atenda e se preocupe com as problemáticas da juventude e que possa apoiar e acompanhar convenientemente as iniciativas promovidas pelas colectividades que estão envolvidas neste esforço.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Direitos Humanos

HOJE É DIA NACIONAL DA
«DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS»

Mensagem da Governadora Civil de Faro

Em 1998 a Assembleia da República, reconhecendo a importância da Declaração Universal dos Direitos do Homem», aprovou uma Resolução na qual instituiu que o dia 10 de Dezembro de cada ano passasse a ser considerado o «Dia Nacional dos Direitos Humanos».
Ao assinalar-se, uma vez mais e com toda a pujante subsistência do seu democrático significado, saúda-se esta histórica Decisão da ONU (Organização das Nações Unidas), assumida em 1948, em Assembleia Geral, recordando a Proclamação então assumida: «A Declaração Universal dos Direitos Humanos é como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e por todas as nações, com o objectivo de cada indivíduo e cada organismo da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adopção de medidas progressivas de carácter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efectiva, tanto entre os povos dos próprios Estados – Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição».
Os seus dois primeiros artigos assinalam, desde logo, a máxima deste Código da Humanidade ao indicar: «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade (art. 1º)» e «Todo o ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabeleci! das nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião pública ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição».
Na comemoração do Dia Nacional da «Declaração Universal dos Direitos Humanos» formulo o voto sincero de que a sua vivência autêntica se processe em todo o Mundo, já que infelizmente, continuam a existir, volvidos mais de sessenta anos sobre esta histórica Proclamação da Organização das Nações Unidas, países e regiões onde tal não se verifica.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Bomba no PSD Albufeira

Ana Vidigal abandona o PSD

A ex-vereadora da CMA entregou o seu pedido de desfiliação partidária a Manuela Ferreira Leite

Cansada das injustiças de que tem sido alvo nos tempos recentes após a sua saída da autarquia, e da perseguição política que lhe tem sido movida na área do associativismo onde tem grande influência no Concelho, Ana Vidigal amadureceu ideias e entendeu chegada a hora de se considerar livre de compromissos ideológicos e ficar "disponível" para dar o seu contributo onde for necessário e útil, "contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária" dentro dos seus parâmetros, e que são conhecidos de todos: seriedade, frontalidade e sinceridade.

O comunicado da ex-vereadora não pode ser mais claro. Foi enviado hoje à Impensa, e começa por afirmar que é "em nome de um dever de satisfação pública aos cidadãos, e a todos quantos me têm apoiado e acompanhado na minha vida de participação política e cívica na sociedade, pelo reconhecimento e admiração que muitas personalidades regionais e nacionais do PSD e de outras forças partidárias me merecem, bem como à Comunicação Social com quem sempre tive uma relação franca, aberta e cordial, venho comunicar que, no dia 24 de Novembro de 2008, aquando da visita ao Algarve da Senhora Presidente do PSD, Dra. Manuela Ferreira Leite, lhe entreguei, pessoalmente, o meu pedido de desfiliação partidária. A forma de fazer política e a postura interna essencialmente de alguns dirigentes locais e distritais, desiludiram-me e fizeram-me perceber que os valores mais altos da democracia, da solidariedade, da justiça, do respeito e da igualdade, as mais das vezes são apregoados, mas na sua essência não são exercidos".
Ana Vidigal diz entender que "a vida partidária deveria ser mais partilhada com os militantes e com a sociedade em geral, para encontrar mais e melhores formas de servir a comunidade, escolhendo-se os mais aptos e com provas dadas para exercer cargos de responsabilidade política. Infelizmente assim não tem acontecido na estrutura local e distrital do partido.
Todos sabem que, enquanto vereadora da Câmara Municipal de Albufeira no mandato 2001-2005, sempre pugnei, intransigentemente, pela qualidade de vida dos munícipes. Antes e após esta responsabilidade, tenho tido uma vida activa dedicada à causa pública, através de acções ligadas a inúmeras associações e instituições de âmbito local e nacional, da qual me orgulho".

A finalizar a sua declaração pública, Ana Vidigal afirma que "a minha desfiliação partidária não significa o abandono da minha participação cívica, antes pelo contrário. Considero que deste modo estarei ainda mais disponível para dar o meu contributo, onde for necessário e útil, defendendo sempre os valores da justiça, da solidariedade, a igualdade de oportunidades, combatendo a exclusão social e a pobreza, contribuindo para uma sociedade mais justa e mais igualitária, sempre dentro dos parâmetros que são conhecidos de todos: seriedade, frontalidade, objectividade, solidariedade e sinceridade. A todos afirmo a continuação da minha disponibilidade, como mulher ideologicamente identificada com os valores da democracia, para poder sentir-me livre de actuar na sociedade civil como muito bem entender ao serviço da comunidade e das pessoas".

Entrevista com Presidente do Turismo do Algarve

António Pina

“É preciso estabelecer parcerias e promover melhor o Algarve, capitalizando o esforço desenvolvido pelas empresas”

O Turismo no Algarve, considerado a sua principal fonte de economia, a crise e as fracas previsões da conjuntura num futuro próximo com menor desenvolvimento, impunham ouvir o principal responsável por implementar medidas tendentes a inverter a tendência. Foi isso que o Algarve Reporter foi fazer, ouvindo António Pina, presidente do Turismo do Algarve.

Dê-nos um breve balanço do mandato anterior
António Pina - Em duas palavras: muito positivo! Positivo porque liderámos um processo de transição para uma nova entidade de turismo, com todas as implicações daí decorrentes. Foi excelente ter sido designado também para a Comissão Instaladora e ser possível ter definido os estatutos da nova entidade regional de turismo, conferindo-lhe mais competências. Positivo ainda porque durante o exercício das nossas funções ainda enquanto Comissão Executiva, conseguimos estabelecer consensos, estreitar relações com as entidades públicas e privadas, tendo ganho o voto de confiança que nos permitiu ganhar as eleições. Temos a sorte de liderarmos uma instituição dinâmica, com um excelente potencial humano, que herdou um passado de estabilidade e de cooperação. É igualmente nossa intenção continuar valorizar as relações internas e externas, num incentivo à criatividade, mas também no apoio a todos os agentes e instituições do sector, pois juntos podemos fazer ainda mais e melhor.

Que vantagens traz a nova entidade "Turismo do Algarve" (TA)? A actual autonomia é aquela que se deseja?
A. Pina
- Desde logo as novas competências que conseguimos com a aprovação dos estatutos da Entidade Regional de Turismo, que mantém a autonomia administrativa e financeira, e pelouros que até agora lhe estavam vedado, como seja o caso de poder participar nos PDMs, a integração de novos membros na assembleia geral abrindo-se as portas à sociedade civil, com enorme impacto na actividade turística no Algarve, a promoção nos mercados de fronteira, que nos permite alargar do espectro da promoção nacional até à vizinha Espanha, a participação em pareceres para a atribuição de fundos e incentivos ao investimento, o que permitirá o desenvolvimento do destino a todos os níveis, e por fim, a importante questão da contratualização que dirige para o Algarve a gestão de diplomas e eventos até agora geridos apenas pelo Turismo de Portugal.

Os empresários queixam-se de ter sido 2008 e um mau ano turístico, e as previsões parecem não ser as melhores. Como pode (ou se pode) o TA fazer a inversão?
A. Pina
- Temos que começar por desmistificar a observação de que o ano 2008 foi mau, pois estamos a compará-lo com 2007 que foi um ano excepcional, talvez o melhor de sempre. Os últimos dados publicados pelo INE (Boletim Mensal de Estatística – Outubro de 2008), para o período compreendido entre Janeiro e Setembro, indicam um ligeiro decréscimo no número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros (-0,3%), acompanhado da consequente baixa do número de dormidas 2,7 abaixo de igual período no ano passado. No entanto no que refere à receita por aposento, houve um ligeiro acréscimo de 0,2 por cento, indicativo de estabilidade face ao ano anterior que, repito, foi incomparável. Se atendermos aos números de outros anos de crise económica, como a queda da bolsa em Nova Iorque em meados dos anos 80, vemos que na altura os impactos para o turismo foram muito piores. Hoje dispomos de ferramentas que nos permitem chegar mais facilmente ao consumidor final e minorar as consequências de uma conjuntura desfavorável. É nestes momentos de crise que devemos contrariar a tendência sendo mais agressivos, aumentar a promoção nos destinos emissores já consolidados por terem uma melhor taxa de captação, e insistir nos destinos emergentes, e sobretudo inovar as campanhas, a imagem, não esquecendo os nichos de mercado. Em matéria de campanhas, estamos a fazer acções muito mais dirigidas e a participar em campanhas conjuntas. Estamos conscientes que 2009, lança novos desafios, pelo que temos que ser mais perseverantes e trabalhar em conjunto.

A oferta do sector Imobiliário (e o betão) continuam a 'invadir' o Algarve. Acha que estamos no caminho certo? O TA tem acompanhado essa evolução?
A. Pina
- O “betão” não pode assumir o carácter de um inimigo. É tudo uma questão de equilíbrio, de sustentabilidade. A Imobiliária Turística, tem um papel muito importante no desenvolvimento e progresso da região, porque gera riqueza traduzida no investimento directo pelos promotores dos empreendimentos, pelas receitas advindas da aquisição, da compra de bens e serviços complementares, da captação da atenção para o destino, pela promoção feita pelos consumidores de segunda residência. Existe uma grande margem de crescimento em matéria de Turismo Residencial de qualidade, em projectos integrados na paisagem, que contribuam para desenvolver zonas com tendência para o abandono e desertificação. Volto a dizer que é tudo uma questão de equilíbrio e de avaliação da procura, para que não persistam alguns erros cometidos no passado.

Fala-se muito na oferta limitada "Sol&Praia". Mas na realidade, além do Golfe e Imobiliária, os empresários não investem noutros sectores. Pode o TA exercer alguma influência positiva, como?
A. Pina
- Uma das competências do Turismo do Algarve, é a de fomentar e promover a promoção de outros produtos turísticos igualmente atractivos. Actualmente o Algarve está dotado de excelentes infra-estruturas dedicadas à Saúde e Bem-estar, tem igualmente um enorme potencial no que respeita ao Turismo de Natureza, donde se destaca a observação de aves ou os percursos pedestres, temos ainda o Turismo Náutico suportado por 200 kms de costa e por portos de recreio e marinas optimamente equipadas, que permitem a recepção e organização de grandes eventos, e são por si factor de atracção dos aficionados dos desportos náuticos e aquáticos. Outro importante segmento é o Turismo de Negócios, dada a extensão da oferta para a realização de conferências, reuniões e incentivos. A gastronomia, associada à cultura e ao património, é outra área em que temos planeado investir. Não descuramos os produtos “âncora”, como o Sol&Mar, o Golfe e o Turismo Residencial, mas as nossas campanhas abrangem todos os produtos consignados no Plano Estratégico Nacional para o Turismo, pois a diversidade, a qualidade da oferta, o clima do Algarve são pontos fortes, com elevado grau de competitividade, que estamos a explorar com acções cada vez mais dirigidas a públicos e nichos de mercado muito específicos. Esta é a nossa forma de capitalizar e potenciar o desempenho das empresas do sector, estimulando-as a focar outros aspectos da oferta da região. Embora defendamos o lema “menos betão, mais ambiente”, não podemos deixar de reconhecer a necessidade de atrair mais investimentos, reflectido em novos empreendimentos de qualidade em termos infra-estruturas, arquitectura e paisagismo. Trata-se antes de uma questão de equilíbrio territorial, entre o Barlavento e o Sotavento, entre o interior e o litoral.

Considera o segmento do Golfe prioritário para o Turismo no Algarve? Tem o TA outros projectos de mais valia como atractivos para fomentar mais visitantes?
A. Pina
- O Golfe é sem dúvida uma das nossas prioridades. Desde logo, porque esta actividade turística ocorre na época baixa, o que ajuda ao esbatimento da sazonalidade. Trata-se de um produto transversal a todo o Algarve, pelo que a promoção é feita de forma global. Ajuda a promover a região em mercados com um enorme potencial de crescimento, como seja o nórdico e escandinavo. Permite ainda a fidelização de clientes de mercados já consolidados neste segmento, como seja a Irlanda ou o Reino Unido. É também complemento do Turismo de Negócios, em matéria de incentivos e eventos empresariais. O golfe promove ainda o investimento externo na região, e a sua associação a marcas internacionais tendo por consequência o aumento da notoriedade do destino. Não é por acaso que o Algarve foi duas vezes nomeado pela IAGTO (International Association of Golf Tour Operators) como melhor destino de golfe. A região é também citada em prestigiadas revistas de golfe através da cotação de campos de golfe que se tornaram marcas de referência internacional. O golfe é também uma importante fonte de receita, resultantes de mais de 1 milhão de voltas por ano, aliadas ao alojamento, restauração, spas e outros serviços. Os golfistas, são por natureza também excelentes promotores do destino, por passar a palavra. Como nos outros produtos, o sucesso da operação de golfe passa pela qualidade da oferta, pela excelência no serviço, pela optimização dos recursos, pela gestão correcta do espaço, e pela promoção estrategicamente dirigida a profissionais, associações e entidades organizadoras de eventos de golfe, de que é um bom exemplo a parceria com a PGA e o Turismo de Portugal, no que refere à organização do Portugal Masters e de outros eventos de grande visibilidade. E lembrarmo-nos como nos idos anos 80, o golfe foi recebido e encarado no Algarve!

O facto do Algarve, como destino turístico, estár muito dependente do mercado inglês, não torna redutor a actividade na região? É difícil encontrar novros mercados?
A. Pina
- Desde os anos 70 que o mercado inglês ocupa um lugar de destaque em relação aos demais mercados emissores. Encontra-se no topo da tabela dos produtos Sol&Mar e do Golfe. Não podemos negar a importância da procura do mercado britânico, e é importante manter este status quo. Se temos mercados fidelilizados, não podemos deixar de apoiar a operação, quer seja no Reino Unido ou em Portugal, facto que não significa necessariamente uma dependência. É apenas uma estratégia comercial, de não negação da procura. Em relação aos mercados com um índice inferior de procura, desenvolvemos esforços acrescidos em campanhas e acções dirigidas aos agentes no sector e ao consumidor final, com o intuito de estimular a sua atenção para o destino. Os mercados de proximidade como Espanha e França, os países da Europa do Centro e Norte, como a Alemanha, a Áustria, a Bélgica, a Dinamarca, a Finlândia, a Holanda, a Noruega, a Suécia e a Suíça, e a Europa de Leste, com um enorme potencial de crescimento, destacando-se a Polónia e a Rússia, para citar apenas os mais importantes de entre outros, parte da nossa estratégia de promoção focada em produtos e perfis de clientes muito específicos, e em campanhas de fomento de ligações aéreas sem as quais o Algarve se torna menos acessível e convidativo. A nossa visão de promoção é global, corporativa e multi-facetada.

Há quem diga que fazer turismo no Algarve sai caro, dando prioridade a outros mercados. Benefícios fiscais e incentivos governamentais não estimulariam mais 'visitas', e um maior investimento no sector?
A. Pina
- Não partilho da designação de Algarve como um destino caro. Tem mais a ver com a questão do custo/benefício. Se compararmos com outros destinos concorrentes, a priori, o Algarve até pode parecer caro, mas se atendermos à qualidade do serviço e das infra-estruturas existentes, à variedade da oferta disponível para todos os padrões económicos, creio que estamos na medida certa. Talvez estejamos a comunicar mal, talvez possamos melhorar e qualificar, mas temos que nos saber posicionar num alvo acima da média, sem menosprezo do cliente padrão. A nível do investimento demos passos muito significativos no que refere aos fundos e apoios ao turismo, quer a nível do investimento, quer da promoção e animação. Existem mecanismos de apoio ao investimento no sector, desde que os projectos sejam válidos e confiram valor acrescentado à região. Mas estou de acordo em que se avalie novas possibilidades, em conjunto com as entidades reguladoras e promotoras, no sentido de um maior estimulo ao investidor. Falemos antes de preço justo, na relação de três factores determinantes: qualidade, custo e época.

Recentemente a Comissáriaa Europeia para a Política Regional, Danuta Hubner, aconselhou o Algarve, "a não depender só do Turismo" e a investir mais nos recursos humanos e na inovação. Está de acordo? Como pode isso ser feito?
A. Pina
- Estou de acordo quando a Senhora Comissária refere que não deve haver um tão grande fosso entre o Algarve interior e litoral. Há muito que defendo que são indissociáveis. Tem que se promover cada vais mais o interior, o barrocal, a serra algarvia, que fica apenas a 20 minutos do litoral e cuja a oferta, genuína, autentica e única, é um importante factor de atracção de investimento, de barreira à desertificação, de valorização do património rural e preservação da natureza, de estímulo às industrias tradicionais. Existe ainda espaço para a aquacultura, para a agricultura biológica e das indústrias não poluentes associadas, para a exploração das energias renováveis e sua utilização prática. No entanto, o turismo continua a ser o principal motor do desenvolvimento e progresso no interior. Pode dar-se mais atenção à agricultura, nomeadamente, em produtos com os quais podemos competir como seja o caso da laranja, da amêndoa ou da alfarroba. Mas nunca será suficiente para gerar a mesma riqueza, para criar tantos postos de trabalho, para captar as populações, como acontece com o turismo e todas as actividades implicadas e sustentadas pela actividade turística, mesmo ao nível da produção regional.

Que prioridades e objectivos tem para o Turismo do Algarve neste seu novo mandato?
A. Pina
- Um dos objectivos primeiros é o de minorar os impactos da actual conjuntura sendo mais activo e mais dinâmico em matéria de promoção e animação. Temos um orçamento não muito avultado, pelo que temos que gerir as verbas de forma assertiva, ponderada e rigorosa. Outra das prioridades é o de estabelecer parcerias e trabalhar em conjunto com os Municípios, com as entidades regionais e nacionais em programas concertados. Os objectivos são promover melhor o Algarve, capitalizando o esforço desenvolvido pelas empresas. Aumentar a visibilidade do destino e torná-lo mais atractivo, através de uma promoção mais agressiva, mais criativa e mais apelativa.

Entrevista conduzida por: Carlos Ferreira

Prémio para Turismo de Luxo

Martinhal Resort destaca-se em 2008

O Martinhal Resort foi distinguido com o famoso prémio Homes Overseas Awards numa cerimónia que decorreu no The Grosvenor House, Park Lane, em Londres

O concurso Homes Overseas Awards destina-se a nomear os promotores que mais se empenharam na qualidade, e os seus prémios são atribuídos aos Primeiros entre os Melhores promotores de todo o mundo. Um painel de peritos na matéria, composto por jornalistas especializados em questões do imobiliário, analisa com isenção a lista final de participantes através da aplicação de critérios rigorosos e da apreciação escrupulosa dos locais em questão.
O Martinhal Resort ganhou quatro anos consecutivos, e nos anos anteriores recebeu sempre o prémio de “Melhor Moradia Portuguesa”. Este ano passou a ser reconhecido a nível de resort com um conjunto de 3 medalhas: Bronze e Ouro em categorias mundiais – para Melhor Empreendimento de Luxo Mundial e Melhor Arquitectura Paisagística Mundial – e Prata para Melhor Empreendimento em Portugal.
Em termos gerais, os promotores portugueses ficaram bem classificados na categoria Mundial pois 10 dos 26 prémios foram ganhos por promotores portugueses. O Martinhal Resort é gerido em parceria por Chitra e Roman Stern com Nigel Chapman e Nicholas Dickinson, que também já geriram o Luxury Family Hotels (http://www.luxuryfamilyhotels.co.uk/) e o Alias Hotels (http://www.aliashotels.co.uk/) antes de vender estas duas cadeias para se poderem dedicar aos negócios dos resorts estrangeiros.
O Martinhal - Melhor Resort Familiar de Luxo Europeu - deverá ser inaugurado em 2010, com infra-estruturas que incluem 3 restaurantes, um Spa, 5 piscinas (interiores e ao ar livre), loja, clube infantil, infantário, salas de conferências e campos de ténis.

Música de suspense

Orquestra do Algarve em perigo

Turismo do Algarve apela “ao bom senso”: Renegociação do protocolo com o Ministério da Cultura pode levar ao fim da orquestra.

O responsável pelo Turismo no Algarve, António Pina, apelou ao bom senso da direcção e dos músicos da Orquestra do Algarve (OA) na resolução dos conflitos internos, sob pena do Ministério da Cultura cortar com os apoios.
O responsável pelo Turismo do Algarve declarou que é urgente resolver o conflito interno que se instalou na OA desde Agosto passado. Caso contrário, não conseguirá renegociar o protocolo com o Ministério da Cultura para continuar a receber apoios à semelhança do passado.
Se o Ministério da Cultura «não perceber a importância da Orquestra do Algarve para o Algarve, e até para o sul do país, e não mostrar boa vontade para renegociar o protocolo, que existe neste momento», António Pina prevê «sérias dificuldades» que a Orquestra possa ter no futuro. «Acho que o Ministério da Cultura também perceberá dessa importância e, da mesma maneira que faz um esforço para apoiar outras orquestras, também decerto se lembrará e guardará algumas verbas para apoiar o Algarve», acrescentou.

70 mil euros para a formação musical e... culpas passam a ser de «fora do Algarve»

Se deixar de haver apoios da Cultura a nível governamental, António Pina salvaguarda que, nesse caso, a culpa do fim da Orquestra do Algarve deixa de ser da direcção ou dos trabalhadores (31 músicos) e passa a ser de «fora do Algarve».
O protocolo que existe entre Ministério da Cultura e Orquestra do Algarve termina em 2009. «Eu bem sei que o contrato que existe finda em 2009 e o Ministério pode dizer: o nosso compromisso acabou». Essa «é uma resposta que percebo, mas tenho alguma dificuldade em aceitar, porque o Algarve não acaba ao fim de três anos, nem a cultura acaba ao fim de três anos».
António Pina apelou aos músicos e à direcção da Orquestra do Algarve para resolverem os conflitos laborais e sugeriu que dividissem da forma «mais equilibrada e mais racional a massa salarial que há para dividir» em nome da estabilidade do emprego na região e do futuro da orquestra.
António Pina, que faz parte de uma plataforma de entendimento criada para servir de intermediária às partes envolvidas no conflito em Agosto, no entanto, que acredita na manutenção da Orquestra do Algarve e, por isso, para o orçamento de 2009, o Turismo do Algarve estima entregar 70 mil euros àquela formação musical.
O Comité dos Músicos da Orquestra do Algarve apresentou em Agosto transacto uma providência cautelar no Tribunal de Faro para impedir a entidade que gere a orquestra, a Associação Musical do Algarve (AMA), de realizar audições para que novos músicos integrem a formação. O prazo dos 90 dias de suspensão das acções judiciais que os músicos da Orquestra do Algarve interpuseram em Setembro no tribunal esgota-se esta segunda-feira e não houve nenhum acordo amigável.

A morte de um escritor

António Alçada Baptista

O escritor tinha 81 anos e «Foi figura marcante e um indisciplinador da alma». Governo destaca «honestidade intelectual» de Alçada Baptista com o Ministério da Cultura expressando pesar pelo falecimento do escritor

O escritor António Alçada Baptista morreu no domingo, dia 7 de Novembro, cerca das 15:00, aos 81 anos. Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Lisboa, António Alçada Baptista distinguiu-se como escritor e editor, tendo sido dos fundadores da revista O Tempo e o Modo e director da Moraes Editora entre 1957 e 1972. Dirigiu o jornal O Dia (1975) após a Revolução de Abril e foi presidente do Instituto Português do Livro. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo em 1995.
O Ministério da Cultura expressou esta segunda-feira, em comunicado, pesar pelo falecimento do escritor António Alçada Baptista. «Escritor, cronista e jornalista, Alçada Baptista sempre desenvolveu a sua intervenção pública em função de um humanismo de inspiração renascentista, centrado no papel preponderante do indivíduo para o constante aperfeiçoamento da sociedade», lê-se no comunicado assinado pelo ministro José António Pinto Ribeiro e pela secretária de Estado Maria Paula Fernandes Santos.
O Ministério da Cultura destaca que António Alçada Baptista, «pelo seu percurso profissional e pela sua cidadania responsável e activa», foi uma personalidade que, «em Portugal, marcou indelevelmente o pensamento e a literatura da segunda metade do século XX, legando-nos um notável paradigma de integridade e honestidade intelectual».
O funeral do escritor realizou-se ontem em Lisboa, com a missa de corpo presente a realizar-se na Igreja das Mercês, seguindo depois o funeral para o cemitério dos Prazeres.

Adivinha quem vem p'ra jantar

Erotismo ao jantar com empregados de lingerie

É o terceiro espaço aberto em Portugal: “The Lingerie Restaurant”, com ementa e ambiente erótico, desta vez em Albufeira, como não podia deixar de ser...

O chefe Luís Pessanha é o responsável pelos acepipes eróticos no «The Lingerie Restaurant», o terceiro restaurante em Portugal que abriu na sexta-feira passada em Albufeira e conta com um investimento de 100 mil euros. «Vias de facto» (bruchetta tomate al pesto), «bacanal tântrico» (bacalhau com massa folhada e batata exótica), «3 P’s duvidosas» (bife com três pimentas e legumes) e para sobremesa «Swing» (quente e frio de gelado) são alguns dos manjares eróticos propostos pelo chefe Luís Pessanha, que se despediu do Hotel Marriot em Londres para integrar este projecto no Algarve.
«Viemos para o Algarve porque há muitos estrangeiros e assim vamos já testando como se trabalha com os cidadãos nórdicos», explicou Luís Almeida, referindo que o preço médio por refeição e por pessoa são 35 euros.

Cozinha exótica e iguarias de autor mas... só para maiores de 18 anos

O público-alvo deste restaurante é variado - desde que os clientes tenham mais de 18 anos, todos podem entrar. «Desde um casal de lésbicas, a um casal de swingers, uma despedida de solteiro, jantares de empresários ou a celebração de bodas de prata» são apenas alguns dos públicos e festas que já visitaram os outros dois restaurantes que existem em Portugal, adiantou o gerente Luís Almeida.
O «The Lingerie Restaurant» promete apostar numa cozinha exótica de qualidade, no ambiente e numa animação diversificada. Neste espaço os clientes, para além de serem servidos por empregados e empregadas em lingerie sexy, podem assistir também a diferentes espectáculos como o «striptease», «lap dance», «table dance» e shows lésbicos.
O conceito de restauração temática reúne, num só espaço, uma «cozinha de qualidade», uma «atmosfera de glamour e um serviço requintado», sublinha a gerência. Póvoa de Varzim e Vila Nova de Gaia (Carvalhos) foram as primeiras localidades a receber um «The Lingerie Restaurant». Albufeira é a terceira cidade a ter um restaurante erótico mas o objectivo é partir no futuro para os países nórdicos. A capacidade do restaurante de Albufeira é de 90 Pessoas e funciona de terça-feira a sábado das 19:00 às 02:00.

“Amigos de Lagos”

III Encontro de Poesia

Grupo dos Amigos de Lagos assinala o evento com o lançamento do livro “5 Poetas de Lagos”

Decorreu no passado Domingo, na Biblioteca Municipal Dr. Júlio Dantas, o III Encontro de Poesia do Grupo dos Amigos de Lagos.
Com iniciativa do poeta Vieira Calado, este Encontro ocorreu pelo terceiro ano consecutivo, tendo, na altura, sido lançado o livro “5 Poetas de Lagos”, uma colectânea que conta com poemas seus e de Rita de Santo Aleixo, Maurício Sintra, Guida Vieira e Francisco Castelo.
Vieira Calado falou sobre a poesia através dos tempos, e leu excertos dos seus poemas, assim como os restantes poetas também leram alguns dos seus trabalhos, com agrado de quantos se deslocaram à Biblioteca para mais esta actividade cultural, organizada pelo Grupo dos Amigos de Lagos, com o apoio da Câmara Municipal.

Imprensa algarvia

Um jornal para O Algarve

No Dia Nacional da Imprensa a regiãpo algarvia tem novo semanário regional nas bancas: “O Algarve” é relançado quando faz 100 anos

O semanário O Algarve regressa às bancas no próximo dia 11 de Dezembro, Dia Nacional da Imprensa, como uma marca de informação regional que assume a sua missão de serviço público com um contributo activo no processo de desenvolvimento regional do Algarve. Assumindo como data regular de saída a quinta-feira, este jornal apresenta-se ao cabo de 100 anos de publicação com o objectivo de merecer o reconhecimento de leitores e anunciantes. Como parceiro privilegiado que olha o Algarve como um todo, como uma Região em fortalecimento de identidade, este semanário será um agente activo, sempre com a marca de exigência, independência e rigor editoriais dos jornais da Sojormedia, ramo da sub-holding Lena Comunicação, do Grupo Lena.
O Algarve privilegiará um jornalismo de proximidade, estimulando, em simultâneo, o jornalismo do cidadão. Para alcançar este objectivo, conta com uma equipa rejuvenescida e alargada, num total de dez profissionais a tempo inteiro a trabalhar a partir da sede, em Faro, e uma ampla rede de correspondentes, nomeadamente em Vila Real de Santo António, Portimão, Lagoa e Lagos.
A tiragem média será de 8000 exemplares por edição, auditada pela APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Circulação e Tiragem. Cada edição terá em média 48 páginas, sendo este semanário distribuído em 200 pontos de venda, em todos os concelhos do Algarve. O semanário O Algarve será dirigido pelo jornalista Pedro Costa, director geral e administrador da Sojormedia, e até agora director-executivo do semanário Região de Leiria, com um percurso profissional iniciado em 1989. Na última década desenvolveu a sua actividade na imprensa regional, participando no relançamento de vários jornais regionais da Sojormedia.

Paquistão colabora contra terrorismo

Detido alegado cérebro dos atentados de Bombaim

Paquistão terá detido 15 elementos da organização Laskhar-e-Taiba. Trata-se da primeira operação após os ataques na Índia

O alegado cérebro dos atentados em Bombaim terá sido detido esta segunda-feira no Paquistão, noticiou a Agência Reuters. Vários jornais locais informam que entre os presos está Zaki-ur-Rehman Lakhvi, militante que a Índia considera um dos cérebros dos atentados. Um total de 15 pessoas terão sido detidas, informa também a «France Presse».
A polícia paquistanesa cercou um campo usado por militantes suspeitos de envolvimento nos ataques à cidade indiana, a 26 de Novembro, informam os serviços de segurança daquele país. Trata-se da primeira operação realizada pelo Paquistão na sequência dos ataques.
Refira-se que no domingo a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou «não existirem dúvidas» de que os atentados foram planeados no Paquistão. O governo paquistanês tem sido pressionado para mostrar trabalho no combate às organizações terroristas, bem como que a sua secreta nada tem a ver com os atentados em Bombaim. De acordo com a Índia, os militantes do grupo paquistanês Laskhar-e-Taiba são os responsáveis pela tragédia que causou 195 mortos.
Vários analistas garantem que a organização foi criada com ajuda da secreta paquistanesa em 1980, para forçar a luta na Caxemira indiana.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pico do Zêzere Abt: Volta Guterres, estás perdoado! - a gente já percebeu onde estava o pântano... E tu sabes tratar dos refugiados, mesmo os que o são na sua terra...

Volta Guterres, estás perdoado! - a gente já percebeu onde estava o pântano... E tu sabes tratar dos refugiados, mesmo os que o são na sua terra...

A propósito da Crónica de Domingo

A violência social

Um leitor do Algarve Reporter (Luiz Fernando Veríssimo) teve a amabilidade de enviar ontem um email que achei uma delícia, e não quero deixar de compartilhar com o leitor.

Apesar de ser fictícia, achei uma óptima história, para ilustrar até que ponto pode chegar a hipocrisia moral, e as falsas convenções sociais, como o conceito de "família", "casamento", "masculinidade", "feminilidade" etc.

"Mariana não se aguentou e contou à sua amiga Lurdes – senhora de família:
- Viram o teu marido entrando num motel!
Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou lívida, parecia uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio, não abriu boca. Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Motel de Lagoa.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como ? Ela era alta? Magra? Loira?
- Não sei, Lurd....
- Áhhh!!... O Carlos Manuel vai pagá-las. Olá, se mas paga!

Quando o Carlos chegou a casa, a Lurdes anunciou-lhe que iria deixá-lo e contou por quê.
- Mas que história é essa, Lurdes? Tu não sabes quem era a mulher que estava comigo no motel? Eras tu!!
- Ah, pois foi. Maldita hora em que eu aceitei ir ao Motel! Toda a cidade ficou a saber. Ainda bem que não me identificaram...
- Pois, e então?
- Pois então, o quê?... O que eu tenho a fazer é deixar-te. Não vês? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Nem que seja por algum tempo. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir...
- Mas, Lurdes, tu não foste enganada. Quem estava comigo eras tu!
- Pois sim, mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Tu vais estragar o nosso casamento só por isso? Por uma convenção?
- Vou! Desculpa, mas tem de ser.

Mais tarde, quando a Lurdes estava a sair de casa, com as malas, o Carlos Manuel interceptou-a. Estava sombrio, mas disse:
- Olha, acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Miguel...
- O que é que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou por me contar. Disse que, como meu amigo, tinha mesmo que contar...
- Mas contar o quê? Diz lá... despacha-te!
- Tu foste vista a sair de um motel ontem, com um homem.
- Mas... estás parvo? Esse homem eras tu!!
- Eu sei, mas eu não fui identificado...
- E não lhe disseste que eras tu?!
- O que... eu? Para que os meus amigos pensem que vou a um motel com a minha própria mulher a pedido das fantasias dela???!!!
- E então?
- Desculpa, Lurdes, mas...
- Mas o quê???
- Vou ter que te dar um chapadão para ver se acordas!!...

Moral da história: A verdade é que, devemos cuidar só e apenas da nossa saúde, pois da nossa vida, toda a gente cuida...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Crónica de Domingo

O Puritanismo Envergonhado

A nudez pode ser arte ou protesto, pode significar afecto ou defender causas humanitárias. Tornou-se uma manifestação de liberdade vencedora no mundo de hoje. É, portanto, intrigante e hipócrita que ela esteja a ser contestada, só porque abriu um restaurante-erótico no Algarve, onde empregados (eles e elas) servem os clientes semi-nus, de lingerie “despidos”, e como complemento do jantar exibem espectáculos de strip tease para elas e eles.

A propósito disso, todos sabemos que a nudez não é tema simples. Ela aparece logo nas primeiras páginas da Bíblia e de outros textos fundadores da civilização. Na história contada de Adão e Eva, para se tornarem conscientes da nudez, o resultado foi a mordida no fruto proibido, e logo eles sentiram vergonha diante de si próprios. O grego Homero, no épico Odisséia, descreve os apuros do náufrago Ulisses nu diante da princesa Nausícaa – que no final gostou do que viu. Já no século XX, no seu esforço para desvendar o inconsciente, Sigmund Freud, pai da psicanálise, disse que o sonho de estar nu em público é comum a todos os homens. Apesar da ligação estreita com a vergonha e fragilidade, contudo, não se pode dizer que essas sempre tenham sido as consequências da nudez: ao longo da história, em diferentes contextos, o corpo despido também expressou orgulho, desafio ou liberdade.
Nas últimas semanas, a discussão sobre o significado da nudez para os algarvios surgiu de onde menos se esperava: Albufeira, terra de “pergaminhos” em matéria libidinosa de noites e costumes. Houve mesmo quem atacasse com força, sustentando que todo o comércio do entretenimento, no Algarve, estaria a ser tomado de assalto por uma mentalidade "pornográfica", que força o público a não ter outras alternativas. Isso não é verdade, mas também é um facto que nunca se viram no Algarve tantas casas de diversão nocturna utilizando o espectáculo de nú “ao vivo”, como recentemente. Mas a nudez está em toda parte. Está nas praias, Na TV, nas novelas e em quase todos os filmes em cartaz, onde realizadores e actores aproveitaram a oportunidade para revelar que despir-se diante das câmeras envolve sempre uma dose de emoção.
Portugal está a viver uma fase mais recatada? Talvez não seja uma fase, talvez seja o fruto sempre presente da tradicional hipocrisia. Todos sabemos que a fronteira entre a nudez aceitável e a obscena é uma dessas questões que não têm solução fácil. Tão pouco na história da arte as demarcações são claras. Obras-primas universais foram objecto de censura em diferentes épocas. E a hipocrisia não é exclusivo dos portugueses. Pouco antes da conclusão das pinturas da Capela Sistina, um dos assessores do papa Paulo III advertiu Sua Santidade de que as imagens do Juízo Final criadas por Michelangelo eram mais adequadas a uma taberna do que a uma capela. Assim, em 1558, véus e folhas de parreira foram acrescentados às figuras pintadas – e só retirados em restaurações recentes. A célebre Vénus de Milo, que incorpora o ideal de beleza feminina da antiga Grécia, também já foi alvo de repúdio: em meados do século XIX, foi objecto de um processo num tribunal alemão e "condenada" como imoral. Mas ainda há coisas mais aberrantes. Meses atrás, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconni demonstrou que o pedigree de uma obra de arte não basta para pô-la a salvo de reservas hipócritas: ele próprio mandou encobrir o seio de uma figura alegórica pintada por Giovanni Battista Tiepolo no século XVIII, num quadro que adorna a sua sala.
Vários tipos de justificação são apresentados quando uma obra de arte com figuras nuas é censurada - do simples pudor até as teorias mais complicadas. Um argumento clássico é o de que o "nu artístico", ao contrário do "nu vulgar", não desperta sensações carnais no espectador. Esse argumento foi desmontado pelo crítico inglês Kenneth Clark. "Se um nu deixa de despertar no espectador um vestígio de sentimento erótico, por menor que seja, ele não é apenas arte menor como falsa moral", escreveu Clark. Na segunda metade do século XX, um novo fenómeno despontou com os movimentos hippie e beatnik: a nudez como forma de protesto social. Nos anos 80, os protestos envolvendo pessoas nuas passaram a fazer parte do repertório de entidades humanitárias. As ONG’s activistas que se opõe ao uso de peles na indústria da moda convidam celebridades a tirar a roupa nas suas manifestações. Todos os anos, pelo menos 100 calendários beneficentes com pessoas nuas são lançados na Europa, para ajudar menores carentes, pesquisas de combate ao cancro ou desalojados por desastres naturais. Esses calendários são uma provocação aos códigos, onde as pessoas exibem corpos fora dos padrões estéticos valorizados, e por isso chamam atenção, e vendem. A atracção pelo nu é explorada ainda pelo fotógrafo americano Spencer Tunick, que gira pelo mundo fotografando grupos de pessoas nuas em pelo. Em 2004, ele conseguiu atrair 400 voluntários nus em Portugal, para protestar contra o aquecimento global.
Hoje, num tempo de crise onde quase tudo vai mal, a hipocrisia tem um vasto campo para deturpar todas as manifestações legítimas da nudez, desde a arte real nos espectáculos às manifestações para proteger os animais. É assim como que, uma forma de dominação imposta pelo "sistema" - e por isso deveria ser banida. Nesse ponto, o pensamento dos contestatários à nudez exibida no novo restaurante de Albufeira, aproxima-se do falso moralismo exibido por certos políticos puritanos, sustentando que é um factor de escravização económica sobre a mulher.
Bani-la para satisfazer os espíritos de adultos afectados ou melindrosos é um erro anti-democrático (basta lembrar que a vida ascética costuma ser uma marca dos grandes autoritários - como Hitler, Salazar ou Stalin). Mais vale a filosofia expressa com a ironia e o exagero típicos das mentes modernistas que nada impõem: quem quer vai, quem não gosta, fica em casa.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Via Algarviana

Mais 10 mil euros para implementar a rota na região

Turismo do Algarve vai apostar na Via Algarviana como segmento para potenciar o eco-turismo do interior algarvio

A «Via Algarviana», rota pedestre de 240 quilómetros, vai ser finalmente concluída depois de o Turismo do Algarve ter garantido o apoio financeiro adicional de 10 mil euros à promotora do projecto, a associação Almargem.
Segundo o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, a entidade optou por «fazer um aditamento à verba inicialmente prevista» no protocolo assinado em Março de 2008 por aquele organismo regional e pela Almargem. «Este é um reforço de 10 mil euros em relação aos outros 10 mil que já tínhamos decidido atribuir ao projecto», diz António Pina.
O apoio suplementar à «Via Algarviana» enquadra-se no novo funcionamento do Turismo do Algarve para 2009, assente na promoção do destino por produtos turísticos, à semelhança do que já acontece na Associação de Turismo do Algarve (ATA).
«Nesta nova lógica de funcionamento, o Turismo de Natureza será visto como um eixo de desenvolvimento do turismo na região. Como tal, não podíamos deixar de investir num projecto como a ‘Via Algarviana’, que visa potenciar o eco-turismo no interior algarvio», explica António Pina.

Um milhão de euros

Incentivo para modernizar comércio algarvio

A apresentação da 3ª fase do MODCOM foi feita pelo secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor em Faro

“As políticas de apoio ao comércio desenvolvidas pelo Governo têm produzido um forte impacto no Algarve, revitalizando um sector com grande representatividade para a economia regional”, considerou ontem a Governadora Civil de Faro. Isilda Gomes falava no âmbito da apresentação dos resultados da 3ª fase do Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio-MODCOM que já apoiou no distrito um total de 96 projectos, correspondentes a um financiamento na ordem dos 2,4 milhões de euros, cerimónia na qual esteve presente o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Pereira Serrasqueiro, que anunciou o lançamento, em 2009, de uma nova linha de crédito de 100 milhões de euros, o Invest 3, destinada ao comércio situado em zonas de reabilitação e regeneração.

Uma medida estratégica que, segundo o Secretário de Estado, associada a todos os outros programas de apoio já criados durante esta legislatura, permitirá combater a actual “situação económica menos favorável” que se regista a nível mundial. “Trata-se de dar um impulso ao investimento público, criando também condições para que o investimento privado se faça sentir”, salientou Fernando Serrasqueiro, observando que com a aplicação desta estratégia de combate, “o sector poderá recuperar mais rapidamente após os primeiros sinais de abrandamento da crise”.
Fernando Serrasqueiro, que se deslocou à baixa farense onde visitou três estabelecimentos comerciais, um dos quais com projecto já finalizado e dois a intervencionar no âmbito deste sistema de incentivos, salientou ainda que a maioria dos apoios concedidos pelo Estado nesta 3ª fase do MODCOM, destinam-se a projectos empresariais autónomos, tipologia que privilegiou sobretudo projectos apresentados por jovens empresários, bem como o comércio situado em zonas rurais. Por sua vez a Governadora Civil frisou a importância de os empresários da região aderirem aos programas de incentivo existentes, de forma a criar condições para que o sector evolua. Isilda Gomes salientou ainda que, numa região como o Algarve, o comércio é uma actividade primordial já que ajuda a sustentar o sector turístico, podendo mesmo retirar dividendos dessa complementaridade.

Quem dá e tira, vai p’ró Inferno

“Desidério dá com uma mão o que tira com a outra”

Os socialistas de Albufeira acusam a Câmara de aprovar uma taxa enganosa para manter cobrança do aluguer de contadores

O líder do PS/Albufeira, David Martins, considera que a recente aprovação em Assembleia Municipal, da proposta de aplicação de uma taxa de disponibilidade em substituição da tarifa do aluguer dos contadores, a ser aplicada pela Câmara Municipal de Albufeira no âmbito do Regulamento Municipal de Abastecimento de Água, “constitui um forte ataque contra todos os munícipes”, acrescentando que “numa altura em que a situação económica é exigente para as famílias, a proposta agora aprovada pela maioria do PSD, demonstra não só uma total ausência de sensibilidade social por parte do executivo presidido por Desidério Silva, como revela a manobra estratégica da autarquia ao prescindir dos 5 por cento da taxa de IRS”.

David Martins, diz que “apesar de concordar com a redução da carga fiscal suportada pelos munícipes, já que este é o concelho do País onde mais impostos se pagam por habitante, o PS/Albufeira não pode no entanto deixar de alertar para o facto de o executivo se preparar para retirar com uma mão o que deu com a outra. Na verdade, para além de ludibriar os albufeirenses com uma alegada redução da carga fiscal, a Câmara Municipal adopta um procedimento já considerado ilegal pelo próprio Secretário de Estado do Comércio, tendo em conta que mantém a cobrança dos valores referentes ao aluguer dos contadores de água, através da recentemente criada taxa de disponibilidade. É que, apesar da diferença de designação do imposto, os respectivos valores a pagar pelos utentes são equivalentes”.
O líder do PS/Albufeira acrescenta que “ao concretizar esta medida, contra a qual os membros da Assembleia Municipal de Albufeira eleitos pelo PS votaram, o executivo fará com que os munícipes continuem a suportar os mesmos custos e encargos, como os mais desfavorecidos, já isentos de IRS, serão obrigados a pagar a tarifa do aluguer de contador, sendo assim os mais penalizados. Depois das recentes declarações do presidente do executivo à Comunicação Social, segundo o qual a autarquia apresenta condições financeiras para sustentar a descida dos impostos, o PS/Albufeira considera que a cobrança desta taxa à generalidade dos munícipes, traduz uma verdadeira irresponsabilidade social por parte da Câmara Municipal, bem como uma profunda falta de solidariedade para com a população, especialmente para com as famílias mais carenciadas”.
Recorde-se que a Lei nº 12/2008, de 26 de Fevereiro, que alterou a Lei nº 23/96, de 26 de Julho, relativa aos serviços públicos essenciais e que produziu efeitos a partir de 26 de Maio de 2008, implicou alterações às tarifas cobradas aos munícipes, nomeadamente a abolição do aluguer dos contadores.

Agualusa & Lobo Antunes

Escritores portugueses nos EUA

Dois dos mais conceituados escritores portugueses estão em destaque nos EUA, em concurso para livro da “melhor ficção”

José Eduardo Agualusa, com The Book of Chameleons/O Vendedor dos Passados, e António Lobo Antunes, com What Can I Do When Everything’s on Fire?/O Que Farei Quando Tudo Arde?, concorrem ao prémio de melhor livro de ficção publicado este ano nos EUA. A distinção, a única que premeia títulos e não autores, é atribuída anualmente pela Universidade de Rochester e a lista dos 25 finalistas foi ontem anunciada.
Esta é a segunda edição de um prémio criado para suprimir a quase inexistência de títulos de autores estrangeiros nas tradicionais listas de melhores livros do ano. Mas também para chamar à atenção do público norte-americano para as grandes obras internacionais publicadas anualmente nos EUA. Os finalistas são escolhidos, por um júri, pela qualidade da obra, mas também pela qualidade da tradução.
A 27 de Janeiro serão anunciados os dez finalistas e o vencedor revelado a 19 de Fevereiro.
José Eduardo Agualusa é natural de Huambo, Angola (1960). Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos para uma dezena de idiomas. Também escreveu uma peça de teatro, "Geração W", para o Teatro Meridional e outra "Chovem amores na Rua do Matador”, juntamente com Mia Couto, para a companhia Trigo Limpo Teatro ACERT. Divide o seu tempo entre Angola, Portugal e Brasil. Assina uma crónica quinzenal na revista Pública e realiza para a RDP "A hora das Cigarras", um programa de música e poesia africana. É membro da União dos Escritores Angolanos. Em 2006 lançou, juntamente com Conceição Lopes e Fatima Otero, a editora brasileira Língua Geral, dedicada exclusivamente a autores de língua portuguesa.
António Lobo Antunes nasceu e Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, é escritor e psiquiatra. Romancista e cronista, Lobo Antunes é licenciado em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Esteve destacado em Angola, entre 1970 e 1973, durante a fase final da Guerra Colonial portuguesa. A sua experiência de guerra inspirou muitos dos seus livros. Regressado a Portugal, trabalhou no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa. Actualmente vive em Lisboa, dedicando-se em exclusivo à escrita. Em 2007 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o mais importante galardão literário de língua portuguesa.

Lagoa com ArteNata

Inaugurou ontem a Feira de Natal de Ferragudo

Pelo 4º ano consecutivo, a freguesia de Ferragudo, no concelho de Lagoa, recebe mais uma edição da feira de artesanato e artes decorativas

A ArteNata, é um certame que conta com cerca de três dezenas de expositores/produtores da região algarvia, e que decorrerá durante dois dias (6 e 7 de Dezembro), no Largo Rainha D. Leonor, em Ferragudo. A feira inaugurada ontem, dia 6 de Dezembro, numa cerimónia que contou com a presença da governadora civil de Faro, Isilda Gomes. Além de artesanato tradicional com artesãos a trabalhar ao vivo e artes decorativas, o certame vai ter expositores dedicados à pintura e à escultura, bem como doces regionais e produtos biológicos, vinhos e licores, e prendas. Muita animação de rua, carrossel infantil, pinturas faciais, modelação de balões, musica jazz com Rui Sá, e um workshop de pintura com a artista Stela Barreto são os motivos de animação propostos.

Educação Ambiental. O Veículo de Educação Ambiental, da ALGAR, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos SA, deslocar-se-á a Lagoa nos dias 7 a 9 de Janeiro de 2009.Esta viatura alia o ensino ao entretenimento e pretende dar a conhecer os principais aspectos da recolha, triagem e valorização dos RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) através de visitas orientadas por técnicas de Ambiente da ALGAR, com a duração aproximada de 60 minutos, aos alunos do 1º. Ciclo do ensino básico das Escolas do Concelho. O veículo ficará estacionado no largo do Auditório Municipal de Lagoa e realizará 5 sessões diárias, destinadas aos alunos das Escolas EB1 de Lagoa, Porches e Mexilhoeira que ainda não tiveram oportunidade de o visitar, proporcionando-lhes a oportunidade de visualizar uma apresentação multimédia e participar em vários jogos de cariz lúdico – pedagógico relacionadas com o ambiente.

Cidade do Arade em festa

Portimão: 84 Anos de elevação a Cidade

No próximo dia 11 de Dezembro celebra-se o 84º aniversário de elevação de Portimão a cidade, uma data que será assinalada com um conjunto de eventos culturais, desportivos e sociais

Será o momento para o município ganhar o “Tempo” - Teatro Municipal de Portimão, um novo equipamento de referência que vem reforçar qualitativamente a oferta da cidade, em termos de arte e cultura.
A programação oficial do Dia da Cidade estende-se por vários dias e será marcada por algumas iniciativas, entre as quais a Gala do Desporto, onde o Município reconhece o mérito e o valor dos atletas portimonenses que se destacaram em competições internacionais, nacionais, regionais ou distritais.
Outro acontecimento de relevo vai ser a cerimónia “Portimão Presta Homenagem”, na qual serão entregues medalhas de Mérito Municipal a personalidades que se tenham distinguido em prol da sociedade local.

As cerimónias oficiais do Dia da Cidade começam com o hastear da bandeira, o desfile da fanfarra dos Bombeiros e da Banda Filarmónica Portimonense e a tradicional largada de pombos. Segue-se a romagem ao túmulo de Manuel Teixeira Gomes e, no Salão Nobre da Câmara Municipal, tem lugar a sessão solene com as intervenções oficiais, onde intervirão representantes das forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Portimão.
O ponto alto do dia é a inauguração oficial do Teatro Municipal de Portimão. Pretexto para um programa inovador e audacioso, espectacular e festivo, tendo por cenário privilegiado o espaço público entre a Praça Manuel Teixeira Gomes e o Largo 1º de Dezembro, palco de todas as atenções. Na rua, e ao longo de uma tarde cheia de surpresas, a música, a acrobacia e o fogo darão as boas vindas ao Teatro.
A programação oficial do Dia da Cidade inclui ainda outras iniciativas de índole cultural já com pergaminhos firmados, como são os casos da final do VIII Concurso de Fado Amador Cidade de Portimão e do XV Encontro de Coros de Portimão.

Caravela Boa Esperança participa na festa

Dia de Nossa Senhora da Conceição

A Caravela Boa Esperança vai participar na Festa da Nossa Senhora da Conceição, em Quarteira, a ter lugar na próxima segunda-feira, 8 de Dezembro, ao início da tarde

Assim, esta embarcação vai dar ainda um maior brilho à festa ao integrar a procissão marítima e a tradicional Bênção do Mar, acompanhando a imagem da santa padroeira dos pescadores, numa viagem de barco, ao lado de outras embarcações engalanadas, até ao Porto de Abrigo.
Refira-se que a Boa Esperança é uma réplica tão aproximada quanto possível das caravelas usadas pelos portugueses durante a época dos Descobrimentos, criada por especialistas de construção naval, em madeira, de acordo com o que se sabe das regras da construção naval daquele tempo, mas tendo em atenção os modernos requisitos de conforto e segurança.
Ao serviço do Algarve, a Boa Esperança tem realizado diversas expedições e tem também proporcionado visitas guiadas a bordo a grupos de turistas nacionais e estrangeiros, visitas de estudo a grupos escolares, visitas de imprensa, filmagens documentais e estreitado relações com as Comunidades Portuguesas no exterior, sempre com a distribuição de materiais informativos sobre a época dos Descobrimentos.
Ancorada na Marina de Lagos, desde 16 de Junho de 2001, a Caravela Boa Esperança projecta a cultura e a história algarvia no mundo, assumindo o papel de relevo desempenhado pela região nos Descobrimentos Portugueses.

Mais segurança na Internet

Aumento súbito na Cibercriminalidade online

Foram anunciadas um conjunto de inovações que ajudam a reduzir custos, optimizar a segurança e combater as crescentes ameaças na rede da Internet

Vão ser criadas conjunto de acções destinadas a reforçar as soluções de segurança e que podem ajudar os clientes a diminuir custos, enquanto navegam numa "tempestade perfeita” de ameaças à segurança, criada pelo abrandamento económico mundial, por uma actividade cibercriminal sem precedentes, e por um legado de infra-estruturas de segurança complexo e caro.
As acções a levar a efeito pela IBM Internet Security Systems (ISS) foram desencadeadas após a divisão IBM X-Force, uma equipa de elite de especialistas em segurança, ter detectado dois acontecimentos surpreendentes. Visam introduzir novos serviços de gestão da identidade e acesso para ajudar a combater ameaças online.
Estes novos serviços irão ajudar as organizações a definir e a fazer a gestão dos utilizadores que têm acesso a dados e aplicações, factor cada vez mais imprescindível como mostra o Relatório Trimestral publicado no início de Dezembro, demostrando que mais de 42 por cento das vulnerabilidades são causados por falhas no acesso e na gestão da identidade, alem de oferecer programas específicos que permitem aos fornecedores revender a gestão de serviços de segurança apoiados pela IBM e dos seus conhecimentos globais.

"Uma das principais razões porque unimos forças com a IBM é que o cenário de ameaça está a evoluir rapidamente e tornou-se evidente que precisavamos de nos proteger centralmente contra essas ameaças", disse Kim Aarenstrup, Responsável de Segurança de TI do grupo AP Moller Maersk. "A gestão de serviços de segurança da IBM fornece medidas preventivas de protecção, permitindo a necessária abertura para os nossos 117000 colaboradores partilharem recursos informáticos".
"Actualmente estamos numa ‘tempestade perfeita’ de ameaças à segurança e como as empresas estão a cortar custos, aumentam as ameaças internas, e os ciber-criminosos estão a usar a consequente confusão para criar as suas próprias oportunidades", disse Val Rahmani, Responsável pela Internet Security Systems da IBM. Estes serviços, em conjugação com os nossos novos produtos e a evolução da segurança, são únicos no sentido de ajudar os nossos clientes a navegar com sucesso nesta tempestade, reduzindo custos, melhorando simultaneamente os aspectos de conformidade e segurança global."

Toxicodependência

Antes prevenir que remediar

Programa Atlante de prevenção da toxicodependência vai ser implementado nas escolas de Portimão

A Câmara de Portimão, o IDT, Instituto da Droga e da Toxicodependência em conjunto com os seis Agrupamentos Escolares do município, vão celebrar nesta terça-feira, 9 de Dezembro, um protocolo de colaboração, marcado para as 11h30 no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
O acordo regula a colaboração mútua ao abrigo do Programa Atlante de prevenção da toxicodependência, que visa o desenvolvimento de competências psicossociais no sentido de promover nos alunos das escolas do município a tomada de decisão, reflectida e autonómica, perante o aliciamento de substâncias psicoactivas.
O Programa, definido para um horizonte temporal de quatro anos lectivos, pretende funcionar ainda como instrumento prático e específico para ser aplicado no meio escolar, nomeadamente ao nível das intervenções preventivas na promoção da saúde.
Na oportunidade, serão entregues aos representantes dos Agrupamentos Escolares de Portimão exemplares do caderno “Atlante”, com conselhos dirigidos aos estudantes do 6º ano de escolaridade, num total de 142 alunos.