2 -O Concelho de Albufeira, outrora uma pérola da natureza, com uma invejável orla marítima, está integralmente ocupado com construções de péssima qualidade arquitectural, de materiais de refugo que ao menor acidente provocam desastres de consequências trágicas e com uma densidade ocupacional completamente criminosa, porque ameaçam desabamentos que a erosão marítima se encarregará de repor os limites ultrapassados para a construção de habitação urbana-turística de dimensões desajustadas da realidade geográfico-ambiental. É um negócio dos “Patos Bravos” que nos anos sessenta do século XX começou de forma controlada, mas que depois do 25 de Abril de 1974, se expandiu e tornou incontrolável, devido a uma politica de solos e de áreas de construção desenfreada, não planificada e pouco fiscalizada, que criou o caos que se observa na ocupação do Litoral do Concelho de Albufeira. Tais politicas municipais já têm 35 anos de atentados à natureza e ordenamento do território, estando na base de muita corrupção, mas defendida pelos diversos executivos municipais, com o fito de enormes encaixes financeiros de Taxas, IMIS, e outras onerações que fazem a riqueza do Município, mas que ao mesmo tempo mataram a galinha dos ovos de oiro, dum turismo sem qualidade e diversidade de ofertas.
3 – Tomaria medidas que salvaguardem a protecção da natureza, cumprindo a legislação em vigor e outra mais apertada no caso concreto de toda a zona do Vale da Ribeira de Quarteira que abarca outros Concelhos vizinhos para além do de Albufeira, integrado na Rede Natura 2000, não permitindo que o leito da Ribeira seja assoreado, mantendo uma constante vigilância para a qualidade da água que tem vários graus de aplicação em regas e em certas zonas de captação para abastecimento publico, nos seus 54,6 Km2 de acordo com estudos de especialistas, consultados. Num perímetro de algumas centenas de metros em volta de toda a Ribeira não permitiria construções que pudessem afectar os equilíbrios ecológicos da fauna e floresta autotone de modo a que seja preservado, revitalizado e monitorizado permanentemente o ambiente limpo e despoluído.
4 – O Concelho de Albufeira é um dos mais pequenos da região, tendo somente uma área de 14 060 hectares, pelo que a métrica urbana teria de ter a dimensão proporcional ao numero de habitantes o que se não verifica, havendo um desmesurado excesso de zona urbana construída, que sufoca a respiração das populações que não têm espaços verdes, não têm parques desportivos para actividades de ar livre, nem jardins e outros equipamentos necessários a uma vida melhor. A avaliação é muito fácil de fazer, porque em nome do lucro rápido e de atropelos continuados, os gestores camarários da Autarquia, não têm tido o minimo respeito pelos cidadãos, aprovando nas ultimas duas décadas todos os projectos de habitação sem critério nem rigor às grandes construtoras, que agigantaram em mais de 50% do que existia, era necessário e caracterizava uma identidade, agora completamente destruída por um aglomerado de mamarrachos, que ofendem a inteligência humana e atenta contra valores civilizacionais que devem ser cultivados.

























