Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

domingo, 18 de março de 2012

Opinião

DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO
                                                                                                                                                    
Nicolau Santos
(colonista do semanário Expresso)
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!...
                                 
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.
Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!
Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
                                                                                                                   
Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.
                                                                                                
Terça-feira, 6 de Março de 2012 
                                                                                                  
                                                                                                  
                                                                                                                               

quinta-feira, 15 de março de 2012

Opinião

A Europa das marionetas
                                                                                                                                     
Primeiro foi a Grécia, a Irlanda, depois Portugal. A manipulação do grande já chegou a Itália e a Espanha. Vem aí uma "ordem mundial".
                                       
Um após outro o que estamos a assistir é ao desmoronamento dos estados europeus mais fracos para dar lugar a um novo sistema económico comandado pelos grandes grupos financeiros com a cumplicidade dos governos dos países mais poderosos. Chegou a vez da Irlanda... 32% do PIB! Este é o número astronómico do défice público irlandês que será atingido no final deste ano. A estimativa anterior era de "apenas" 11,6%. Paralelamente a sua dívida pública que era de 64% passará a 90% do PIB.
Como é que isto foi possível? Em grande parte para salvar o seu sistema financeiro. Só para salvar a Anglo Irish, nacionalizada em 2009 foram necessário 34 mil milhões de euros. Não deveria caber ao Banco Central Europeu (BCE) salvar os bancos europeus em vez dos estados? Não a Irlanda vai ter que se financiar junto dos bancos privados que lhes cobra uma taxa de 6% de juro quando estes se financiam junto do BCE com uma taxa inferior a 1%. O FMI também já espreita.
Quem vai pagar a crise mais uma vez será a população irlandesa, tal como em todos os outros países. Uma nova estratégia de rigor vai ser necessária, a terceira em dois anos. A água até aqui distribuída gratuitamente vai passar a ser paga, os salários da função pública já cortados em 15% vão ter que sofrer um novo corte, cortes também nos subsídios de desemprego, na saúde, na segurança social. A UE deixa de ser uma Europa social, para ser um aglomerado de pequenos paízes dominados pelo capitalismo selvagem.
A planeada crise grega... Antes da Irlanda tivemos a Grécia. No fim do ano passado, a agência de notação, Flitch Ratings, baixava a "nota" grega. Depois foi a vez da Deutsche Bank e da Goldman Sachs apostarem na baixa do preço das obrigações emitidas pelo estado grego. Por fim foi a venda massiva de euros e a compra de dólares. É este sistema financeiro internacional que controla os estados e promove as crises. No entanto, Marc Ledreit de Lacharrière, dono da Flitch Ratings dizia sem qualquer pudor: "a Grécia tem de ser ajudada". Os mesmos que iniciaram o seu afundamento. Alguma vez os yankes iam permitir que o euro valesse mais que o dólar? Ingenuidade estúpida.
Resumindo: o sistema financeiro dos países europeus mais poderosos, com a bênção dos respectivos governos, especulam sobre a falência da Grécia até que esta se torne critica. A seguir enviam os dirigentes políticos para "apagar o incêndio" que eles próprios acenderam, e por fim se a Grécia se encontra em situação de de não poder pagar, são eles que a socorrem... com os dinheiros públicos. O guião de um filme já conhecido.
A reconfiguração da União Europeia já está em curso. O jornal britânico "The Independent" revelou no principio deste ano alguns apontamento secretos de Herman van Rompuy, presidente do Conselho Europeu e eleito pelo clube Bilderberg: "o que precisamos é do mesmo mecanismo que impusemos à Grécia para vigiar e analisar a situação de certos países europeus. A ideia é de colocar todos as economias europeias sob vigilância. Podem esperar decisões importantes que irão ser tomadas em breve".
A Grécia foi o primeiro país europeu a ser colocado sob a tutela da União Europeia. A Irlanda agora, depois Portugal, a Itália e a Espanha seguirão. Todos estes países têm uma coisa em comum: a recusa de um governo económico centralizado na Alemanha e na França como está a tentar por exemplo Herman van Rompuy. Para obrigar os países que ainda têm dúvidas, é necessário que a situação se degrade ainda mais.
Estamos a assistir neste momento às primeiras fases de uma reconfiguração total da União Europeia, com a perda da soberania económica dos países membros e a futura criação de um imposto europeu. O artigo 269 do Tratado de Lisboa assim o permite: " A União Europeia tem de dotar dos meios para atingir os seus objectivos e assim conseguir levara cabo as suas políticas. Neste quadro, é assim possível estabelecer novas categorias de recursos próprios ou suprimir categorias já existentes".
Contra factos, não há argumentos. A não ser que...
Carlos Ferreira
                                                                                      
                                                                                                          
                                                                                                     

A perda de soberania

SONANGOL PREPARA-SE PARA DAR GOLPE FINAL NA GALP E PASSAR A LIDERAR A EMPRESA
                                                                                                                      
A posição do Estado Português na Galp mudará radicalmente se a Sonangol ficar detentora maioritária... As máfias privadas expandem-se e recorrem ao trabalho dos advogados para protegerem os seus bens... A perda dos direitos e liberdades do povo justificam uma intervenção militar a curto prazo ... O Governo Sócrates atacou as regalias dos juízes e agora sofre o revés... A má gestão e despesismo da UE continua; não conseguem nem sequer controlar as suas próprias contas!
                                                       
A petrolífera angolana está a negociar a compra de 16,6% da Eni na empresa portuguesa. A Sonangol não desiste de comprar uma participação directa na Galp e reafirmou o seu interesse na empresa liderada por Ferreira de Oliveira. A petrolífera angolana está a negociar a aquisição de 16,6% dos 33,34% que os italianos da Eni têm na Galp, garantiu um dos administradores da Sonangol à Reuters. "Estamos a trabalhar nesse negócio", confirmou Sebastião Gaspar Martins. "Vamos continuar... Acredito que o negócio será fechado", reforçou. Já na passada sexta-feira, dia 9, a Africamonitor noticiou que a Sonangol poderá tornar-se a principal accionista da Galp e assumir o controlo de gestão da petrolífera nacional, através da compra da posição da Eni. Porém, as negociações entre os grupos angolano e italiano estarão condicionadas por outros interesses, centrados em Lisboa. A informação contraria o que tem sido noticiado até agora. A Sonangol terá, de acordo com a mesma fonte, recebido o aval das autoridades angolanas para avançar com uma proposta de aquisição de toda a posição da Eni na Galp (33,34%), na sequência da recente viagem do presidente do grupo italiano, Paolo Scaroni, a Luanda. Aos 33,34% a comprar à Eni, a Sonangol agregaria os 16% que já detém, de forma indirecta, através da Amorim Energia, accionista de referência da Galp e onde a petrolífera angolana e a empresária Isabel dos Santos têm uma participação de 45%. O empresário Américo Amorim detém os restantes 55% e tem-se mostrado contra um reforço dos parceiros angolanos.
                                               
POLÍCIA JUDICIÁRIA ACUSA ADVOGADOS DE FAZEREM CADA VEZ MAIS LAVAGEM DE DINHEIRO DE CLIENTES
                                                                                                
As máfias privadas expandem-se e recorrem ao trabalho dos advogados para protegerem os seus bens... Os advogados são cada vez mais procurados por políticos e gestores corruptos para disfarçar a origem de dinheiro sujo, diz a Judiciária, mas parecem ignorar a lei do branqueamento. Em 2011, não denunciaram uma só suspeita à PJ. "Cada vez mais, os branqueadores de capitais, nomeadamente os PEP [Pessoas Expostas Politicamente] corruptos, procuram o aconselhamento ou serviços de profissionais especializados, em particular, os advogados, para ajudar e facilitar as suas operações financeiras, que envolvam esquemas de grande complexidade, visando disfarçar a origem e a propriedade do dinheiro", assinala o relatório que a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária acaba de elaborar sobre a sua actividade em 2011.
                                                                             
OTELO SARAIVA DE CARVALHO DEFENDE INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS PERANTE PERDA DE SOBERANIA DO POVO
                                                                                                             
A perda dos direitos e liberdades do povo justificam uma intervenção militar a curto prazo... O coronel Otelo Saraiva de Carvalho afirmou esta quarta-feira à noite, em Coimbra, que só as Forças Armadas, em nome do povo, poderão resolver o problema da perda de soberania de Portugal. Para o "Capitão de Abril", tal como o que se passava com o governo socialista liderado por José Sócrates, com atual executivo "há esta submissão grande em relação à grande potência atual da Europa que é a Alemanha", com "uma perda de alta soberania" de Portugal. Ao proferir uma palestra no Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) sobre "As Forças Armadas na Defesa da República e da Democracia Portuguesa", Otelo disse que àqueles que reclamam um novo 25 de Abril responde "sem dúvida que era necessário". "Esta perda de soberania é tão marcante que, foi por isso que eu disse, estão a ser atingidos limites. Quando esses limites forem ultrapassados... E aqui, nesta ligação constitucional das Forças Armadas ao povo, com as Forças Armadas ao lado do povo, em defesa do povo português, aí de facto as Forças Armadas terão que atuar", sustentou. Para Otelo Saraiva de Carvalho essa atuação das Forças Armadas passaria por "uma operação militar que derrube o Governo que está" em funções. "Mesmo apesar de eu saber que o Governo foi eleito. Mas foi eleito em que condições? E atualmente há satisfação dos portugueses em relação ao poder que foi eleito? E se houver outras eleições haverá satisfação? Não!", responde aquele que foi um dos protagonistas da revolução democrática do 25 de Abril, em 1974.
                                                                     
CASO DOS CARTÕES DE CRÉDITO DO GOVERNO SÓCRATES LEVADO A TRIBUNAL INCENDEIA PARTIDO SOCIALISTA
                                                                                                                           
O Governo Sócrates atacou as regalias dos juízes e agora sofre o revés... “Vingança” e “atitude persecutória” são algumas das expressões utilizadas por socialistas para classificar a decisão da Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) de enviar ao Ministério Público um conjunto de documentos que levantam suspeitas de que os ex-ministros de José Sócrates utilizaram dinheiros públicos para despesas pessoais. Os socialistas relacionam a iniciativa dos juízes com o facto de algumas medidas dos governos de José Sócrates terem atingido os privilégios dos magistrados judiciais. “Parece-me que há uma espécie de vingança e uma atitude persecutória da parte da associação”, diz ao i o deputado socialista Vitalino Canas, lamentando que os juízes tenham avançado com esta iniciativa (que remonta a Outubro de 2010) “quando se sentiram atingidos por algumas medidas”. As férias judiciais ou as alterações ao estatuto dos magistrados judiciais foram algumas das guerras que os juízes travaram com os governos de Sócrates e não falta quem no PS acuse os juízes de quererem “fazer a judicialização da política”. O ex-ministro da Agricultura e agora deputado do PS António Serrano – que pertenceu ao último governo socialista – admite que “é um direito” dos juízes levantarem esta questão, mas classifica-o como “um direito quase folclórico”.
O ex--ministro de Sócrates lembra que os governos do PS “tocaram nos interesses dos juízes” e defende que “a justiça tem problemas mais importantes com que se preocupar”. Uma crítica partilhada pelo deputado José Lello, que aconselha os juízes “a terem juízo e a contribuírem para que o país tenha uma justiça melhor”. “O problema é que não têm juízo”, acrescenta Lello, defendendo que “é absolutamente controverso” que os juízes possam ter uma associação sindical, já que “são um órgão de soberania”. O presidente da ASJP nega qualquer tentativa de vingança em relação aos governos de Sócrates. “Tudo para esses tipos é uma cabala”, diz ao i António Martins, em resposta às críticas dos socialistas. JUÍZES CONTRA JUÍZES A iniciativa está longe de ser pacífica e o presidente da Associação de Juízes pela Cidadania, Rui Rangel, diz tratar-se de “uma aberração e um desprestígio para toda a classe”. Em declarações ao i, Rangel considera “lamentável” e “um tiro nos pés dos juízes” a decisão da ASJP. “Excede manifestamente a legitimidade que lhes é conferida pelo voto”, acrescenta o juiz desembargador, avisando que “a associação não se livra” de ser acusada de estar a ter “uma atitude persecutória”. Este processo foi iniciado em 2010, quando a ASJP pediu aos ministérios e secretarias de Estado – no âmbito da discussão sobre o Orçamento do Estado para 2011 – informações sobre a utilização dos cartões de crédito de uso pessoal dos governantes, bem como sobre os documentos de “processamento e pagamento das despesas de representação”. António Martins diz que, nessa altura, os juízes foram confrontados com “uma atitude de opacidade” e com “desculpas tolas”. Os juízes, perante a resistência dos governantes em fornecer a documentação, recorreram para tribunal e conseguiram que quase todos os ministérios lhes respondessem. A excepção terá sido o Ministério da Defesa, embora – de acordo com um comunicado da ASJP – só dois o tenham feito “integralmente”.
Depois de terem acesso à documentação, os juízes decidiram avançar para o Ministério Público perante indícios de que “alguns membros do anterior governo – não obstante terem recebido despesas de representação por inteiro durante todo o período de exercício de funções – utilizaram cartões de crédito e telefones de uso pessoal pagos pelo Orçamento sem regulamentação e enquadramento legal ou violando o enquadramento legal”. “Tínhamos a obrigação de o fazer”, diz ao i, António Martins
                                                                                                                          
ORÇAMENTO EUROPEU À BEIRA DO COLAPSO E SEM DINHEIRO PARA REEMBOLSOS
                                                                                                                      
A má gestão e despesismo da UE continua; não conseguem nem sequer controlar as suas próprias contas... No mesmo dia em que o parlamento alemão, o Bundestag, deu o “sim” à participação da Alemanha no novo Mecanismo de Estabilidade Europeia (MEE), no valor de 500 mil milhões de euros, o responsável pelos orçamentos da Comissão Europeia queixou-se de que o principal orçamento da União se encontra numa situação crítica. Ou seja, enquanto a Europa tenta salvar a Grécia e o euro, o orçamento comunitário está em vias de entrar em colapso. O orçamento da União Europeia está “em vias de entrar em colapso” de pagamentos, porque os grandes contribuintes, solicitados a salvar o euro, se mostram relutantes em aumentar a sua participação, avisou ontem Alain Lamassoure, presidente em exercício da comissão dos Orçamentos do Parlamento Europeu.
A Comissão Europeia deve apresentar a 26 de Abril a sua proposta orçamental para 2013, mas é “pouco provável” que os Estados aceitem um aumento, lamentou-se Lamassoure em Estrasburgo, acompanhado pelo comissário do orçamento Janusz Lewandowski. Os Estados-membros impuseram um orçamento de austeridade para 2012 com despesas limitadas a 129,1 mil milhões de euros, menos que os 133,1 mil milhões solicitados pelo Parlamento Europeu. O comissário Lewandowski confirmou ter dificuldades em encontrar 11 mil milhões de euros para reembolsar as facturas apresentadas pelos Estados em finais de 2011 e disse que está a negociar um orçamento rectificativo para pelo menos metade dessa quantia. “O orçamento europeu não tem um euro de défice, mas está à beira do colapso”, avisou Alain Lamassoure. “Estamos perante um problema político.
A Alemanha, França, Holanda, Finlândia e Áustria, que são contribuintes líquidos, recusam-se a fazer qualquer aumento dos seus contributos nacionais, porque sobre eles recai o peso do resgate do euro e não querem pagar duas vezes”, disse. “Para o médio e longo prazo é preciso dotar o orçamento europeu de recursos próprios”, sublinhou. Um grupo de trabalho debate uma taxa sobre as transacções financeiras, disse, explicando “ser claro que isso não é para 2013”. Entretanto, o conselho de ministros da Alemanha elaborou uma proposta de lei que aprova o mecanismo de resgate e protecção do contágio da crise da dívida soberana na zona euro, que deverá entrar em vigor em Julho. O Mecanismo de Estabilização Europeia tem um limite de 500 mil milhões de euros. Depois do “sim” do governo alemão à proposta de lei, o parlamento terá de a aprovar. O MEE é o fundo permanente que substituirá o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o mecanismo de resgate temporário da zona euro, que expira em 2013. Tem uma componente de liquidez de 80 mil milhões de euros, para os quais a Alemanha, como maior economia da zona euro, tem de contribuir com 22 mil milhões. Depois dos resgates à Irlanda, Grécia e Portugal, o fundo só dispõe de 250 mil milhões de euros, de um total inicial de 440 mil milhões.
                                                                                 
                                                                                                                  
                                                                                                                                                           

quarta-feira, 14 de março de 2012

Esquadras da PSP não aceitam queixas por falta de tinteiros | iOnline

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Declarações de Cavaco levantam dúvidas para o resto do mandato | iOnline

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Pacheco Pereira diz que "a cama está posta" para um novo Sidónio Pais | iOnline

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"Atingimos o ponto de viragem", diz Van Rompuy | iOnline

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Papandreou. "Portugal vai no mesmo caminho que a Grécia" | iOnline

Papandreou. "Portugal vai no mesmo caminho que a Grécia" | iOnline

Que tal Sr. Passos dar um passeio até à Suécia...

A situação da "classe média" começa a clarificar...


Leopoldo Côrte-real Côrte-real

Eu não vejo nenhum filho da PUTA deste gajos que nos DESGOVERNAM ! preocupados com a população que já passa fome ! e esconde a cara por Vergonha ! me perdoem os mais sensiveis mas eu estou pronto para atuar numa Guerra Civil ! ou então ser Mercenário ! neste momento nada tenho a perder por isso !
Segunda-feira às 20:53 ·  ·  1

"O País está à rasca!"

GOVERNO A COLOCAR O PAÍS A SAQUE
                                                                                                                          
Louçã acusa o Governo de "jogos cínicos de palavras", que disse não haver "pagamentos duplicados" indevidos à LUSOPONTE, mas sim "recebimentos" ... Seguro diz que "é urgente acabar com este Governo antes que este Governo acabe com as nossas vidas"... CGTP acusa o Governo de continuar a cumprir os objectivos da Elite Mundial da NWO: desmantelar os benefícios sociais da classe média... PEC's e Austeridade só afundam mais a economia e atiram para a rua milhares de famílias todos os anos!
                                                    
Durante um jantar-comício no âmbito das jornadas parlamentares do partido, Francisco Louçã utilizou por diversas vezes a ironia e o humor para criticar o que disse ser "o autoritarismo" do Governo PSD/CDS-PP e as suas explicações sobre casos como o da Lusoponte, da privatização do BPN ou os dividendos na REN e EDP. "O Governo descobriu agora uma nova forma de tratar os problemas e eu quero falar-vos dela, porque ela é imaginosa, não podíamos supor que isto fosse possível. A solução do Governo é: se há um problema, mudamos-lhe o nome, chamamos-lhe uma coisa diferente", ironizou. Sobre o pagamento de dividendos aos novos acionistas chineses e omanitas das empresas energéticas portuguesas, o coordenador do BE usou o mesmo tom, referindo-se ao confronto com Passos Coelho no debate quinzenal para reiterar que está em causa "a palavra" do chefe do Governo. "Dizia então o primeiro-ministro 'não, não, não tem nenhum sentido, como é que é possível?' Veio a secretária de Estado do Tesouro corrigi-lo ontem, dizendo que não haja dúvidas, 36 milhõezinhos são garantidos", continuou Louçã. Em seguida, Louçã referiu-se ao BPN: "Eles estão a inventar uma nova linguagem, uma nova língua portuguesa. Vejam só, ao BPN tinham dado 5.000 milhões de euros, deram mais 600 milhões e agora ainda vão dar 300 milhões a juro zero, mas esses 300 milhões, dizem eles, não são um empréstimo, são uma linha de crédito".
O líder bloquista referiu-se depois ao caso das portagens da ponte sobre o Tejo para acusar o Governo de "pensar que o povo é parvo". "A Lusoponte, dirigida por um ex-ministro do PSD, cobrou as portagens e cobrou ao Estado o que o Estado tinha de lhe pagar se não tivesse recebido as portagens dos automobilistas. Pagaram duas vezes? Não, diz o Governo com um ar indignado. Dois pagamentos? Não, houve dois recebimentos. É uma nova língua", disse. Neste contexto, Louçã afirmou que "afinal o problema do Governo não é o Acordo Ortográfico". "O problema é que não falam português, inventaram uma nova língua que é o 'financês', que, aliás, se conjuga com 'hipocrês'. É uma nova língua", disse, com ironia. Mais à frente, Francisco Louçã apresentou o que disse ser "o resumo que não podia ser mais claro da falta de transparência, de respeito, de responsabilidade", referindo que "uma empresa que tutela as águas de Barcelos ficou com a água de oito municípios do distrito de Aveiro", após ter ganho 172 milhões de euros numa disputa legal por "não ter sido gasta água suficiente" no município onde está fixada. "O contrato garantia que era paga a água gasta e a água não gasta. Não gastaram o suficiente, não desperdiçaram água, não abusaram da água, multa sobre essa gente. Há quem tenha um contrato que pode impor 172 milhões de euros num município como Barcelos", criticou. Para Louçã, o caso prova que "o país está a saque".
                                                                                
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO: "GOVERNO ESTÁ A TRANSFERIR CUSTOS ELEVADÍSSIMOS PARA A POPULAÇÃO"
                                                                                                          
"É urgente acabar com este Governo antes que este Governo acabe com as nossas vidas"... O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou ontem o Governo de estar "a transferir custos elevadíssimos para as pessoas e a dificultar o seu acesso a cuidados essenciais" de saúde. Depois de se reunir com profissionais da área da saúde num almoço de trabalho, no Porto, António José Seguro afirmou aos jornalistas estar preocupado com "as medidas que o Governo está a tomar, que são cortes cegos [na despesa], dentro de uma política do custe o que custar" e que "estão a pôr em causa o acesso básico ao SNS" e a sua qualidade. Na sua opinião, esta política "vem diminuir a qualidade da prestação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e está a atirar portugueses para fora dos cuidados de saúde que estão habituados a ter". "O Governo tem que olhar para esta situação, que é grave", alertou, acrescentando esperar "que a tragédia não aconteça". Segundo o líder do PS, é preciso não ignorar "os especialistas que já vieram dizer que o número anormal de mortes não se deve apenas à questão dos vírus que são normais nesta altura do ano, e que podem estar associados a outras razões, designadamente de natureza social e económica".
Para Seguro, quanto ao estabelecido no memorando da 'troika', "está tudo a ser feito ao contrário", porque o que lá está é que "é preciso contenção, redução de custos, mas sem pôr em causa a qualidade da prestação dos serviços de saúde". O secretário-geral do PS voltou a afirmar que "Portugal precisa de mais tempo para proceder à consolidação das contas públicas", porque dessa forma os sacrifícios pedidos aos portugueses "não serão tão violentos como o que está acontecer". O aumento das taxas moderadoras e a retirada de transportes a "pessoas carenciadas e que precisam deles para se deslocarem a unidades de saúde", disse, "não fazem sentido". Na conversa com os profissionais de saúde, Seguro percebeu que estes "estão preocupados com a situação concreta dos portugueses", que já pedem para que o intervalo entre consultas seja maior por não conseguirem suportar os custos inerentes. Este almoço integrou-se no primeiro dia da semana em defesa da saúde -- "Avaliar o Presente, Perspectivar o Futuro", que Seguro iniciou no Porto.
                                                                                                             
ARMÉNIO CARLOS PROMETE QUE CGTP VAI ENDURECER LUTA PELA DEFESA DO ESTADO SOCIAL JÁ QUASE TOTALMENTE PERDIDO
                                                                                                                   
O Governo continua a cumprir os objectivos da Elite Mundial da NWO: desmantelar os benefícios sociais da classe média... "A CGTP continuará a colocar todos os esforços no sentido de levar os trabalhadores a exigir o respeito pelos seus direitos e a lutarem pela defesa da sua dignidade. Não aceitamos o documento que está neste momento na Assembleia da República, não aceitamos a sua promulgação e tudo faremos para lutar contra a sua aplicação. O primeiro objectivo da greve geral é contra a revisão da legislação laboral, quer para o sector privado, quer para a administração pública. Em segundo lugar, o combate e a contestação aos cortes salariais que se verificaram na administração pública e particularmente contra os cortes do subsídio de Natal e do subsídio de férias. É também uma greve geral contra a desprotecção social com que os desempregados estão a ser confrontados – reclamamos um reforço da protecção social. E é uma greve geral também contra a precariedade, por uma política económica que promova o emprego de qualidade e que simultaneamente dinamize uma política de rendimentos que assegure o aumento dos salários e das pensões", disse Arménio Carlos em entrevista ao Jornal i.
"Em relação aos salários, consideramos que é fundamental o aumento do salário mínimo nacional. As nossas reivindicações não se ficam por aqui, têm uma visão mais estratégica daquilo que queremos para o nosso país: a dinamização do sector produtivo. O nosso sector produtivo tem de responder, não só à problemática das exportações, mas ainda às necessidades internas do país, fornecer produção e serviços ao país, de forma a que possamos importar menos e reduzir por esta via também a dívida. E há ainda outra área para nós muito sensível que é aquela que tem a ver com a prestação dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, particularmente as que se relacionam com a saúde, a educação e a segurança social, a questão dos transportes e também do poder local, que, com a anunciada redução das freguesias, não só põe em causa postos de trabalho, mas também um direito indissociável do bem-estar das populações: a proximidade do poder local para prestar serviços e apoio às populações. Só podemos sair desta situação com crescimento económico, com criação de emprego e criação de riqueza, com uma outra política de rendimentos, pois só assim arranjamos dinheiro para dar resposta às necessidades internas e assumir os nossos compromissos internacionais."
"O que está aqui em marcha é precisamente o contrário disto, a negação do direito ao crescimento. E há outra questão, que está à vista de toda a gente, que é o aumento do desemprego, uma tendência que se acentuará nos próximos tempos. E as alterações da legislação laboral são mais uma peça que vem agravar rapidamente esta situação. Com uma consequência ainda mais dolorosa: é que a maior parte dos desempregados que hoje temos já não recebem subsídio de desemprego – 58 em cada 100 neste momento não recebem subsídio de desemprego – e, se estas políticas forem implementadas, dentro de seis meses, um ano, este número já não será o mesmo, teremos um número de desempregados muito superior sem qualquer tipo de protecção social. Estamos a propor soluções para resolver o problema, enquanto as políticas deste governo e da troika agravam a situação. Se for coerente com aquilo que diz, que está preocupado com a pobreza e o desemprego, a primeira coisa que deve fazer é reflectir sobre o documento que lhe foi apresentado e tomar uma decisão óbvia: não promulgar. Porque os conteúdos do documento que está em discussão pública na Assembleia da República não só promovem a facilitação dos despedimentos como incentivam os patrões a despedir, neste caso concreto a aumentar o desemprego e simultaneamente também as outras propostas visam a aceitação da pobreza. Se houver coerência, é isso que ele tem de fazer – não promulgar." (in, Jornal i).
                                                                                                                        
SECRETÁRIO DE ESTADO DA ENERGIA ATACOU EDP E... FOI POSTO NA RUA
                                                                                                                                  
Ele sugeriu que fossem diminuidas as rendas da EDP para diminuir em 27€/ano as facturas dos consumidores... Henrique Gomes, secretário de Estado da Energia, é a primeira baixa no governo liderado por Pedro Passos Coelho. Henrique Gomes, que defendeu uma contribuição especial sobre as rendas excessivas no negócio regulado da energia em Portugal, bate com a porta numa altura em que o governo, mesmo sob grande pressão da troika, está dividido sobre a forma de reduzir a protecção dada ao sector, dominado pela EDP. O governo confirmou ontem à noite a demissão do secretário de Estado, avançada pelo “Diário Económico”. O nome de Artur Trindade, actual director da ERSE (o regulador do sector da energia), já foi proposto ao Presidente da República para substituir Henrique Gomes. A justificação oficial para a saída são os tradicionais “motivos pessoais e familiares”. A edição online do “Jornal de Negócios” avança, contudo, que Henrique Gomes já tinha apresentado a demissão na semana passada depois de ter sido impedido de falar especificamente sobre as rendas excessivas na energia de que beneficia sobretudo a EDP. A saída do secretário de Estado é um sinal público da divisão do governo sobre a austeridade a aplicar ao negócio da energia.
No final de 2011, Henrique Gomes apresentou uma proposta de criação de uma contribuição especial para reduzir o custo da energia – a proposta acabou por ser chumbada pelo ministério das Finanças. Vítor Gaspar – aconselhado pelos assessores que mediaram a privatização da EDP – não quis prejudicar o encaixe financeiro do Estado com a venda da eléctrica aos chineses da Three Gorges. Desde essa altura que é conhecido o mal-estar de Henrique Gomes na pasta da energia. O dossiê da energia é um dos pontos fulcrais para a próxima avaliação da troika, para quem a redução do preço da energia é fulcral para a competitividade da economia portuguesa. Segundo apurou o i, quer na segunda missão de avaliação (em que o tema levou três semanas a ser discutido), quer na terceira, os técnicos da Comissão Europeia e do FMI mostraram impaciência e descontentamento sobre a lentidão e hesitações que o governo – Vítor Gaspar e o secretário de Estado adjunto Carlos Moedas – mostram nesta área. A troika impõe agora uma solução, caso contrário Portugal arrisca-se a não receber a quarta tranche. No governo a divisão explica-se em parte com o receio de rasgar contratos assinados e em vigor. O homem que agora entra, Artur Trindade, não será uma escolha próxima das pretensões das empresas de energia, em particular a EDP. “Acompanha o dossiê da revisão das rendas do sector muito de perto e tem uma posição idêntica à de Henrique Gomes”, aponta ao i uma fonte do sector.
                                                                                               
"GERAÇÃO À RASCA" DE HÁ UM ANO DEU LUGAR A "PORTUGAL INTEIRO À RASCA"
                                                                                                                       
PEC's e Austeridade só afundam mais a economia e atiram para a rua milhares de famílias todos os anos... Não é fácil perceber o que mudou para melhor desde que, a 12 de Março, o País assistiu a uma das maiores manifestações de que há memória, sem qualquer estrutura partidária ou sindical por detrás. Na altura, os ingredientes que confeccionaram o protesto foram vários, como recorda Alexandre Sousa Carvalho, um dos organizadores do protesto: a canção “Parva que Sou”, dos Deolinda, verbalizava a insatisfação de uma geração de licenciados que não conseguia encontrar estabilidade laboral; a Primavera Árabe continuava a derrubar ditadores no Norte de África e Médio Oriente. E o Governo Sócrates vivia uma fase de muita contestação. A soma destas partes foi igual a 300 mil pessoas na rua em Lisboa e no Porto. Hoje, a Primavera Árabe procura derrubar mais um líder – desta feita na Síria. Por cá, o Governo mudou, e até trouxe um “bónus”: a troika, pedida por José Sócrates a 6 de Abril, para resolver o problema de financiamento do País. “Um ano depois temos um Portugal à rasca. As medidas que estão a ser tomadas não têm em conta as pessoas, e estão a colocar-nos em recessão. Não há estabilidade profissional, o desemprego continua a aumentar”, lamenta Paula Gil, uma das organizadoras (são quatro) do 12 de Março – que deu origem ao Movimento 12 de Março (M12M). A descrição é facilmente entendível, numa altura em que o próprio Presidente da República se queixa da sua reforma. Alexandre Sousa Carvalho lamenta que a precariedade não tenha sido “tratada”. “Uma das nossas acções, em conjunto com outros movimentos, foi uma iniciativa laboral cidadã, um projecto-Lei para o qual recolhemos 36 mil assinaturas, e que agora está na Assembleia da República. Reunimo-nos com a bancada do PSD para discutir a proposta, e disseram-nos que não a tinham lido, apesar de ela apenas ocupar uma folha A4”, conta um dos membros do movimento. “Além disso, as crises política e económica estão mais graves e o desemprego em níveis que já não víamos há 20 anos”, observa. (in, Jornal de Negócios)
                                                                                                        
                                                                                              
                                                                                                                                     

segunda-feira, 12 de março de 2012

- AINDA ACREDITAM NELES ?

QUE BELO EXEMPLO(AR) !

Novo carro do Sr. Primeiro Ministro (140 mil euros)
                                                                             
Já chegou à residência oficial do Passos Coelho um carro no valor de 140 mil euros!
                                      
E DIZEM QUE NÃO HÁ DINHEIRO. E ISTO, SÓ PORQUE O NOSSO 1º MINISTRO NAO QUER ANDAR NO MERCEDES COMPRADO EM MAIO DE 2011 PELO JOSÉ SOCRATES.
O DELE ANTES DE SER 1º MINISTRO DEVIA SER MELHOR....
É VERGONHOSO
QUE LINDO EXEMPLO!
Este, é o tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares.
E anda esta corja a impor tantos sacrifícios a quem já não pode mais, para isto... Estes gajos não tem vergonha na cara! Que lindo exemplo!!!
                                                 
Não façam nada povo Português...
Continuem apáticos ! (kapadócios...)
                                             
                                                                                                       

domingo, 11 de março de 2012

O ódio e a política - Opinião - DN

O ódio e a política - Opinião - DN

Portugal precisará de novo resgate até final do ano - Economia - DN

Portugal precisará de novo resgate até final do ano - Economia - DN

Arrendamento. Estado paga perto de 60 milhões de euros em rendas | iOnline

Arrendamento. Estado paga perto de 60 milhões de euros em rendas | iOnline

Vítor Gaspar dá o dito por não dito. CGD mantém salários | iOnline

Vítor Gaspar dá o dito por não dito. CGD mantém salários | iOnline

Música também é vida!

- EMOÇÃO !
Nem tudo são derrotas... Felizmente.
Uma menina (algarvia) que eu conheci a começar a cantar, ganhou hoje direito a estar na Eurovisão.
Parabéns, FILIPA DE SOUSA !
C.F.
                                                 
                                                                   

sexta-feira, 9 de março de 2012

Opinião

Três questões que merecem uma boa reflexão
                                                                                                                        
A política que podemos ser, porque é do que somos que se trata, nascerá da recuperação deste radical compromisso: sermos autónomos. O discurso de destruição do Estado, o endeusamento dos mercados e a exaltação do egoísmo selvagem desculpabilizaram o trabalho escravo, a destruição ambiental e os ditadores convenientes a bem da santa globalização. Para cúmulo da humilhação, os senhores responsáveis pela degradação irreversível da situação política e económica em 2011 dizem-se os salvadores da Pátria e continuam a despejar as responsabilidades pelas suas decisões para cima daqueles que estavam a fazer os possíveis, e até alguns impossíveis, para evitar este sofrimento absurdo e vil.
                                                                                                               
O que é a política? 12 anos seguidos de ensino de acordo com um programa estatal deviam chegar para que se iniciasse a vida adulta na posse de uma definição universal. Contudo, esse mínimo denominador comum ou não existe ou, a existir, é decadente. A política não é aquilo que fazem os políticos que ganham a vida na política. Antes, é a realidade da política que permite a sua profissionalização por um fragmento dos seres políticos. Saber o que é a política para os restantes, os amadores, é uma das nossas presentes urgências cívicas.
O nosso actual regime político, europeu e ocidental como ele é, tem as suas raízes numa geografia, numa cultura e numa época precisas. A facilidade com que os fenícios estabeleciam acordos comerciais com diferentes povos levou ao aparecimento das primeiras experiências de comunitarismo político, as quais viriam a consolidar-se na fórmula grega das cidades-Estado: a polis. O poder político, ao deixar de se fundamentar na arma e na terra, foi tomado pelos que estavam a criar riqueza. Os mercadores e os artesãos iam engrossando a sua importância como geradores de cidades, e o espaço urbano atraia populações e recursos em quantidades imparavelmente crescentes. Até que os latifundiários e a nobreza perderam o braço-de-ferro com uma nova tipologia de povo: os cidadãos. O que viriam a ser as sociedades modernas, com o triunfo das formas republicana e democrata, nasceu há 2.700 anos numa cultura que, em simultâneo, inventava a filosofia e a ciência. Não se trata de uma coincidência.
Podemos ler a história da filosofia, desde Tales, como a prática da autonomia. O filósofo, partindo de uma consciência de perda, de falta, mas também de excesso e de deslumbramento, assume a responsabilidade de preencher esse vazio e dar sentido a essa presença. E a linguagem torna-se o instrumento da refundação do mundo. Por isso, os blocos textuais que o cercam passam a ser objecto de transformação. Os mitos revelam-se alegorias naturalistas ou morais, os deuses são metáforas, os costumes são escolhas. A confusão entre filósofos e sofistas – que a fortuna conservou intacta nas obras que nos chegaram de Platão, em especial – ilustrava a nova paisagem política: havia um espaço onde o saber, ou a sua aparência, ou a sua manipulação, dava acesso ao topo da hierarquia social, o poder pelo poder, ou à mais alta realização do potencial humano, o saber para poder. Esses dois caminhos eram ambos políticos, estando o primeiro omnipresente na concepção actual do que seja a actividade política e o segundo completamente esquecido – aliás, mais do que esquecido, é perseguido pelos cínicos, hoje como ontem e amanhã.
A política que podemos ser, porque é do que somos que se trata, nascerá da recuperação deste radical compromisso: sermos autónomos. A capacidade para exercer as nossas faculdades intelectuais e volitivas no seio de um grupo que partilha um problema em comum é a essência mesma da acção política. O cinismo, o tribalismo e o egoísmo são incompatíveis com este exercício do poder máximo que nos habita, essa experiência de nos sabermos reis de nós próprios. Como é que seria uma organização com este princípio fundador? Seria algo ainda nunca visto.
                                                                                                                                                  
Se algo caracteriza o capitalismo é o objetivo de maximização do lucro e a desregulação das décadas pós-Reagan/Tatcher foram uma cavalgada gloriosa da especulação sem responsabilidade social. Nunca a economia financeira se tornou tão virtual e desligada da vida real, jamais as desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres cresceram de forma tão rápida. O vício em crédito não é um pecado de devassos latinos como parece dizer a ortodoxa Merkel, luterana formada na RDA. As primeiras vítimas do colapso foram bancos americanos, islandeses ou irlandeses, salvos à custa dos contribuintes a bem do interesse geral e dos acionistas irresponsáveis.
O discurso de destruição do Estado, o endeusamento dos mercados e a exaltação do egoísmo selvagem desculpabilizaram o trabalho escravo, a destruição ambiental e os ditadores convenientes a bem da santa globalização. Sabemos como a nossa banca promoveu a festa da dívida a bem dos lucros gigantes e do autofinanciamento de guerras de poder tipo BCP. Não vale a pena culpar da crise o RSI ou usá-la como pretexto para destruir a saúde ou a educação públicas. A dívida pública portuguesa em 2008, antes do colapso global, estava no nível médio europeu. A dívida privada é que desde 1995 passou de 80% para 250% do PIB em créditos a Berardos, Finos, habitação a preços de rico, carros sempre novos e férias a pagar um dia. Os mesmos que nada viram do desastre anunciado exigem hoje a cura de austeridade, o apoio passivo do Estado e a imediata devolução dos fundos de pensões recém-entregues ao Governo para maquilhar o défice de 2011.
Quando a Espanha diz que a redução brusca do défice é suicida, a fundamentalista Holanda derrapa e até Cameron fala em crescimento, só o glorioso Passos pretende submeter à ditadura financeira a esperança restante que era o QREN ou a contratação de professores. Sabíamos que Álvaro ministro era o inepto timoneiro de uma nau inviável à partida. Agora, é o espantalho adiado que será culpado pelas más colheitas. Cuidado, Passos, que a dívida pode ter perdão, a nova moderna pobreza, não. Cavaco dixit.
                                                                                                                          
Fez esta semana 1 ano que o Presidente da República escolheu a solenidade da sua tomada de posse para iniciar o processo que levaria à queda do Governo em poucas semanas. Fê-lo com um discurso comicieiro onde ofendeu toda a classe política e apelou à revolta popular nas ruas. Fê-lo nunca se referindo à problemática europeia e colocando no Governo o exclusivo ónus pelos constrangimentos financeiros. Fê-lo de modo tão desvairadamente rancoroso que nem lhe ocorreu naquele institucional e simbólico momento fazer uma mínima referência às Forças Armadas de que é Comandante Supremo, sequer aos militares que representam Portugal no exterior arriscando a vida em diversos conflitos internacionais. Fê-lo depois de ter consultado os principais responsáveis pela situação política e económica portuguesa, incluindo Durão Barroso, ao longo do mês de Fevereiro. Fê-lo na posse de todas informações de que precisava para decidir de acordo com os melhores interesses do País. Fê-lo do alto da sua propalada excelência em economia e finanças. Fê-lo sabendo que a abertura de uma crise política levaria a eleições, e que a ida para eleições arrastaria Portugal para um empréstimo de emergência em condições ruinosas. Fê-lo depois de ter prometido na campanha eleitoral vir a colaborar com o Governo para ajudar Portugal a sair da situação de pressão dos mercados. Fê-lo apesar de ter garantido aos portugueses que só ele poderia dar estabilidade ao País nos tempos mais próximos.
Eis o que 1 ano depois sabemos:
- Cavaco mentiu com a intenção de enganar o eleitorado. Caso tivesse anunciado que pretendia correr com Sócrates na primeira oportunidade, provavelmente não teria ganhado as eleições ou, no mínimo, teria ido à segunda volta.
- Cavaco mentiu ao dizer-se apanhado de surpresa pelo PEC IV, o qual era assunto corrente na Europa, logo em Belém.
- Cavaco mentiu ao dizer-se incapaz de promover uma solução política que levasse à aprovação do PEC IV, posto que não deu qualquer sinal de a querer, antes pelo contrário.
- Cavaco sacrificou o interesse nacional com o único fito de afastar Sócrates e PS do poder.
Resultado? É perguntar aos portugueses que viram a sua vida a empobrecer abrupta e avassaladoramente logo a partir de Abril de 2011, ainda antes da troika e de Passos-Relvas, quando a economia fez aquilo que a Manuela Ferreira Leite tinha inscrito como único objectivo no seu programa: parar tudo, meter travões a fundo no investimento e no consumo e o dinheiro desaparecer de circulação. Para cúmulo da humilhação, os senhores responsáveis pela degradação irreversível da situação política e económica em 2011 dizem-se os salvadores da Pátria e continuam a despejar as responsabilidades pelas suas decisões para cima daqueles que estavam a fazer os possíveis, e até alguns impossíveis, para evitar este sofrimento absurdo e vil. Todavia, como se vê pelas sondagens, pelo comportamento da oposição e pela atitude das figuras públicas, temos o que merecemos.
Temos precisamente aquilo que queríamos: um bode expiatório e milhões de borregos absolvidos de qualquer culpa.
Carlos Ferreira
                                                                                                                                    
                                                                                                                       
                                                                                                                 

O País que seus filhos herdaram !

CÁRITAS ALERTA PARA AUMENTO EXPONENCIAL DA POBREZA
                                                                                                                               
As penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar a classe média de rastos, e milhares sem condições de vida!
                                                                                                       
A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.
                                                                                                                
Mendigar online? Sim já é possível!
                                                                                                   
O mundo cibernético é uma imagem da vida real reflectida por espelhos tecnológicos. Existem regras, leis, deveres e mendigos… sim esta estranha forma de vida onde indivíduos perambulam de um local para outro, vida vagabunda, errante e agora cyberbeg!
Chama-se Cyberbeg o local na Internet onde os pedintes podem pedir esmola e angariar dinheiro para os seus gastos básicos… muitas vezes de sobrevivência. São pedidos de esmola, de ajuda monetária que os ajudam a combater a fome, as doenças e a solidão… que os ajuda muitas das vezes a manter a vida.
Claro que a ideia tem origem norte-americana e já foi notícia nos mais badalados canais de televisão onde conseguiram recolher, desde 2007, mais de 23 mil dólares em esmolas e donativos. Mas claro, o mendigo tem de ter alguma instrução pois este mundo da tecnologia tem regras: Antes de mais terá de se registar. Receberá no email a confirmação que a sua conta foi criada com um desejo incentivador “Best of luck to you!”.
Depois clica no site no menu Beg e insere o seu username (mail) e password. Poderá criar agora um “site” com os elementos básicos como a sua mensagem, onde irão destacar na página principal do site e título do pedido. Este acesso será para quem quiser doar dinheiro. Poderá dentro desse título ver a mensagem completa que o necessitado criou quando iniciou a sua conta. Esta mensagem é acompanhada com alguns dados que tem de responder. Dentro das categorias que podem justificar este pedido de ajuda estão objectivos interessantes, como salvar ou começar um negócio, pagamento de dívidas, problemas familiares, estudos, problemas de saúde ou mesmo viajar.
Agora, para começar o indíviduo terá de pagar uma inscrição, terá de desembolsar 15 dólares e cada acção, como passar o seu pedido para cima são mais 3 dólares. Terá de ter uma conta no Paypal, entre outros requisitos… já não será para um desgraçado iletrado de certeza!
Mas, dando uma volta por lá encontra-se um pouco de tudo e a cada 3 meses os anúncios são rodados, aparecendo outros e outros e muitos outros pedidos.
                                                                                                                  
                                                                                                                               
                                                                                                                                             

Parece que o plano de exterminação está a resultar!

Ai que frio que está !!!
                                                                                                             
23.000 idosos vivem completamente sós ou isolados; a morte chega silenciosa...
                                                                                                                                                                                               
                                                                                                   
Está a correr bem. 3000 idosos mortos em 5 dias..., é obra que se veja.
Foi o frio, dizem.
Não tem nada a ver com os baixos rendimentos destes idosos, nada a ver com o custos da energia com a qual se deveriam aquecer, nada a ver com a crescente inacessibilidade aos cuidados médicos, nada a ver com o alto custo dos medicamentos.
Foi o frio.
Matam-se 10 manhosos nas estradas por via de manobras perigosas e excessos de velocidade, saem as televisões em direto e os jornais em diferido a dar conta de tamanha catástrofe. Legisla-se a favor dos vendedores de pneus, aumentam-se as coimas, investe-se em viaturas e radares para as polícias.
Os portugueses são hoje um povo perseguido por "gatunos" oficializados, desde as finanças às multas.
Morrem 3000 portugueses vítimas das condições terceiro-mundistas em que viviam, abusados por garotagem sem escrúpulos que os roubou de tudo o que tinham..., e nem um pio.
Foi o frio !...
                                                                                     
Mais duas idosas encontradas mortas em casa
                                                                                       
23.000 idosos vivem completamente sós ou isolados; a morte chega silenciosa... Duas mulheres, de 80 e 70 anos, foram encontradas mortas em casa pelos bombeiros, em Lisboa, na terça-feria à tarde. Uma mulher de 80 anos foi encontrada já cadáver pelo Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) em Lisboa numa habitação na Rua S. João da Praça. Fonte do RSB disse que o corpo foi descoberto pelas 14.30 horas de ontem. Duas horas mais tarde, o regimento foi chamado à Travessa do Barbosa, onde encontrou outro cadáver, também de uma mulher, com 70 anos.
                                                                                                                            

Quase metade dos idosos portugueses sem meios para manter a casa quente!
                                                                                                                                    
Um estudo revela que quase metade dos idosos portugueses não consegue manter a casa quente. Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados pela TSF, Portugal é o país da Europa Ocidental onde as famílias têm mais dificuldades financeiras no aquecimento da habitação.De acordo com a OMS, 44% das famílias portuguesas com pelo menos um idoso em casa são as que mais sentem dificuldades no aquecimento da habitação. Os resultados em Portugal só são superados, na Europa de Leste, pelos da Bulgária, onde quase 80% dos idosos não consegue manter a casa a uma temperatura adequada.