Passos sem pressa "namora" Cavaco
O presidente do PSD diz que não tem pressa de ser primeiro ministro, e quer o partido com "discurso empolgado" e a remar todo para o mesmo lado. Passos Coelho elogiou o mandato de Cavaco Silva e pede-lhe para se recandidatar.O presidente eleito do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu ontem não ter pressa de ser primeiro ministro, e alertou que o país tem "os olhos postos" no partido. À chegada ao Pavilhão dos Lombos, onde se realiza até domingo o XXXIII Congresso do PSD, Passos Coelho disse querer dirigir-se "em primeiro lugar aos congressistas e ao PSD". Questionado se esta reunião será uma nova arrancada para o partido, o novo líder respondeu afirmativamente.
"Espero que sim, é essa a minha confiança, tenho a certeza que é essa a expetativa de todo o país", afirmou. Questionado sobre quando espera ser primeiro ministro, o líder social democrata garantiu que não tem um 'timing' definido para essa ambição.
"Não há nenhum 'timing', ninguém tem pressa (...) Tenho a certeza que temos muito trabalho para fazer daqui para a frente, o país tem os olhos postos no PSD, teremos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para merecer a confiança que nos foi dada pelos militantes do PSD e conquistar a confiança dos portugueses", disse.
Na sua primeira intervenção como presidente do PSD, Passos Coelho manifestou-se confiante que os sociais democratas estarão "todos a remar para o mesmo lado" e prometeu um partido com "um discurso empolgado" que apresenta alternativas. Pedro Passos Coelho falou durante cerca de meia hora aos delegados do XXXIII Congresso do PSD, em Carcavelos, e começou por saudar os seus adversários nas diretas por se terem mostrado "disponíveis para fazer um caminho comum".Passos Coelho disse que não há memória no partido de adversários em diretas chegarem ao congresso com listas conjuntas, como acontece agora com as listas que apresenta com Paulo Rangel o Conselho Nacional e ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, nas quais José Pedro Aguiar-Branco prescindiu de estar representado.
"O nosso partido hoje é diferente do que era há um mês. É um partido que está coeso, que mostra a sua união e que vai mostrar, não tenho dúvida, uma vontade muito grande de seguir uma estratégia para a qual todos estaremos a remar para o mesmo lado", considerou, apontando a coesão interna como a "primeira condição" para os sociais democratas serem respeitados em Portugal. "O caminho de coesão tem de ser regado todos os dias. Todos vamos ter de regar esta nossa vontade", acrescentou, contudo.
Num diagnóstico da situação do país, Passos Coelho falou em "morte lenta económica", em "injustiça social", em "descrença e desconfiança na sociedade democrática" e descreveu o atual Governo como "um Governo sem orientação estratégica, sem capacidade reformista e sem nenhuma capacidade de vender um sonho ou uma esperança para o futuro do país". O desafio do PSD é mostrar que é um "partido que apresenta alternativas" e que tem uma "receita" diferente, apontando como caminho "cortar despesa pública que não é essencial" em vez do "esmagamento da classe média e aumento de impostos".
Reiterando que não tem "nenhuma vontade de criar crises políticas artificiais em Portugal", Passos Coelho disse depois que quer oferecer "um Governo novo que traga a Portugal não o discurso miserabilista do que não podemos fazer, do que tem estado mal, da morte lenta económica". O novo presidente do PSD recusou o pessimismo, defendendo que a política deve "mobilizar as sociedades" e servir para ajudar cada cidadão "na busca da felicidade a que todos temos direito", e prometeu apresentar "um discurso empolgado".
"Não contem por isso com excesso de gravidade", acrescentou, reforçando que não se inibirá de mostrar "contentamento" com o desempenho do PSD. "Eu sou hoje um homem feliz porque recebi um mandato de confiança e sei que o meu partido vai receber um voto de confiança muito alargado de Portugal para poder ajudar Portugal a sair da situação em que se encontra", rematou.
Apelo a Cavaco para que se recandidate
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, elogiou hoje o mandato de Cavaco Silva como Presidente da República e disse-lhe que se dependesse da vontade dos sociais democratas ele deveria recandidatar-se. No seu discurso na abertura do XXXIII Congresso do PSD, Passos Coelho apontou as eleições presidenciais do próximo ano como "a primeira prova eleitoral do novo ciclo" que agora começa para o partido.
"Disse e reafirmo-o aqui que o PSD tem um candidato natural a essas eleições que é Aníbal Cavaco Silva", declarou, reiterando que aguardará pela decisão que o Presidente da República tomará em relação a uma recandidatura a Belém. Passos Coelho ressalvou que não confunde "a Presidência da República com o Governo do país" e que tem presente que o cargo de Presidente da República "não tem um caráter partidário", está "acima da luta partidária e dos partidos políticos".
Contudo, acrescentou que se Cavaco Silva, antes de tomar a sua decisão, tiver "espaço para ouvir o que pensa um partido que tem a implantação" que o PSD tem, o que os sociais democratas lhe diriam a partir do congresso de Carcavelos é que tem sido "um grande Presidente da República" e "tem feito um mandato que orgulha aqueles que o apoiaram há quatro anos. Se depender da nossa vontade, ele deveria recandidatar-se", concluiu.
"Disse e reafirmo-o aqui que o PSD tem um candidato natural a essas eleições que é Aníbal Cavaco Silva", declarou, reiterando que aguardará pela decisão que o Presidente da República tomará em relação a uma recandidatura a Belém. Passos Coelho ressalvou que não confunde "a Presidência da República com o Governo do país" e que tem presente que o cargo de Presidente da República "não tem um caráter partidário", está "acima da luta partidária e dos partidos políticos".
Contudo, acrescentou que se Cavaco Silva, antes de tomar a sua decisão, tiver "espaço para ouvir o que pensa um partido que tem a implantação" que o PSD tem, o que os sociais democratas lhe diriam a partir do congresso de Carcavelos é que tem sido "um grande Presidente da República" e "tem feito um mandato que orgulha aqueles que o apoiaram há quatro anos. Se depender da nossa vontade, ele deveria recandidatar-se", concluiu.


















