Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

terça-feira, 28 de abril de 2009

Segurança Infantil

Os Direitos das Crianças em debate

Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação defende presença de jovens nas CPCJ's.

A Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, considerou ontem “fundamental” a participação de jovens nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ’s) em Risco, tendo em conta que os mais novos têm “uma forma diferente de olhar o Mundo e os problemas”.
Idália Moniz, que no final da reunião realizada no Salão Nobre do Governo Civil de Faro, com representantes das CPCJ’s do Algarve, recebeu um grupo de alunos do 9º ano da E.B. 2,3 Dr. Joaquim Magalhães para debater questões sobre os direitos das crianças, lamentou que, embora previsto na lei, os lugares destinados aos jovens nas Comissões não sejam, na maioria dos casos, ocupados por estes.
Durante o debate também a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, considerou “importante” ouvir e trabalhar com os jovens, nomeadamente no âmbito das diferentes problemáticas sociais.
No fim do encontro, que contou com a participação do Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Juiz Conselheiro Armando Leandro, a Secretária de Estado considerou que a realização das reuniões periódicas realizadas no âmbito da acção “Intervir para e com as Crianças”, têm permitido melhor o funcionamento destas estruturas e consequentemente a sua intervenção no terreno, complementando assim o reforço do sistema de protecção que tem vindo a ser desenvolvido.
A Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação realçou, entre outras medidas no âmbito da reforma em curso, a informatização do sistema que já permitiu colocar em rede 60% dos processos abertos pelas CPCJ’s, a par do reforço do quadro técnico destas estruturas, bem como a maior articulação existente actualmente entre as Comissões e o Ministério Público e as Forças de Segurança.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Novo Hotel de Luxo

Vila Galé Lagos inaugurado na Meia Praia

O novo hotel do Grupo Vila Galé é um 4 Estrelas Superior com serviço e instalações de requinte equiparadas a hotel de luxo.

Na Meia Praia, em Lagos, foi inaugurado no passado sábado o mais recente hotel algarvio, o Hotel Vila Galé Lagos, um quatro estrelas superior, com 30 milhões de euros de investimento, e a presença do Primeiro Ministro a descerrar a lápide comemorativa. A receber os convidados estava o presidente do Concelho de Administração do Grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida.
A inauguração do novo hotel, foi feita com “pompa e circunstância” e o rigor empresarial reconhecido nesta empresa hoteleira, estando presentes aproximadamente 700 pessoas entre convidados e individualidades da Região, bem como ainda a presença do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.


Com 170 quartos dos quais 86 vão ser formato suite (21 suites juniores, 21 suites vista lateral e 44 suites com vista mar frontal), o Vila Galé Lagos é um projecto antigo e que só foi possível concretizar depois de em Julho de 2007 o Governo ter aprovado o Plano de Urbanização (PU) da Meia Praia, uma medida que veio permitir a construção de hotéis de quatro e cinco estrelas naquele areal.
O Vila Galé Lagos foi implantado em forma de U com o objectivo de optimizar a vista para o Oceano Atlântico em todos os quartos e terá uma zona verdejante extensa. Uma piscina exterior de grandes dimensões, o SPA (zona de relaxe) Satsanga, três courts de ténis, bowling, campo de golfe, um ginásio com bar no exterior, clube de crianças com piscina e um centro de congressos são outros serviços que a nova estrutura hoteleira vai oferecer.

«É preciso investir e correr riscos»

Na sessão solene realizada antes do jantar que assinalou a inauguração, o primeiro-ministro José Sócrates incentivou os empresários portugueses a seguirem o exemplo de Vila Galé, investindo nos vários sectores da economia e a «correr riscos», porque considera esta «a melhor forma» de ultrapassar a crise e aumentar a riqueza do país.
«É preciso investir e correr riscos, porque quem contribui para o sucesso do país, é quem não desiste e quer enfrentar as dificuldades, com a ambição de vencer», disse José Sócrates durante o discurso na inauguração do Hotel Vila Galé, em Lagos.
Para o primeiro-ministro, «quem faz um país melhor é quem não se rende, quem não desespera e não chora sobre o leite derramado», acrescentando que o espírito de iniciativa em tempo de crise, «é fundamental para que Portugal possa ultrapassar as dificuldade e ajudar a construir um País melhor».

José Sócrates elogiou o facto do Grupo Vila Galé, ter inaugurado a unidade hoteleira de quatro estrelas superior de Lagos «numa altura em que experimentamos as dificuldades e se assiste a alguma inacção no investimento».
«É por isso que decidi vir no 25 de Abril celebrar este espírito: o gosto do risco, da iniciativa, porque a construção de algo, dá emprego a muita gente e aumenta a riqueza do País», destacou o primeiro-ministro ao justificar a sua presença na inauguração daquela unidade hoteleira.
O Hotel Vila Galé de Lagos, com a categoria de quatro estrelas superior, é a décima nona unidade hoteleira do Grupo Vila Galé, e encontra-se situada na primeira linha de praia, na Meia-Praia, no concelho algarvio de Lagos.
C. Ferreira

Novo voo Faro - Londres

Aer Lingus inaugurou dois novos voos diários

80 profissionais do turismo e da imprensa de Inglaterra chegam a Faro para desfrutar do Algarve.

O Aeroporto de Faro e o grupo Aer Lingus realizaram ontemo lançamento oficial de dois novos voos diários entre o Aeroporto de Faro e o Aeroporto de Gatwick. Para comemorar este lançamento, Francisco Pita, Chefe da Divisão de Marketing do Aeroporto de Faro e Aisling Lions, Directora Comercial da Aer Lingus em Portugal, receberam os passageiros à chegada do 1º Voo de Gatwick em ambiente comemorativo e com ofertas alusivas à nova rota da companhia.
Nesta nova rota, a Aer Lingus, utilizará um moderno Airbus A320 equipado com 174 assentos reclináveis em pele, com quatro voos diários entre Faro e Londres.Ainda para assinalar este voo inaugural, a Aer Lingus, em colaboração com o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo do Algarve, convidou 80 profissionais do sector turismo e da imprensa do Reino Unido para participarem na viagem promocional de 24 horas à região do Algarve, que decorrerá durante o dia de amanhã, 27 de Abril.
As tarifas do novo serviço Faro - Gatwick, Londres vão desde apenas € 26,99, incluindo taxas e despesas, e são válidas para partidas até 31 de Maio. As reservas podem ser feitas on-line em http://www.aerlingus.com/, através de uma agência de viagens em Portugal ou através do número de telefone das reservas da Aer Lingus: +351 21 892 58 31.
O Aeroporto de Gatwick é a mais recente base internacional da Aer Lingus e a primeira situada fora da Irlanda, segundo a companhia esta nova base contribuirá para o crescimento da Aer Lingus no maior mercado de aviação da Europa.

EN 125: Já foi “estrada da morte”

Sócrates lançou requalificação da EN125

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu neste domingo no Teatro Municipal de Faro a política de investimento público do Governo.

Na cerimónia que marcou o arranque da concessão Algarve Litoral, que prevê a requalificação da Estrada Nacional 125 (EN-125), Sócrates disse que esta é «uma intervenção estratégica, pois representa um investimento na segurança da via», considerando-a «absolutamente fundamental» para ajudar o país a sair da crise e um «imperativo moral» face à necessidade de criar emprego.
«Este é um investimento na economia do Algarve, que quer ser uma referência na área turística. Não foi feito há mais tempo, mas será feito agora. Este é o momento porque a economia precisa e esta é a melhor forma de combater a crise», afirmou José Sócrates.
As obras só devem estar concluídas daqui a três anos e vão transformar a 125 numa estrada com mais de 70 rotundas e uma ciclovia em toda a extensão. O investimento previsto é de 150 milhões de euros. O ministro Mário Lino diz que foi feita uma análise custo /benefício e destaca que do lado dos benefícios está a criação de milhares de empregos.

A concessão Algarve Litoral diz respeito à requalificação da EN125, via que atravessa todo o Algarve, num total de 187 km, dos quais 29,5 km serão construídos e os restantes 157,5 km serão requalificados. Esta empreitada implicará, entre outros trabalhos, a construção de diversas variantes nas várias localidades urbanas que atravessa, nomeadamente Lagos, Troto/S. Lourenço, Faro e Olhão.
A obra implica ainda a construção de 28 rotundas, entre elas da Escola Internacional, de Algoz/Pera, de Boliqueime, de Vilamoura, de Secil, da Alfandanga/Fuzeta, da Luz de Tavira e de Cacela, bem como a construção de vias de serviço e de bolsas de estacionamento, a reabilitação do pavimento e a alteração das características do pavimento na entrada das zonas urbanas. As obras de requalificação da EN125 deverão estar concluídas em 2010.

Mostra sobre investigação

“Encontros Imediatos com a Ciência”

O evento decorre entre 27 de Abril e 2 de Maio, no Centro de Ciência Viva de Tavira (CCVTav).

A exposição “Encontros Imediatos com a Ciência” é uma mostra pública da investigação científica, cujo objectivo é divulgar o que os cientistas fazem, de um modo simples e acessível a todos. Após o sucesso alcançado pela primeira edição da iniciativa em 2008, o CCVTav, em parceria com a UAlg e outras entidades locais e nacionais, está a organizar a segunda edição da exposição “Encontros Imediatos com a Ciência”.
Esta iniciativa do CCVTav tem como objectivo promover a cultura científica na região algarvia e aproximar os cidadãos da comunidade científica através da apresentação de diversos projectos de alguns centros de investigação da Universidade do Algarve (Centro de Ciências do Mar - CCMAR, o Centro de Investigação Marinha e Ambiental - CIMA, o Centro de Desenvolvimento de Ciências e Técnicas de Produção Vegetal – CDCTPV, e um grupo que integra o Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia - IBB), a Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira e o Projecto Monit.
Dirigida à comunidade escolar, esta mostra tem entrada gratuita e estará particularmente orientada para os alunos das escolas secundárias, estando também aberta ao público em geral.
Quem visitar o CCVTav nestes dias terá a oportunidade não só de ver mas também de experimentar, envolvendo-se na investigação desenvolvida e de falar com os próprios cientistas, que poderão esclarecer e motivar os participantes para uma maior envolvência com a ciência.
Ao percorrer esta exposição será possível aprender mais sobre as radiações electromagnéticas das comunicações móveis; como se forma um tsunami ou como se comportam os vírus; acompanhar o processo de replantação dos fundos marinhos no Parque Marinho da Arrábida; descobrir a importância das algas castanhas na preservação da biodiversidade; perceber as diferenças entre a fruta de agricultura biológica e convencional, bem como tomar consciência dos riscos da erosão na linha costeira da região Algarvia e das consequências dos produtos químicos nos recém-nascidos; interpretar a história dos peixes através do estudo das escamas e entender o desenvolvimento tecnológico associado à produção em aquicultura completam esta mostra de projectos.

Quinta Pedagógica de Portimão

Comemorou 1º. Aniversário em festa

Os residentes na Aldeia Nova da Boavista, onde se localiza a Quinta Pedagógica de Portimão, também se associaram à festa.

Cerca de 340 crianças de escolas de Portimão e 150 seniores de instituições de acolhimento do município participaram no dia 23 de Abril na festa do primeiro aniversário da Quinta Pedagógica de Portimão, a que se associaram algumas dezenas de moradores da zona. Ao longo de todo o dia, houve muita animação para miúdos e graúdos, com pinturas faciais, modeladores de balões, insuflável, artes circenses e música popular.
Para além de crianças de escolas do município, visitaram a Quinta seniores das Santas Casas da Misericórdia de Portimão e de Alvor, do Centro de Apoio a Idosos de Portimão e da Aldeia de S. José de Alcalar, onde reside Luís Marques de Jesus, 82 anos, que não escondeu o agrado pela visita: “Fiquei deveras surpreendido com este pequeno mundo campesino no meio da cidade. A cada recanto fiz descobertas interessantes, que me transportaram aos meus tempos de menino e moço e de militar.” Opinião comungada pela sua vizinha Julieta Alexandre: “Estou muito contente porque a Quinta trouxe-nos mais segurança e é um local de divertimento muito interessante. Dá gosto ver a curiosidade dos miúdos junto dos animais”.
Desde que foi inaugurada em Abril de 2008, a Quinta Pedagógica de Portimão já teve cerca de 35 mil visitas, com especial incidência por parte das escolas da rede pública e privada do barlavento algarvio.
Os visitantes têm oportunidade de alimentar os animais, ou colaborar na sementeira e na confecção de pão no forno, participando ainda em iniciativas artísticas e jogos tradicionais. Existe uma horta de legumes, um espaço com ervas aromáticas, árvores diversas como a laranjeira, a figueira, ou a amendoeira, assim como cavalos, vacas, burros, ovelhas, porcos, patos, coelhos, galinhas e outras espécies de animais característicos de uma quinta.

"Todos tavirenses."

Jorge Botelho candidato PS por Tavira

O candidato convocou todos os tavirenses a participar empenhadamente no processo de mudança que as “Autárquicas 2009” vão proporcionar.

O presidente da Secção Concelhia do Partido Socialista e candidato à presidência da Câmara Municipal de Tavira falava no 5.º almoço comemorativodo Dia da Liberdade em Santa Luzia, perante mais de 250 amigos, militantes e simpatizantes, entre os quais se contavam Luís Villas Boas (Militar de Abril e director do Refúgio Aboim Ascensão/Emergência Infantil) e o ex-dirigente e governante socialista Luís Filipe Madeira.
Na sua intervenção, Jorge Botelho afirmou que "vamos transformar Tavira numa terra de Abril e acabar com o medo na cidade. Aproveitar as oportunidades e dinamizar a economia. Apoiar quem mais precisa e o tecido associativo. Connosco não haverá cidadãos de primeira e de segunda. Todos somos tavirenses!"
"Temos que valorizar as nossas potencialidades e criar empregos de qualidade. Queremos fixar a malta nova em Tavira e aproveitar tudo aquilo que têm de melhor", sublinhando que "gostamos de trabalhar em equipa e não temos medo das ideias dos outros!"
"Tavira precisa de todos e de cada Tavirense para dar os passos necessários para afirmar-se como principal pólo urbano do Sotavento Algarvio", disse Jorge Botelho, apelando à participação dos tavirenses na construção de uma"cidade mais viva e inclusiva", onde "cada um de nós tem um papel a desempenhar. Uma missão que não podemos recusar!"

Rescaldo do 25 de Abril

Os «recados» de Cavaco Silva

«Este não é tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão de cumprir», disse o Presidente da República. «è preciso aprender com os erros do passado».

O Presidente da República no discurso de comemoração dos 35 anos do 25 de Abril, instou os políticos portugueses a darem o «exemplo» no ano eleitoral que se avizinha. Cavaco Silva pediu que não se perca tempo com «questões artificiais», que não se «gaste» em demasia, que não se use «linguagem excessiva» e diz ainda que «este não é o tempo de promessas fáceis» e de política de «ilusões».
Os três actos eleitorais de 2009 foram uma das preocupações centrais de Cavaco Silva no discurso deste sábado. O Presidente da República (PR) pediu um combate à abstenção, devido ao perigo de enfrentarmos um «sério problema de legitimação democrática», mas sobretudo enviou «recados» aos partidos sobre a forma como devem decorrer as eleições deste ano. «Aquilo que se promete deverá ter em conta a realidade que vivemos no presente e em que iremos viver no futuro (...). Quem prometer aquilo que objectivamente não poderá cumprir estará a iludir os cidadãos (...). Este não é o tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão por cumprir».
As «indicações» de Cavaco têm também como preocupação os problemas de todo o país: «Considero essencial que os próximos actos eleitorais tenham como horizonte Portugal inteiro. As campanhas devem decorrer com serenidade e elevação e os portugueses esperam que, num tempo de dificuldades, os agentes políticos saibam dar exemplo». Um «exemplo» que deve começar no «respeito» entre políticos, «sem linguagem excessiva, nem crispações». Cavaco pede uma campanha em que sejam discutidos «os problemas reais das pessoas e do país. Que não se perca tempo com questões artificiais, que haja sobriedade nas despesas, que não se gaste o dinheiro dos contribuintes em acções de propaganda demasiado dispendiosas para o momento que atravessamos».

«Vivemos tempos muito difíceis».
O Presidente da República não deixou de fora do seu discurso os problemas que o país atravessa devido à crise. Cavaco fez referência às «centenas» de trabalhadores que todos os dias vão para o desemprego e às notícias de encerramentos de fábricas e empresas. Portugueses que «até há pouco tempo viviam com algum desafogo e pertencem agora ao grupo dos novos pobres».
O PR afirma que não é possível «ignorar» as previsões económicas divulgadas por organizações nacionais e internacionais. «Não há, assim, a certeza de que este seja um momento meramente transitório de recessão, a que se seguirão melhores dias». O debate eleitoral é, para Cavaco, umas das preocupações e por isso mesmo deixa «recados» sobre a forma como os partidos têm debatido as questões do país. O Presidente pede que não se «perca tempo e energias com recriminações sobre o passado».
«Politicas que foram adoptadas anteriormente podem ter sido correctas na conjuntura em que então se vivia, mas não o serem nos dias de hoje, do mesmo modo que actualmente, haverá porventura que tomar medidas que não seriam adequadas no passado», disse. O Presidente da República, em dia de Liberdade, confessa ainda que não perdeu a «esperança no futuro», que a «crise será vencida» e, «então, seremos dignos daqueles que, há mais de três décadas, tiveram a coragem de se levantar porque acreditaram num país novo e num futuro melhor».

Sócrates reage a avisos de Cavaco

Primeiro-ministro nega que recado de «promessas fáceis» seja para o Governo

Sócrates disse que está de acordo com o discurso de celebração do 25 de Abril do Presidente da República (PR), que considerou que este não é o tempo para promessas fáceis. «Não podia estar mais de acordo com o discurso do senhor Presidente», disse o primeiro-ministro, no final da cerimónia, acrescentado que o PR «convocou os portugueses para votarem e empenharem-se nas escolhas políticas - e é o que vamos fazer este ano».
Questionado se o Governo se sentiu visado quando o Presidente da República avisou que não devem ser apresentadas «promessas fáceis» aos portugueses, José Sócrates negou. «Pelo contrário, o Presidente da República chamou a atenção para as dificuldades e para a necessidade de os políticos terem propostas realistas e concretas em relação aos problemas do país. Penso que todos estamos empenhados numa política de verdade. Pela sua parte, o Governo não está empenhado em outra coisa que não seja justamente nisso», sustentou. O primeiro-ministro considerou ainda que «o Presidente da República chamou a atenção para que os políticos se concentrem nas propostas para resolver os problemas em concreto do país, que são muitos e que derivam de uma crise internacional muito severa e exigente. Essa crise vai convocar naturalmente a energia de todos», frisou o primeiro-ministro.
José Sócrates destacou também o facto de Cavaco ter chamado a atenção para «a necessidade de uma reforma das instituições internacionais». «Muitos abusaram da liberdade do mercado, que é também uma condenação das ideologias que visam no mercado livre a solução para todos os problemas. A regulação internacional é absolutamente essencial», acrescentou. Já em relação às críticas do PSD, o primeiro-ministro afirmou que se há crítica que a fazer às anteriores gerações é que não fizeram o que deviam para que existissem mais oportunidades, prometendo que o Governo fará «política de verdade» mas com «ambição».

domingo, 26 de abril de 2009

Crónica do Serrone

Quanto tempo vai durar a crise económica e financeira global?

"Esta não é uma qualquer crise, esta é maior crise das nossas vidas”.

Há quem esteja a fazer prognósticos baseados em modelos comparativos do comportamento das crises passadas. Esses vão falhar redondamente nas suas previsões. A severidade desta crise está no facto dela estar sincronizada em termos mundiais e envolver a conjugação de várias espirais negativas: A acentuada queda do valor de activos sobrevalorizados insustentavelmente no passado, afectando directamente a riqueza das empresas e das famílias. A falta de confiança generalizada afectando directamente o consumo de bens e serviços. A diminuição drástica do investimento resultante da diminuição da procura interna e externa. O inevitável aumento do desemprego e de problemas sociais. A existência de produtos tóxicos disseminados no sistema financeiro mundial. Se a tudo isto somarmos a acentuada contracção do crédito e os défices elevados das principais economias ocidentais, percebemos que não há nenhum factor positivo, capaz de puxar pela economia.
Tecnicamente a crise global só terminará quando as principais economias deixarem de estar em recessão e começarem a crescer de novo. Começando a responder à pergunta, garanto-vos que ninguém no planeta está em condições de poder adiantar prognósticos credíveis sobre o fim da crise, embora esta, supostamente, não vá durar para sempre.
Dominique Strauss- Khan, director geral do FMI, afirmou que “A recessão da economia mundial vai ser profunda e longa e a recuperação será lenta e fraca”. Olivier Blanchard, com as funções de economista-chefe do FMI, divulgou esta semana, projecções de perdas de crescimento da economia mundial para 2009, muito superiores às que haviam sido estimadas no final do ano passado. Recordo que para os Estados Unidos estava previsto uma queda no crescimento de 0,7%, actualizada agora para 3,8% e para a zona euro, previa-se uma contracção média de apenas 0,4%, hoje prevê-se que esta seja de 4,2%.
Barry Eichengreen, professor na Universidade da Califórnia, que está fazer um estudo comparativo desta crise com a Grande Depressão de 1929, afirma que a recessão actual é mais profunda, se for comparado no mesmo período de tempo. O que ele nos quer transmitir é que as quebras actuais no comércio internacional, na produção industrial mundial e nas mercados bolsistas mundiais, são muito mais acentuadas do que se verificou, no mesmo período de tempo decorrido, a quando da Grande Recessão.
Será que os sinais positivos vindos da América, poderão constituir-se com um sinal de esperança para eles e para os países da União Europeia? (Parece reunir consensos entre os especialistas, o princípio que só irá haver retoma na União Europeia, alguns meses depois desta se ter verificado nos Estados Unidos).
Nos últimos dias, verificaram-se sinais de subida nos mercados de capitais, interpretados por alguns analistas, como sendo prenúncios de antecipação de um novo ciclo económico. Isto aliado ao facto dos bancos americanos, terem apresentado melhores resultados nos três primeiros meses deste ano e de se ter verificado um ligeiro aumento na compra de automóveis e na aquisição de casas, levou o Presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, a afirmar: “ Recentemente temos visto alguns sinais de que o declínio agudo na actividade económica pode estar a abrandar”. Até Barak Obama, que é sempre muito cauteloso, afirmou “existirem raios de esperança na economia”.
Mas mais uma vez, infelizmente, a resposta que vou dar à pergunta inicial é negativa. Não são ainda sinais de esperança. Quanto muito, esta ligeira mudança dá-nos indicações que a crise não será para sempre. Nos Estados Unidos, embora a taxa de declínio económico, tenha abrandado nas últimas semanas, a meu ver, ainda não se pode afirmar que se trata de um início de recuperação. Existem problemas estruturais de enorme gravidade por resolver naquele país. Os bancos americanos estão inundados de activos tóxicos e, como já vos tenho dito, a crise nunca será vencida enquanto não for ultrapassada a insuficiente capitalização dos bancos, para que o crédito volte a fluir. Os números conhecidos do colapso financeiro desta crise, são piores do que os verificados na década de 30 do século XX. No relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI, estima-se que o total de perdas no sector financeiro deverá ascender a 4,1 biliões de dólares (3,2 biliões de euros). Alguns analistas já comentaram este número dizendo que a próxima previsão poderá ser muito superior a esta.
As medidas que os diversos governos têm lançado, designadamente os estímulos macroeconómicos e a injecção de capitais públicos em bancos, estão muito longe de poder fazer face à precariedade do sistema financeiro. Poderá ser necessário muito tempo, até que o sistema financeiro global esteja devidamente saneado. O pior é que os elevados défices orçamentais, a dívida crescente dos Estados Unidos e dos países da zona euro e Inglaterra, não dão grande margem de manobra aos seus governos, para estes continuarem a intervir.
Segundo Martin Wolf, colunista do Financial Times, “a economia não pode regressar ao ponto de partida em que se encontrava antes da crise, por que ficou cabalmente provada a sua insustentabilidade”. Segundo este brilhante analista, “neste momento inicia-se um longo e penoso processo de reestruturação e desalavancagem”. Vivemos por isso tempos de incerteza, sendo que a maior incerteza de todas é precisamente a data do fim da crise.
Serrone

Crónica de Domingo

A outra crise que se esquece

"Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou a cor dos olhos, podem ajudar nesta outra crise: a do desrespeito geral que provoca a violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito."

O tema do momento é a crise financeira global. Mas eu aqui vou escrever hoje sobre outra crise não menos importante e cerebral, que atinge todos nós, mas especialmente os jovens e as crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio, em casa. Uma das piores conquistas do 25 de Abril.Há duas pontas da nossa sociedade que se unem para produzir esse efeito: falta de autoridade emocional dos pais (e professores) e o péssimo exemplo das autoridades e figuras públicas, desde o Estado ao Desporto.
Os pais não sabem como resolver a má-criação dos mais pequenos e a insolência dos maiores. Em suma, a falta de educação. As crianças agridem adultos, chutam na ama, na psicóloga e na pediatra. Os adolescentes chegam de trombas junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram e sentam-se sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. O carro arranca. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com o afecto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e mais respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, o pai e a mãe devem impor alguma autoridade, fundamento essencial na segurança de todos filhos neste mundo difícil, marcando os seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, e com pessimos exemplos surgidos a todo o momento por esta sociedade desagregada em que vivemos, os jovens abrem o seu caminho à cotovelada e ao pontapé.
Mal pagos e pouco valorizados, alguns professores encolhem-se, outros distraiem-se, permitindo abusos inimagináveis o que acontece desde alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate com a cabeça na parede e sofre uma contusão, Outra dá-lhe uma chapada porque ela lhe retira o telemóvel (estes, deviam ser simplesmente proibidos nas salas de aula). Um menino chama a professora de "parva", na aula. Os professores levam vexações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidelas, trejeitos, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, os estudantes falam alto, usam telemóvel a todo o momento interrompendo a aula, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Em que trogloditas nos transformámos afinal - e reproduzimos -, que maltrapilhos emocionais nos estamos a tornar preparando uma nova geração para a vida real, que não sabe ser benevolente nem dobra a espinha aos nossos apelos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais, nem os mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar na educação que parte de casa e da família. Com a promiscuidade de um perigoso desinteresse disfarçado de benevolência.
Na outra ponta da sociedade, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Uma Assembleia onde se ouvem discussões inúteis e sem nível de elevação moral nas respostas, transmitidas a todo o momento pelos telejornais, Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio entre classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados, os incompetentes promovidos. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder a qualquer preço? Guerra civil nas ruas, nos bairros (transformados em guettos), escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, casas sub-humanas, prisões onde não se ensina nada a não ser o crime. Que profunda e triste impressão tudo isto causa, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores e até deputados. Mas reduz-se a muita conversa, a muita exposição mediática exploradora do tema. Não vejo ainda ações eficazes. O Governo faz pouco, as escolas fazem pouco, os pais fazem muito pouco. E são eles os principais interessados.
Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra assustadoramente - ou vamos adoecer como sociedade, com isso que tanto nos enoja e prejudica. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca a violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito, no desporto. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor, será promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou então - mais fácil, fingirmos nada ver, e deixamo-nos cair em definitivo na pocilga.
Carlos Ferreira

sábado, 25 de abril de 2009

Crónica Sem Tempo

Uns sobem, outros marcam passo

Aproxima-se mais um aniversário do “25 de Abril de 1974”, e este é mesmo para comemorar, por ser um numero redondo 35º, que normalmente tem sempre mais impacto do que os que medeiam as décadas, isto é, quando se fazem 10, 20, 30, 35 anos e por ai adiante, as festividades têm mais brilho e as despesas um bocadinho maiores, devido à solenidade.
É o que vai acontecer para o ano quando a Republica Portuguesa completar 100 anos, no dia 5 de Outubro de 2010, estando em marcha há três anos a preparação de um vasto programa que envolve muitas actividades da área politica, desportiva, cultural e académica. Foi nomeado um Comissário Geral, o portuense, Dr. Santos Silva, um dos principais banqueiros, dono do Banco BPI e personalidade que sempre militou na Oposição Democrática que se opunha ao regime de Salazar e Caetano, cujo derrube aconteceu há 35 anos, marcando um novo rumo de fachada democrática, salvo no período “Gonçalvista”, embora ainda hoje, mantenha no essencial as liberdades básicas.

No entanto, os sinais são altamente preocupantes e contraditórios, visto que em vez de se promoverem a Majores Generais os militares do 25 de Abril, como Otelo, Durão Clemente, Vasco Lourenço, os do “Grupo dos 9” e os democratas “Gonçalvistas”, promove-se o Coronel Jaime Neves que pouco teve a ver com o 25 de Abril, foi até um militar contra revolucionário como o foram todos aqueles que triunfaram no “25 de Novembro de 1975”. Só neste País, onde tudo funciona ao contrário, são admissíveis casos semelhantes, normalmente privilegiando-se o infractor, o medíocre, o denunciante, o bufo, o falhado. Naturalmente, na politica isso é mais evidente - quanto pior for o desempenho de um Ministro, maior é a sua recompensa depois de deixar o Governo, como acontece agora com o ex-Ministro da Saúde Correia de Campos que vai ser premiado com um bilionário lugar no Parlamento Europeu, como deputado do Partido Socialista. Na lista do PSD, há outra ex-ministra da educação Graça Carvalho e podíamos acrescentar dezenas de casos que estão na memória de todos e que são caldo da corrupção politica, económica e social.

Mas, da displicência à provocação, ainda vai alguma distância, entendendo o Presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, afrontar o regime democrático saído do 25 de Abril/74, inaugurando no próximo dia 25 de Abril de 2009, um Largo requalificado, onde gastou muitas dezenas de milhares de euros e não encontrou melhor patrono para dar nome a essa praça publica, do que o do Prof. Oliveira Salazar e o mais caricato, é que este autarca pretende no seu abusado discernimento, homenagear o 25 de Abril/74, daí afirmar a feliz coincidência. Ora bolas, se assim é, porque não escolheu outro patrono para colocar na lapide do melhoramento urbano que nada deve a Salazar, desaparecido há 39 anos, sem mexer uma palha por Santa Comba Dão, que nos anos setenta do século XX era uma insignificante aldeia, aliás, como o era o País rural, atrasado, analfabeto e fradesco, construído à sua imagem e semelhança, durante 48 anos do regime fascista.

Já quando escrevia este artigo, li no “Correio da Manhã”, que o tenente coronel Otelo, também foi promovido a Coronel, com efeitos retroactivos monetários desde o ano de 2000 e mais 368 militares viram as suas carreiras reconstruídas com formulação jurídica na lei 43/99, o que não altera o fundo da questão de elevar o Coronel Jaime Neves a Major General. Neste País, procura-se tapar o sol com uma peneira, cometendo-se grandes atropelos ou praticando-se tremendas injustiças, tomando-se decisões de menores efeitos que parecem compensar males maiores ao dar a ilusão que está tudo metido no mesmo saco, não havendo razão alguma para aqueles que na realidade ao longo de décadas foram sistematicamente prejudicados nas suas carreiras civis e militares possam reclamar, porque entraram nas contas menores, para dar cobertura aos privilégios dos grandes beneficiados com promoções, condecorações, bajulações e outras manifestações de ternura e apreço militante das mesmas causas de corrupção e compadrio. Os militares que detonaram o 25 de Abril, tinham somente o fito de terminar a Guerra Colonial e criar um regime de fachada democrática, arredando o povo das decisões politicas, quando tentou agarrar a oportunidade. O sistema, passados 35 anos chegou ao fim e será preciso substitui-lo por uma verdadeira democracia de valores.

Tão cedo não se vislumbra melhor momento de alterar e combater todos os males do sistema, como o actual, quando neste ano temos três actos eleitorais que têm de produzir uma sã classe politica, embora para já, pelas anunciadas candidaturas para o Parlamento Europeu, seja tudo mais do mesmo - Vital Moreira/PS, Ilda Figueiredo/PCP, Miguel Portas/BE, Paulo Rangel/PPD-PSD, Nuno Melo/CDS e os restantes escondidos a coberto destes cabeças de lista são farinha do mesmo saco, pelo que a abstenção, os votas brancos e inutilizados deverão ultrapassar os 80%. Os 20% de votos validamente expressos, pertencerão aos candidatos, suas famílias e amigos. Ora isto, nada tem a ver com a democracia que o real 25 de Abril prometia lá nos idos de 1974, e que pode ser reposto com as eleições legislativas e sobretudo com as eleições autárquicas, nas listas dos grupos de cidadãos independentes, onde poderão aparecer novos talentos políticos, mas honestos!

Fim de Semana

Autárquicas já “mexem” com pessoas

Inédito movimento cívico em Albufeira - independente de Partidos, para apoiar o candidato do PS, David Martins.

“O David chegou e já mobilizou”. É o que parece fazer constar com a ilação que se tira da nota tornada pública hoje por um pequeno núcleo de cidadãos albufeirenses sem qualquer filiação partidária, e que escolhem apoiar o candidato do PS, o qual recentemente apresentou a sua candidatura à população de Albufeira.
Jorge Guerreiro, designer gráfico, é o homem que dá a cara ao Algarve Reporter. Começou por conversar com amigos, e agora recolhe já algumas adesões de pessoas descontentes com “o actual marasmo” do executivo liderado pelo PSD. “Nós não somos filiados em nenhum Partido”, começou por nos dizer, “pertencemos a cores variadas, por isso pensamos que o candidato do PS tem muito boas condições para compreender o estado de espírito da sociedade civil, e fazer finalmente uma viragem na maneira de fazer política, mas diferente daquela levada a cabo nos últimos vinte anos em Albufeira”.
“Queremos apoiar o candidato e trazê-lo para o diálogo com a população, de uma forma construtiva, porque encontramos nas suas declarações uma maneira lavada e frontal de fazer política, sem meias palavras nem enfeudado a passados recentes que provaram nada trazer de novo”.
Para este grupo de albufeirenses, a inspiração vem da estratégia de Barack Obama, um jovem político que fez estremecer o sistema norte americano. Jorge acrescenta que, “é um bom exemplo de como com determinação um jovem político pode congregar em redor de si várias tendências numa filosofia ganhadora em benefício do povo. Nós não queremos dizer mal de quem está no poder, só queremos é que se mude para melhor, porque se provou que este executivo parou no tempo, sem trazer melhorias substanciais e visíveis para o concelho. Albufeira está descaracterizada, precisa de um safanão, uma lufada de sangue novo, e muitos de nós pensamos que o David Martins é o candidato ideal. Para agora, já. Não para daqui a quatro anos”.
Este grupo criou um “logotipo” especial com email apoiardavidmartins@gmail.com onde recebem adesões, e convidam outros cidadãos a participar, nem que seja só a colocar questões ou ideias. O movimento - inédito neste concelho, pretende trazer o candidato para colóquios que abordem as condições de vida dos albufeirenses na área da Educação, do Ambiente e do Turismo, entre outras. Jorge diz que têm o apoio de uma unidade hoteleira onde fazer reuniões periódicas, e que esperam que o candidato “receba, use e abuse” deste grupo de apoio. “Não estamos nisto a troco de nada, nem a qualquer preço. Muito menos vamos receber com agrado pessoas que não estejam conscientes de uma relação séria e participação cívica com regras. O folclore da má língua aqui não tem lugar”, diz-nos a terminar.

As desculpas que faltam pelo 25 de Abril

«Juízes da democracia» devem desculpas aos portugueses, diz Fernando Rosas, e afirma que «estes homens estragaram a vida a muitas centenas de portugueses».

O historiador Fernando Rosas defendeu nesta sexta-feira que «os juízes da democracia» devem ainda hoje um pedido de desculpa aos portugueses pelo «mal» que os tribunais plenários da ditadura causaram aos presos políticos, cita a Lusa
«Ainda não ouvi da parte de nenhuma organização representativa dos juízes deste país um pedido de desculpa para esta situação», afirmou Fernando Rosas no lançamento do livro Tribunais Políticos - Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários Durante a Ditadura e o Estado Novo, que teve a presença do ministro da Justiça, Alberto Costa.
Fernando Rosas, que coordenou a equipa de investigadores responsáveis pela obra, explicou que, ao longo da ditadura, «sobretudo a partir de 1945, os juízes foram em parte mobilizados para integrar os tribunais plenários», que eram «tribunais políticos para julgar os crimes contra a segurança do Estado», servindo como «braço judicial da polícia política».
«Esses juízes, que se prestaram a esse trabalho, não eram obrigados a ir para lá (tribunais plenários). Tinham um complemento de salário e ofereciam-se muitos deles para ir para lá», afirmou Fernando Rosas lembrando que «boa parte deles» terminou a carreira «repimpadamente» como conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça.
Nas palavras do historiador, «estes homens estragaram a vida a muitas centenas de portugueses pelo único crime de serem contra o regime».
«Estragaram-lhes a vida condenando-os a penas de prisão em estrita obediência às instruções recebidas da polícia política», acusou, acrescentando que os magistrados foram «não só coniventes mas colaborantes» com o regime.
Vincou, contudo, em declarações aos jornalistas, que não se pode esquecer «a memória e o conhecimento do passado em que os tribunais (plenários) foram instrumento de repressão política».

«Sem maioria, Governo provavelmente terá de pedir demissão»

Vital Moreira diz que qualquer governo minoritário será facilmente derrubado.

Vital Moreira, cabeça-de-lista do PS às eleições Europeias, afirma que, se Sócrates não for eleito com maioria absoluta, «o mais certo é ter de apresentar a demissão». Numa entrevista conjunta Rádio Clube/Correio da Manhã, que irá para o ar no próximo domingo, o constitucionalista salienta que um governo minoritário será facilmente derrubado.
«O PS deve pedir a maioria absoluta dizendo aos portugueses que é do interesse do país a estabilidade governamental e a estabilidade de um Governo que possa durante quatro anos fazer o que tem de ser feito, mesmo que transitoriamente essas medidas não sejam simpáticas. Se tivermos um Governo minoritário, essas condições vão-se ao ar, navegaremos à vista, seremos derrubados à primeira circunstância, o primeiro orçamento será derrubado e provavelmente o Governo terá de ir a Belém apresentar a sua demissão».

Piratas somalis somam e seguem: Ultimato

Familiares dos 16 tripulantes em risco, garantem que os sequestradores vão começar a matar se as negociações não começarem em 72 horas.

Os sequestradores do rebocador italiano Buccaneer, assaltado por piratas a 11 de Abril no Golfo de Aden, ameaçaram matar os seus 16 tripulantes se as negociações não começarem dentro de 72 horas, revelou esta sexta-feira a imprensa local, citada pela Lusa.
O ultimato, citado pela imprensa, foi referido pelos familiares de Vincenzo Montella e Giovanni Vollaro, dois dos retidos italianos com quem foi possível o contacto.
Todavia, num comunicado de imprensa divulgado pouco depois de se conhecer esta notícia, o Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros precisa que nem o armador do navio nem a Embaixada de Itália na Somália comunicaram que os sequestradores se tenham expressado «nesses termos», negando, por isso, qualquer ultimato.
Segundo os familiares, Montella e Vollaro telefonaram quinta-feira à tarde e falaram com os pais, a quem disseram que os sequestradores lhes deram um prazo de 72 horas a partir desta sexta-feira para iniciarem uma negociação com vista à sua libertação. Caso contrário, asseguram as famílias dos sequestrados, começarão a matar os 16 marinheiros.

Carla Matadinho em lingerie para noivas

A modelo e relações públicas é agora protagonista de uma nova campanha de Moda íntima.

Carla Matadinho prepara-se para casar. Ou quase!
Durante a sessão fotográfica para uma nova produção de moda, da marca Simel, direccionada para as noivas, a modelo vestiu alguns modelos de lingerie.
Embora não tenha, efectivamente, dado o «sim», Carla Matadinho surge em poses sensuais vestida de branco, a cor predominante desta produção.
Depois do sucesso na Playboy, e de ter sido relações públicas de alguns eventos autárquicos no Algarve, Carla Matadinho regressa à Moda enquanto o Verão algarvio não chegar.
Porque este ano com a efervescência eleitoral, muitos serão aqueles que vão recorrer aos seus dotes e predicados de... sedução. Está visto que Carla vai dar e receber o «$im»!

Berlusconi recruta bailarinas para vencer Europeias

As candidatas foram treinadas durante um curso de formação na sede do Partido, em Roma. A medida tem como objectivo angariar mais votos.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, acrescenta à sua lista de actos polémicos, que já se tornam imagem de marca, mais um digno de causar surpresa. Na tentativa de angariar um maior número de votos para as eleições europeias de dia 7 de Junho, o magnata da comunicação recrutou como candidatas, para o seu partido, bailarinas, modelos, actrizes e caras famosas da televisão, refere o «20minutos».
Berlusconi contratou Barbara Matera, bailarina da Mediaset, grupo media que controla, a ex-concorrente da versão italiana do «Big Brother», Angela Sozio e a actriz Eleonora Gaggioli.
As candidatas foram treinadas durante um curso de formação na sede do partido em Roma para serem informadas sobre as acções do governo italiano. Receberam ainda folhetos explicativos sobre as o funcionamento das organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional ou a OTAN.
Berlusconi afirma que quer «caras bonitas para renovar a imagem do PDL na Itália e em toda a Europa».

Orgia de luxo em Castelo Suíço

Evento só para os mais endinheirados tem lugar este sábado num local secreto.


Algures na Suíça vai ocorrer no dia 25 de Abril uma orgia de luxo, anunciada na Internet, com um custo de 450 euros por cada casal.
A orgia de luxo tem como cenário um Castelo suíço e o evento tem vindo a ser anunciado há algum tempo no site http://www.castleevents.com/ , onde também é possível fazer as inscrições.
A localização exacta do Castelo é apenas fornecida aos inscritos que, além do sexo, terão no programa direito a concertos de violoncelo, à música de um DJ contratado para o efeito, quartos com decoração de cariz erótico e alguns outros luxos.
Os mais endinheirados poderão desfrutar de copos de champanhe a 80 euros e um serviço de limusina hotel-castelo, com um custo a partir de 100 euros.
Os participantes devem cumprir o código de vestuário, que é para os homens um fato escuro ou smoking e para as mulheres um vestido de noite curto ou longo.
Roupas e adereços em látex, cabedal e metal assim como cores agressivas estão terminantemente proibidas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Internacional: Carrascos em nome da liberdade

Os rostos da tortura no Iraque


RICE, CHENEY e RUMSFELD, DERAM “SIM” À TORTURA

EUA: O Relatório do Senado revela que a Administração Bush estava de acordo sobre os métodos usados pela CIA.
Agora, os Republicanos acusam Obama de perseguição, e os Juristas já avisam que será difícil condenar quem deu as ordens.
Lá, como cá. A máfia política impera!

Dick Cheney:

O antigo vice-presidente foi o único implicado a reagir até agora.

Cheney exigiu a Obama que revele atestado que a CIA evitou com ajuda da tortura.



Condoleezza Rice:

Foi a primeira-a aprovar os métodos da polémica.

Na altura era conselheira para a Segurança Nacional. Mas acabou como secretária de Estado.



Donald Rumsfeld:

Secretário da Defesa foi um dos obreiros da Guerra ao Terror.

Duramente criticado, demitiu-se após a derrota eleitoral republicana, em 2006.


John Ashcroft:
Procurador-geral até 2005 foi um dos autores do Acto Patriótico, polémica lei antiterrorista, criticada por ameaçar liberdades e direitos civis.


George Tenet:


Director da CIA que não conseguiu evitar os atentados de 11 de Setembro, liderou a secreta no tempo em que foi praticada as torturas.

Saiu em 2004.


Quem tem saudades desta gente?

A Dança dos Candidatos em Faro

Partido da Terra preocupado com a sementeira

O comunicado distribuido pela secção de Faro do Partido da Terra mostra que as “autárquicas” em Faro vão ser concorridas e animadas. Mas provavelmente, sem o debate que os munícipes desejariam.

“Num momento em que novas candidaturas ao Município farense se confirmam, começa-se a assistir a um discurso que em nada enriquece o espírito democrático, o MPT/ALGARVE pede por isso serenidade e consciência a todas as forças concorrentes a órgãos do Município de Faro.
O surgimento de várias candidaturas ao Concelho sede de Distrito da primeira região turística do País deve ser encarado com utilidade, pelo que é imperativo que a promoção do debate, o levantamento dos problemas (novos ou antigos) e a arquitectura das soluções e das prioridades para a cidade e freguesias rurais seja o resultado da pluralidade eleitoral que se avizinha.
O Movimento Partido da Terra confirma os já declarados contactos com a candidatura de Macário Correia com vista contribuir para a qualificação do projecto mais inovador, dinâmico e empreendedor disponível para Faro.
O facto da força partidária em exercício de poder autárquico não ter capacidade de obter do seu campo político sinergias construtivas mas sim moções de censura, não lhe conferirá a autoridade de condenar à partida e infundadamente alianças concorrentes. O MPT/Algarve repudia assim todas as declarações proferidas por alguns adversários políticos que visem menosprezar iniciativas de congregação em nome de um Município melhor, seja de que ordem for.
Fora de querelas partidárias, o MPT/Algarve espera portanto que a batalha eleitoral se cinja aos interesses dos Farenses, os quais saberão em todo o tempo discernir os candidatos válidos dos candidatos que por falta de argumentos não convenceram no passado e continuam a não convencer os Farenses”.

Começou a novela “Sócrates TVI”

Manuela e Moniz avançam com queixa contra Sócrates

O director-geral da TVI desmente «caça ao homem» e critica «intimidação» do primeiro-ministro. Moura Guedes sente o seu jornalismo “difamado”.

O jornalismo de Manuela Moura Guedes espelha de alguma forma o mau do bom jornalismo que temos. A ex-cantora, locutora e mulher de muitos dotes, entre eles o de esposa do director-geral de uma emissora de televisão dita independente, tem agora a popularidade que sempre ambicionou: citada por um primeiro ministro que a acusou de perseguição, e a quer ver sentada no banco dos réus.
Não se compreende como José Sócrates caiu nessa armadilha, ao lhe dar a notoriedade que a locutora nunca grangeou, a não ser pela especulação que promove no seu tempo de antena às sextas feiras. Manuela não gostou da entrevista, e diz que também vai processar Sócrates, porque se sente atingida na sua honra e “independência”.
Começou a novela. São mais audiências para a TVI, que por sinal só se revê nas audiências nalguns programas de entertenimento. Porque está provado que os espectadores também não gostam da forma sensacionalista, demagogica e popularucha de tratar a notícia pela Direcção daquela estação de televisão. E como gostos não se discutem, volta-se costas ao populismo da televisão dita de independente, e divide-se o tempo entre outros canais cabo ou pela RTP e a SIC. Aí, nota-se outro arejamento e menor aproveitamento da miséria humana.

"O Arnaldo é que sabe..."
O director-geral da TVI confirmou durante o telejornal das 20h, que já avançou para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates. «Já avancei para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates, não impedindo outros jornalistas de o fazerem também», revelou. Moniz não aguentou, e utilizou as próprias palavras para desmentir as mesmas: «Não sou cobarde, nem me escondo atrás de uma moita ou de um arbusto para fazer uma caça ao homem, utilizando um jornal travestido.»
A jornalista Manuela Moura Guedes vai igualmente processar judicialmente o primeiro-ministro por difamação na sequência de acusações de José Sócrates ao «Jornal Nacional» da TVI, feitas na entrevista à RTP, transmitida terça-feira à noite, onde José Sócrates referiu-se ao telejornal das 20h de sexta-feira da TVI, apresentado por Manuela Moura Guedes, como sendo «travestido» e feito «de ódio e perseguição». Destemido, Sócrates afirmou: «aquilo não é um telejornal, é uma caça ao homem». Para a jornalista, estas frases demonstram «que a pessoa que exerce o cargo de primeiro-ministro lida muito mal com a liberdade de informação».
Estão assim lançadas as bases para uma nova telenovela na TVI. Tudo a favor das boas audiências. Viva o Arnaldo!

VIII Jogo da Democracia

Reforça espírito cívico de alunos louletanos

Jovens deputados apresentaram medidas inovadoras para combater bullying nas escolas.

Três propostas inovadoras para fazer frente a um dos mais preocupantes problemas actuais do meio escolar - o bullying ou violência nas escolas - foram apresentadas esta manhã, na Sala da Assembleia Municipal de Loulé, pelos grupos parlamentares de mais um Jogo da Democracia de Loulé. Esta oitava edição do evento promovido pela Autarquia local saldou-se em mais um êxito, constituindo um sinal positivo para a participação cívica dos jovens, sobretudo pela forma acesa como estes “deputados” debateram o tema.
A proposta que reuniu o maior consenso do plenário foi a do “GIC - Grupo de Intervenção Cívica”. De acordo com este grupo parlamentar, a resolução do problema deverá passar por encontrar formas de alertar todos os alunos para o bullying e, ao mesmo tempo, fortalecer os laços entre os estudantes, tanto as vítimas como os agressores.
Assim, o “GIC” propôs a realização de aulas de formação cívica inter-turmas, todas as semanas, durante um ou dois blocos de 45 minutos, e onde seria promovida a ajuda entre colegas, a protecção mútua, a confiança e outros valores, como forma de fortalecer as relações entre os alunos. Isto levaria a que, por um lado, os agressores deixassem de sentir a necessidade de abusar dos mais fracos e, por outro lado, as vítimas conseguissem fazer amigos que as pudessem proteger.

Outros dos objectivos da proposta seria acabar com atitudes discriminatórias em relação a raças, etnias, sexo ou estilo, o que, de acordo com estes deputados, são alguns dos motivos que levam ao bullying. Estas aulas deveriam ser acompanhadas por professores e psicólogos e seriam realizadas durante o 2º e 3º ciclos, o tempo mínimo necessário para dar frutos.
O Movimento “100.Bullying” foi o que apresentou medidas mais radicais para solucionar o problema mas, ao mesmo tempo, foi talvez o que conseguiu defender a sua proposta de forma mais aguerrida, sobretudo pelo papel interventivo da líder parlamentar.
“Dar um passo atrás para poder dar dois para a frente” foi o lema escolhido pelo grupo que defendeu que o bullying é um “beco sem saída” que obriga a que se recue o suficiente para encontrar caminhos alternativos conducentes a multi-soluções para um problema multifacetado. De acordo com estes deputados, “as consequências do bullying não são as nódoas negras do presente mas a insegurança causada nas vítimas no futuro”.
Como tal, a primeira medida apresentada foi a criação de um local nas escolas onde seria possível efectuar denúncias confidenciais e não anónimas de episódios de bulliyng testemunhados pelo denunciador. Esta seria uma forma dos alunos exercerem um dever cívico, mas evitando também algumas brincadeiras de anónimos.

Após uma investigação e caso a veracidade da denúncia fosse confirmada, a vítima e o agressor teriam acompanhamento psicológico. O agressor seria obrigado a gravar um vídeo onde pedisse desculpas públicas pelo seu acto ou então teria de realizar trabalho comunitário. Se a punição fosse insuficiente, em caso limite, a solução passaria pela suspensão ou expulsão do “buller”.
Já na proposta do Movimento “BullyinBusters”, o grande objectivo seria a sensibilização de toda a comunidade escolar, de forma a evitar mais casos de violência. Assim, professores, pais, alunos e funcionários das escolas seriam os destinatários de acções de formação, palestras, curtas-metragens, documentos informativos e outras iniciativas através das quais toda a comunidade educativa ficasse mais sensibilizada para esta realidade que, cada vez mais, ganha contornos assustadores.
Depois de apresentadas, as três propostas foram discutidas e votadas, num debate vivo que mostrou o espírito crítico e a capacidade interventiva destes alunos. Quanto à participação individual dos jovens deputados Mariana Almeida, Manuel Moura (também um dos vencedores em 2008) e Josué Dias foram distinguidos como os “Melhores Deputados”, numa votação que teve a participação de todo o plenário.
Refira-se que participaram nesta a Escola Secundária de Loulé, as EB 23 Engº Duarte Pacheco (Loulé), S. Pedro do Mar (Quarteira), a EBI de Salir e a EBI Prof. Aníbal Cavaco Silva (Boliqueime).

E quem concorda?

Otelo Saraiva de Carvalho promovido a coronel

Ex-capitão de Abril implicado no Grupo Terrorista FP25, vai receber indemnização de cerca de 50 mil euros e receber mais 500 euros por mês.

A decisão foi tomada na terça-feira. 35 anos depois da revolução de Abril, o ex-capitão foi promovido a coronel de Artilharia, escreve o «Correio da Manhã».
Segundo o jornal, a promoção foi efectuada ao abrigo da lei da reconstituição das carreiras dos militares que tenham sido penalizados por terem participado no período de transição da Revolução de 1974.
A distinção surge sete anos depois de Paulo Portas ter travado a iniciativa, enquanto ministro da Defesa, por questões relacionadas com o processo que envolveu o grupo terrorista FP-25, no qual Otelo foi indultado e depois amnistiado.
A promoção tem efeitos práticos a partir de 1 de Setembro de 2000, pelo que o coronel terá de receber 49800 euros de indemnização, referente à diferença entre os salários de tenente-coronel e de coronel. Passará a ganhar mais 500 euros por mês (3500, no total). O despacho de promoção foi assinado pelos ministros da Defesa e das Finanças.

O líder do CDS-PP condenou, esta quinta-feira, a promoção do tenente-coronel Otelo Saraiva de Carvalho a coronel, considerando que a sua ligação ao 25 de Abril não apaga a ligação à «organização terrorista» FP-25, indica a Lusa. «Quero, em nome do CDS, lamentar e expressar a minha condenação pelo facto de Otelo Saraiva de Carvalho ter sido promovido», afirmou Paulo Portas, no Parlamento.
Considerando que «um Estado de direito não desculpabiliza a utilização do terrorismo», o líder dos democratas-cristãos recordou a ligação de Otelo Saraiva de Carvalho às FP-25. «A sua ligação ao 25 de Abril não apaga a sua ligação às FP-25 de Abril que foram uma organização terrorista, como tal qualificada pelos tribunais portugueses, responsável pela morte de 17 inocentes», sublinhou.
«É uma posição frontal, porventura incómoda, mas é aquela que eu entendo que devo expressar. Jaime Neves também esteve ligado ao 25 de Abril e esteve ligado ao 25 de Novembro, a quem os democratas em Portugal devem o podermos pensar, falar e escrever em liberdade», declarou. Confrontado com o facto de Otelo Saraiva de Carvalho ter sido ilibado pelos tribunais no processo das FP-25, Paulo Portas não respondeu directamente, dizendo apenas: «Em três anos, nunca assinei o papel.»

I Encontro de Clubes de Leitura do Algarve

Loulé e Quarteira participaram no encontro

No passado sábado, os Clubes de Leitura de Loulé e de Quarteira participaram no I Encontro de Clubes de Leitura do Algarve, que decorreu em Portimão, organizado pela autarquia local.

Numa iniciativa que reuniu mais de 300 pessoas, o Município de Loulé fez-se representar com 11 membros do Clube de Leitura de Loulé, 9 do Clube de Quarteira, as moderadoras dos dois clubes, Adriana Nogueira e Conceição Bernardes, respectivamente, e ainda Rita Moreira, bibliotecária da Biblioteca Municipal de Loulé.
Refira-se que, para além de Loulé e Quarteira, estiveram presentes nesta iniciativa os Clubes de Leitura de Lagoa, Portimão, S.Brás de Alportel, Faro e Silves. Os convidados especiais foram os espanhóis dos Clubes de Leitura de Huelva e Los Hermanas.
Rita Moreira e Adriana Nogueira apresentaram publicamente o Clube de Leitura de Loulé. Os Clubes de Leitura de Lagoa e de Silves foram também apresentados pelos seus bibliotecários e moderadores, num momento que serviu igualmente como troca e partilha de experiências. Depois, foi a vez dos clubes do outro lado da fronteira trazerem a público também o seu contributo a este Encontro, falando do contexto espanhol nesta matéria.
Na segunda parte do evento, teve lugar uma conferência subordinada ao tema “Fernando Pessoa e a Música”, proferida pelo Professor Doutor Arnaldo Saraiva, e o concerto de piano e canto de música portuguesa sobre a poesia de Fernando Pessoa, com Teresa Brandão (piano) e José Oliveira Lopes (canto).

Gang detido em Faro

Armas, droga e notas falsas

Quatro indivíduos, com 20, 21, 24 e 26 anos, foram detidos ontem de madrugada pelo efectivo da Guarda Nacional Republicana de Faro, na zona da Conceição, Faro.

Os indivíduos, interceptados no seguimento de uma acção de fiscalização de trânsito, tinham na sua posse duas armas proibidas (caçadeiras de canos serrados estando uma delas municiada), uma pistola de alarme, duas dezenas de cartuchos, cinco notas de cinquenta euros falsas e produto estupefaciente suficiente para quarenta doses individuais de cocaína e para quinhentas e vinte e cinco doses individuais de haxixe.
Aos detidos, três de nacionalidade portuguesa e um guineense, foram ainda apreendidos cerca de mil euros em dinheiro, oito telemóveis e um gorro passa montanhas, para além do veículo em que se faziam transportar.
Depois de consultado o registo criminal dos indivíduos, apurou-se que três deles possuem cadastro por crimes de roubo, sendo que um se encontra evadido do Estabelecimento Prisional de Leiria e um outro se encontra com pena suspensa de cinco anos pelo crime de carjacking.
Um dos detidos é natural de Beja e residente na área de Faro, enquanto os restantes residem na zona do Cacém e da Amadora. Estas detenções surgem no seguimento de uma acção de fiscalização iniciada na noite de ontem, no concelho de Faro, e na qual foram ainda detidos dois condutores por condução sob influência de álcool.
Os indivíduos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Faro, afim de lhe serem determinadas as respectivas medidas de coacção.

Nova lei para o alargamento da escolaridade

Obrigatoriedade acaba no 12º. Ano

Foi aprovada em Conselho de Ministros uma proposta de lei sobre a escolaridade obrigatória que alarga para 12 anos e até aos 18 anos de idade a frequência de instituições de ensino ou formação.

Esta proposta de lei consagra igualmente a universalidade e gratuitidade da educação pré-escolar para crianças com 5 anos de idade. Prevê-se que a obrigatoriedade se aplique aos alunos que no próximo ano lectivo ingressem no 7.º ano de escolaridade ou em todos os anos anteriores. As condições, designadamente de prazo e de gratuitidade, da universalização da educação pré-escolar para crianças com 5 anos serão estabelecidas em diploma próprio que será aprovado após as negociações com os parceiros (Associação Nacional de Municípios Portugueses, IPSS, Misericórdias, e Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo).
Neste momento, está em curso a construção de 300 novas salas para o pré-escolar na Área Metropolitana de Lisboa e está aberto um concurso para alargamento da rede na Área Metropolitana do Porto, esperando-se que em 2010 a capacidade de acolhimento permita um crescimento da cobertura nacional da ordem dos 5 pontos percentuais.
Já a partir do próximo ano lectivo, vão ser criadas bolsas de estudo para os alunos do ensino secundário que se incluam nos escalões 1 e 2 do abono de família. A bolsa tem o valor mensal de duas vezes o valor do abono de família, o que significa que os alunos poderão receber 138 euros mensais no escalão 1 e 105 euros mensais no escalão 2. As bolsas estarão condicionadas ao aproveitamento escolar do aluno. Considerando as idades e condições de rendimento das famílias dos alunos inscritos no ensino secundário, estima-se que o custo da medida ultrapasse os 45 milhões já no próximo ano. Quando a obrigatoriedade de frequência estiver totalmente concretizada, estima-se que o custo do apoio social se aproxime dos 150 milhões de euros.