Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Parar, Ler e Reflectir


Citações sobre um tema tão em voga - "Calúnia"


Ilustração: "A Calúnia de Apeles" - Boticelli, 1494.



A melhor resposta às calúnias é o silêncio
Fonte: "Volpone" Autor: Jonson , Benjamim

Falar mal dos outros agrada tanto ás pessoas que é muito difícil deixar de condenar um homem para comprazer os nossos interlocutores
Autor: Tolstoi , Léon

Grande miséria é que não bastem os serviços, o amor e a verdade para conservar a graça dos príncipes e que baste a calúnia para se perder
Fonte: "Cartas" Autor: Vieira , Padre António

A calúnia é como uma moeda falsa: muitos que não gostariam de a ter emitido, fazem-na circular sem escrúpulos
Fonte: "Maximes de la Vie" Autor: Poitiers , Diane

A calúnia e a injúria são armas da ignorância
Autor: Sand , George

A calúnia é pior do que as armas de guerra; estas ferem de perto; aquela, de muito longe
Fonte: "Talmude de Jerusalém, Peá 1,1" Autor: Textos Judaicos

O caluniador arruina três pessoas: a si próprio, o ouvinte e o caluniado
Fonte: "Talmude babilónico" Autor: Textos Judaicos

O caluniador torna-se responsável por todo o prejuízo decorrente da sua difamação
Fonte: "S. Afonso M. de Ligório" Autor: Textos Cristãos

A calúnia é um assassino moral
Autor: Constant , Benjamim

A calúnia é um fogo devorador, que consome tudo em que toca, e que enegrece o que não pode consumir
Autor: Massillon , Jean

Os caluniadores são como o fogo que enegrece a madeira verde, não podendo queimá-la
Autor: Voltaire

Onde quer que a virtude se encontre em grau eminente, é perseguida; poucos ou nenhum dos famosos varões do passado deixou de ser caluniado pela malícia
Fonte: "Dom Quixote" Autor: Cervantes , Miguel

Caluniai, caluniai; alguma coisa sempre fica
Fonte: "O Barbeiro de Sevilha" Autor: Beaumarchais , Pierre

Pois a calúnia vive por transmissão, / Alojada para sempre onde encontra terreno
Fonte: "A Comédia dos Erros" Autor: Shakespeare , William

A calúnia é como uma vespa que o importuna e, contra a qual, não se deve fazer qualquer movimento, a não ser que se tenha a certeza de a matar
Autor: Chamfort , Sébastien-Roch

Saber resistir à violência é forte, mas vulgar; saber resistir à calúnia e aos motejos é maior esforço e mais raro
Autor: Herculano , Alexandre

A calúnia nunca se farta
Autor: Wertheimer , Emanuel

Caluniar: dizer tudo o que achamos sobre um homem quando ele não nos consegue achar
Fonte: "Dicionário do Diabo" Autor: Bierce , Ambrose

A calúnia mais vil é a que enxerta na verdade uma mentira
Autor: Campoamor y Campoosorio , Ramón

A calúnia estende-se como uma mancha de óleo: esforçamo-nos por tirá-la, mas a nódoa fica
Autor: Lespinasse , Julie

Não há inocência que esteja segura de um falso testemunho
Fonte: "Cartas" Autor: Vieira , Padre António


Fonte: http://www.citador.pt/citacoes.php?cit=1&op=8&theme=364&firstrec=0

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prevenção: Sismos

Saiba o que fazer em caso de sismo

Sabe o que fazer antes, durante e depois de ocorrer um sismo?

ANTES

Informe-se sobre as causas e efeitos possíveis de um sismo na sua zona.

Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena com os seus familiares e amigos.

Elabore um plano de emergência para a sua família.

Certifique-se que todos sabem o que fazer no caso de ocorrer um sismo.

Combine previamente um local de reunião, para o caso dos membros da família se separarem durante o sismo.

Organize o seu kit de emergência. Reúna uma lanterna, um rádio portátil e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor e um estojo de primeiros socorros.

Armazene ainda água em recipientes de plástico e alimentos enlatados para dois ou três dias (Verifique com periodicidade os prazos de validade).

Identifique os locais mais seguros, distribuindo os seus familiares por eles: vão de portas interiores, cantos de paredes mestras, debaixo de mesas e camas sólidas.

Mantenha uma distância de segurança em relação a objectos que possam cair ou estilhaçar.

Conheça os locais mais perigosos, como junto a janelas, espelhos, candeeiros, móveis e outros objectos que possam tombar.

Não utilize elevadores e afaste-se de saídas para a rua. Fixe as estantes, os vasos e floreiras às paredes da sua casa.

Coloque os objectos pesados, ou de grande volume, no chão ou nas estantes mais baixas.
Ensine todos os familiares como desligar a electricidade e cortar a água e o gás.

Tenha à mão, em local acessível, os números de telefone de serviços de emergência.

DURANTE

a) Dentro de casa

Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.

Mantenha-se afastado de janelas e espelhos.

Tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos.

b) Se estiver na rua

Dirija-se para um local aberto, com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água.

Não corra nem ande a vaguear pela ruas.

Mantenha-se afastado dos edifícios (sobretudo os mais degradados, altos ou isolados) dos postes de electricidade e outros objectos que lhe possam cair em cima.

Afaste-se de taludes, muros, chaminés e varandas que possam desabar.

c) Se está a conduzir

Pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.

Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.

DEPOIS

Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis réplicas.

Não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilize elevadores.

Não fume, nem acenda fósforos ou isqueiros. Podem ocorrer fugas de gás.

Corte a água e o gás e desligue a electricidade.

Utilize lanternas a pilhas.

Ligue o rádio e cumpra as recomendações que forem difundidas.

Limpe urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados (ex: álcool ou tintas).

Evite passar por locais onde existam fios eléctricos soltos.

Não utilize o telefone, excepto em caso de extrema urgência (feridos graves, fugas de gás ou incêndios).

Não circule pelas ruas para observar o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.


Estas são indicações do Laboratório Vulcanológico e Sismológico da Universidade dos Açores.

Sismo de grau 6.0 assusta Algarve

Abalo com forte intensidade sentido em Portugal

Foi sentido em várias zonas do país, ao qual se seguiram-se oito réplicas de menor intensidade. O tremor de terra de 6.0 e com epicentro a 100 quilómetros do Cabo de São Vicente foi sentido com maior intensidade no Algarve.

Um sismo de 6.0 na escala de Richter foi sentido durante vários segundos ao início da madrugada em várias zonas do país. Segundo o Sistema Geológico dos Estados Unidos (USGS), tratou-se de um terramoto com magnitude de 5.7, ocorrido às 01:37, 100 km a Oeste-Sudoeste do Cabo de S. Vicente, a 185 km de Faro e 265 de Lisboa, a 10 quilómetros de profundidade. O Instituto de Meteorologia aponta para um grau de 6.0.
Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido em todo o território do Continente, verificando-se que a intensidade máxima foi de V (escala de Mercalli modificada) na região de Lagos e Portimão.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil registou, até às 03:47, oito réplicas do sismo sentido à 01:37 em Portugal Continental, todas de magnitude inferior e que não provocaram danos, refere a Lusa.
Pedro Araújo, comandante de permanência às operações do Comando Nacional da Autoridade de Protecção Civil, adiantou que a magnitude das réplicas variou entre 1,3 e 2,3 na escala de Richter e foram sentidas em todo o território de Portugal Continental. O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, deslocou-se às instalações da Protecção Civil, em Lisboa, para se «inteirar de todo o processo», adiantou Pedro Araújo. A mesma fonte precisou que a Protecção Civil tem estado a monitorizar toda a informação e que, ao nível municipal, deverão ocorrer avaliações locais, na sequência de alertas das populações, das câmaras ou dos serviços municipais de protecção civil.
Porém, Pedro Araújo realçou que «não há danos estruturais» registados até agora em Portugal.
O sismo teve a duração de alguns minutos, mas apenas foi sentido pelas pessoas durante cinco a oito segundos. Na capital, o abalo foi sentido com intensidade, mas há registos em várias zonas do país, nomeadamente no Alentejo e Algarve, mas também no centro e norte do país.
Segundo relatos publicados no site da USGS, pessoas sentiram o sismo em locais tão dispares como Abrantes, Aveiro, Seia e Vila Nova de Gaia, ou Rabat e Tetouan (Marrocos) e Sevilha e Huelva. Em Espanha, o Instituto Geográfico Nacional aponta para um sismo de 6.3, sentido na Andaluzia, mas também na Estremadura e Madrid.

O maior sismo dos últimos 40 anos

Tremor de terra de 6.0 apareceu sem avisar. Já houve mais de 20 réplicas.

O sismo que se fez sentir em Portugal esta madrugada foi o maior dos últimos 40 anos, confirmou fonte do Instituto de Meteorologia. A sismóloga Patrícia Silva adiantou que, até às 11.30, se tinham sentido mais de 20 réplicas, uma das quais registadas precisamente durante o nosso contacto telefónico. «Têm sido réplicas abaixo dos 2.5 na escala de Richter», precisou, acrescentando que não há motivo de preocupações: «Estas réplicas são normais.»
O tremor de terra de 6.0 e com epicentro a 100 quilómetros do Cabo de São Vicente foi sentido com maior intensidade no Algarve, cerca de 5.0. «Não era de esperar quaisquer danos, com esta distância e esta intensidade», disse. De acordo com o Instituto de Meteorologia, o sismo chegou sem pré-aviso. «Ontem não registámos qualquer sinal que indicasse o que ia acontecer. Nós não fazemos previsões», afirmou.
A especialista explicou que o sismo ocorreu na falha entre as placas euroasiática e africana. «Teve uma magnitude elevada, mas é normal nesta zona. Se bem que com esta intensidade já foi um sismo considerável...», comentou.

Sismo poderia ter sido mais grave

O engenheiro civil da Universidade do Algarve explica que se o abalo tivesse sido mais próximo da terra poderia ter tido consequências mais graves.

O sismo registado esta madrugada de quinta-feira, em Portugal, poderia ter tido consequências mais graves caso o epicentro do abalo tivesse sido mais próximo de terra, referiu à Lusa um especialista da Universidade do Algarve. O abalo com uma magnitude de 6.0 na escala de Richter, com epicentro a cerca de 160 quilómetros a Sudoeste do Cabo de São Vicente, no Oceano Atlântico, provocou algum medo, mas não causou danos materiais ou humanos.
O engenheiro civil do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, Carlos Martins, explicou à Lusa que o facto do epicentro ter ocorrido no Oceano Atlântico, a intensidade foi «dissipada», devido à distância. O especialista disse ainda que receia que se instale entre a população um sentimento de «falsa segurança» por não ter havido danos apesar da força considerável do abalo. «É bom que as pessoas tenham consciência de que por cada grau que se sobe na escala de Richter, existe uma diferença brutal e a energia libertada é muito maior», diz o engenheiro.
Carlos Martins refere mesmo que neste tipo de escala, uma unidade a mais representa uma grande diferença. Por exemplo, com um sismo desta magnitude, 6.0 na escala de Richter, não existiram estragos, mas que num abalo de 7,8 graus seria «algo do outro mundo».
No Algarve, muitas pessoas optaram por sair para a rua com receio do colapso das estruturas. No entanto, o especialista avisa que é preciso procurar locais amplos e ter cuidado com a eventual queda de objectos ou estruturas. O sismo desta quinta-feira foi seguido de dezenas de réplicas de menor intensidade. Para o docente esta situação é comum e representa uma espécie de «acomodação» do movimento brusco que ocorreu.

Quem têm medo dos gays?

Casamento gay aprovado, adopção fica de fora


Nunca uma pequena comunidade tão expressiva, e passiva, foi tão temida. E há ainda quem fale em 'moralidade' neste País...
Ministro da Presidência garante que foram os direitos do adoptado a prevalecer sobre os do adoptante.

O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, a proposta de lei que tornal legal o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. De fora ficou, como os socialistas tinham garantido, a possibilidade de adopção por casais homossexuais. «O que foi aprovado foi o acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Não há nenhuma alteração em matéria do regime de adopção», explicou o ministro da Presidência aos jornalistas.
Segundo Pedro Silva Pereira, o casamento homossexual não vai ter qualquer implicação no sistema de adopção. «O facto de se admitir a possibilidade legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo não tem qualquer implicação no regime de adopção», acrescentou.
Para o governante, «não há discriminação» neste acto, uma vez que «a adopção não é um direito dos adoptantes». «Ninguém tem o direito de adoptar», referiu. «Na lei diz que as pessoas se têm de candidatar a adoptar e a aprovação depende dos interesses da criança, ou seja, do adoptando, e não dos seus», afirmou.

Cavaco deverá passar "batata quente" para o TC

O documento tem de ser agora promulgado pelo Presidente da República, mas há constitucionalistas que defendem que "o Presidente pode ter dúvidas quanto à constitucionalidade" do diploma. Sobretudo porque quando a constituição foi redigida, diz um catedrático da Universidade de Coimbra, ela estaria "vinculada a uma certa concepção de casamento" - leia-se, heterossexual. "A pretender-se introduzir alterações do direito ordinário seria conveniente tratar o problema em sede constitucional", rematam.
É claro que a matéria está longe de ser pacífica. Há quem admita, como o constitucionalista Jónatas Machado (de Coimbra), que a questão não deve ser resolvida no campo jurídico, mas sim pela sociedade. Mesmo assim, admite que é possível "o Tribunal Constitucional (TC) declarar o casamento 'gay' inconstitucional, alegando o afastamento da sua génese judaico-cristã". Tudo dependerá, diz, das sensibilidades dos conselheiros do TC. Jónatas Machado diz ainda que se Cavaco enviar a proposta para o TC "é uma forma inteligente de passar a batata- quente para o tribunal".

Tribunal confia duas crianças a casal gay

Juíza sabia que era um casal homossexual, mas entendeu que tem melhores condições para tratar das crianças do que os pais.

O Tribunal de Oliveira de Azeméis entregou esta quarta-feira a guarda de duas meninas a um tio que vive com outro homem. A notícia é avançada pelo «JN», que adianta que a juíza entendeu que o casal homossexual tem melhores condições para tratar das crianças do que os pais.
Fonte judicial, citada pelo jornal, explica que «todas as partes envolvidas, Segurança Social, pais, Ministério Público, juíza e até as próprias menores, tinham pleno conhecimento de que em causa estava decidir se se devia entregar o cuidado das meninas, de 8 e 5 anos de idade, aos pais ou a um casal gay, embora oficialmente a guarda fique a cargo do tio. Apesar disso, sem preconceitos, entendeu-se que este casal homossexual podia educar e tratar muito melhor as meninas do que os pais, que não reúnem condições».
A mesma fonte explicou que a decisão «é um caso único em toda a história do Tribunal de Oliveira de Azeméis e, porventura, o primeiro do género a nível nacional».
Mas para já o que está em causa não é uma adopção, apenas a confiança das crianças, durante meio ano, com o acordo dos próprios pais. O processo poderá contudo culminar com a adopção, caso o período de guarda das menores seja renovado por mais meio ano e os pais persistam em não oferecer condições às filhas.
Ouvidos pelo «JN», os pais das menores afirmaram-se satisfeitos com a decisão do Tribunal. «Acham que nós não temos condições para criar as nossas filhas. Prefiro que elas estejam, com o João e o Paulo (nomes fictícios), que lhes dão carinho e cuidam bem delas, do que numa instituição».
João, de 30 anos, empregado fabril, e o companheiro Paulo, de 36 anos, gestor, disseram ao jornal que «foi um dia muito bonito, de felicidade. Saber que um tribunal, sem tabus, sem complexos, reconhece num casal homossexual condições para acolher e educar duas crianças, é uma vitória e um passo em frente para acabar com esta hipocrisia da sociedade».
Mas admitem que as menores podem agora enfrentar, na escola, alguns problemas. «As crianças são cruéis. Receamos que possam mandar bocas às nossas meninas, mas nós já as preparámos para o pior. Elas sabem bem que somos um casal. Compreendem isso, mas dissemos-lhes para elas dizerem aos colegas que nós somos apenas amigos e que vivemos na mesma casa. Sem mais explicações».

Acidente no Shopping em Faro

Tecto não aguenta enfeites de Natal

40 quilos de decorações fazem desabar tecto no Fórum Algarve.

O desabamento de um tecto falso de pladur, constituído por uma estrutura sintética ligeira à qual estavam apensos ornamentos de Natal, pesando cerca de 30 a 40 quilos, segundo apurou o DN, provocou, ontem, pelas 13.45, um ferido e um ambiente de pânico no corredor entre o hipermercado Jumbo e lojas no Fórum Algarve, em Faro.
Um homem de 25 anos sofreu escoriações no ombro direito ao ser atingido pela derrocada, tendo sido o único ferido e em estado considerado ligeiro. Foi assistido no Hospital de Faro, onde esteve a ser submetido a exames radiológicos para verificar se existia alguma fractura. Ainda no local do acidente e devido a situação de ansiedade e emoção, duas mulheres, uma de 48 e outra de 30 anos, receberam apoio psicológico a cargo de uma especialista do Instituto Nacional de Emergência Médica.
"Estava a levantar-me para ir tomar café e ouvi um estrondo, logo seguido do barulho de pessoas que começaram a correr. Quando a estrutura ruiu, começou a fazer um barulho, o que possibilitou às pessoas que se encontravam no corredor correrem cada uma para o seu lado e aos gritos. Nem olharam para cima, para o tecto", contou Lídia Gomes, florista, incrédula com o sucedido.
Numa altura em que chegam a circular mais de 30 mil pessoas por dia no Centro Comercial Fórum Algarve, a área atingida pela derrocada foi, de imediato, isolada pela PSP para operações de socorro e remoção dos destroços.
A administradora daquele empreendimento comercial, Sandrine Pires, admitiu que o acidente poderá ter resultado do peso das decorações de Natal no tecto falso no corredor junto ao hipermercado. "Passou-se qualquer coisa na parte do tecto entre as lojas e o hipermercado", observou. O corredor onde ocorreu a derrocada já reabriu ao público. "Não há razão para alarme", referiu o presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Meteorologia: Neve pode caír no Algarve

Dez distritos em alerta devido ao frio, chuva e neve


Estado de prontidão accionado às 00:00 de quarta-feira. Durante a noite pode caír neve na Serra de Monchique.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai colocar quarta-feira em alerta amarelo 10 distritos do Norte e Centro do país devido ao frio, chuva e queda de neve, que poderá ser intensa em alguns locais, noticia a Lusa.
Segundo a ANPC, o alerta amarelo, segundo de uma escala de quatro, vai ser accionado às 00:00 de quarta-feira nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra, prolongando-se por 24 horas.
A Protecção Civil coloca em alerta azul, o mais baixo de uma escala de quatro, os restantes distritos de Portugal continental. Os alertas têm como objectivo aumentar a prontidão dos dispositivos de resposta operacional e informar a população sobre medidas de prevenção e precaução, de acordo com a Protecção Civil.
O Instituto de Meteorologia (IM) prevê para os próximos dias a continuação do tempo frio e a ocorrência de chuva nas regiões do sul a partir do final do dia de hoje, precipitação que vai progredir para Norte e que poderá ser temporariamente forte.
Segundo o IM, face às baixas temperaturas previstas poderá nevar acima dos 400 metros de altitude. Na região Sul, Algarve, poderá cair neve nas Serras de Monchique e São Mamede durante as próximas madrugadas, a exemplo do que já aconteceu no ano passado, face ao agravamento das temperaturas no Sul.
Em comunicado, a Protecção Civil volta a recomendar que seja dada «especial atenção» à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação de gelo, uma vez que aumenta o perigo de acidentes rodoviários, e aconselha velocidades reduzidas.
A ANPC sugere também, em áreas afectadas por gelo ou neve nas estradas, o transporte na viatura e colocação nos pneus de correntes de neve sempre que as condições de circulação o justificarem.
Os automobilistas devem seguir as indicações da ANPC e «não ignorarem eventuais cortes de estradas ou indicações de vias alternativas». A Protecção Civil aconselha igualmente o uso de várias camadas de roupa, que não devem ser muito justas, a não realização de actividades físicas intensas e contacto imediato com o 112 (número de emergência) sempre que surgirem sinais de hipotermia.

Desertificação já visível

Algarve e Alentejo são as primeiras vítimas

A influência das alterações climáticas na desertificação não é certa, mas sim a maneira como o homem trata os solos.

As grandes searas de trigo alentejanas podem desaparecer. E em seu lugar ficará um inóspito deserto com a terra sulcada. Será este o cenário, caso nada se faça contra o avanço da desertificação. Mas já há zonas em perigo iminente. "Na serra do Caldeirão já se nota uma elevada mortalidade entre a flora, como nos sobreiros", avisa Luís Silva, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Alentejo e Algarve serão, aliás, as primeiras zonas do País a sofrer com a desertificação, fenómeno que já foi assumido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) como "um dos maiores desafios ambientais da actualidade". Em todo o mundo, cinquenta mil pessoas podem ter de abandonar as suas terras nos próximos 10 anos, devido à perda de biodiversidade. A zona mediterrânea é considerada um dos locais mais afectados pela desertificação, assim como a América Latina e Caraíbas.
Luis Silva diz não ter dúvidas de que as alterações climáticas potenciam a desertificação, como pode ser notado pelo estado do tempo que se faz sentir em Portugal. "Há mais ondas de calor, que provocam incêndios florestais, o principal factor de desertificação", argumenta. Além disso, lembra que o Alentejo e o Algarve são zonas com menor precipitação e uma temperatura elevada durante o ano todo, sendo por isso as mais afectadas pela desertificação.

Também João Corte-Real, professor de Física da Universidade de Évora e especialista em desertificação, defende que o clima interfere na deserstificação, chamando a atenção para as fortes chuvas que se fazem sentir em pequenos períodos de tempo: "As chuvadas provocam a erosão dos solos, como quando se deita um balde de água sobre a terra."
No entanto, já em relação às alterações climáticas e aos seus efeitos na desertificação, o professor de física admite não existirem certezas absolutas. "Não é totalmente fundamentado por estudos que a desertificação seja causada pelas mudanças climáticas", diz. No entanto, acrescenta: "Há indícios em Portugal continental que a partir dos anos 70 passaram a haver períodos de seca de cinco em cinco anos."
O que é certo para os dois peritos é que o homem é quem mais tem influência na desertificação. Isto, ao destruir do coberto vegetal e do arvoredo disperso, ao permitir pasto excessivo, ao realizar processos de rega inadequados e ao avançar com salinização e pressão demográfica em zonas de risco. Tudo isto leva à alteração do microclima e a terra torna-se árida.
As Nações Unidas estão preocupadas com a situação da Península Ibérica e alertam para o despovoamento do Sul e interior de Portugal. Uma das soluções são políticas agrícolas, de emprego, educação e ordenamento do território que tragam pessoas que cuidem da terra nestas regiões.

Cimeira de Copenhaga

Subida dos oceanos implica ameaça para países inteiros

Há incertezas sobre o perigo colocado pela subida do nível dos mares, devido às mudanças climáticas e o derretimentos dos gelos eternos. Mas o impacto pode ser devastador para territórios muito povoados: milhões de refugiados, tempestades, perdas económicas. Muitos países vivem sob a ameaça a prazo da água. Em Portugal, regiões como Lisboa e o Algarve podem ser das mais afectadas.

Um dos efeitos mais imprevisíveis das alterações climáticas será a subida dos oceanos. Os cientistas têm dificuldade em adiantar estimativas, dada a complexidade dos sistemas em causa, mas os números apontam para que esteja em curso uma subida do nível do mar que pode ter graves consequências, sobretudo se forem inundados territórios de países pobres ou se, em associação a tempestades, forem atingidas cidades de grande dimensão.
O nível do mar não foi sempre igual. Há 20 mil anos, era mais de 100 metros inferior ao actual; há 120 mil anos, quando as temperaturas do planeta tinham um grau centígrado acima das de hoje, o mar estava 2 a 6 metros mais elevado; há 3 milhões de anos, as temperaturas globais eram 2 a 3 graus superiores e o mar encontrava-se 25 a 30 metros acima do nível moderno.
As estimativas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre alterações climáticas) apontam para a subida do nível do mar entre 0,5 metros e 1,4 metros até 2100, relativamente ao nível de 1990; mas há peritos que falam no intervalo de um metro a dois metros. Entre 1996 e 2006, os mares cresceram em média 3,3 milímetros por ano e o ritmo parece estar a acelerar. A esta velocidade, as cidades teriam tempo para se adaptar à subida, mas o maior perigo não vem do aumento do nível, mas da associação deste fenómeno a violentas tempestades, que serão mais frequentes e podem arrasar territórios inteiros.

Estão em perigo arquipélagos isolados e países como Vietname ou Sri Lanka. A subida de um metro na água do mar inundará 15% do Bangladesh, país onde vivem 140 milhões de pessoas. Na Europa, o maior símbolo é Veneza, cidade que se afunda há centenas de anos, mostrando por um lado a adaptabilidade dos habitantes, mas também os custos que poderá ter um fenómeno de subida de águas mais rápido do que o previsto.
Colombo, Carachi, Hanói são algumas das cidades asiáticas mais vulneráveis a inundações provocadas por chuvas intensas, associadas à subida das águas do mar. Na América, poderiam ser destruídas por tempestades cidades como Nova Iorque ou Miami, tal como aconteceu a Nova Orleães em Agosto de 2005.
O estuário do Tejo, Londres, Hamburgo e parte substancial da Holanda são exemplos de zonas sensíveis na Europa. Em 1953, na madrugada de 1 de Fevereiro, uma tempestade no mar do Norte atingiu a Holanda e destruiu os diques que protegiam as terras baixas. As inundações mataram 1800 pessoas. Calcula-se que a tempestade tenha provocado uma subida de quatro metros no mar, algo nunca visto desde 1916 e 1717.
O país preparou entretanto defesas para estas tempestades do século, mas a ciência afirma que haverá mais fenómenos extremos de clima à medida que as temperaturas globais forem subindo. Alguns países têm dinheiro para se preparar, mas outros serão vulneráveis, com muita gente a viver em deltas de rios ou em cidades de milhões de habitantes.
As alterações climáticas deverão provocar grandes problemas na distribuição da água no planeta. O degelo dos glaciares nos Himalaias causará inundações súbitas, derrocadas e acima de tudo secas. O IPCC estima que, em 2020, entre 75 e 250 milhões de pessoas viverão numa situação de falta de água devido às mudanças climáticas.
As perdas económicas, por seu turno, parecem incalculáveis: será preciso investir em diques sofisticados e novos sistemas de irrigação. Muitos agricultores vão perder as suas colheitas e populações abandonarão territórios expostos ao mar. Os analistas militares falam em deslocações em massa de populações e guerras causadas pela escassez de água.
Em Maio de 2008, um ciclone de intensidade 4 (numa escala de 5) atingiu a zona do delta do Irrauadi, em Myanmar (Birmânia). Houve mais de 140 mil mortos e foram afectadas gravemente 2,4 milhões de pessoas. O que piorou a situação foi a falta de acção do próprio Governo, que impediu a ajuda humanitária de entrar no país.
A subida dos mares, devido às mudanças climáticas, é um pesadelo para as autoridades italianas, que se esforçam por impedir o afundamento da cidade. Todos os anos Veneza é inundada por marés devastadoras e as tempestades fazem estragos extensos. Se os mares subirem mais do que dois metros, Veneza pode estar perdida.

O furacão 'Katrina', em Agosto de 2005, atingiu em cheio a cidade de Nova Orleães, destruindo os diques que a protegiam. As cheias e a confusão que se seguiu provocaram a morte a um número elevado de pessoas, certamente superior a mil. A cidade perdeu entretanto um terço da população, apesar do investimento na reconstrução.
Numerosos tesouros artísticos que fazem parte do património cultural da humanidade estão ameaçados pela subida das águas do mar. Será preciso investir fortemente na protecção destes monumentos, muitos deles em locais costeiros de países sem dinheiro para os proteger. Outra ameaça tem a ver com a biodiversidade.
Vários arquipélagos já se encontram em dificuldade, não apenas no Pacífico, mas também no Índico. Calcula-se que a era industrial produziu uma subida de meio metro nas águas do mar e isso é mais visível em ilhas isoladas. Uma subida de mais um metro condenará vários microestados e as populações não terão para onde ir.
Embora nem todas as zonas costeiras portuguesas estejam em grande risco de inundações, a subida do mar pode destruir áreas habitadas, particularmente na região do Algarve (Lagos, Albufeira, Faro). O estuário do Tejo será sensível a inundações associadas a tempestades. Este perigo está bem estudado, não devido a eventuais impactos do clima, mas porque o Tejo (Lisboa e o Algarve) está sob a ameaça de tsunamis.
Partes da ilha de Manhattan estão apenas um metro e meio acima do nível do mar e se o oceano subisse um metro (estimativa optimista), a cidade estaria em grande perigo no caso de ser atingida por um furacão. A água poderia provocar estragos incalculáveis, infiltrar-se no subsolo e afectar a estabilidade de edifícios em partes da cidade.
Cidade plana e costeira, Bombaim é um dos melhores exemplos de zona urbana ameaçada pela subida do mar. Milhões de pessoas concentram-se numa área pequena, difícil de proteger. As inundações provocadas pelo degelo dos Himalaias e as derrocadas causadas pela mudança nas chuvas afectarão toda a Índia. A perturbação das monções pode matar milhões de agricultores.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Taxa de desemprego sobe

Portugal chega aos 10,2% no desemprego

É a quarta taxa mais elevada dos 30 países da OCDE. Portugal perde o dobro dos empregos da União Europeia.

A taxa de desemprego agravou-se em Outubro no conjunto dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos), fixando-se em 8,8 por cento, com Portugal a chegar aos 10,2 por cento.
Face a Setembro, o desemprego nos 30 países membros da OCDE piorou 0,1 pontos percentuais, ficando 2,3 pontos percentuais acima do valor apurado em Outubro de 2008. Portugal apresenta assim é a quarta taxa de desemprego mais elevada dos 30 países da OCDE.
Na Zona Euro, a taxa de desemprego estabilizou nos 9,8 por cento em Outubro, face ao mês anterior, e aumentou 1,9 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2008. Para os Estados Unidos, a taxa em Novembro ficou nos 10%, menos 0,2% do que em Outubro e mais 3,2% do que no anterior.
O mercado de trabalho em Portugal sofreu uma contracção de 1,1% entre Julho e Setembro deste ano. A destruição de emprego em Portugal foi mais do dobro da diminuição verificada na União Europeia (UE). O mercado de trabalho em Portugal sofreu uma contracção de 1,1 por cento entre Julho e Setembro, face ao trimestre anterior, revelam os dados do Eurostat divulgados esta segunda-feira.
Assim, Portugal foi o terceiro país, no conjunto dos 27 países que compõem a União Europeia (UE), que perdeu mais empregos no terceiro trimestre deste ano, refere o Eurostat.
Com o pior desempenho da UE surge a Letónia, com o mercado de trabalho a contrair 5,7%. Segue-se a Espanha, onde o número de empregados recuou mais 1,5%. Revela ainda o Eurostat que, na Zona Euro, 712 mil pessoas perderam os seus postos de trabalho no terceiro trimestre do ano. Já nos 27 Estados-membros da UE, o emprego desceu 0,5% no trimestre em questão, o que significa que, no total, mais de um milhão de europeus ficaram sem emprego.

Acidente ferroviário na Mexilhoeira

Comboio colhe homem perto de Portimão

Vítima sofreu amputação de membros inferiores.

Um homem foi colhido por um comboio entre Portimão e a Mexilhoeira Grande. A vítima sofreu a amputação dos membros inferiores e sido transportado para o Hospital, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
«Recebemos a chamada às 14h30, dando conta de que uma vítima, do sexo masculino, de 36 anos, tinha sido colhido por um comboio ao passar a linha, na Mexilhoeira Grande», afirmou a fonte do INEM, precisando que «houve amputação dos membros inferiores».
A fonte disse ainda que no local, a prestar assistência, tiveram uma ambulância e uma Viatura Médica de Emergência (VMER), ambas de Portimão, que transportaram a vítima para o Hospital do Barlavento.
Bruno Martins, porta-voz da CP, disse à Lusa que «o acidente não provocou a suspensão da circulação, apenas atrasos em dois comboios, um deles o que teve envolvido no acidente, que era um regional que fazia a ligação Lagos-Faro. O acidente deu-se às 14h25, a 800 metros da estação de Portimão, entre Portimão e a Mexilhoeira Grande», precisou.
As relações públicas do Hospital do Barlavento disse à Lusa, por seu turno, que chegou à unidade de saúde, «cerca das 16h00, um cidadão de moldavo, do sexo masculino, com 36 anos de idade, que entrou directamente para a reanimação e agora encontra-se no bloco operatório. Tudo aponta para amputação dos membros inferiores», acrescentou a fonte, remetendo mais informações para a manhã de terça-feira.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Crónicas sem tempo

Governar em minoria

O resultado está à vista e não basta implorar ao Presidente da Republica que lhes tire as castanhas quentes das mãos ou que os Partidos da Oposição se juntem nos mesmos processos duvidosos que já provaram ter falhado porque se não deu ouvidos à razão dos cidadãos que cada vez estão mais pobres e o País à beira do abismo.

Quem ventos semeia, normalmente colhe tempestades, é uma verdade incontornável e aplica-se que nem uma luva ao Eng José Sócrates, que exerceu durante 4 anos e meio o cargo de Primeiro Ministro de Portugal, com uma confortável maioria absoluta que lhe deu a possibilidade de cortar a direito e fazer o que quis e lhe apeteceu desafiando tudo e todos, fazendo-o de forma extremamente violenta ultrapassando tudo o que devem ser normas de civismo para com os opositores, que em democracia valem tanto como os mais fortes. O Primeiro Ministro pretendeu fazer reformas à bruta e investiu contra Professores, Juízes, Médicos, Farmacêuticos, Funcionários Públicos, Policias, Notários e tudo quanto mexe, duma gama de outras organizações corporativas que defendem interesses que não podem ser resolvidos de forma abrupta, mesmo que se tenha uma maioria absoluta para governar, e que haja da parte dos reformadores as melhores intenções.
A politica é uma arte que requer muita imaginação, grandes conhecimentos, imenso bom senso e sobretudo usar uma cultura de diálogo de modo a nunca esticar demasiado a corda, sob pena de se entrar num clima insuportável que não contribui para a transformação de hábitos, costumes e modos de proceder ultrapassados que é necessário reformar. Nada é eterno e as reformas são sempre aconselháveis para melhorar o sistema politico, económico e social, para que daí venham ganhos para os cidadãos atingidos e para a sociedade em geral. Todas as áreas onde Sócrates procurou executar reformas, são sectores que precisam ser melhorados, mas nunca poderão ficar de fora os seus principais actores, que são os profissionais conhecedores dos problemas, com quem se deve estimular parcerias, sem cedências, claro, mas, apresentado projectos transparentes, exequíveis e negociados com habilidade politica, de modo a que ninguém possa perder a face e se possam alcançar resultados equilibrados, com incentivos que venham no futuro a produzir qualidade.
Governar é aceitar o veredito popular saído das urnas. Se o povo português em 27 de Setembro de 2009, só deu ao Partido Socialista 36% dos votos, é porque entendeu que o PS não merecia mais, mesmo assim deu-lhe uma maioria relativa para poder governar o País doutra forma não arrogante, mais séria e honesta, com menos corrupção e convidando a faze-lo mostrando que sabe, alterando os métodos ditatoriais usados durante 4 anos e meio com a nefasta maioria absoluta. Ao que parece Sócrates não está preparado para a missão de humildade de governar desta forma minoritária, estando agora a pagar uma factura democrática porque a Oposição tem mais Deputados que o PS e no seu conjunto somam uma maioria absoluta, o que não significa que possam constituir um Governo alternativo. Não cabe na cabeça de ninguém que o CDS/PP possa fazer uma coligação, um pacto de governo com o PCP, ou mesmo com o BE, apesar de haver irmãos dos dois lados. Governar sem maioria absoluta foi o que fez Cavaco Silva em 1985, e com a oposição de Mário Soares, Presidente da Republica, o que não obstou que Cavaco Silva, tenha sabido ganhar de seguida duas maiorias absolutas de um só partido o PPD/PSD, acabando com um Governo do Bloco Central de Mário Soares/Mota Pinto que por sinal também tinha uma maioria absoluta.
Governar com maiorias absolutas é muito fácil, pois não se respeita ninguém e os ídeces de corrupção disparam, porque não há fiscalização, a Assembleia da Republica deixa de cumprir o seu papel porque só serve nesses períodos para viabilizar todos os crimes encapotados, saques, desmandos e atropelos das leis. É como governar uma casa multi milionária, onde nada falta e o desperdício é moralmente vergonhoso do tipo das casas dos nossos Magos Economistas Catrogas, Belezas, Bessas, Silvas Lopes, Constâncios, João Sagueiros, Belmiros, Amorins e tantos outros que verborreicamente nos ensinam como devemos administrar a miséria dos nossos proventos. Governar uma casa pobre, onde não há dinheiro suficiente para pagar a alimentação, saúde, a creche das crianças, a universidade para os jovens, o lar para a terceira idade dos pais e avós que não é possível manter em casa por falta de assistência, isso é que é grande conhecimento económico/cientifico que não se aprende em nenhuma Universidade que estes papões frequentaram.
Pregar austeridade aos famintos quando se está de barriga cheia é o maior dos pecados, uma vez que os trabalhadores pobres, já sem falar nos 700 000 desempregados, a maior parte sem subsidio, têm de fazer enormes sacrifícios, passar por muitas vergonhas sem recorrer a esquemas criminosos e andar de cabeça erguida é que deve ser enaltecido. Um Governo minoritário é uma forma de mostrar que se pode gerir a causa publica, com menos poder politico, mais perspicácia e obter melhores resultados. Não pode agora o PS e o Primeiro Ministro chorar lágrimas de crocodilo e esperar que os outros lhe facilitem a vida, quando ainda recentemente se afirmavam no quero, posso e mando. O resultado está bem à vista e não basta implorar ao Presidente da Republica que lhes tire as castanhas quentes das mãos ou que os Partidos da Oposição se juntem nos mesmos processos duvidosos que já provaram ter falhado porque se não deu ouvidos à razão dos cidadãos que cada vez estão mais pobres e o País à beira do abismo, que nenhum “Tratado de Lisboa” lhe pode valer, pese embora toda a demagogia de falsas grandezas em que nos querem fazer crer.
Manuel Aires

PS/
Aos meus leitores e sei que são muitos, sem falsa modéstia, desejo-lhes a todos um Santo Natal e um ano de 2010 com paz, harmonia e progresso económico e social.

Finalmente de acordo

Autarcas condenados vão ser suspensos

Demorou quatro anos, mas parece que é mesmo desta: Governo, por um lado, e o CDS na Assembleia vão avançar ao mesmo tempo com duas propostas que impedem os autarcas que sejam condenados em tribunal, mesmo que só em primeira instância, de se reapresentarem a eleições - sendo até obrigados a suspender funções.

A ideia original tem cinco anos. Foi proposta por Luís Marques Mendes, à altura líder do PSD. Chegou até a ser aprovada, na generalidade - mas de lá para cá ninguém, nem mesmo os social-democratas, deu sequência ao processo.
Agora, a ideia original terá - ao que diz José Junqueiro, secretário de Estado do Poder Local, e Nuno Magalhães, deputado do CDS - uma ligeira adaptação. Ao passo que Mendes propunha estas medidas assim que houvesse acusação, as novas propostas põem uma fasquia mais alta para que se venha a verificar: a suspensão e inibição de recandidatura vai aplicar-se só quando houver uma primeira sentença em tribunal - como aconteceu a 5 de Agosto com Isaltino de Morais, ou com Avelino Ferreira Torres.
O facto da lei ser mais restritiva, porém, não chega para tirar satisfação ao autor da primeira proposta: "Há quatro anos que me bato por uma lei destas. É caso para dizer: vale mais tarde do que nunca", afirma Marques Mendes. Mas deixa já um aviso - com a autoridade de quem esperou vários anos para que os outros partidos viessem colar-se à sua proposta: "Espero agora que estas iniciativas, depois das pomposas proclamações iniciais, não fiquem na gaveta como sucedeu com o projecto que apresentei em 2005".
O aviso de Mendes é justificado, até, pelas dificuldades que se podem colocar em que todos cheguem a acordo sobre os detalhes da proposta. Antes do mais, haverá uma guerra entre Governo e Assembleia - o primeiro quer fazer a alteração numa nova Lei da Tutela Administrativa, ao passo que o CDS entrega esta semana a sua proposta no âmbito das propostas de combate à corrupção - e visando a Lei das Inegibilidades dos Políticos, que vem de 1987.

Mas, mesmo para além da corrida para ver quem chega primeiro, vão depois colocar-se outras questões. Desde logo, a da suspensão só após a primeira condenação. Mendes, por exemplo, é contra. Admite que "será sempre um passo positivo", mas critica o facto "de ter um âmbito mais restritivo" - e, portanto, de potencialmente quase não se aplicar.
Porém, essa questão pode mesmo ser essencial para que os partidos mais à esquerda aceitem a nova legislação. O PCP já antes tinha recusado a lei de Mendes por "violar o princípio da presunção de inocência". O Bloco dizia o mesmo. Mas já face á nova formulação, Helena Pinto admite "que se trata de uma versão substancialmente diferente", levando o partido a admitir "ponderar de novo" e rever a posição inicial.
Depois, há a questão específica da suspensão. O Governo só o admite, diz José Junqueiro, para "crime doloso, com pena superior a três anos". Na bancada socialista, Ricardo Rodrigues diz ter dúvidas, até, sobre o princípio: "Essa é uma decisão que cabe já ao juíz - mas isso será questão de aperfeiçoamento."
No final será também preciso discutir para que crimes se aplicará a nova lei. À partida, o CDS quer que seja em crimes ligados ao exercício de funções - o que pode não ser pacífico entre os outros partidos. O Governo fala de crimes graves. Os outros partidos preferem esperar para ver.
De resto, há até um partido que prefere nada comentar, nada mais do que o PSD. O deputado Fernando Negrão atira a decisão "para a direcção do partido e do grupo parlamentar", dado que "a mudança de liderança" implica "nova decisão sobre a matéria." Luís Marques Mendes, por seu lado, pede "coragem": "Precisamos de cortar a direito com situações absolutamente chocantes para a democracia e para a opinião pública, que comprometem a credibilidade da actividade política."

domingo, 13 de dezembro de 2009

Crónica de Domingo

Eis aí, a moderna praga

"O que somos mesmo, neste período pós-moderno de que algumas pessoas tanto se orgulham, é uns stressados. E começo a ficar com medo, não do destino, eterno culpado, não da vida nem dos deuses, mas disso que, robotizados, estamos a fazer a nós próprios."

As novas e nossas pestes – que também as temos – podem ser menos tenebrosas do que as medievais, que nos faziam apodrecer em vida. Mas, mesmo mais higiénicas, e com medicação acessível, destroem. E multiplicam-se, na medida em que se multiplica o nosso stress. Ou melhor: o stress é uma das pragas modernas. Quanto mais naturalistas e ambientalistas estamos, mais longe da mãe natureza ficamos. Que por sua vez reclama e esperneia: tsunamis, tempestades, derretimento dos glaciares, clima destrambelhado. O ser-se natural passou a não ser natural. Ser natural está em grave crise.
O bom mesmo é ser virtual – mas isso é um assunto para outra crónica, ou várias. Porque, se de um lado somos cada vez mais cibernéticos e virtuais, de outro cultivamos amores vampirescos, paixões por catástrofes, por lobisomens, e somos fãs de simpáticos bruxos em revoadas de vassouras. Mudaram-se os nossos ídolos. Não sei se para pior, mas certamente para bem mais interessantes. Pois o nosso lado contraditório é que nos torna interessantes, em consultórios de psiquiatras, em textos de ficcionistas, em protestos anti-políticos. Também na vida quotidiana aquela velhíssima voz do instinto, a voz das nossas entranhas, já deixou de funcionar há muito.
Ou funciona mal. Desafina, resmunga, rosna. A gente não escuta muita coisa quando, por acaso ou num esforço heróico, consegue parar, escutar, calar a boca, as aflições e a barulheira em redor. O que somos mesmo, neste período pós-moderno de que algumas pessoas tanto se orgulham, é uma turba de stressados. Não há doença em que algum médico ou psiquiatra não sentencie, depois de recitar os enigmáticos termos médicos: "É também do stress". Para alguns, ele é, aliás, a raiz de todos os males. Eu digo que é fruto da nossa agitação obsessivo-compulsiva. Quanto mais compromissos, mais stressados: é inevitável, pois as duas coisas andam juntas, são gémeas siamesas da moderna desgraça. Porque a gente trabalha demais, exige aos outros demais, e também nos cobram demais. Porque nesta lufa-lufa, a gente não tem horas para nada, não tem tempo, nem tem graça. Outro dia alguém me disse: "Desculpa, mas eu não tenho nem tempo de dar uma risota". Aquilo surtiu em mim, como faquinha cravada no peito da incensibilidade.
Um dos nossos mais detestáveis clichês é dizer: "Não tenho tempo". O que antes era uma coisa de maridos espertos e de pais mortos de cansaço e sem cabeça nem para se lembrarem da data do aniversário dos filhos (ou da mãe deles), agora também é já privilégio da mulher. De eficientes empregadas domésticas a competentíssimas executivas, passaram de nervosas a stressadas, stress daqueles de fazer arrepelarem os cabelos.
Não sei se a calvície feminina vai ser um dos preços a pagar, por essa nova entrada a todo o vapor no mercado de trabalho – pois elas ainda têm a casa, o marido, os filhos, a creche, o pediatra, o ortodontista, a aula de dança ou de judo dos meninos, de inglês ou de chinês (que acho o máximo a nova onda, "o meu filho de 6 anos já estuda mandarim") –, mas a verdade é que o stress nos domina. É o nosso novo amante, o novo rival da família e do lazer de todas as boas coisas da vida.
Que pena. Houve uma época em que a gente resolvia, um pouco às escondidas, dar uma soneca: 4 da tarde, a gente deitava-se no sofá por dez minutos, pernas pra cima... e eis que, no umbral da porta, mãos na cintura ou dedo em riste, lá apareciam a nossa mãe, avós, tias, dizendo com olhos arregalados: "Como??? Quatro da tarde e tu aí, de pernas pra cima, sem fazer nada?".
Era preciso alguma energia para espantar tais fantasmas. Neste momento, porém, eles nem precisam agir: todos nós, homens e mulheres, deitamos aos ombros cruzes de vários tamanhos, com prego ou sem prego, com ou sem coroa de espinhos. São tantos os monstros, deveres, trânsito, supermercado, dívidas, letras e pressões, que – loucura das loucuras – começamos a esquecer os nossos bebés dentro do carro... Saímos para trabalhar e, quando voltamos, horas depois, lá está a tragédia das tragédias, o fim da nossa vida: a criança, vítima não do calor, dos vidros fechados, mas do nosso stress.
Começo a ficar com medo, não do destino, eterno culpado, não da vida nem dos deuses, mas disso que, robotizados, estamos agora a fazer a nós próprios.
Carlos Ferreira
algarve.reporter@live.com.pt

sábado, 12 de dezembro de 2009

Fim de Semana

Cinema: É tempo de ficção catastrófica

Onde estão os filmes históricos, épicos, romance de bom escritor ou divertidas e inteligentes comédias? A moda agora é perversa: Depois de "2012", chega-nos "Avatar", em Cinema 3 D, para gáudio das bilheteiras.

Avatar é um filme de acção dirigido por James Cameron. O primeiro desde Titanic, em 1997. A sua data de lançamento original era para 25 de maio de 2009 mas foi adiado para 18 de dezembro.
A história desta longa metragem começa na Terra. Jake Sully (Sam Worthington) é um soldado que perdeu os movimentos da perna e não encontrou nada pelo o que valesse a pena lutar. Quando a oportunidade de trabalhar numa exploração de minas no Planeta Pandora chega, ele aceita. Pandora é um local exuberante e hostil. O ar é venenoso para humanos. Plantas e criaturas são predadoras e perigosas. E os nativos, humanóides azuis com mais de três metros de altura, os Na´vi, não ficaram satisfeitos com os humanos e as máquinas que lá aportaram.
Porquê, então, ir para este local? Porque é lá onde pode ser encontrado um mineral que poderá mudar o jogo em relação à produção de energia na Terra.
Devido ao planeta ser um lugar tão adverso, exércitos tradicionais são insuficientes para protegerem as minas. Para isso, uma espécie de programa de clones nomeado AVATAR que combina o DNA dos humanos e de Na´vi foi criado. O resultado é essencialmente o clone de um Na´vi que pode preservar a percepção de um humano. O irmão de Jake Sully foi o doador original e controlador de um desses avatares. Mas ele foi morto e a corporação responsável pelo projeto chama Jake para ir a Pandora pilotar o tal corpo, já que ele tem o DNA que combina. Em troca, ele poderá andar novamente.
A história do filme passa-se quase inteiramente em Pandora, sendo na verdade uma lua orbitando o planeta gasoso Poliphemus em Alfa Centauri. É muito parecido com o planeta Terra, com formas de vida incríveis; densa vegetação e povoada por uma raça humanóide mais primitiva que a nossa mas muito mais sábia, que vive pacificamente nas suas florestas. Os humanos não podem respirar o ar de Pandora, então para que se possa operar por lá, foram criados corpos híbridos, chamados de Avatares. Eles são controlados por pilotos humanos, que projectam as suas consciências nesses corpos, vivendo através deles.

James Cameron começou a escrever o roteiro em 1995, buscando inspiração em toda ficção científica que lia quando criança. O texto final foi feito em 2006, com a ajuda de um linguista da Universidade de Colúmbia para criar o idioma dos extraterrestres. Cameron anunciou a produção em 2005 como "Projecto 880", o qual seria um dos seus futuros projectos junto com uma adaptação de mangá, Battle Angel. Em fevereiro de 2006, Cameron anunciou que o "Projecto 880" era uma reformulação de Avatar, um filme que ele tentou produzir anos antes, e que ele faria o filme antes de Battle Angel. Em Novembro de 2006, Cameron declarou que caso Avatar faça sucesso, ele dispõe-se a fazer 2 continuações.
Avatar foi filmado em 3D, com os atores sendo transformados em versões digitais por captura de movimento. Cameron disse que optou por esse sistema pelos avanços trazidos em personagens como Gollum, King Kong e Davy Jones. O orçamento foi de 237 milhões de dolares apenas para a execução do filme, sendo a 4ª produção mais cara da história do cinema.
Os efeitos, criaturas e ambientes digitais foram totalmente computadorizados pela empresa de Peter Jackson, WETA Digital. Cameron preferiu a empresa depois de assistir ao O Senhor dos Anéis; O Regresso do Rei, e testemunhar ao resultado espetacularmente fantasioso, do qual ele precisava. Essa é a primeira produção cinematográfica totalmente computadorizada que não é considerada uma animação digital.
Avatar demorou mais de dez anos para ser concluído e traz tecnologia 3D de ponta que promete revolucionar o mercado cinematográfico. Contudo, especialistas em cinema acreditam que o lançamento não será nem um pouco expressivo, já que o tema e as suas limitações - o filme é melhor projetado em salas IMAX, que não existem em diversos países. Em Portugal são conhecidas muito poucas.
Resta saber se Cameron surpreenderá na entrega de mais uma obra bilionária - como foi o insuperável Titanic com os seus 2 biliões de dólares em bilheteira.

Corrupção: Novo escândalo no horizonte

Horta e Costa acusado de grave abuso de função

Ex-gestor praticou factos em benefício de terceiros.

O ex-presidente dos CTT Horta e Costa está acusado dos crimes de participação económica em negócio e administração danosa, incorrendo ainda na pena acessória de proibição de exercer funções como titular de cargo público, funcionário ou agente de administração.
Segundo disse esta sexta-feira fonte judicial, a acusação do Ministério Público (MP) refere que Horta e Costa, juntamente com os arguidos Manuel Carrasqueira Baptista e Gonçalo Leónidas da Rocha, praticou factos com flagrante e grave abuso da função, em benefício de terceiros e em prejuízo dos CTT, causando com estes crimes prejuízo patrimonial importante à empresa pública.
O MP entendeu que Manuel Carrasqueira Baptista e Gonçalo Leónidas da Rocha, enquanto titulares de cargos públicos, e o arguido Luís do Carmo Ramos, como funcionário público, puseram em causa a confiança da comunidade na boa administração do sector empresarial do Estado e dos dinheiros públicos.

16 acusados de corrupção, branqueamento e fraude fiscal

Numa nota, a Procuradoria-geral da República esclarece que «foi deduzida acusação contra 16 arguidos», pela prática de 19 crimes. Entre eles estão três crimes de corrupção passiva para acto ilícito, uma de corrupção activa para acto ilícito, com referência à Lei dos Crimes de responsabilidade de titulares de cargo político, dois de corrupção activa para acto ilícito, um de branqueamento, seis de participação económica em negócio, um de administração danosa e cinco de fraude fiscal. «Foi, ainda, requerida a declaração de perda a favor do Estado de todos os valores envolvidos em práticas corruptivas e deduzido pedido de indemnização civil a favor da administração fiscal», acrescenta a PGR. Por último, foi requerida a aplicação de sanção acessória de inibição do exercício de funções públicas, quanto a 6 arguidos, e medida de segurança de inibição do exercício do comércio, quanto a 3 arguidos.
Carlos Horta e Costa, ex-presidente dos CTT, Manuel Baptista, ex-vice-presidente da empresa e Gonçalo Ferreira da Rocha, vogal da administração, foram acusados do crime de gestão danosa, tendo provocado um prejuízo de vários milhões de euros aos CTT, de acordo com a edição online do jornal «Sol». Os três ex-administradores foram ainda acusados do crime de participação económica. Em causa está o negócio de venda de prédios dos Correios localizados em Coimbra e em Lisboa às empresas TCN e Demagre. Os ex-gestores incorrem agora numa pena máxima de prisão até cinco anos.

Tenperatura vai baixar

Vem aí muito frio: saiba o que fazer

Em algumas localidades temperaturas vão atingir valores abaixo de zero graus. Protecção Civil recomenda medidas de precaução e autoprotecção.

A Protecção Civil alertou para a descida da temperatura nos próximos dias e recomendou a adopção de algumas medidas de prevenção e autoprotecção devido ao frio, como os cuidados com o aquecimento do lar. Para os próximos dias, o Instituto de Meteorologia (IM) prevê céu pouco nublado ou limpo e uma descida progressiva da temperatura, em especialmente durante a noite.
Fonte do IM disse à agência Lusa que a descida da temperatura vai sentir-se essencialmente a partir da madrugada de domingo, estando previstos «dias muito frios» para segunda e terça-feira em todo o país. Em algumas localidades do Norte e Centro do país as temperaturas vão atingir valores abaixo de zero graus, adiantou a mesma fonte.
Face a estas previsões, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) recomenda que seja dada especial atenção à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação de gelo, uma vez que aumenta o perigo de acidentes rodoviários, pelo que se aconselha velocidades baixas.
Em comunicado, a ANPC aconselha também o uso de várias camadas de roupa, que não devem ser muito justas, à não realização de actividades físicas intensas e contacto imediato do 112 aos sinais de hipotermia.
A Protecção Civil chama a atenção para os cuidados a ter com o aquecimento do lar, para evitar incêndios ou intoxicações, nomeadamente com as lareiras em locais fechados e sem renovação de ar e com os aquecedores devido aos acidentes domésticos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O aumento da criminalidade

«Carjacking» em plena baixa de Faro

Condutor está a salvo, mas os assaltantes puseram-se em fuga.

Dois homens estão em fuga depois de terem assaltado, na noite passada, em plena Baixa de Faro, o condutor de um veículo da marca BMW, utilizando uma arma de fogo, disse à agência Lusa fonte policial.
O roubo do carro na presença do proprietário com ameaça de arma de fogo, ocorreu cerca das 22:00 na Rua Infante D. Henrique, Faro.
Depois do assalto, os dois indivíduos fugiram no carro roubado.
Na operação desencadeada para perseguir os dois indivíduos estão envolvidos mais de 10 agentes policiais.
Segundo fonte da PSP, os dois assaltantes são estrangeiros e já abandonaram o automóvel roubado à saída de Faro, junto a uma rotunda localizada perto do Estabelecimento Prisional de Faro, mas continuam em fuga.
O condutor do veículo roubado, um homem, não ficou ferido, adiantou a mesma fonte policial.

Ambiente: Cimeira de Copenhaga

China e EUA em discórdia sobre redução de emissões e financiamento

A China e os Estados Unidos enfrentaram-se ontem na conferência de Copenhaga sobre clima, discordando acerca da redução de emissões e da fórmula de financiamento da mitigação dos efeitos das alterações climáticas, esencialmente causadas pelos países ricos.

Os dois países geram 40 por cento das emissões globais de gases com efeito de estufa.
A China pretendeu conferir uma nova dinâmica à conferência com o seu primeiro-ministro, Wen Jiabao, presente e assistindo às negociações, juntamente com mais de uma centena de chefes de Estado e de governo.
O chefe da delegação norte-americana em Copenhaga, Todd Stern, comentou que "o país com as emissões a subir de forma radical, realmente radical, é a China, que agora mais contamina o mundo". Todd Stern referiu que não se conseguirá ter a redução de emissões necessária em termos globais se a China não for o agente principal das medidas nesse sentido. Washington já afastou a integração no protocolo de Quioto, o único mecanismo legal que existe actualmente e ao qual se vincularam 37 países industrializados e que vigora até final de 2012.
Por seu lado, Pequim insiste que os EUA devem participar naquele protocolo, e aumentar o seu projecto da redução, jé que nos últimos anos os EUA ultrapassaram em 12 por cento as emissões, anteriormente apresentadas em Quioto. O secretário executivo da conferência de Copenhaga, Yvo de Boer, disse hoje em conferência de imprensa que Quioto vai sobreviver por várias razões, nomeadamente porque foram necessários oito anos para que entrasse em vigor e agora é urgente tomar medidas imediatas.
Delegações de 192 países estão reunidas até 18 de Dezembro em Copenhaga naquele que é já considerado o maior e mais importante encontro de sempre sobre o clima. O objectivo é chegar a um consenso em relação a um texto para um acordo legalmente vinculativo, que concretize os objectivos necessários para assegurar que o aquecimento global não será superior a dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.
Está confirmada a presença de mais de cem chefes de Estado e de Governo na conferência de Copenhaga, convocada pela ONU, a que também assistirão cerca de 15 mil delegados e o próprio secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O primeiro-ministro português, José Sócrates, participa na cimeira.

"Zona 30"

Concelhos algarvios limitam velocidade a 30 km/hora

É uma das medidas que algumas autarquias estão a começar a implementar para reduzir o tráfego e os acidentes nas cidades, a criação de "zonas 30". Em Lisboa já existe uma e, segundo a câmara, está a ser um sucesso.

O aumento dos atropelamentos nas zonas urbanas e o congestionamento do tráfego já levou 15 cidades e vilas portuguesas a começar a implementar um limite de velocidade máximo de 30 km/hora em algumas vias ou bairros. A par de Lisboa, que há cerca de um mês criou uma "zona 30" no Bairro Azul, segundo fonte da Agência Portuguesa do Ambiente(APA) existem planos de mobilidade nas autarquias de Faro, Portimão, Loulé e Silves, para além de Coimbra, Beja, Amarante, Arganil, Chaves, Mirandela, Vendas Novas, Golegãe Figueiró dos Vinhos que vão seguir os passos da capital.
Apesar de dezenas de autarquias estarem a equacionar impor "zonas 30", a Câmara de Lisboa é a que tem o plano mais arrojado. Nos próximos quatro anos, cerca de 20 bairros devem ver o limite de velocidade reduzido para 30 km/hora em alguns locais. As "zonas 30" são assim designadas porque o método mais marcante de moderação nestas áreas é a limitação de velocidade máxima a 30 km/hora, embora a criação de zonas pedonais e de outros obstáculos à circulação automóvel também sejam características deste "conceito".
Há um mês foi criada a primeira "zona 30" no Bairro Azul, em Lisboa, uma experiência que, segundo Nunes da Silva, "está a decorrer da melhor forma". "Segundo informações que temos, os residentes estão bastante satisfeitos", acrescentou o vereador da Câmara de Lisboa. Além de pretender "cortar o tráfego de atravessamento nas zonas residenciais e melhorar a qualidade de vida dos residentes", o vereador da CML explica que "um dos objectivos desta moderação de tráfego é evitar atropelamentos e salvaguardar idosos e crianças em zonas residenciais".
No entanto, este limite de velocidade não se aplica a todo o território da cidade, ficando a maioria das vezes confinado a zonas residenciais ou escolares. De acordo com o Projecto de Mobilidade da APA, o número de cidades que impõem esta "acalmia no tráfego" tende a aumentar, devendo em breve ultrapassar as 15 localidades. Como explicou Nunes da Silva, estas medidas "não ignoram os dados que têm vindo a público de que os atropelamentos aumentaram e serão fundamentais para inverter isso". Os atropelamentos mortais subiram 30% este ano em relação a 2009, com 40 mortes nas cidades portugueses.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Jazz: Homenagem a historiador

José Duarte homenageado hoje em Faro

Sessão na Universidade do Algarve e Micro Festival Jazz no Inverno.


O crítico, historiador e divulgador de jazz José Duarte é hoje homenageado na Universidade do Algarve, em Faro, às 15.00, numa sessão solene sobre os seus 50 anos em prol da divulgação do jazz em Portugal.
Ruy Vieira Nery será o orador convidado. Às 20.00, haverá um jantar no restaurante O Gimbras, onde tocará o FlaJaz-zados-Septeto de Jazz, com a participação especial de Vítor Reia-Baptista.
Esta homenagem inclui- -se no Micro Festival Jazz no Inverno, com direcção artística de Zé Eduardo, e que decorre amanhã e sexta-feira no Teatro Lethes, com o concerto Billie Holiday Tribute (amanhã, 21.30) e um espectáculo do Zé Eduardo Trio com David Murray (dia 12, idem).
O mesmo Murray dará um workshop amanhã (16.00 às 18.00).

Alentejo, Centro e Norte já aderiram

Denuncie 'online' os problemas da sua rua

Do Algarve nem se ouve falar, na plataforma que junta as reclamações dos cidadãos, de norte a sul do País. Muitas autarquias já aderiram ao desafio, e dão resposta às questões. O www.autarquias.org nasceu em Agosto pela mão de uma associação que quer fomentar a cidadania.

Junto ao supermercado Feira Nova de Chelas, em Lisboa, o problema é o estacionamento. Ou a falta dele. Na zona existem 12 edifícios de habitação e mais dois destinados a escritórios. Mas os lugares para deixar o carro são praticamente inexistentes. O alerta é dado por António Nascimento, segundo o qual é "premente proceder à construção de espaços para automóveis" pois as pessoas vêem-se forçadas a esta- cionar em cima dos passeios, sujeitando-se a multas da PSP.
Fernando Rocha, da Maia, Porto, está preocupado com o desnível de duas tampas de esgotos em plena Rua Padre Castro, com consequências "evidentes" para a segurança rodoviária. "Neste tempo de chuvas é ainda mais crítico. Urge resolução".
Em Peniche, Diogo alerta para um problema de poluição no Rio São Domingos. "Concretamente na foz, junto molhe Leste é constante o mau cheiro, águas estagnadas, espumas, cadáveres de aves, etc.", denuncia.
Estes são alguns dos muitos problemas colocados pelos cidadãos na plataforma da Internet www.autarquias.org. criada em Agosto deste ano pela Associação Partilhopinião, vocacionada para promover a "cidadania activa".
Através do site, as autarquias são alertadas para os mais variados tipos de problemas, desde a existência de lixos ou de buracos na via pública a postes de iluminação que não funcionam, equipamentos danificados ou problemas de abastecimento público de água.
"Peço à autarquia de Évora a colocação de um ecoponto na Estrada das Pimentas pois neste momento todos os ali moradores não podem reciclar o lixo", sugere Maria João Garcia.
Os munícipes podem ainda acompanhar as respostas das autarquias aos alertas apresentados por outros cidadãos, adicionando-lhes comentários. Ou participar em debates, como os relativos aos actos de vandalismo no Largo da Graça (Lisboa), às taxas de resíduos sólidos e efluentes domésticos em Penamacor ou aos problemas na ligação entre Alpedrinha e o Fundão através do nó de Castelo Novo.
"Trata-se de uma plataforma destinada a dar mais poder aos cidadãos, para que possam partilhar informação entre si e com os autarcas", diz Pedro Caldeira, um dos responsáveis pelo projecto, acrescentando que a ideia foi "construir uma rede social de entreajuda pelo país fora" - uma espécie de democracia participativa online, adaptada aos processos de decisão política.
A aposta do site passa por "promover a inserção" dos munícipes nos assuntos que lhes dizem respeito, "face a um sistema político desenquadrado do cidadão comum, fechado ao acesso participativo e de aparente rigidez ou opacidade institucional".
Segundo Pedro Caldeira, o facto de a página autarquias.org ter sido lançada em Agosto, a poucos meses da realização de eleições legislativas e autárquicas, "condicionou" a adesão das câmaras municipais e suscitou algumas "reticências" por parte dos autarcas. Ainda assim, muitos municípios acompanham de perto as queixas dos cidadãos.
"Os autarcas entram na página como utilizadores normais, para consultarem os alertas e os debates sobre os temas que mais directamente lhe dizem respeito e acabam por responder, adicionando comentários ou, simplesmente, resolvendo os problemas referidos".
Para os promotores, outra das potencialidades da plataforma é a discussão sobre projectos de interesse local que podem ser submetidos a "debate público" e por onde, diariamente, passam entre quatro a cinco mil pessoas. Curiosamente, pelas autarquias do Algarve, nem se ouviu falar...

Crime em Messines

Mulher suspeita de matar ex-marido em liberdade

Familiares e vizinhos da vítima apesar de se mostrarem revoltados com o crime, nem tiveram tempo para qualquer reacção e só mais tarde tomaram conhecimento da medida de coacção.

O Tribunal de Silves decidiu, ontem, mandar em liberdade com termo de identidade e residência por não existir perigo de fuga a mulher que, na terça-feira, matou com três tiros de uma pistola o ex-marido na casa onde viviam, apesar de estarem divorciados há três meses após mais de trinta anos de casamento, no sítio da Barrada da Amorosa, próximo de São Bartolo- meu de Messines, naquele concelho.
Eulália Sousa, de 50 anos, natural de Alferce (Monchique) e auxiliar num lar de idosos, que se queixava de violência doméstica, embora o problema da repartição de bens patrimoniais pudesse estar na origem dos conflitos mais recentes, abandonou discretamente o tribunal no carro do seu advogado, pouco antes das 13.00. Junto ao edifício, estavam duas vizinhas, um cunhado da vítima e um outro popular, que apesar de se mostrarem revoltados com o crime, nem tiveram tempo para qualquer reacção e só mais tarde tomaram conhecimento da medida de coacção.
José Joaquim Sousa, de 56 anos, construtor civil e natural de Vale Fuzeiros (Silves), terá sido abatido pelas costas à queima-roupa pouco depois de entrar em casa. "Dizia que ele não valia nada e queixava-se de agressões. Ele, que era calmo e trabalhador, tinha medo dela e até se fechava no quarto, após ter sido perseguido pela mulher com uma faca. Um dia disse-me que ela lhe lançava provocações. Os filhos acabaram por apoiar a mãe. No domingo, ele e ela estiveram em minha casa e nunca pensei que pudesse ocorrer o crime", contou Abel Correia, cunhado do falecido.
Este familiar nem sabe como a mulher adquiriu a pistola, de calibre 6.35 milímetros. "Ele tinha duas caçadeiras fora do alcance dela, mas de pistola nunca ouvi falar", acrescentou o cunhado.