Santana Lopes em desespero de causa“Ferreira Leite violou regulamento de disciplina”, diz Santana Lopes, o qual considera que as afirmações da candidata são as «mais graves» de um candidato a líder. Mas afirma que não irá apresentar queixa no Conselho de Jurisdição.
Em desespero de causa, Santana Lopes tornou-se num político trauliteiro e troglodita nas derradeiras horas da campanha para as directas a líder do PSD. «Quando fui votar, no boletim de voto (2005), não estava lá o nome do Pedro Santana Lopes. Se estivesse não votava». A frase de Manuela Ferreira Leite, publicada numa entrevista da revista Sábado, fez com que Santana Lopes marcasse uma conferência de imprensa de urgência, para acenar com o espantalho do regulamento de disciplina interna do PSD, e garantir que estas afirmações constituem «infracções disciplinares graves dos deveres dos militantes».
«Considero estas declarações as mais graves desta campanha e de um candidato a líder de um partido», disse Santana Lopes, acrescentando que a afirmação é uma «reiterada violação de um comportamento, que já considerei inadequado». Questionado se irá apresentar queixa ao Conselho de Jurisdição do partido, Santana Lopes afirmou que não. «O que lhe deve acontecer é não voltar a fazer estas declarações e ser derrotada no sábado».
Sobre as declarações de Pedro Passos Coelho, o qual resumia a disputa eleitoral a dois candidatos - o próprio e Manuela Ferreira Leite - Santana garantiu que o ataque não é mais do que uma «manobra para tentar à força afastar alguém e tentar fugir, por esses expedientes». Para o ex-primeiro-ministro “despedido” por Jorge Sampaio face à incompetência governativa, Passos Coelho «viu o chão fugir-lhe debaixo dos pés», depois dos «resultados unânimes» do debate na SIC.
Com os militantes algarvios transformados num bando de "pardais à solta" à procura de poleiro, Santana agarrou-se nos últimos dias de campanha à concelhia algarvia com os "clientes"revivendo o passado recente!
Uma adaptação da célebre frase do Rei Juan Carlos ao actual momento do PSD não fica mal...
Santana Lopes devia saber muito bem que o seu tempo político não é este. Se não sabe é grave; mas insiste na política de terra queimada contra um futuro líder do PSD, que também não irá ter vida fácil pela frente.
Simplesmente hilariante levantar uma questão que não deveria levantar, quanto mais não não fosse para não pôr a nú o projecto fraccionista que moverá Santana Lopes - caso perca, a partir do momento que Manuela Ferreira Leite ou qualquer outro candidato for empossado na liderança do partido, e que ele julgava ser plataforma para um ajuste de contas com o passado.
Apesar de todos os malabarismos conseguidos implantar no PSD durante o curto consulado do "desertor" Luis Filipe de Menezes, o eleitorado do PSD não dará certamente alento ao seu projecto pessoal e, caso ele perca, não lhe dará outra oportunidade para, através das "santanetes", vir a assumir a liderança partidária.
Quem conhece Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho ou Patinha Antão, sabe que qualquer deles não pode, nesta fase crucial do PSD, esconder a clivagem clara de projectos com que o partido se debate neste momento: ou reafirmam o seu percurso social democrata, embora com algum pragmatismo à mistura e tendo em consideração a idiossincracia da socieadde portuguesa, ou então escolha a via populista e liberal já ensaiada e fracassada no Governo por Santana Lopes, com os resultados por todos conhecidos.
O problema é que Santana, enquanto dispor de alguns apoios internos, ainda vai criar mais problemas no Partido, até ao dia em que os militantes "santanistas" perceberem que o caminho escolhido foi o do suicidio político, pois é isso que se poderá verificar no próximo acto eleitoral para a conturbada liderança do PSD.
Simplesmente hilariante levantar uma questão que não deveria levantar, quanto mais não não fosse para não pôr a nú o projecto fraccionista que moverá Santana Lopes - caso perca, a partir do momento que Manuela Ferreira Leite ou qualquer outro candidato for empossado na liderança do partido, e que ele julgava ser plataforma para um ajuste de contas com o passado.
Apesar de todos os malabarismos conseguidos implantar no PSD durante o curto consulado do "desertor" Luis Filipe de Menezes, o eleitorado do PSD não dará certamente alento ao seu projecto pessoal e, caso ele perca, não lhe dará outra oportunidade para, através das "santanetes", vir a assumir a liderança partidária.
Quem conhece Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho ou Patinha Antão, sabe que qualquer deles não pode, nesta fase crucial do PSD, esconder a clivagem clara de projectos com que o partido se debate neste momento: ou reafirmam o seu percurso social democrata, embora com algum pragmatismo à mistura e tendo em consideração a idiossincracia da socieadde portuguesa, ou então escolha a via populista e liberal já ensaiada e fracassada no Governo por Santana Lopes, com os resultados por todos conhecidos.
O problema é que Santana, enquanto dispor de alguns apoios internos, ainda vai criar mais problemas no Partido, até ao dia em que os militantes "santanistas" perceberem que o caminho escolhido foi o do suicidio político, pois é isso que se poderá verificar no próximo acto eleitoral para a conturbada liderança do PSD.
Menezes igual a si próprioRevanchista como só as "feras feridas" sabem ser, Luís Filipe Menezes deu o seu último discurso como líder do PSD. Sem nunca apontar um preferido nesta corrida, o autarca de Gaia pediu aos militantes que não voltassem «ao passado», ao tempo em que «as pseudo-elites» mandavam no partido e as bases não tinham hipótese de escolha. Garantindo que não se arrepende da demissão, o autarca de Gaia fez questão de referir que «ao contrário do que perspectivavam todos aqueles que não me deixaram liderar o partido, não conseguiram a vaga de fundo que tanto pré-anunciavam, com as suas críticas permanentes».
«A tal vaga de fundo não existe», sublinhou, em conferência de imprensa, e «as candidaturas estão divididas». «Nenhum candidato aglutina a base de apoio que eu tinha no PSD», disse ainda Menezes, na sede do partido, no Porto, nem «nenhum candidato terá maioria absoluta, facto inédito em 30 anos de PSD».
Sem indicar a sua preferência, Menezes revelou, sem mencionar o nome, que o PSD não conta com a sua ajuda se for escolhido «o regresso ao passado. Espero que amanhã os militantes do PSD não votem ao pior dos regressos da organização partidária; do centralismo, das cliques, do bloco central».
Mário Patinha Antão, o candidato-surpresa à liderança do PSD e que menos apoios públicos recolheu, tendo mesmo sido ostracizado em relação à generalidade da Comunicação Social, acredita que os resultados da votação de sábado podem ser surpreendentes e afirma que a sua candidatura esteve em aceleração máxima na recta final.
«Estou em aceleração, outros candidatos porventura estarão a fazer o trajecto inverso, inicialmente a candidata Manuela Ferreira Leite terá sido apresentada pelas primeiras sondagens como a vencedora absoluta e, depois do debate na SIC, isso já não ficou de todo muito claro», declarou. «Julgo que o resultado poderá ser bastante diferente e surpreendente», acrescentou, argumentando que «venceu» o debate na estação de televisão SIC, ao contrário da candidata Manuela Ferreira Leite.
A festa de encerramento do candidato Patinha Antão decorreu na sede concelhia do PSD em Loulé, com um jantar marcado com militantes em Faro, finalizando pelas 23h30 com um arraial na Casa dos Rapazes, na mesma cidade.
Patinha Antão passou o último dia de campanha percorrendo ongs algarvias, Associações de Solidariedade Social do Algarve, tendo visitado acompanhado da sua mandatária para a Inclusão Social, Drª. Ana Vidigal, ex-vereadora da Câmara de Albufeira, o Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, tomado conhecimento com o projecto da Aldeia da Solidariedade, em Albufeira, e a Associação APEXA, entre outras.
C.F.





























