
Estranho silêncio paira sobre o processo de extradição de dois cidadãos Iranianos que pediram asilo humanitário em Inglaterra.
Um País bem nosso conhecido pelos seus excessos e costumes de libertinagem dos seus cidadãos, que se revela deste modo insensível, e hipócrita, ao subscrever os Direitos Humanos.
O Governo trabalhista britânico foi fortemente criticado pelo jornal "The Independent" por não conceder asilo político a dois cidadãos iranianos (um jovem homossexual e uma lésbica), que solicitaram por temerem uma condenação à morte no seu país. O último caso conhecido diz respeito a Pegah Emambakhsh, uma lésbica de 40 anos que fugiu para a Inglaterra depois da sua companheira ter sido condenada ao apedrejamento no Irão.

Agora, mais de 60 deputados britânicos enviaram um pedido ao primeiro-ministro, Gordon Brown, no qual lhe pedem que se detenha na decisão de deportar Mehdi Kazemi, um homossexual de 19 anos. Kazemi fugiu para a Holanda depois de o Ministério do Interior britânico negar o seu pedido de asilo político no ano passado, e o seu caso está actualmente nas mãos da Justiça holandesa, que deverá decidir se o devolve ao Reino Unido.
"De regresso ao Reino Unido, o jovem gay expõe-se ao risco de ser deportado para o país onde o seu companheiro já foi executado", informa o jornal.

De acordo com a legislação islâmica iraniana, as lésbicas declaradas culpadas de relações sexuais podem ser condenadas a 100 chicotadas, mas, ao terceirodelito desse tipo, a condenação consiste na sua execução. Emambakshsh esteve a ponto de ser deportada em agosto, mas os parlamentares convenceram o Governo a deixá-la por enquanto no país até que se explorasse as diferentes possibilidades de recurso legal contra sua expulsão do país.
A eurodeputada Sarah Ludford, porta-voz do grupo a favor dos direitos dos homossexuais e lésbicas do Parlamento Europeu, escreveu à ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, pedindo-lhe que revise o casode Kazemi. "Jacqui Smith deve reconhecer e agir levando em conta a ameaça de perseguição e execução à qual estaria exposto Kzami caso ele seja deportado ao Irã", disse Ludford.

Os ingleses, que até têm soldados seus naquelas paragens, e que urinam sobre as fotos dos ayatolahs... (foto ao lado), parecem esquecer que, deportar uma pessoa para um país onde ela será executada sem ter cometido nenhum crime, numa óbvia violação dos direitos humanos, é condená-la à morte antecipadamente.
E, mesmo que o Ministério estivesse certo no seu presuposto (hipócrita) - de que "se a pessoa é 'discreta' ela não sofrerá perseguição" (um verdadeiro absurdo!) - nesse caso, e ainda em Inglaterra os dois já estão a ser perseguidos e, pelo que se entende, marcados para morrer.