
Em cada dia do ano passado, pelo menos 7,4 mil pessoas no mundo foram infectadas pelo HIV. A maioria delas vive em países pobres. Um total de 45% desse contingente é formado por jovens entre 15 e 24 anos. Os dados, divulgados pelo Programa das Nações Unidas para a SIDA (ONUSIDA), representam uma queda de 10% no número de novas infecções em relação a 2001.
O relatório também chama a atenção para o número ainda alto de crianças infectadas. No ano passado, surgiram 370 mil novos casos envolvendo menores de 15 anos. Em 2001, eram 410 mil. Um dos factores que gerou essa redução foi o maior acesso de grávidas com HIV a anti-retrovirais para prevenir a transmissão do vírus para os bebés. diz o relatório. A percentagem de gestantes de todo o mundo que receberam as drogas subiu de 14% para 33% entre 2005 e 2007. Também em Portigal, o número de infectados com HIV aumentou no último ano. Os comportamentos de risco foram esquecidos, e a ideia de que a Sida se tornou numa doença crónica incurável fez o resto.
Porém, para este ano, há três inovações esperadas no tratamento, com a introdução de novos fármacos de classes terapêuticas diferentes daqueles que existem actualmente no mercado.Um deles é um inibidor da protease, que tem apresentado muito bons resultados em doentes em tratamento há muitos anos e que criaram resistências aos medicamentos. Outro é um inibidor da integrase, uma proteína que permite ao vírus instalar-se e replicar-se. A grande mais valia passa por impedir que este penetre as células, funcionando como um inibidor da sua entrada. Vai permitir tratar um doente que se tornou resistente a outros tratamentos e cuja saúde se está a degradar de forma a que este tenha de comecar tudo de novo.
Além destes dois, espera-se a chegada de um fármaco de acção tripla, que reduzirá para uma comprimido o tratamento anti-retroviral. A juntar aos anti-retrovirais, os doentes acabam por tomar também medicamentos para combater as doenças oportunistas que para atenuar s efeitos secundários do tratamento.