Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Chegou o tempo quente... O resto também começa a escaldar !

Aproveite, se tiver dinheiro para férias...
                                                                                                          
Lisboa deve atingir hoje os 34 graus, Évora os 39. Porto e Faro devem chegar aos 30. O calor está de volta. As temperaturas máximas subiram hoje, sobretudo, no litoral Oeste.
                                                       
“Hoje, vamos ter um dia de tempo quente com céu geralmente limpo. O vento será em geral fraco de Nordeste, a soprar moderado nas terras altas do Norte e Centro e sendo do Noroeste, em especial durante a tarde. Estamos a prever uma pequena subida da temperatura máxima, que será mais significativa nas regiões do litoral Oeste”, refere à Renascença Maria João Frada, do Instituto de Meteorologia. O termómetro deve subir aos 30 graus em Faro e no Porto, aos 34 em Lisboa e aos 39 em Évora.
Radiação ultravioleta muito alta. Todo o território português está hoje sujeito a um índice de radiação ultravioleta muito alto. No Funchal, o nível de radiação é extremo. O Instituto de Meteorologia aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, protector solar e guarda-sol, devendo também evitar-se a exposição das crianças ao sol, conselho que é alargado a toda a população no caso de nível extremo. A exposição ao sol deve ser evitada sobretudo entre as 11h00 e as 16h00. A radiação ultravioleta pode causar prejuízos graves para a saúde se o nível de ultravioleta exceder os limites de segurança. O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, chegando ao 11.
                                                                             
20% dos ginásios em risco de fechar
                                                                                                                   
A crise e aumento do IVA no sector ameaçam negócio. Mais de 20% dos ginásios portugueses podem fechar ainda este ano devido ao aumento do IVA no sector, revela um estudo divulgado hoje pela Associação Nacional de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP). "O mercado do Fitness está em quebra desde o início de 2010, mas acentuou-se em Outubro do ano passado com a perda de 10% de redução de sócios", revela o documento. Num inquérito realizado em Junho junto das unidades do sector, "uma grande cadeia nacional registou quebras de 18% na facturação e de 10% em clientes no espaço de um ano". "No mesmo período, um operador de um clube de Lisboa perdeu 22% dos elementos e mais de 30% da facturação, ao mesmo tempo que uma cadeia de média dimensão reduziu as vendas em 50% e duas grandes cadeias fecharam em conjunto 10 espaços", informa a AGAP em comunicado. Segundo a AGAP, é preciso "travar esta queda abrupta", sendo "urgente" analisar detalhadamente o impacto económico do diploma que aumenta a taxa de IVA de seis para 23% no sector.
                                                                                        
Assunção Cristas não garante continuidade do projecto Alqueva
                                                                                                                
Segundo a ministra da Agricultura, continuar com o projecto implica investimentos de 300 milhões. É mais um projecto que pode ficar pelo caminho. Por falta de dinheiro, o Governo não garante se vai cumprir o calendário para o Alqueva. Esta manhã, no Parlamento, a ministra Assunção Cristas disse que não se pode comprometer, uma vez que são precisos 300 milhões de euros até ao final de 2013. “Estamos a avaliar as condições em que é possível mantê-lo [investimento no Alqueva] e eu seria imprudente se dissesse que vamos fazer tudo, porque, de facto, é muito dinheiro e o país tem muitas dificuldades em muitas áreas e tem objectivos muito restritos para cumprir este ano e nos próximos anos”, explicou a ministra da Agricultura, na comissão parlamentar de Agricultura e Mar. Assunção Cristas sublinhou que o projecto do Alqueva “é uma preocupação”, mas que não pode garantir, “com toda a franqueza e honestidade, se vamos manter o calendário dos investimentos ou não”.
                                                                           
Taxa social única em cima da mesa na reunião da concertação social
                                                                                                                          
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, preside hoje à sua primeira reunião de concertação social. As reformas na Segurança Social e na legislação laboral são os pontos fortes dos encontros. Não está na agenda, mas a redução da Taxa Social Única (TSU) vai ser discutida hoje na reunião da comissão permanente da concertação social. Segundo fonte governamental, o assunto fica resolvido até ao final da semana, como manda o calendário da “troika”. O memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu (BCE) prevê que, com base numa proposta a estabelecer até ao final de Julho, o Orçamento do Estado inclua uma recalibragem neutral do sistema fiscal, do ponto de vista orçamental. O objectivo é reduzir os custos laborais e promover a competitividade. As três questões decisivas da proposta sobre a TSU são saber se abrangerá todas empresas ou apenas as exportadoras, qual o valor da redução (Álvaro Santos Pereira defendeu, antes de ser ministro da Economia, uma redução entre 10 e 15%) e qual a medida a tomar para conseguir a neutralidade fiscal, que poderá ser a subida do IVA.
                                                                                                 
Passos Coelho estreia-se na concertação
                                                                                                                             
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, presidiu hoje à sua primeira reunião de concertação social. As reformas na Segurança Social e na legislação laboral são os pontos fortes dos encontros. O Governo já fez saber, junto dos parceiros, que quer dar força às negociações para conseguir um acordo em 100 dias. A CGTP parte para a reunião com fracas expectativas. “Não há expectativa nenhuma especial, porque a apresentação das políticas económicas e sociais do Governo, e que é o primeiro ponto da ordem de trabalhos, já está feita através de intervenções diversas do primeiro-ministro e de ministros. E quanto ao chamado 'acordo da concertação social de Março' [acordo tripartido para a Competitividade e Emprego], a primeira coisa a considerar é que aquilo não deveria ser considerado acordo. Foi colocado já com o Governo em situação de demissão e hoje percebe-se que foi trabalho preparatório para a ‘troika’”, afirma Carvalho da Silva. Já a UGT dá o benefício da dúvida: “Espero que seja, sobretudo, o lançamento de um processo sobre questões fundamentais para o futuro do país, nomeadamente ligadas à competitividade, mas também ao relançamento do emprego”, diz João Proença. Do lado dos patrões, só haverá declarações após o encontro desta quarta-feira. Na reunião da comissão permanente de concertação Social vão estar presentes o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares. O encontro realiza-se na véspera do debate na generalidade da proposta governamental para reduzir as indemnizações por cessação do contrato de trabalho, limitando-as ao máximo de 12 salários, uma proposta que dá cumprimento ao que já tinha sido acordado em concertação social a 22 de Março e ao memorando estabelecido com a “troika”, em Maio. O Executivo propõe que o código do trabalho seja alterado em vários artigos, de modo a que os trabalhadores cujos contratos cessem recebam o equivalente a 10 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade, mais 10 dias adicionais suportados por um fundo, de base empresarial, financiado pelos
                                                                                                                                                   
Passos Coelho quer acordo de médio prazo na concertação social
                                                                                                                                                 
Os prazos apertados da troika não permitiram discutir na concertação a redução do número de dias de indemnização por despedimento, mas o primeiro-ministro garante que os parceiros foram consultados. “Sem paz social, não há reformas duradouras”. É com este mote que o primeiro-ministro preside à primeira reunião do conselho permanente da concertação social, a primeira depois da tomada de posse do novo Governo. Passos Coelho quer um acordo de médio prazo na concertação social. “Dado que o país precisa de reformas duradouras que façam face àquilo que são as dificuldades mais imediatas, mas que, sobretudo, possam permitir a Portugal retomar um caminho de crescimento económico, de correcção de injustiças sociais, de criação de emprego, o Governo está muito apostado em poder ser bem sucedido com os parceiros num acordo de médio prazo na concertação social”, afirma Passos Coelho. O primeiro-ministro reconhece que os prazos da troika não permitiram discutir na concertação a redução do número de dias de indemnização por despedimento, mas sublinha que ainda assim os parceiros foram consultados. Passos Coelho esclarece que “haverá vários temas importantes que serão agora discutidos e aprofundados nos próximos tempos". "Esta é uma primeira reunião em que transmitirei aquilo que é estrategicamente o objectivo que o Governo traçou em área económica e social e em que faremos um ponto de situação das principais matérias que estiveram no âmbito do acordo tripartido, alcançado em Março deste ano”. Quanto à redução da taxa social única, o primeiro-ministro garante que “a questão aguarda ainda o estudo que deverá ser apresentado ao Governo até ao final deste mês e, antes desse estudo estar disponível, não poderá haver grandes progressos nessa discussão”.
                                                                                                                                             
António José Seguro acusa Governo de querer criar “jovens a dias”
                                                                                                                                    
O novo líder socialista criticou as recentes alterações na lei laboral apresentadas pelo Governo na semana passada. Esta tarde, o novo líder do PS lançou críticas ao Governo, em matéria de legislação laboral, acusando-o de querer tratar os jovens como “jovens a dias, com menos direitos e nenhumas garantias”. António José Seguro fez assim referência à intenção governamental de redução das indemnizações por cessação do contrato de trabalho, desrespeitando assim o acordo assinado em sede de concertação social em Março. O acordo, assinado pelo anterior Governo, pretende “incentivar a contratação de jovens e a criação de mais emprego para jovens, diminuindo a responsabilidade dos empresários em caso de necessidade de indemnização”, mas criando “um fundo de garantia, para compensar” essa redução, disse o secretário geral do PS. A proposta de lei do Governo para reduzir as indemnizações por cessação do contrato de trabalho, limitando-as ao máximo de 12 salários, entrou no Parlamento na quinta-feira e deverá ser aprovada na generalidade no dia 28. O recém-eleito líder socialista falou também, noutro tópico, na “vontade do PS de colaborar com todas as forças políticas do Parlamento, quer à direita, quer à esquerda", para "de uma vez por todas", se pôr "fim à corrupção em Portugal”, de acordo com a agência Lusa. “O PS tomará iniciativa nessa área”, assegurou Seguro. António José Seguro falou em Maiorca, no concelho de Figueira da Foz, na comemoração do dia da federação distrital do PS de Coimbra.
                                                                                                                                                   
Governo aprova redução das indemnizações por despedimento
                                                                                                                                                 
As regras aplicam-se, para já, apenas aos novos contratos celebrados. O Governo deu hoje início ao processo que vai facilitar os despedimentos, com a aprovação das alterações ao código de trabalho, decidida esta manhã em conselho de ministros. As indemnizações por despedimento passam a ter 20 dias de retribuição base por cada ano de serviço, com limite máximo igual a 240 salários mínimos (116.400 euros). As novas regras são válidas apenas para os novos contratos, garante o secretário de Estado da presidência do conselho de ministros, Luís Marques Guedes: “Não se aplica aos trabalhadores que já têm contratos de trabalho e que estão neste momento no exercício das suas funções”, assegura Marques Guedes. Sobre o futuro das novas regras a aplicar aos contratos já celebrados, tal como prevê o memorando de entendimento com a “troika”, Marques Guedes não se pronuncia, dizendo apenas que o Governo está “comprometido com os compromissos do memorando”. “O que está no memorando é uma orientação de convergência, que terá de ser trabalhado em sede de concertação social”, finalizou. O conselho de ministros aprovou também a criação de um fundo de compensação de base empresarial, a ser constituído e suportado pelos empregadores e trabalhadores. As alterações ao código do trabalho sobem a plenário no dia 28, num calendário imposto pela presidente da Assembleia da República e contra a vontade de PCP e Bloco de Esquerda. Os dois partidos alegam que não está ser respeitado o obrigatório prazo para o debate público e, por isso mesmo, PCP e Bloco vão recorrer para o plenário do Parlamento.
                                                                                                                         
Mulheres predominam entre passageiros “low cost” para Lisboa
                                                                                                                                           
O estudo do Observatório de Turismo de Lisboa indica que grande parte das passageiras para a capital portuguesa quer voltar nos próximos dois anos. As mulheres, com idades entre os 45 e os 54 anos, são as que mais usam os voos “low cost” para chegarem à capital portuguesa. São dados revelados hoje pelo Observatório de Turismo de Lisboa. Destas passageiras das companhias aéreas de baixo custo, 41% são licenciadas e 36% viaja com um acompanhante. Costumam comprar a passagem aérea por internet e 79% prefere ficar num hotel. O mesmo estudo, que indica que as reservas das passagens são feitas com quase um mês de antecedência, diz que estes visitantes de fim de semana atribuem nota sete a Lisboa numa escala de um a 10. 45% diz querer regressar à capital portuguesa nos próximos dois anos. O perfil do passageiro das companhias aéreas de baixo custo que operam no Aeroporto Internacional de Lisboa é feito, desde 2005, pelo Observatório do Turismo de Lisboa em colaboração com a ANA – Aeroportos de Portugal, tendo em conta a importância crescente destas transportadoras na Portela.
                                                                                                                  
                                                                                                               
                                                                                                      

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E não se pode extreminá-los ?

Agências financeiras americanas querem "rebentar" com o Euro
                                                                                                                                                  
O país não está em boa situação, mas é manifestamente infeliz e até terrorista fazer esta descida de 'rating' neste momento, quando entrou um novo Governo que trabalha com maioria absoluta. Se os americanos fossem impedidos de fabricar armamento, outro galo cantaria...
                                          
Moody’s baixa "rating" de Portugal para "lixo". Agência desceu quatro níveis, porque teme que o país necessite de um segundo pacote de ajuda financeira. A agência Moody’s cortou o "rating" da dívida portuguesa para "Ba2", uma notação que corresponde a "investimento de alto risco", ou seja, "lixo". A Moody’s baixou em quatro níveis o "rating" de Portugal (de "Baa1" para "Ba2"), mas admite voltar a descer ainda mais. A agência norte-americana diz que há o risco crescente de Portugal precisar de uma segunda ajuda financeira, teme que o país não seja capaz de cumprir os objectivos de redução do défice e duvida que o Estado consiga financiar-se a partir de 2013. Foi a 5 de Abril que a Moody’s fez o último corte a Portugal, nessa altura em um nível, para “Baa1”. Já nessa altura admitia novas baixas.
                                                                 
Corte no “rating” arrasta bolsa para o vermelho
                                                                                                  
Em dia de leilão, os juros sobre a dívida portuguesa estão de novo a subir. O corte do “rating” da dívida de Portugal para “lixo” pela agência Moody’s arrastou hoje os 20 títulos cotados no principal índice português para o “vermelho”, com PSI 20 a cair 1,83%. O PSI 20 segue a cair para os 7213,88 pontos. O sector da banda está a ser o mais penalizado. Em dia de leilão, os juros sobre a dívida portuguesa estão de novo a subir. No mercado secundário, a dívida a dois anos aproxima-se dos 15%, a cinco anos ultrapassa os 14%, e a dez anos está acima de 11,7%. A Moody’s cortou na terça-feira em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). A agência de notação financeira justifica a descida com o risco de Portugal precisar de um segundo empréstimo internacional, a possibilidade da participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição e receios de que a totalidade das metas não sejam cumpridas. Na resposta, o Ministério das Finanças já fez saber que esta decisão não tem em conta o imposto extraordinário sobre o décimo terceiro mês, nem a intenção do Executivo de ir para além do programa acordado com a troika, por exemplo, ao acelerar o programa de privatizações.
                                                     
Governo critica corte do "rating" de Portugal para "lixo"
                                                                                  
A decisão da Moody's "ignora" o novo imposto extraordinário, afirma o Ministério das Finanças. O Governo critica a Moody’s por não ter tido em conta o novo imposto extraordinário na sua decisão de cortar o rating de Portugal para "lixo". O gabinete do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, diz, em comunicado, que "a decisão da Moodys ignora os efeitos da sobretaxa extraordinária em sede de IRS anunciada pelo Governo durante o debate do Programa de Governo no final da passada semana". A Moody’s tornou-se na primeira agência de “rating” internacional a atribuir uma notação financeira abaixo da linha que separa “grau de investimento” de “investimento de alto risco”. A notação de risco caiu em quatro níveis, de Baa1 para Ba2. José Reis, da Faculdade de Economia de Coimbra e um dos subscritores de uma queixa entregue na Procuradoria-Geral da República contra as agências de rating, não fica surpreendido com esta decisão. José Reis diz que “nada irá satisfazer as agências de notação financeira, provavelmente elas ficarão satisfeitas quando a economia acabar”. “Tudo o que está aqui em causa são processos que não têm em conta a economia e o seu funcionamento, não toma em conta as pessoas, não toma em conta as próprias deliberações dos governos”, acusa. Para o professor da Universidade de Coimbra, é necessário encontrar uma alternativa à especulação dos mercados.
                                                                    
Faria de Oliveira: Descida do "rating" é “imoral e insultuosa”
                                                                                               
Presidente do banco público defende que as autoridades europeias devem reagir a este “ataque”. O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera “imoral e insultuosa” a descida do “rating” de Portugal anunciada terça-feira pela agência de notação financeira Moody’s. Fernando Faria de Oliveira, em declarações à Agência Lusa, disse que a decisão é “imoral em relação aos argumentos e fundamentos; insultuosa para Portugal, que com um novo Governo maioritário e o apoio de 80% dos eleitores, está a aplicar rápida e determinadamente o acordo com a troika”. O presidente do banco público defende que esta decisão da Moody’s ofende igualmente a “União Europeia, a Comissão Europeia e os Estados Membros, e também o Fundo Monetário Internacional (FMI), que deram o seu aval ao acordo que agora começou a ser implementado”. No entender de Faria de Oliveira, estas autoridades “não são irresponsáveis”, pelo que defendeu que “a Zona Euro devia reagir perante este ataque e esta ofensa”.
                                                                    
Imprensa europeia destaca corte
                                                                                                     
O espanhol “El Mundo” diz que “Portugal enfrenta os mercados após descida da qualificação da sua dívida” e o “El País” relembra que “A agência Moody's baixa a divida de Portugal ao nível lixo”. Em França, o assunto também merece a atenção dos principais jornais, com o “Le Monde” a sublinhar que a “Moody´s baixou a nota de Portugal em quatro níveis” e o “Le Fígaro” a considerar que “Portugal se tornou num investimento arriscado para a agência Moody´s”. O "Le Monde" relembra que, segundo a agência, existe um risco crescente de que Portugal necessite de um segundo plano de assistência financeira antes de se conseguir financiar nos mercados internacionais. Em Inglaterra, o tema não passa despercebido mas o destaque dado ao assunto é menor, com o “The Times” a dizer que “Portugal está agora no nível lixo”, o “Financial Times” a referir que a “Moody´s alerta para segundo resgate a Portugal” e o “The Telegraph” a indicar que “O rating da dívida de Portugal foi desvalorizado”. A Moody’s cortou em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de lixo (“junk”). Em comunicado, a agência de notação financeira apresenta três razões que justificam esta revisão em baixa.
                                                          
Portugal paga mais no leilão da dívida
                                                                                                        
Estado coloca 848 milhões de euros, abaixo do máximo previsto. Com o nível da dívida no “lixo”, Portugal volta a pagar juros recorde para se financiar. Esta manhã, o Estado colocou 848 milhões de euros, em dívida a três meses, com juros a 4,9%. Os juros aumentaram uma décima face ao último leilão comparével. O valor ficou aquém do montante máximo esperado pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), que era de mil milhões em bilhetes de tesouro. A procura foi de duas vezes a oferta, o que compara com as 2,4 vezes de Junho. O gestor de dívida do Banco Carregosa, Filipe Silva, confirma estes números e diz que a taxa de hoje acabou por ser penalizada pelo corte de’ rating’ da Moody’s. Com o leilão de hoje, a linha de Bilhetes de Tesouro que vence a 21 de Outubro deste ano fica agora com um saldo vivo (montante a amortizar pelo Estado quando a linha atingir a maturidade) de 2.975 milhões de euros. O leilão de hoje, o quinto desde que Portugal pediu assistência financeira externa, acontece um dia depois da agência de notação financeira Moody’s ter cortado em quatro níveis o 'rating' de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de 'lixo' (junk).
                                                                
Mira Amaral: Corte “rating” é uma decisão “infeliz e terrorista”
                                                                                                      
Antigo ministro da Indústria fala numa decisão "precipitada e exagerada" quando o novo Governo tem maioria absoluta e disse que vai cumprir escrupulosamente as medidas da troika. Luís Mira Amaral considera a decisão da Moody's de descer o “rating” da dívida portuguesa "infeliz" e "terrorista" até porque acabou de tomar posse um novo Governo. "É evidente que o país não está em boa situação, mas acho manifestamente infeliz e até terrorista fazer esta descida de 'rating' neste momento, quando entrou um novo Governo que teve a maioria absoluta", disse à Lusa o também presidente do Banco BIC. Para Mira Amaral, a decisão é ainda mais "precipitada e exagerada" quando o novo Governo tem maioria absoluta e "já disse que vai cumprir escrupulosamente as medidas da troika e ainda vai mais além". A decisão, sublinhou, tem "consequências negativas no sentido em que aumenta os custos de capital e, portanto, os encargos financeiros não só do Estado português como também dos bancos e grandes empresas".
                                                                         
Estamos todos cada vez mais pobres
                                                                                                       
Graça Franco analisa consequências do corte de rating para lixo
A directora de Informação da Renascença diz que, desde ontem, “estamos todos mais pobres: as nossas empresas valem menos e, sobretudo, os nossos bancos vão ver dificultada a vida, que já não era fácil. Situação que se vai repercutir nos consumidores, pois nesta altura “há pouco crédito na economia e agora vai ser ainda mais escasso e mais difícil”. O que aconteceu, de ontem para hoje, para estarmos todos mais pobres? “Houve uma empresa, que avalia o risco, que disse aos investidores internacionais para não apostarem em Portugal: fujam porque isso são investimento de alto risco. Isto acontece, diz Graça Franco, exactamente na altura que gostaríamos de dizer ao exterior “venham para Portugal , ajudem-nos a sair desta crise, invistam e confiem em nós”.
                                                                                                        
Corte do ‘rating’ português coloca Espanha em maior risco
                                                                                                              
Bolsa de Madrid em queda. Imprensa espanhola considera que Espanha está mais vulnerável à instabilidade portuguesa do que à grega. O risco da dívida espanhola disparou esta manhã, influenciada pela decisão da Moody’s de baixar o ‘rating’ da divida portuguesa. A imprensa do país vizinho considera que a decisão da agência de ‘rating’ reactiva outro foco de incerteza no mercado que tinha estabilizado depois do impacto da situação na Grécia. O jornal “Expansion” recorda que Espanha está mais exposta à situação de Portugal do que da Grécia pelo que o efeito contágio é, neste caso, maior. Assim, o risco da dívida espanhola subiu dos 247 pontos base do fecho de terça-feira para os 260 na abertura de hoje. O impacto nota-se também ao nível da bolsa com o principal indicador, o Ibex 35, a abrir em queda impulsionado, especialmente pelas descidas do sector bancário.
                                                                                                                    
Agência da ONU exige extinção das agências de "rating"
                                                                                                                                   
O alemão Heiner Flassbeck defende que, pelo menos, deviam limitar-se a avaliar empresas e não os Estados - uma matéria muito complexa. O director da Agência das Nações Unidas para o Comércio Mundial , o alemão Heiner Flassbeck, exigiu hoje a extinção das agências de "rating". Em declarações à televisão pública alemã, o ex-secretário de Estado das Finanças defendeu que, pelo menos, deviam limitar-se a avaliar empresas e não os Estados, que são uma matéria muito complexa, em que elas ignoram frequentemente muitos aspectos positivos". Graça Franco analisa consequências do corte de rating para lixo. O papel das agências de "rating" está a ser cada vez mais contestado na Europa, segundo um artigo publicado hoje no matutino “Berliner Zeitung”. O jornal lembra que, na terça-feira, a chanceler Angela Merkel pôs em causa a importância da maior agência deste género, a Standard & Poor 's, depois de esta ter afirmado que considerava o modelo de participação voluntária de bancos e seguradoras num novo pacote de ajuda à Grécia um "incumprimento parcial" do pagamento da dívida por parte de Atenas. "É importante que a troika não permita que lhe retirem a sua capacidade de avaliação", advertiu a chanceler, referindo-se à estratégia definida pelo Banco Central Europeu, pela Comissão Europeia e pelo FMI para os resgates de países em dificuldades financeiras, caso da Grécia, mas também de Portugal. Thomas Straubhaar, presidente do Instituto de Economia Mundial, de Hamburgo, exigiu também, em declarações ao jornal “Rhein-Neckar-Zeitung”, a limitação do poder das agências de "rating" e o regresso a outros critérios de avaliação.
                                                                                              
Durão Barroso lamenta corte do "rating" de Portugal
                                                                                                            
É mais uma manifestação de apoio a Lisboa, após a Moody’s ter colocado a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). O presidente da Comissão Europeia lamentou hoje a decisão da Moody’s de cortar o ‘rating’ de Portugal e incentivou Lisboa a prosseguir no rumo das reformas. “Lamento a decisão de uma agência de notação de cortar no ‘rating’ de Portugal", disse José Manuel Durão Barroso, acrescentando que “encoraja Portugal a prosseguir no rumo definido pela Comissão Europeia, BCE e FMI. A Moody’s cortou na terça-feira em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). A agência de notação financeira justifica a descida com o risco de Portugal precisar de um segundo empréstimo internacional, a possibilidade da participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição e receios de que a totalidade das metas não sejam cumpridas.
                                                                              
Governo francês confia na capacidade de Lisboa
                                                                                                         
O novo ministro das Finanças francês manifestou hoje confiança na capacidade de Portugal para ultrapassar as dificuldades e afirmou que não é a opinião de uma agência de notação que vai "resolver a questão da dívida soberana". "Confiamos em Portugal", frisou François Baroin à rádio Europe 1, ao ser interrogado sobre a decisão da agência de notação financeira Moody’s. Na entrevista à Europe 1, citada pela Agência France-Press, Baroin disse também que o novo plano de resgate da Grécia deverá estar pronto em Setembro, referindo que a Zona Euro tem ainda algumas semanas para definir as modalidades de uma participação dos bancos na ajuda a Atenas. Responsáveis por bancos franceses e alemãs reúnem-se hoje, em Paris, para discutir a participação numa ajuda à economia grega.
                                                                                         
Ministro "salva" militares da GNR das limpezas
                                                                                                                         
Miguel Macedo diz que resolveu o problema em seis dias, quando o anterior Governo não o fez em seis meses. Os militares da GNR já não vão ter de assegurar os serviços de limpeza nos quartéis. A garantia foi deixada hoje pelo ministro da Administração Interna. À margem de uma vista ao Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), no Largo do Carmo, em Lisboa, Miguel Macedo lamentou o caso, mas confirmou que está desbloqueado o problema com a renovação do contrato com a empresa que assegurava os serviços de limpeza. O ministro diz que resolveu o problema em seis dias, quando o anterior Governo não o fez em seis meses. "A situação está resolvida. Em termos práticos, era absolutamente impossível ter resolvido em menos tempo." Em causa estavam os contratos com oito empresas, num total nacional de 741 horários, que expiraram a 1 de Julho, como revelou a Renascença no início da semana. As consequências sentem-se sobretudo nos centros de formação da Figueira da Foz e de Portalegre, no centro clínico em Lisboa, no próprio comando-geral do Quartel do Carmo e em todos os comandos territoriais dos 18 distritos.
                                                                                                                          
Polémica continua em Leiria. PSD quer impugnar venda do estádio
                                                                                                                                                  
Assembleia municipal de Leiria autorizou ontem à noite, por maioria, a Câmara a vender o estádio Magalhães Pessoa, um dos palcos do Campeonato Europeu de Futebol 2004, pelo valor de 63 milhões de euros. O PSD vai impugnar judicialmente as deliberações da Câmara e da assembleia municipal de Leiria que permitem concretizar a hasta pública do estádio Magalhães Pessoa, utilizado para o Euro 2004. Os sociais-democratas falam em situações que "ultrapassam a legalidade". "Penso que há aqui vários aspectos que ultrapassam a legalidade. Teremos naturalmente que estudar o assunto, ver quais são as consequências das decisões tomadas e, depois, partir daí para fazermos valer aquilo que consideramos serem os direitos dos cidadãos de Leiria", disse aos jornalistas Manuel Antunes, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal. A decisão do PSD foi anunciada após a deliberação deste órgão, na terça-feira à noite, que autoriza a autarquia a alienar três de quatro fracções da infra-estrutura desportiva: parte do topo norte (área inacabada do estádio), o estacionamento, de 450 lugares, (estes dois espaços avaliados em 24 milhões de euros), e o campo de futebol e respectivas bancadas. Para a autarquia fica reservada a quarta fracção, um espaço de cerca de 2.000 metros quadrados no topo norte para reinstalar o centro associativo. Confrontado com a decisão do PSD de impugnar no Tribunal Administrativo e Fiscal as decisões, o presidente da Câmara de Leiria declarou: "(...) Penso que estamos seguros em termos do cumprimento da Lei". Raul Castro, independente eleito pelo PS, adiantou que o município vai preparar o caderno de encargos para realizar a hasta pública, insistindo que esta operação resulta dos custos que o estádio comporta, o que "inviabiliza a possibilidade de fazer investimentos fundamentais para as populações". Já Carlos Guerra, da CDU, lembrou que dado que a propriedade do estádio e do topo norte pertencem à Leirisport - empresa municipal que gere as infra-estruturas desportivas e de lazer do município - a assembleia está "legalmente" impedida de "poder decidir sobre este assunto deste modo".
                                                                               
Avião da TAP aterra em Faro devido a desacatos. Um passageiro detido
                                                                                                                         
O avião, com cerca de uma centena de passageiros a bordo, seguiu posteriormente a sua rota rumo ao Gana. Um voo da TAP entre Lisboa e Acra, no Gana, teve de aterrar hoje em Faro para largar um passageiro que estava a causar distúrbios a bordo, informou a empresa. O voo, proveniente do aeroporto da Portela, aterrou em Faro por volta das 18h00 horas, para desembarcar o passageiro, que foi entregue à polícia, segundo o assessor da TAP, André Serpa Soares. De acordo com a mesma fonte à agência Lusa, o avião, com cerca de uma centena de passageiros a bordo, seguiu posteriormente a sua rota. André Serpa Soares adiantou que, uma vez que o avião estava cheio de combustível, foram accionados, por precaução, como é habitual nestas circunstâncias, os meios de segurança e socorro.
                                                                                                                                                  
Alzheimer: Cientista portuguesa descobre mecanismo que pode ajudar a perceber doença
                                                                                                                            
Estudo de Cláudia Almeida, de 35 anos, investigadora no Instituto Curie, foi publicado na revista “Nature Cell Biology”. Uma cientista portuguesa descobriu um novo mecanismo de regulação do tráfego de proteínas dentro das células do corpo humano que poderá ajudar no tratamento do cancro ou da doença de Alzheimer. O estudo de Cláudia Almeida, de 35 anos, investigadora no Instituto Curie, em Paris, foi publicado na revista “Nature Cell Biology”. O que está em causa é perceber as razões por que algumas proteínas deixam de chegar aos seus destinos dentro das células, originando as doenças, de modo a conseguir depois agir de modo a tratar e corrigir essas alterações. O que Cláudia Almeida agora descobriu foi que há uma proteína que contribui para deformar as paredes do Golgi, a estrutura onde se formam as novas moléculas e que as encaminha para os seus destinos. Em declarações à Lusa, Cláudia Almeida salientou a importância destas investigações, que vão permitir perceber as alterações nos mecanismos celulares que vão originar as doenças. Sem avançar prognósticos, a cientista diz que se trata de um processo demorado de investigação, que não exclui que de um momento para outro sejam feitas descobertas relevantes que abreviem o tratamento.
                                                                                                                            
                                                                                                                    
                                                                                                
                                                   

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meteorologia

Passageiros retidos em Londres com regresso marcado para hoje
                                                                                                                                 
A solução da TAP passa pelo recurso a um avião Airbus com uma capacidade de transporte superior. Milhares de passageiros aguardam nos aeroportos.
                                            
A TAP conta trazer hoje para Lisboa todos os passageiros que se encontram retidos desde o fim-de-semana passado em Londres, devido ao mau tempo. A solução passa pelo recurso a um avião Airbus com uma capacidade de transporte superior. As autoridades já deram “luz verde” à viagem, confirmou esta noite António Monteiro, porta voz da TAP. “Conseguimos finalmente, já esta noite, autorização para ter um avião extraordinário, amanhã, que está previsto partir de Londres às 14h00. Trata-se de um avião de grande porte, com capacidade para 240 lugares, que acrescido de algumas alterações que fizemos nos voos regulares, trocando os aviões que operam normalmente por outros maiores”, explica António Monteiro. “Desta forma acreditamos que será possível amanhã [quinta-feira] normalizar completamente a situação em relação aos passageiros que têm estado em Londres, de forma a que possam vir passar o Natal a Portugal com as suas famílias”, sublinha o porta-voz da TAP.
                                                                    
Voos fazem-se a “conta-gotas”. Milhares de passageiros aguardam nos aeroportos
                                                                                               
Uma melhoria no estado do tempo está a permitir a reabertura dos principais aeroportos europeus, onde há já alguns dias milhares de passageiros esperam poder chegar aos seus destinos. O aeroporto londrino de Heathrow só deve retomar serviço completo amanhã, apesar de uma segunda pista ter reaberto ontem à noite. Já o de Frankfurt, o maior da Alemanha, voltou a ter todas pistas de aterragem a funcionar. Heathrow, no Reino Unido, comunicou que apenas a partir de quinta-feira vai retomar o serviço completo, depois um nevão ter cancelado centenas de voos, obrigando milhares de passageiros a adiar as viagens. Apesar de uma segunda pista deste aeroporto ter reaberto na terça-feira à noite, vários responsáveis afirmaram que precisam de limpar a neve que ainda sobra, reiniciar o equipamento e deslocar os aviões e as tripulações.
Especialistas dos transportes disseram que muitos anos depois do último pesado nevão, a falta de investimento deixou Heathrow e dezenas de outros aeroportos britânicos e irlandeses sem o equipamento e pessoal necessários para lidar com grandes tempestades. "Concluíram que não era necessário equipamento de limpeza de neve, por isso não temos a capacidade de reagir quando o mau tempo chega", disse o consultor da área da aviação Chris Yates. A linha de alta velocidade ferroviária Eurostar, que faz a ligação entre o Reino Unido e a Europa Central, através do Canal da Mancha, também não conseguiu escoar os passageiros, dado que tem circulado com restrições de velocidade devido à neve.
                                                             
Frankfurt tem todas as pistas a funcionar
                                                                                                        
O Aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha, voltou a ter todas pistas de aterragem a funcionar, e espera conseguir escoar os 3.500 passageiros retidos nos últimos dias por causa do mau tempo. Apesar das melhorias hoje ainda terão de ser anulados cerca de 60 voos dos 1.340 voos diários, sobretudo devido aos problemas que ainda subsistem noutros aeroportos europeus, nomeadamente em Londres.
Uma fonte do aeroporto não garantiu, no entanto, que até à consoada seja possível regularizar a situação de todos os passageiros retidos em Frankfurt, onde desde domingo foram cancelados milhares de voos domésticos, europeus e intercontinentais, devido à queda de neve, que impediu o normal funcionamento das pistas de aterragem, e à falta de aeronaves retidas noutros aeroportos nacionais e internacionais. Os meteorologistas prevêem que, nos próximos dias, o mau tempo e as condições extremas voltem na Europa Central e do Norte.
                                             
                                                   

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Várias

Pobreza é preocupação desde o primeiro discurso, diz Cavaco
                                                                                                                                            
Cavaco Silva responde a José Sócrates, que criticou os políticos que se aproveitam da pobreza para fazer campanha. Antigo sem-abrigo convidou Cavaco para o seu casamento.
                                            
O Presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou ontem que as desigualdades e a exclusão social são preocupações que o acompanham desde o primeiro mandato, afastando assim as críticas sobre a exploração da questão da pobreza para benefício político. "Uma preocupação que me acompanha desde o início do meu mandato e para a qual que eu chamei a atenção dos políticos portugueses, logo no primeiro discurso do 25 de Abril, é a das desigualdades sociais, da pobreza e da exclusão e lancei o roteiro da inclusão social para mobilizar os portugueses para causas que a todos dizem respeito", disse Cavaco Silva.
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, condenou sábado quem explora "de forma descarada" a questão da pobreza para retirar dividendos políticos, dizendo que os verdadeiros combatentes contra a pobreza afastam-se do "exibicionismo". José Sócrates discursava no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS referindo-se de forma implícita a um dos temas de polémica que tem marcado a pré-campanha das eleições presidenciais. No mesmo dia, o Presidente da República recusou comentar as declarações do secretário-geral socialista, José Sócrates, sobre os que exploram a questão da pobreza para benefício político, dizendo que o Presidente da República "não é um analista" político. Sobre a questão da pobreza, Cavaco Silva, que se recandidata ao cargo de Presidente da República, afirmou recentemente que os portugueses têm de se sentir "envergonhado" por existirem em Portugal pessoas com fome, um "flagelo" que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma "envergonhada e silenciosa".
                                                                                                                                        
Convite para o casamento de ex-sem abrigo
                                                                                                                                       
A cerimónia vai decorrer na festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, na Universidade de Lisboa. Um homem que já viveu na rua casou-se este domingo à tarde e convidou para o seu casamento o Presidente da República. A cerimónia teve lugar no último dia da festa de Natal dos sem-abrigo da Comunidade Vida e Paz, que está a decorrer desde sexta-feira na cantina da Universidade de Lisboa. Estamos a falar do casamento de Paulo Fernandes, um ex-sem-abrigo que conseguiu reconstruir a sua vida, com Filipa Cunha, que nunca vive na rua. O romance dura há quatro anos. Para a celebração de ontem, estava convidado o Presidente da República, Cavaco Silva.
                                                                                                                            
Mário Soares preocupado com a fome em Portuga
                                                                                                             
Ex-governante impressionado com o Banco Alimentar. Mais do que as eleições presidenciais de 2011, ao antigo Presidente da República interessa-lhe sobretudo o problema da fome. Mário Soares mostrou-se, esta noite, impressionado com a actual situação de dificuldade financeira pela qual muitos portugueses estão a passar e elogiou o trabalho feito, neste sentido, pelo Banco Alimentar. “Tenho sempre dito que as eleições presidenciais interessam-me relativamente pouco em relação à situação portuguesa. O que me interessa é saber o que se está a passar com aqueles que passam necessidade e que até passam fome. Impressiona-me muito isto do Banco Alimentar que apoiam pessoas que estão sem comer”, disse. Soares fez estas declarações, ontem à noite, em Lisboa.
                                                                                            
Caos no Aeroporto de Lisboa
                                                                                                                                         
TAP reforça medidas para fazer face ao cancelamento de voos. A queda de neve no Norte e Centro da Europa está a levar ao cancelamento de centenas de voos, obrigando muitos passageiros a passar os dias nos aeroportos. A TAP garantiu ontem que reforçou "todas as linhas de atendimento aos clientes" afectados pelos cancelamentos de voos na Europa e que está a fazer o possível para aumentar a capacidade dos voos que consegue fazer. Nos últimos dias, tem havido "um número inusitado" de contactos de clientes e a empresa "reforçou as equipas" das linhas de comunicação com os clientes, quer telefónicas quer através da Internet, no Facebook, refere o porta-voz da transportadora aérea portuguesa, André Soares.
"Temos a noção de que esse esforço não está a permitir respostas tão céleres como as pessoas queriam", admite, garantindo que a TAP está a tentar fazer o possível para diminuir os transtornos aos passageiros. Hoje, todos os voos da TAP para Londres foram cancelados, devido ao encerramento do principal aeroporto da capital, Heathrow, e dos condicionamentos ao de Gatwick. Para fazer face a estes limites, a TAP tem estado a tentar aumentar a capacidade dos voos que se conseguem fazer. Mas "a TAP não pode fazer voos extra quando quer", frisa o porta-voz, indicando que só os aeroportos podem autorizar as companhias a voar e, tal como a TAP, outras transportadoras têm que resolver os problemas dos seus passageiros.
                                                                                                                                                          
"A TAP lamenta e pede paciência aos passageiros"
                                                                                                                                             
Dezenas de portugueses retidos no aeroporto londrino de Heathrow. Dezenas de portugueses estão retidos no aeroporto de Heathrow, perto de Londres, sem saber quando terão avião para Portugal ou onde vão passar a noite. No terminal 1, donde parte a companhia aérea portuguesa, a entrada está a ser barrada pelos funcionários, que estão a aconselhar os passageiros a voltar para casa e a contactar a respectiva transportadora. Uma porta-voz da BAA, a empresa que gere este aeroporto londrino, disse à agência Lusa que hoje partiram apenas seis voos de longo curso e que todas as restantes ligações foram canceladas, não havendo previsão sobre a hora de reabertura das pistas. No terminal 3, um dos poucos que está a funcionar, há centenas de pessoas sentadas no chão ou em filas para os balcões das companhias. O pedido que está a ser feito nos transportes de acesso a Heathrow é que as pessoas não viagem para o aeroporto sem confirmar o estado do voo com as respectivas companhias de aviação.
                                                                                                                                    
Relato de um português retido em Londres pelo nevão
                                                                                                                                                      
Olivier Soares conta que o aeroporto de Heathrow está fechado e que não há ninguém nos balcões de atendimento, estando está retido desde ontem no aeroporto de Heathrow, em Londres, sem conseguir regressar a Portugal e com muitas dificuldades em obter informações. Em declarações efectuadas, este passageiro conta que “o aeroporto está fechado. As pessoas que chegam para os seus voos nem sequer podem entrar para embarcar, não deixam entrar no aeroporto”. “Depois, para irmos embora também está complicadíssimo, porque a grande maioria dos metros está com atraso ou foi cancelada e só conseguimos um táxi depois de esperarmos uma hora e meia. Não há ninguém a atender, não só da TAP mas da maioria das companhias aéreas, não está ninguém nos balcões”, refere Olivier Soares.
A TAP disse que está a reforçar a oferta de lugares através de aviões maiores e a reforçar os meios nos balcões, atendimento telefónico e Internet. Ainda assim, Olivier Soares, um entre dezenas de portugueses retidos em Londres, diz que não consegue obter respostas. “Nós encontrámos portugueses que estão a dormir no aeroporto desde sexta-feira, porque não têm informação nem lugar para ir, nem há sequer acesso à Internet no aeroporto”, sublinha. O Instituto de Meteorologia, em Lisboa, diz que o mau tempo no Norte e Centro da Europa vai continuar e que no Sul tem tendência para melhorar.
                                                                                                
Andar de transporte público vai ser mais caro
                                                                                                                                 
Ministro António Mendonça admite a possibilidade de haver uma redução de pessoal na CP. Andar de transportes públicos vai ser mais caro a partir de Janeiro, revelou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Confrontado com as notícias de um aumento dos transportes em 2011, António Mendonça confirmou que haverá um "aumento de cerca de 3,5% para os passes sociais e de 4,5% para as tarifas, no seu conjunto". Em declarações aos jornalistas em Alcácer do Sal, onde inaugurou a variante ferroviária Alcácer-Grândola, o ministro adiantou que toda a informação será disponibilizada na próxima segunda ou terça-feira. António Mendonça, admitiu também a possibilidade de haver uma redução de pessoal na CP, privilegiando as rescisões por mútuo acordo. Os ajustamentos no plano laboral serão feitos através de concertação, garantiu. "A nossa preocupação é com a sustentabilidade das empresas.
As empresas de transportes, por várias razões (...), têm problemas de sustentabilidade económica e financeira. A nossa preocupação é criar as condições para essa sustentabilidade económica e financeira se realize. Isso é que garante os postos de trabalho, não tenhamos ilusões", disse. António Mendonça referiu que "entradas e saídas de trabalhadores nas empresas acontecem em todas as situações, seja nos momentos de expansão ou de recessão económica. São ajustamentos normais na vida das empresas". "Naturalmente que, num quadro de dificuldades económicas, as preocupações aumentam, mas a nossa preocupação fundamental, é uma preocupação de garantir condições de sustentabilidade e de viabilidade económica das empresas", acrescentou. António Mendonça assegurou, no entanto, que o governo está preocupado com a manutenção dos postos de trabalho e com o reforço das próprias condições de segurança dos postos de trabalho.
                                                                                                                                  
Rebentamento de caldeira faz 2 mortos em Oliveira de Azeméis
                                                                                                                         
Acidente aconteceu por volta das 15h00 numa residência do concelho de Oliveira de Azeméis. O rebentamento de uma caldeira a lenha usada para aquecimento de água provocou, esta tarde, a morte de duas mulheres, com cerca de 60 anos, e ferimentos ligeiros em outras duas pessoas que estavam junto à lareira. A explosão, de causas desconhecidas, deu-se pelas 15h00 numa vivenda em Nogueira do Cravo, no concelho de Oliveira de Azeméis. As vítimas mortais foram encontradas já sem sinais de vida pelos bombeiros de Fajões, projectadas na cozinha da habitação, que ficou totalmente destruída. Manuel Abreu, comandante dos bombeiros e Fajões, explica que a caldeira rebentou e que “a estrutura envolvente, em granito, foi toda projectada”. Os feridos, dois homens, sofreram apenas escoriações leves e foram encaminhados para o hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.
                                                                                                              
Doente com VIH terá sido curado após transplante de medula
                                                                                                                        
Tratamento durou cerca de três anos e equipa alemã diz agora que o homem ficou curado. Uma equipa médica alemã acredita ter curado um homem infectado com o vírus da SIDA, após um transplante de medula óssea para tratar uma leucemia de que sofria. "Os nossos resultados sugerem que o paciente se curou do VIH", indicam os autores do estudo publicado na edição de Dezembro da revista científica "Blood". Timothy Ray Brown, um americano de cerca de 40 anos também conhecido por "paciente de Berlim", foi submetido em 2007 a um complicado tratamento para combater uma leucemia mielóide aguda, um tipo de cancro que afecta o sistema imunitário. O tratamento incluiu um transplante de células estaminais de um doador portador de um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o VIH. Os médicos, liderados por Kristina Allers e Gero Hutter do Hospital Médico Universitário de Berlim, seleccionaram células estaminais sem o receptor CCR5, necessário para que o vírus se propague no organismo.
Antes do transplante, Brown recebeu altas doses de quimioterapia e radioterapia e deixou de tomar os anti-retrovirais contra o VIH. Treze meses mais tarde, o doente teve uma recaída de leucemia e foi submetido a um novo transplante de medula com células do mesmo doador. O caso foi relatado pela primeira vez durante uma conferência em Boston, em 2008, pelos médicos que aplicaram o tratamento proposto pelo médico Gero Huetter. Em 2009, o "New England Journal of Medicine" noticiava que, após 20 meses sem tomar os anti-retrovirais, não havia sinais do VIH. O artigo agora publicado no "Blood" assegura que, três anos depois do transplante, "o seu sistema imunitário recuperou uma saúde normal". Os médicos continuam a observar a evolução do paciente, mas acreditam que este caso pode abrir o caminho para uma cura permanente do VIH através de células estaminais geneticamente modificadas.
                                                                                                                                             
Maioria dos jovens portugueses bebe “até cair para o lado”
                                                                                                                                       
Os jovens consomem cada vez mais álcool e cada vez mais cedo. Um estudo europeu revela que 56% dos jovens portugueses até aos 16 anos admitem beber até cair para o lado com frequência. A lei proíbe a venda de álcool a menores de 16 anos e a sua entrada em discotecas. A proposta do Instituto da Droga e da Toxicodependência para subir para os 18 anos esse limite legal mínimo aguarda regulamentação há dois anos. Mas há quem alerte que a medida só irá aumentar o consumo nas ruas, onde não há controlo e se bebe cada vez mais. Este consumo tão intensivo e prematuro aumenta em 50% o risco de dependência para o resto da vida.
Ainda assim, a sociedade portuguesa tem, de uma forma geral, uma atitude de grande tolerância para com o consumo do álcool. Os pais tendem a desvalorizar as consequências da bebida face a outras drogas e os bares e discotecas deixam-se enganar com a astúcia dos mais novos, porque é bom para o negócio. Preocupada com o problema, desde 2007 que a primeira divisão da PSP, em colaboração com a Comissão de Protecção de Menores de Lisboa Centro, faz intervenções surpresa na noite da capital, para sinalizar jovens em risco – em risco de consumo de álcool e de outras drogas. O “Espaço Aberto” acompanhou uma dessas acções, guiado por João Menezes, director da Educação e da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que está também associada à iniciativa.
                                                                                                                                       
Imigrantes recenseados não podem votar
                                                                                                                                                            
Lei só entra em vigor na próxima semana, mas os cadernos eleitorais estão fechados desde Novembro. Há imigrantes recenseados mas que não vão poder votar nas eleições presidenciais de Janeiro. Em causa está o direito de voto de cerca de 1100 eleitores imigrantes que se recensearam depois das últimas eleições em 2005. O problema é de calendário. A lei que lhes permite o voto só entra em vigor na próxima semana, mas como os cadernos eleitorais estão fechados desde Novembro, estes 1100 eleitores imigrantes ainda não é desta que votam